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    <title>Tempo ao Tempo</title>
    <itunes:subtitle> Um podcast de histórias da História, de Passado, Presente e Futuro, e da mudança da Memória no Tempo.</itunes:subtitle>
    <link>https://expresso.pt/podcasts</link>
    <description><![CDATA[<p>Tempo ao Tempo &eacute; um podcast de hist&oacute;rias da Hist&oacute;ria, de passado, presente e futuro, e da mudan&ccedil;a da mem&oacute;ria no tempo. Aqui vamos percorrer a micro-hist&oacute;ria e a Hist&oacute;ria global, a Hist&oacute;ria europeia e a Hist&oacute;ria nacional, sempre com o objetivo de atualizar os dilemas das pessoas do passado e colocar em perspetiva hist&oacute;rica os nossos dilemas do presente. Com o tempo, v&atilde;o aparecer texturas e um padr&atilde;o narrativo, que ajudar&aacute; a fazer sentido do todo. Mas o todo ser&aacute; sempre mult&iacute;modo, polif&oacute;nico e ecl&eacute;tico. De muitos caminhos.&nbsp;</p>
<p>Todas as quintas-feiras um novo epis&oacute;dio escrito e narrado por Rui Tavares, com apoio &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de Leonor Losa.&nbsp;</p>
<p>A sonoplastia de Tempo ao Tempo &eacute; de Jo&atilde;o Lu&iacute;s Amorim e a capa &eacute; de Vera Tavares e Tiago Pereira Santos.&nbsp;</p>]]></description>
    <itunes:type>episodic</itunes:type>
    <itunes:summary>Tempo ao Tempo é um podcast de histórias da História, de passado, presente e futuro, e da mudança da memória no tempo. Aqui vamos percorrer a micro-história e a História global, a História europeia e a História nacional, sempre com o objetivo de atualizar os dilemas das pessoas do passado e colocar em perspetiva histórica os nossos dilemas do presente. Com o tempo, vão aparecer texturas e um padrão narrativo, que ajudará a fazer sentido do todo. Mas o todo será sempre multímodo, polifónico e eclético. De muitos caminhos. 

Todas as quintas-feiras um novo episódio escrito e narrado por Rui Tavares, com apoio à produção de Leonor Losa. 

A sonoplastia de Tempo ao Tempo é de João Luís Amorim e a capa é de Vera Tavares e Tiago Pereira Santos. </itunes:summary>
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      <itunes:name>Joana Beleza</itunes:name>
      <itunes:email>jbeleza@expresso.impresa.pt</itunes:email>
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    <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
    <copyright>2026 Expresso</copyright>
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    <itunes:category text="History"></itunes:category>
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      <title>Tempo ao Tempo</title>
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    <item>
      <title>Os mais ouvidos de 2026: Beatriz Ângelo, a primeira mulher a conseguir votar em Portugal</title>
      <itunes:title>Os mais ouvidos de 2026: Beatriz Ângelo, a primeira mulher a conseguir votar em Portugal</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Recorde aqui um dos epis&oacute;dios mais ouvidos do podcast Tempo ao Tempo, onde Rui Tavares nos conta a hist&oacute;ria de Carolina Beatriz &Acirc;ngelo, a primeira mulher a poder votar em Portugal durante a Primeira Rep&uacute;blica, aproveitando uma exce&ccedil;&atilde;o que lhe conferiu o direito (e uma salva de palmas).</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Recorde aqui um dos epis&oacute;dios mais ouvidos do podcast Tempo ao Tempo, onde Rui Tavares nos conta a hist&oacute;ria de Carolina Beatriz &Acirc;ngelo, a primeira mulher a poder votar em Portugal durante a Primeira Rep&uacute;blica, aproveitando uma exce&ccedil;&atilde;o que lhe conferiu o direito (e uma salva de palmas).</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Recorde aqui um dos episódios mais ouvidos do podcast Tempo ao Tempo, onde Rui Tavares nos conta a história de Carolina Beatriz Ângelo, a primeira mulher a poder votar em Portugal durante a Primeira República, aproveitando uma exceção que lhe conferiu o direito (e uma salva de palmas).</itunes:summary>
      <itunes:episodeType>bonus</itunes:episodeType>
      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 06 Aug 2026 06:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>A história das férias pagas e a conquista do direito a não contar o tempo</title>
      <itunes:title>A história das férias pagas e a conquista do direito a não contar o tempo</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p dir="ltr" data-pm-slice="1 1 []">No ver&atilde;o de 1936, Fran&ccedil;a assistiu a uma transforma&ccedil;&atilde;o in&eacute;dita. Com a aprova&ccedil;&atilde;o de duas semanas de f&eacute;rias pagas pelo governo da Frente Popular, milh&otilde;es de trabalhadores passaram a poder fazer algo at&eacute; ent&atilde;o reservado a uma minoria: descansar sem perder sal&aacute;rio. Mas esta conquista social desencadeou uma guerra cultural.</p> <p dir="ltr">Al&eacute;m do entusiasmo por parte dos trabalhadores, a medida provocou tamb&eacute;m uma forte rea&ccedil;&atilde;o. Parte da imprensa conservadora e de extrema-direita ridicularizou os novos veraneantes, anunciou o decl&iacute;nio das praias e dos costumes, apresentando as f&eacute;rias pagas como uma amea&ccedil;a &agrave; ordem social.</p> <p dir="ltr">Neste &uacute;ltimo epis&oacute;dio antes das f&eacute;rias de Tempo ao Tempo, Rui Tavares conta a hist&oacute;ria das f&eacute;rias, desde as pausas religiosas e o lazer aristocr&aacute;tico at&eacute; ao nascimento do trabalho industrial, que separou claramente o tempo de trabalho do tempo de descanso.</p> <p dir="ltr">As f&eacute;rias pagas, que em Portugal s&oacute; seriam institu&iacute;das depois do 25 de Abril, tornaram-se uma das grandes conquistas sociais do s&eacute;culo XX: o direito de, por alguns dias, deixar de contar o tempo.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr" data-pm-slice="1 1 []">No ver&atilde;o de 1936, Fran&ccedil;a assistiu a uma transforma&ccedil;&atilde;o in&eacute;dita. Com a aprova&ccedil;&atilde;o de duas semanas de f&eacute;rias pagas pelo governo da Frente Popular, milh&otilde;es de trabalhadores passaram a poder fazer algo at&eacute; ent&atilde;o reservado a uma minoria: descansar sem perder sal&aacute;rio. Mas esta conquista social desencadeou uma guerra cultural.</p> <p dir="ltr">Al&eacute;m do entusiasmo por parte dos trabalhadores, a medida provocou tamb&eacute;m uma forte rea&ccedil;&atilde;o. Parte da imprensa conservadora e de extrema-direita ridicularizou os novos veraneantes, anunciou o decl&iacute;nio das praias e dos costumes, apresentando as f&eacute;rias pagas como uma amea&ccedil;a &agrave; ordem social.</p> <p dir="ltr">Neste &uacute;ltimo epis&oacute;dio antes das f&eacute;rias de Tempo ao Tempo, Rui Tavares conta a hist&oacute;ria das f&eacute;rias, desde as pausas religiosas e o lazer aristocr&aacute;tico at&eacute; ao nascimento do trabalho industrial, que separou claramente o tempo de trabalho do tempo de descanso.</p> <p dir="ltr">As f&eacute;rias pagas, que em Portugal s&oacute; seriam institu&iacute;das depois do 25 de Abril, tornaram-se uma das grandes conquistas sociais do s&eacute;culo XX: o direito de, por alguns dias, deixar de contar o tempo.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Esta semana, no último episódio antes das férias, Rui Tavares leva-nos até ao verão de 1936, quando França aprovou 15 dias de férias pagas a todos os trabalhadores.</itunes:summary>
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      <itunes:episode>67</itunes:episode>
      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 30 Jul 2026 06:23:47 +0000</pubDate>
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      <title>Quem inventou a semana? A história dos sete dias que moldam as nossas vidas e o trabalho</title>
      <itunes:title>Quem inventou a semana? A história dos sete dias que moldam as nossas vidas e o trabalho</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p dir="ltr" data-pm-slice="1 1 []">H&aacute; uma evid&ecirc;ncia que raramente questionamos: a semana. Vivemos orientados por segundas-feiras, esperamos pela sexta e contamos os dias at&eacute; ao fim de semana&hellip; A semana est&aacute; t&atilde;o entranhada na vida quotidiana que raramente se pensa nela. No entanto, ao contr&aacute;rio do dia, do m&ecirc;s ou do ano, n&atilde;o corresponde a nenhum fen&oacute;meno natural. &Eacute; uma conven&ccedil;&atilde;o humana que acabou por por se tornar o principal ritmo da vida moderna.&nbsp;</p> <p dir="ltr">Neste epis&oacute;dio, a aten&ccedil;&atilde;o recai sobre essa estranha inven&ccedil;&atilde;o de sete dias que organiza o trabalho, o descanso, a religi&atilde;o e a pr&oacute;pria perce&ccedil;&atilde;o do tempo. Porque raz&atilde;o a semana tem sete dias? De onde v&ecirc;m os nomes dos dias? E porque &eacute; que, em portugu&ecirc;s, a segunda, a ter&ccedil;a, a quarta, a quinta e a sexta-feira s&atilde;o diferentes do Monday, do Tuesday ou do jeudi?</p> <p dir="ltr">Entre tradi&ccedil;&otilde;es religiosas, heran&ccedil;as da Antiguidade e transforma&ccedil;&otilde;es do mundo do trabalho, emerge uma ideia simples: poucas cria&ccedil;&otilde;es humanas tiveram tanto sucesso como a semana. T&atilde;o bem-sucedida, ali&aacute;s, que quase j&aacute; ningu&eacute;m se recorda de que foi inventada.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr" data-pm-slice="1 1 []">H&aacute; uma evid&ecirc;ncia que raramente questionamos: a semana. Vivemos orientados por segundas-feiras, esperamos pela sexta e contamos os dias at&eacute; ao fim de semana&hellip; A semana est&aacute; t&atilde;o entranhada na vida quotidiana que raramente se pensa nela. No entanto, ao contr&aacute;rio do dia, do m&ecirc;s ou do ano, n&atilde;o corresponde a nenhum fen&oacute;meno natural. &Eacute; uma conven&ccedil;&atilde;o humana que acabou por por se tornar o principal ritmo da vida moderna.&nbsp;</p> <p dir="ltr">Neste epis&oacute;dio, a aten&ccedil;&atilde;o recai sobre essa estranha inven&ccedil;&atilde;o de sete dias que organiza o trabalho, o descanso, a religi&atilde;o e a pr&oacute;pria perce&ccedil;&atilde;o do tempo. Porque raz&atilde;o a semana tem sete dias? De onde v&ecirc;m os nomes dos dias? E porque &eacute; que, em portugu&ecirc;s, a segunda, a ter&ccedil;a, a quarta, a quinta e a sexta-feira s&atilde;o diferentes do Monday, do Tuesday ou do jeudi?</p> <p dir="ltr">Entre tradi&ccedil;&otilde;es religiosas, heran&ccedil;as da Antiguidade e transforma&ccedil;&otilde;es do mundo do trabalho, emerge uma ideia simples: poucas cria&ccedil;&otilde;es humanas tiveram tanto sucesso como a semana. T&atilde;o bem-sucedida, ali&aacute;s, que quase j&aacute; ningu&eacute;m se recorda de que foi inventada.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Esta semana, Rui Tavares fala-nos… sobre a semana. Como é que surgiram os nomes dos dias da semana? E os dias de descanso, foram sempre iguais? Oiça o podcast Tempo ao Tempo.</itunes:summary>
      <itunes:episodeType>full</itunes:episodeType>
      <itunes:season>1</itunes:season>
      <itunes:episode>66</itunes:episode>
      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 23 Jul 2026 07:01:56 +0000</pubDate>
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      <title>Como começa o tempo? A história do ano 1 do calendário Islâmico</title>
      <itunes:title>Como começa o tempo? A história do ano 1 do calendário Islâmico</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p dir="ltr" data-pm-slice="1 1 []">Partimos de Bassor&aacute;, cidade nas margens da antiga Mesopot&acirc;mia, para seguir a hist&oacute;ria da origem do calend&aacute;rio da &Eacute;gira. O ponto de partida &eacute; quase burocr&aacute;tico: uma carta enviada para Medina sem indica&ccedil;&atilde;o do ano. Mas dessa dificuldade administrativa nasce uma quest&atilde;o muito maior: como come&ccedil;ar a contar o tempo de uma nova comunidade, de um novo imp&eacute;rio, de uma nova vis&atilde;o do mundo?</p> <p dir="ltr">Neste epis&oacute;dio, Rui Tavares percorre a hist&oacute;ria da cria&ccedil;&atilde;o do calend&aacute;rio isl&acirc;mico e explica por que raz&atilde;o venceu a H&eacute;gira &mdash; a migra&ccedil;&atilde;o de Maom&eacute; de Meca para Medina &mdash; como marco inaugural da nova era. Pelo caminho cruzam-se religi&atilde;o, pol&iacute;tica, cronologia e mem&oacute;ria, num exerc&iacute;cio que recorda que os calend&aacute;rios n&atilde;o s&atilde;o neutros: s&atilde;o formas de organizar o passado e dar sentido &agrave; hist&oacute;ria. Porque, afinal, contar o tempo &eacute; tamb&eacute;m uma maneira de contar o mundo.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr" data-pm-slice="1 1 []">Partimos de Bassor&aacute;, cidade nas margens da antiga Mesopot&acirc;mia, para seguir a hist&oacute;ria da origem do calend&aacute;rio da &Eacute;gira. O ponto de partida &eacute; quase burocr&aacute;tico: uma carta enviada para Medina sem indica&ccedil;&atilde;o do ano. Mas dessa dificuldade administrativa nasce uma quest&atilde;o muito maior: como come&ccedil;ar a contar o tempo de uma nova comunidade, de um novo imp&eacute;rio, de uma nova vis&atilde;o do mundo?</p> <p dir="ltr">Neste epis&oacute;dio, Rui Tavares percorre a hist&oacute;ria da cria&ccedil;&atilde;o do calend&aacute;rio isl&acirc;mico e explica por que raz&atilde;o venceu a H&eacute;gira &mdash; a migra&ccedil;&atilde;o de Maom&eacute; de Meca para Medina &mdash; como marco inaugural da nova era. Pelo caminho cruzam-se religi&atilde;o, pol&iacute;tica, cronologia e mem&oacute;ria, num exerc&iacute;cio que recorda que os calend&aacute;rios n&atilde;o s&atilde;o neutros: s&atilde;o formas de organizar o passado e dar sentido &agrave; hist&oacute;ria. Porque, afinal, contar o tempo &eacute; tamb&eacute;m uma maneira de contar o mundo.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Esta semana, Rui Tavares leva-nos até Bassorá para refletir sobre a origem do tempo, isto é, a origem do calendário Islâmico. Oiça o podcast Tempo ao Tempo.</itunes:summary>
      <category>historia</category>
      <category>tempo</category>
      <category>rui tavares</category>
      <category>islão</category>
      <category>calendário</category>
      <category>tempo da história</category>
      <category>calendarios</category>
      <category>ano lunar</category>
      <category>ano solar</category>
      <category>expresso</category>
      <itunes:keywords>historia, tempo, rui tavares, islão, calendário, tempo da história, calendarios, ano lunar, ano solar, expresso</itunes:keywords>
      <itunes:episodeType>full</itunes:episodeType>
      <itunes:season>1</itunes:season>
      <itunes:episode>65</itunes:episode>
      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 16 Jul 2026 06:55:45 +0000</pubDate>
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    <item>
      <title>O CR7 do ano 147: Caio Apuleio Diocles, o atleta lusitano que terá ganho mais dinheiro e mais fama que Cristiano Ronaldo</title>
      <itunes:title>O CR7 do ano 147: Caio Apuleio Diocles, o atleta lusitano que terá ganho mais dinheiro e mais fama que Cristiano Ronaldo</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p dir="ltr" data-pm-slice="1 1 []">A not&iacute;cia da poss&iacute;vel despedida de Cristiano Ronaldo dos Campeonatos do Mundo leva-nos &agrave; singular hist&oacute;ria de Caio Apuleio Diocles, ou Lamecus, talvez o mais c&eacute;lebre e rico desportista da Antiguidade. Entre a hist&oacute;ria e a curiosidade, este epis&oacute;dio estabelece um paralelo fascinante entre duas figuras ligadas ao atual territ&oacute;rio portugu&ecirc;s, separadas por quase dois mil anos.</p> <p dir="ltr">Identificado nas inscri&ccedil;&otilde;es romanas como lusitanus e tradicionalmente associado a Lamego, Diocles participou em mais de quatro mil corridas de quadrigas, conquistou mais de mil e quatrocentas vit&oacute;rias e acumulou uma fortuna que, em valores atuais, poder&aacute; corresponder a milhares de milh&otilde;es de euros. Com base nas inscri&ccedil;&otilde;es romanas que preservaram a sua mem&oacute;ria, o epis&oacute;dio conduz-nos ao universo das corridas de quadrigas, o grande espet&aacute;culo de massas do Imp&eacute;rio Romano, onde a fama, o dinheiro e as rivalidades entre equipas mobilizavam multid&otilde;es.</p> <p dir="ltr">Uma compara&ccedil;&atilde;o inesperada entre dois campe&otilde;es que marcaram o seu tempo, Ronaldo e Diocles, revela como o culto dos grandes atletas atravessa os s&eacute;culos.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr" data-pm-slice="1 1 []">A not&iacute;cia da poss&iacute;vel despedida de Cristiano Ronaldo dos Campeonatos do Mundo leva-nos &agrave; singular hist&oacute;ria de Caio Apuleio Diocles, ou Lamecus, talvez o mais c&eacute;lebre e rico desportista da Antiguidade. Entre a hist&oacute;ria e a curiosidade, este epis&oacute;dio estabelece um paralelo fascinante entre duas figuras ligadas ao atual territ&oacute;rio portugu&ecirc;s, separadas por quase dois mil anos.</p> <p dir="ltr">Identificado nas inscri&ccedil;&otilde;es romanas como lusitanus e tradicionalmente associado a Lamego, Diocles participou em mais de quatro mil corridas de quadrigas, conquistou mais de mil e quatrocentas vit&oacute;rias e acumulou uma fortuna que, em valores atuais, poder&aacute; corresponder a milhares de milh&otilde;es de euros. Com base nas inscri&ccedil;&otilde;es romanas que preservaram a sua mem&oacute;ria, o epis&oacute;dio conduz-nos ao universo das corridas de quadrigas, o grande espet&aacute;culo de massas do Imp&eacute;rio Romano, onde a fama, o dinheiro e as rivalidades entre equipas mobilizavam multid&otilde;es.</p> <p dir="ltr">Uma compara&ccedil;&atilde;o inesperada entre dois campe&otilde;es que marcaram o seu tempo, Ronaldo e Diocles, revela como o culto dos grandes atletas atravessa os s&eacute;culos.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>A propósito do mundial e da despedida de Cristiano Ronaldo dos mundiais de futebol leva Rui Tavares a recordar-nos a história de um atleta, nascido na Lusitânia, provavelmente o atleta mais rico de sempre. Conheça a história de Caio Apuleio Diocles em Tempo ao Tempo</itunes:summary>
      <itunes:episodeType>full</itunes:episodeType>
      <itunes:season>1</itunes:season>
      <itunes:episode>64</itunes:episode>
      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 09 Jul 2026 06:59:08 +0000</pubDate>
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    <item>
      <title>Marc Bloch e Simone Vidal: a história serve para quê, afinal?</title>
      <itunes:title>Marc Bloch e Simone Vidal: a história serve para quê, afinal?</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p dir="ltr">A recente panteoniza&ccedil;&atilde;o do historiador franc&ecirc;s Marc Bloch e da sua mulher, Simone Vidal, oitenta e dois anos ap&oacute;s as suas mortes, serve de ponto de partida para uma profunda reflex&atilde;o de Rui Tavares sobre a hist&oacute;ria e para que serve a hist&oacute;ria. Marc Bloch e Simone Vidal entraram, por proposta de Emmanuel Macron, no Pante&atilde;o de Paris, onde s&atilde;o agora evocados atrav&eacute;s de cenot&aacute;fios que preservam a sua mem&oacute;ria, uma vez que os seus restos mortais permanecem no local de origem.</p> <p dir="ltr">Figura nuclear da historiografia contempor&acirc;nea, fundador da Escola dos Annales e da corrente da Hist&oacute;ria das mentalidades; defensor de uma Hist&oacute;ria entendida como ci&ecirc;ncia da humanidade e da mudan&ccedil;a, Bloch distinguiu-se tamb&eacute;m pelo seu compromisso &eacute;tico e pol&iacute;tico: recusou o ex&iacute;lio e integrou a Resist&ecirc;ncia francesa, acabando por ser preso e executado pela Gestapo em 1944.</p> <p dir="ltr">Da interroga&ccedil;&atilde;o do seu filho quando menino &ldquo;para que serve a Hist&oacute;ria?&rdquo; nasceu Apologia da Hist&oacute;ria, obra interrompida pela viol&ecirc;ncia da guerra.</p> <p dir="ltr">Mostrando-nos como a fam&iacute;lia se posicionou politicamente face &agrave; panteoniza&ccedil;&atilde;o de Bloch e Vidal, Rui Tavares aproveita para refletir sobre o legado do historiador: a busca da verdade, a empatia pelo passado e a coragem perante a adversidade.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr">A recente panteoniza&ccedil;&atilde;o do historiador franc&ecirc;s Marc Bloch e da sua mulher, Simone Vidal, oitenta e dois anos ap&oacute;s as suas mortes, serve de ponto de partida para uma profunda reflex&atilde;o de Rui Tavares sobre a hist&oacute;ria e para que serve a hist&oacute;ria. Marc Bloch e Simone Vidal entraram, por proposta de Emmanuel Macron, no Pante&atilde;o de Paris, onde s&atilde;o agora evocados atrav&eacute;s de cenot&aacute;fios que preservam a sua mem&oacute;ria, uma vez que os seus restos mortais permanecem no local de origem.</p> <p dir="ltr">Figura nuclear da historiografia contempor&acirc;nea, fundador da Escola dos Annales e da corrente da Hist&oacute;ria das mentalidades; defensor de uma Hist&oacute;ria entendida como ci&ecirc;ncia da humanidade e da mudan&ccedil;a, Bloch distinguiu-se tamb&eacute;m pelo seu compromisso &eacute;tico e pol&iacute;tico: recusou o ex&iacute;lio e integrou a Resist&ecirc;ncia francesa, acabando por ser preso e executado pela Gestapo em 1944.</p> <p dir="ltr">Da interroga&ccedil;&atilde;o do seu filho quando menino &ldquo;para que serve a Hist&oacute;ria?&rdquo; nasceu Apologia da Hist&oacute;ria, obra interrompida pela viol&ecirc;ncia da guerra.</p> <p dir="ltr">Mostrando-nos como a fam&iacute;lia se posicionou politicamente face &agrave; panteoniza&ccedil;&atilde;o de Bloch e Vidal, Rui Tavares aproveita para refletir sobre o legado do historiador: a busca da verdade, a empatia pelo passado e a coragem perante a adversidade.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>O historiador Marc Bloch e a sua mulher Simone Vidal ascenderam ao Panteão Francês, e esta efeméride é a altura ideal para tentar responder à pergunta que o próprio Bloch não acabou de responder: Para que serve a história?</itunes:summary>
      <category>história</category>
      <category>Panteão francês</category>
      <category>historiografia</category>
      <category>resistência</category>
      <category>Segunda Guerra Mundial</category>
      <category>memória</category>
      <category>identidade nacional</category>
      <category>filosofia da história</category>
      <category>marc bloch</category>
      <itunes:keywords>história, Panteão francês, historiografia, resistência, Segunda Guerra Mundial, memória, identidade nacional, filosofia da história, marc bloch</itunes:keywords>
      <itunes:episodeType>full</itunes:episodeType>
      <itunes:season>1</itunes:season>
      <itunes:episode>63</itunes:episode>
      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 02 Jul 2026 06:00:00 +0000</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>O Queijo e os Vermes: o legado Carlo Ginzburg nos modos modernos de fazer e pensar a história</title>
      <itunes:title>O Queijo e os Vermes: o legado Carlo Ginzburg nos modos modernos de fazer e pensar a história</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p dir="ltr" data-pm-slice="1 1 []">Interromper a programa&ccedil;&atilde;o prevista para falar do historiador Carlo Ginzburg por ocasi&atilde;o da sua morte, n&atilde;o &eacute; um gesto circunstancial, mas uma exig&ecirc;ncia da pr&oacute;pria pr&aacute;tica da hist&oacute;ria. Neste epis&oacute;dio Rui Tavares traz-nos um pouco da biografia de Ginzburg, evoca como o seu pensamento moldou a forma como olhamos para o passado e, de certo modo, reconhece a sua pr&oacute;pria filia&ccedil;&atilde;o intelectual.</p> <p dir="ltr">Num s&eacute;culo marcado por grandes s&iacute;nteses e ambi&ccedil;&otilde;es de totalidade, a proposta de Carlo Ginzburg foi a de reduzir a escala. N&atilde;o para diminuir a hist&oacute;ria, mas para a tornar mais densa. Na obra &ldquo;O Queijo e os Vermes&rdquo;, em vez de vastos panoramas de uma &eacute;poca, mostra-nos um moleiro; em vez de procurar no pormenor a confirma&ccedil;&atilde;o da norma, endere&ccedil;a o at&iacute;pico como forma de questionar as certezas acerca do passado; em vez de usar os documentos do passado como provas, trata o arquivo como um terreno vivo, quase ao modo antropol&oacute;gico.</p> <p dir="ltr">Interromper para falar de Ginzburg &eacute;, por isso, tamb&eacute;m lembrar que fazer hist&oacute;ria implica saber parar &mdash; e reconhecer quem nos ensinou a ver no &iacute;nfimo uma outra forma de grandeza.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr" data-pm-slice="1 1 []">Interromper a programa&ccedil;&atilde;o prevista para falar do historiador Carlo Ginzburg por ocasi&atilde;o da sua morte, n&atilde;o &eacute; um gesto circunstancial, mas uma exig&ecirc;ncia da pr&oacute;pria pr&aacute;tica da hist&oacute;ria. Neste epis&oacute;dio Rui Tavares traz-nos um pouco da biografia de Ginzburg, evoca como o seu pensamento moldou a forma como olhamos para o passado e, de certo modo, reconhece a sua pr&oacute;pria filia&ccedil;&atilde;o intelectual.</p> <p dir="ltr">Num s&eacute;culo marcado por grandes s&iacute;nteses e ambi&ccedil;&otilde;es de totalidade, a proposta de Carlo Ginzburg foi a de reduzir a escala. N&atilde;o para diminuir a hist&oacute;ria, mas para a tornar mais densa. Na obra &ldquo;O Queijo e os Vermes&rdquo;, em vez de vastos panoramas de uma &eacute;poca, mostra-nos um moleiro; em vez de procurar no pormenor a confirma&ccedil;&atilde;o da norma, endere&ccedil;a o at&iacute;pico como forma de questionar as certezas acerca do passado; em vez de usar os documentos do passado como provas, trata o arquivo como um terreno vivo, quase ao modo antropol&oacute;gico.</p> <p dir="ltr">Interromper para falar de Ginzburg &eacute;, por isso, tamb&eacute;m lembrar que fazer hist&oacute;ria implica saber parar &mdash; e reconhecer quem nos ensinou a ver no &iacute;nfimo uma outra forma de grandeza.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Neste episódio, Rui Tavares dá-nos a conhecer a excelência e o génio do historiador Carlo Ginzburg, recentemente falecido, a partir da sua obra “O Queijo e os Vermes”</itunes:summary>
      <itunes:episodeType>full</itunes:episodeType>
      <itunes:season>1</itunes:season>
      <itunes:episode>62</itunes:episode>
      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 25 Jun 2026 09:14:07 +0000</pubDate>
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      <title>Magnífica Humanitas: o que a encíclica de Leão XIV nos diz sobre a IA e o futuro da humanidade </title>
      <itunes:title>Magnífica Humanitas: o que a encíclica de Leão XIV nos diz sobre a IA e o futuro da humanidade </itunes:title>
      <description><![CDATA[<p dir="ltr" data-pm-slice="1 1 []">Na enc&iacute;clica Magnifica Humanitas, de maio de 2026, o Papa Le&atilde;o XIV apresenta a intelig&ecirc;ncia artificial como uma quest&atilde;o existencial, compar&aacute;vel a outros grandes desafios da humanidade, e coloca-a perante um dilema: entre uma nova Babel &mdash; marcada pela perda de sentido humano &mdash; e a constru&ccedil;&atilde;o de uma comunidade assente na responsabilidade partilhada.</p> <p dir="ltr">A partir deste documento, Rui Tavares retoma a reflex&atilde;o sobre a hist&oacute;ria do futuro, lendo-o nos sinais do presente, como faria um historiador.</p> <p dir="ltr">Na enc&iacute;clica Le&atilde;o XIV defende a coopera&ccedil;&atilde;o, critica o nacionalismo e a aus&ecirc;ncia de regula&ccedil;&atilde;o global, convocando refer&ecirc;ncias de Santo Agostinho a Hannah Arendt e Tolkien. Mas o epis&oacute;dio det&eacute;m-se tamb&eacute;m no que falta: a aus&ecirc;ncia de Pentecostes, num tempo em que a tecnologia come&ccedil;a a ultrapassar barreiras lingu&iacute;sticas.</p> <p dir="ltr">Entre hist&oacute;ria, tecnologia e &eacute;tica, este epis&oacute;dio prop&otilde;e escutar o presente como um arquivo vivo, procurando nele os sinais do futuro. Porque, bem vistas as coisas, e como William Gibson sublinha, &ldquo;o futuro j&aacute; est&aacute; aqui, s&oacute; n&atilde;o est&aacute; bem distribu&iacute;do&rdquo;.</p> <p dir="ltr">Nota: Todas as m&uacute;sicas utilizadas neste epis&oacute;dio foram geradas por IA.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr" data-pm-slice="1 1 []">Na enc&iacute;clica Magnifica Humanitas, de maio de 2026, o Papa Le&atilde;o XIV apresenta a intelig&ecirc;ncia artificial como uma quest&atilde;o existencial, compar&aacute;vel a outros grandes desafios da humanidade, e coloca-a perante um dilema: entre uma nova Babel &mdash; marcada pela perda de sentido humano &mdash; e a constru&ccedil;&atilde;o de uma comunidade assente na responsabilidade partilhada.</p> <p dir="ltr">A partir deste documento, Rui Tavares retoma a reflex&atilde;o sobre a hist&oacute;ria do futuro, lendo-o nos sinais do presente, como faria um historiador.</p> <p dir="ltr">Na enc&iacute;clica Le&atilde;o XIV defende a coopera&ccedil;&atilde;o, critica o nacionalismo e a aus&ecirc;ncia de regula&ccedil;&atilde;o global, convocando refer&ecirc;ncias de Santo Agostinho a Hannah Arendt e Tolkien. Mas o epis&oacute;dio det&eacute;m-se tamb&eacute;m no que falta: a aus&ecirc;ncia de Pentecostes, num tempo em que a tecnologia come&ccedil;a a ultrapassar barreiras lingu&iacute;sticas.</p> <p dir="ltr">Entre hist&oacute;ria, tecnologia e &eacute;tica, este epis&oacute;dio prop&otilde;e escutar o presente como um arquivo vivo, procurando nele os sinais do futuro. Porque, bem vistas as coisas, e como William Gibson sublinha, &ldquo;o futuro j&aacute; est&aacute; aqui, s&oacute; n&atilde;o est&aacute; bem distribu&iacute;do&rdquo;.</p> <p dir="ltr">Nota: Todas as m&uacute;sicas utilizadas neste epis&oacute;dio foram geradas por IA.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
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      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 18 Jun 2026 06:25:02 +0000</pubDate>
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      <title>O dia de Camões e a história do futuro</title>
      <itunes:title>O dia de Camões e a história do futuro</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p dir="ltr" data-pm-slice="1 1 []">O ponto de partida &eacute; o 10 de Junho: uma data que parece fixa, repetida, ano ap&oacute;s ano, mas cuja pr&oacute;pria hist&oacute;ria revela o contr&aacute;rio. Ao longo do tempo, este dia mudou de significado, de regime, de discurso, espelhando cada momento do pa&iacute;s. Um exemplo de como aquilo que julgamos est&aacute;vel &eacute;, afinal, profundamente afectado pela mudan&ccedil;a.</p> <p dir="ltr">A partir&nbsp; deste dia, Rui Tavares convida-nos a pensar a Hist&oacute;ria como a disciplina que estuda a mudan&ccedil;a no tempo, na defini&ccedil;&atilde;o de Marc Bloch, e a recuperar Cam&otilde;es como guia inesperado para refletir sobre ela.</p> <p dir="ltr">No seu verso &mdash; &ldquo;n&atilde;o se muda j&aacute; como so&iacute;a&rdquo; &mdash; esconde-se uma ideia poderosa: h&aacute; momentos em que n&atilde;o s&atilde;o apenas as coisas que mudam&hellip; &eacute; a pr&oacute;pria natureza da mudan&ccedil;a que se transforma.</p> <p dir="ltr">E ent&atilde;o, ser&aacute; poss&iacute;vel, a partir dessas transforma&ccedil;&otilde;es, fazer uma &ldquo;hist&oacute;ria do futuro&rdquo;?</p> <p dir="ltr">Este epis&oacute;dio abre uma s&eacute;rie de epis&oacute;dios que ser&atilde;o um convite a pensar a filosofia da hist&oacute;ria, a olhar o presente com mais aten&ccedil;&atilde;o e a reconhecer os sinais de um tempo em que m&uacute;ltiplas mudan&ccedil;as, tecnol&oacute;gicas, sociais, clim&aacute;ticas: acontecem ao mesmo tempo e a um ritmo sem precedentes.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr" data-pm-slice="1 1 []">O ponto de partida &eacute; o 10 de Junho: uma data que parece fixa, repetida, ano ap&oacute;s ano, mas cuja pr&oacute;pria hist&oacute;ria revela o contr&aacute;rio. Ao longo do tempo, este dia mudou de significado, de regime, de discurso, espelhando cada momento do pa&iacute;s. Um exemplo de como aquilo que julgamos est&aacute;vel &eacute;, afinal, profundamente afectado pela mudan&ccedil;a.</p> <p dir="ltr">A partir&nbsp; deste dia, Rui Tavares convida-nos a pensar a Hist&oacute;ria como a disciplina que estuda a mudan&ccedil;a no tempo, na defini&ccedil;&atilde;o de Marc Bloch, e a recuperar Cam&otilde;es como guia inesperado para refletir sobre ela.</p> <p dir="ltr">No seu verso &mdash; &ldquo;n&atilde;o se muda j&aacute; como so&iacute;a&rdquo; &mdash; esconde-se uma ideia poderosa: h&aacute; momentos em que n&atilde;o s&atilde;o apenas as coisas que mudam&hellip; &eacute; a pr&oacute;pria natureza da mudan&ccedil;a que se transforma.</p> <p dir="ltr">E ent&atilde;o, ser&aacute; poss&iacute;vel, a partir dessas transforma&ccedil;&otilde;es, fazer uma &ldquo;hist&oacute;ria do futuro&rdquo;?</p> <p dir="ltr">Este epis&oacute;dio abre uma s&eacute;rie de epis&oacute;dios que ser&atilde;o um convite a pensar a filosofia da hist&oacute;ria, a olhar o presente com mais aten&ccedil;&atilde;o e a reconhecer os sinais de um tempo em que m&uacute;ltiplas mudan&ccedil;as, tecnol&oacute;gicas, sociais, clim&aacute;ticas: acontecem ao mesmo tempo e a um ritmo sem precedentes.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>É possível virar a História do avesso e, em vez de estudar o passado, fazer a história do futuro? Neste episódio, Rui Tavares traça-nos a história do dia 10 de Junho, o dia dedicado a Portugal, Camões e Comunidades Portuguesas</itunes:summary>
      <itunes:episodeType>full</itunes:episodeType>
      <itunes:season>1</itunes:season>
      <itunes:episode>60</itunes:episode>
      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 11 Jun 2026 06:00:00 +0000</pubDate>
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    <item>
      <title>Especial dia da Criança: A história de todas as histórias começa sempre com um menino, uma árvore e um bicho</title>
      <itunes:title>Especial dia da Criança: A história de todas as histórias começa sempre com um menino, uma árvore e um bicho</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p dir="ltr" data-pm-slice="1 1 []">A prop&oacute;sito do Dia da Crian&ccedil;a, celebrado esta semana, Rui Tavares parte de uma pergunta do seu filho, simples e, ao mesmo tempo, vertiginosa: &ldquo;qual &eacute; a hist&oacute;ria de todas as hist&oacute;rias?&rdquo; Neste epis&oacute;dio especial, regressamos &agrave; inf&acirc;ncia, &agrave;s inf&acirc;ncias e percorremos mil&eacute;nios.</p> <p dir="ltr">Ao longo deste envolvente epis&oacute;dio, atravessamos diferentes hist&oacute;rias que parecem distantes no tempo e no espa&ccedil;o, mas que se unem por tr&ecirc;s elementos essenciais: uma crian&ccedil;a, uma &aacute;rvore e um bicho. Neles se condensam as experi&ecirc;ncias fundadoras da inf&acirc;ncia &mdash; o espanto, a descoberta, a rela&ccedil;&atilde;o com o mundo vivo.</p> <p dir="ltr">De Ulisses a Santo Agostinho, de Anne Frank &agrave;s mem&oacute;rias pessoais, o epis&oacute;dio revela como essas imagens primeiras persistem e reaparecem, moldando a forma como lemos, lembramos e compreendemos o mundo.</p> <p dir="ltr">Uma po&eacute;tica reflex&atilde;o sobre a continuidade da inf&acirc;ncia dentro de n&oacute;s. Talvez todas as hist&oacute;rias comecem assim: com uma crian&ccedil;a a olhar o mundo e a tentar, pela primeira vez, dar-lhe sentido.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr" data-pm-slice="1 1 []">A prop&oacute;sito do Dia da Crian&ccedil;a, celebrado esta semana, Rui Tavares parte de uma pergunta do seu filho, simples e, ao mesmo tempo, vertiginosa: &ldquo;qual &eacute; a hist&oacute;ria de todas as hist&oacute;rias?&rdquo; Neste epis&oacute;dio especial, regressamos &agrave; inf&acirc;ncia, &agrave;s inf&acirc;ncias e percorremos mil&eacute;nios.</p> <p dir="ltr">Ao longo deste envolvente epis&oacute;dio, atravessamos diferentes hist&oacute;rias que parecem distantes no tempo e no espa&ccedil;o, mas que se unem por tr&ecirc;s elementos essenciais: uma crian&ccedil;a, uma &aacute;rvore e um bicho. Neles se condensam as experi&ecirc;ncias fundadoras da inf&acirc;ncia &mdash; o espanto, a descoberta, a rela&ccedil;&atilde;o com o mundo vivo.</p> <p dir="ltr">De Ulisses a Santo Agostinho, de Anne Frank &agrave;s mem&oacute;rias pessoais, o epis&oacute;dio revela como essas imagens primeiras persistem e reaparecem, moldando a forma como lemos, lembramos e compreendemos o mundo.</p> <p dir="ltr">Uma po&eacute;tica reflex&atilde;o sobre a continuidade da inf&acirc;ncia dentro de n&oacute;s. Talvez todas as hist&oacute;rias comecem assim: com uma crian&ccedil;a a olhar o mundo e a tentar, pela primeira vez, dar-lhe sentido.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>A propósito do Dia da Criança, celebrado esta semana, Rui Tavares parte de uma pergunta do seu filho, simples e, ao mesmo tempo, vertiginosa: qual é a história de todas as histórias? Neste episódio especial, regressamos à infância, às infâncias e percorremos milénios</itunes:summary>
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      <itunes:season>1</itunes:season>
      <itunes:episode>59</itunes:episode>
      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Fri, 05 Jun 2026 06:58:03 +0000</pubDate>
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    <item>
      <title>O outro 28 de maio: um agradecimento a Carolina Beatriz Ângelo</title>
      <itunes:title>O outro 28 de maio: um agradecimento a Carolina Beatriz Ângelo</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p dir="ltr" data-pm-slice="1 1 []">Cumprem-se hoje 100 anos sobre o golpe de Estado que mergulhou Portugal na mais longa ditadura da Europa Ocidental. Este poderia ser um epis&oacute;dio sobre o 28 de maio de 1926, mas Rui Tavares rebela-se e leva-nos antes a um outro 28 de maio, o de 1911, data das primeiras elei&ccedil;&otilde;es da Rep&uacute;blica portuguesa e o dia em que, pela primeira vez, o direito de voto foi exercido por uma mulher em Portugal: Carolina Beatriz &Acirc;ngelo.</p> <p dir="ltr">M&eacute;dica, vi&uacute;va, m&atilde;e, e pioneira, Carolina Beatriz desafiou o seu tempo e abriu caminho na luta pela igualdade entre homens e mulheres ao encontrar uma brecha na lei e reclamar o direito ao voto.</p> <p dir="ltr">Seguimos os seus passos nesse dia, numa assembleia de voto em Arroios, em Lisboa; revisitamos os acontecimentos que o antecederam; e percorremos o seu not&aacute;vel trajecto biogr&aacute;fico. Cruzamo-nos tamb&eacute;m com as mulheres que, com Carolina, fizeram emergir o feminismo em Portugal.</p> <p dir="ltr">Nos 15 anos que separam estes dois 28 de maio, joga-se mais do que uma mudan&ccedil;a de regime. Joga-se a possibilidade de uma cidadania plena &mdash; que, por um instante, pareceu ao alcance das m&atilde;os.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr" data-pm-slice="1 1 []">Cumprem-se hoje 100 anos sobre o golpe de Estado que mergulhou Portugal na mais longa ditadura da Europa Ocidental. Este poderia ser um epis&oacute;dio sobre o 28 de maio de 1926, mas Rui Tavares rebela-se e leva-nos antes a um outro 28 de maio, o de 1911, data das primeiras elei&ccedil;&otilde;es da Rep&uacute;blica portuguesa e o dia em que, pela primeira vez, o direito de voto foi exercido por uma mulher em Portugal: Carolina Beatriz &Acirc;ngelo.</p> <p dir="ltr">M&eacute;dica, vi&uacute;va, m&atilde;e, e pioneira, Carolina Beatriz desafiou o seu tempo e abriu caminho na luta pela igualdade entre homens e mulheres ao encontrar uma brecha na lei e reclamar o direito ao voto.</p> <p dir="ltr">Seguimos os seus passos nesse dia, numa assembleia de voto em Arroios, em Lisboa; revisitamos os acontecimentos que o antecederam; e percorremos o seu not&aacute;vel trajecto biogr&aacute;fico. Cruzamo-nos tamb&eacute;m com as mulheres que, com Carolina, fizeram emergir o feminismo em Portugal.</p> <p dir="ltr">Nos 15 anos que separam estes dois 28 de maio, joga-se mais do que uma mudan&ccedil;a de regime. Joga-se a possibilidade de uma cidadania plena &mdash; que, por um instante, pareceu ao alcance das m&atilde;os.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Cumprem-se hoje 100 anos sobre o golpe de Estado que mergulhou Portugal na mais longa ditadura da Europa Ocidental. Este poderia ser um episódio sobre o 28 de maio de 1926, mas Rui Tavares rebela-se e leva-nos antes a um outro 28 de maio, o de 1911, data das primeiras eleições da República portuguesa e o dia em que, pela primeira vez, o direito de voto foi exercido por uma mulher em Portugal: Carolina Beatriz Ângelo.</itunes:summary>
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      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 28 May 2026 07:32:55 +0000</pubDate>
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      <title>A História de Thomas Chase, um sobrevivente do terramoto de 1755</title>
      <itunes:title>A História de Thomas Chase, um sobrevivente do terramoto de 1755</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p dir="ltr" data-pm-slice="1 1 []">Entre o caos, o medo e a sobreviv&ecirc;ncia, este epis&oacute;dio transporta-nos para o cora&ccedil;&atilde;o do terramoto de 1755 em Lisboa atrav&eacute;s de um relato raro e intensamente humano de Thomas Chase, sobrevivente da cat&aacute;strofe. Rui Tavares retoma o seu Pequeno Livro do Grande Terramoto e traz a hist&oacute;ria de um jovem estrangeiro preso num cen&aacute;rio apocal&iacute;ptico.</p> <p dir="ltr">Das colinas que ent&atilde;o eram campos abertos aos acampamentos improvisados cheios de refugiados, Chase leva-nos por uma cidade devastada, marcada por ru&iacute;nas, fogo indom&aacute;vel, tremores e p&acirc;nico coletivo. O relato cru de Thomas &mdash; ferido, perdido e rodeado por desconhecidos &mdash; abre uma janela &uacute;nica sobre o desespero, a solidariedade e o estranhamento entre comunidades num momento limite.</p> <p dir="ltr">Com base em cartas e testemunhos da &eacute;poca, esta descri&ccedil;&atilde;o v&iacute;vida lembra como, mesmo nas maiores cat&aacute;strofes, persistem gestos de humanidade.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr" data-pm-slice="1 1 []">Entre o caos, o medo e a sobreviv&ecirc;ncia, este epis&oacute;dio transporta-nos para o cora&ccedil;&atilde;o do terramoto de 1755 em Lisboa atrav&eacute;s de um relato raro e intensamente humano de Thomas Chase, sobrevivente da cat&aacute;strofe. Rui Tavares retoma o seu Pequeno Livro do Grande Terramoto e traz a hist&oacute;ria de um jovem estrangeiro preso num cen&aacute;rio apocal&iacute;ptico.</p> <p dir="ltr">Das colinas que ent&atilde;o eram campos abertos aos acampamentos improvisados cheios de refugiados, Chase leva-nos por uma cidade devastada, marcada por ru&iacute;nas, fogo indom&aacute;vel, tremores e p&acirc;nico coletivo. O relato cru de Thomas &mdash; ferido, perdido e rodeado por desconhecidos &mdash; abre uma janela &uacute;nica sobre o desespero, a solidariedade e o estranhamento entre comunidades num momento limite.</p> <p dir="ltr">Com base em cartas e testemunhos da &eacute;poca, esta descri&ccedil;&atilde;o v&iacute;vida lembra como, mesmo nas maiores cat&aacute;strofes, persistem gestos de humanidade.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Entre o caos, o medo e a sobrevivência, este episódio transporta-nos para o coração do terramoto de 1755 em Lisboa através de um relato raro e intensamente humano de Thomas Chase, sobrevivente da catástrofe.</itunes:summary>
      <itunes:episodeType>full</itunes:episodeType>
      <itunes:season>1</itunes:season>
      <itunes:episode>57</itunes:episode>
      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 21 May 2026 07:51:28 +0000</pubDate>
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      <title>Flora Tristan: a mulher que antecipou o sindicalismo e o feminismo no século XIX</title>
      <itunes:title>Flora Tristan: a mulher que antecipou o sindicalismo e o feminismo no século XIX</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Partimos de uma not&iacute;cia atual: um navio ancorado ao largo de Cabo Verde, para viajar quase dois s&eacute;culos at&eacute; outra embarca&ccedil;&atilde;o, parada no mesmo lugar, em maio de 1833. A bordo segue uma figura fascinante e ainda hoje surpreendentemente pouco conhecida: Flora Tristan.</p> <p>Jovem, franco‑peruana, com uma vida marcada por perdas, viol&ecirc;ncia e exclus&atilde;o. Separada num tempo em que as mulheres tinham poucos direitos, impedida de ver os pr&oacute;prios filhos e empurrada para a margem da sociedade, transforma essa experi&ecirc;ncia num motor de pensamento e a&ccedil;&atilde;o, Flora embarca numa viagem decisiva rumo ao Peru, em busca de reconhecimento, heran&ccedil;a e, sobretudo, de um lugar no mundo.</p> <p>Mais do que uma viajante, Flora Tristan torna-se uma voz pioneira do feminismo e uma das primeiras pensadoras do movimento oper&aacute;rio. Defende a emancipa&ccedil;&atilde;o das mulheres e prop&otilde;e algo revolucion&aacute;rio para o seu tempo: a uni&atilde;o internacional dos trabalhadores, organizada de forma solid&aacute;ria e aut&oacute;noma. A sua ideia antecipa o sindicalismo moderno e inspira gera&ccedil;&otilde;es posteriores, muitas vezes sem o devido reconhecimento.</p> <p>Neste epis&oacute;dio, Rui Tavares mergulha na for&ccedil;a da sua escrita, na coragem das suas ideias e no impacto duradouro do seu pensamento. Uma hist&oacute;ria de resist&ecirc;ncia, lucidez e transforma&ccedil;&atilde;o que continua a ecoar nos debates de hoje.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Partimos de uma not&iacute;cia atual: um navio ancorado ao largo de Cabo Verde, para viajar quase dois s&eacute;culos at&eacute; outra embarca&ccedil;&atilde;o, parada no mesmo lugar, em maio de 1833. A bordo segue uma figura fascinante e ainda hoje surpreendentemente pouco conhecida: Flora Tristan.</p> <p>Jovem, franco‑peruana, com uma vida marcada por perdas, viol&ecirc;ncia e exclus&atilde;o. Separada num tempo em que as mulheres tinham poucos direitos, impedida de ver os pr&oacute;prios filhos e empurrada para a margem da sociedade, transforma essa experi&ecirc;ncia num motor de pensamento e a&ccedil;&atilde;o, Flora embarca numa viagem decisiva rumo ao Peru, em busca de reconhecimento, heran&ccedil;a e, sobretudo, de um lugar no mundo.</p> <p>Mais do que uma viajante, Flora Tristan torna-se uma voz pioneira do feminismo e uma das primeiras pensadoras do movimento oper&aacute;rio. Defende a emancipa&ccedil;&atilde;o das mulheres e prop&otilde;e algo revolucion&aacute;rio para o seu tempo: a uni&atilde;o internacional dos trabalhadores, organizada de forma solid&aacute;ria e aut&oacute;noma. A sua ideia antecipa o sindicalismo moderno e inspira gera&ccedil;&otilde;es posteriores, muitas vezes sem o devido reconhecimento.</p> <p>Neste epis&oacute;dio, Rui Tavares mergulha na for&ccedil;a da sua escrita, na coragem das suas ideias e no impacto duradouro do seu pensamento. Uma hist&oacute;ria de resist&ecirc;ncia, lucidez e transforma&ccedil;&atilde;o que continua a ecoar nos debates de hoje.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Flora Tristan foi uma escritora franco-peruana separada num tempo em que as mulheres tinham poucos direitos. A sua obra é pouco conhecida, porém influenciou muitos homens que a leram no seu século XIX. Rui Tavares leva-nos primeiro até Cabo Verde para dar Tempo ao Tempo a uma mulher à frente do seu tempo</itunes:summary>
      <itunes:episodeType>full</itunes:episodeType>
      <itunes:season>1</itunes:season>
      <itunes:episode>56</itunes:episode>
      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 14 May 2026 06:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>O caminho para a paz na Europa segundo Robert Schuman e um hino à alegria composto por um Beethoven surdo</title>
      <itunes:title>O caminho para a paz na Europa segundo Robert Schuman e um hino à alegria composto por um Beethoven surdo</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Em dezembro de 1943, em plena guerra, Arturo Toscanini dirige em Nova Iorque o Hino das Na&ccedil;&otilde;es, um gesto de resist&ecirc;ncia, arte e esperan&ccedil;a num mundo marcado pelo fascismo, pela censura e pelo medo. Este epis&oacute;dio de &ldquo;Tempo ao Tempo&rdquo; acompanha a presen&ccedil;a da m&uacute;sica como elemento de a&ccedil;&atilde;o, uni&atilde;o e esperan&ccedil;a pol&iacute;tica. Segue tamb&eacute;m a extraordin&aacute;ria viagem da Nona Sinfonia de Beethoven, da sala de concerto &agrave; arena pol&iacute;tica, da utopia cosmopolita de Schiller &agrave; consagra&ccedil;&atilde;o como Hino da Europa, passando por Schuman, Monnet, e pela pergunta que continua a ecoar: faremos n&oacute;s a Europa, ou faremos n&oacute;s a guerra?</p> <p>Da Segunda Guerra Mundial ao Dia da Europa, Rui Tavares lembra-nos que os s&iacute;mbolos n&atilde;o nascem por acaso: nascem de crises, de escolhas dif&iacute;ceis e de uma vontade obstinada de n&atilde;o repetir o desastre. E talvez seja por isso que a Ode &agrave; Alegria ainda nos comove, porque fala de uma fraternidade poss&iacute;vel num mundo tantas vezes dividido.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Em dezembro de 1943, em plena guerra, Arturo Toscanini dirige em Nova Iorque o Hino das Na&ccedil;&otilde;es, um gesto de resist&ecirc;ncia, arte e esperan&ccedil;a num mundo marcado pelo fascismo, pela censura e pelo medo. Este epis&oacute;dio de &ldquo;Tempo ao Tempo&rdquo; acompanha a presen&ccedil;a da m&uacute;sica como elemento de a&ccedil;&atilde;o, uni&atilde;o e esperan&ccedil;a pol&iacute;tica. Segue tamb&eacute;m a extraordin&aacute;ria viagem da Nona Sinfonia de Beethoven, da sala de concerto &agrave; arena pol&iacute;tica, da utopia cosmopolita de Schiller &agrave; consagra&ccedil;&atilde;o como Hino da Europa, passando por Schuman, Monnet, e pela pergunta que continua a ecoar: faremos n&oacute;s a Europa, ou faremos n&oacute;s a guerra?</p> <p>Da Segunda Guerra Mundial ao Dia da Europa, Rui Tavares lembra-nos que os s&iacute;mbolos n&atilde;o nascem por acaso: nascem de crises, de escolhas dif&iacute;ceis e de uma vontade obstinada de n&atilde;o repetir o desastre. E talvez seja por isso que a Ode &agrave; Alegria ainda nos comove, porque fala de uma fraternidade poss&iacute;vel num mundo tantas vezes dividido.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Rui Tavares leva-nos até 1950 e aos anos dos pós-guerra para nos falar da declaração de Robert Schuman que colocou a Europa na rota para a União Europeia de hoje. A partir da Nona Sinfonia de Beethoven, a composição escolhida para ser o hino desta Europa unida, damos tempo ao tempo de um período de esperança.</itunes:summary>
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      <itunes:season>1</itunes:season>
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      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 07 May 2026 06:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>O Princípio da Inquietação: Expresso lança podcast que quer pôr os portugueses a pensar</title>
      <itunes:title>O Princípio da Inquietação: Expresso lança podcast que quer pôr os portugueses a pensar</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Vem a&iacute; o primeiro podcast do Expresso dedicado &agrave; Filosofia.&nbsp;<strong>O Pr&iacute;ncipio da Inquieta&ccedil;&atilde;o</strong> &eacute; um podcast onde <strong>pensar</strong> &eacute; um verbo que se exercita a s&oacute;s e em conversa. <br><br>Fil&oacute;sofos nacionais e internacionais refletem em voz alta sobre o medo, enquanto <strong>Catarina G. Barosa</strong>, fundadora do Festival Internacional de Filosofia, Espanto, e <strong>David Erlich</strong>, professor e escritor, recebem convidados de v&aacute;rias &aacute;reas para di&aacute;logos sem rede. Aqui, as certezas s&atilde;o questionadas e a d&uacute;vida ganha estatuto de virtude. O objetivo &eacute; praticar a nobre arte de pensar, mesmo que isso conduza n&atilde;o a respostas, mas a novas perguntas. <br><br>Pode ouvir o novo podcast em Expresso.pt ou em qualquer aplica&ccedil;&atilde;o de podcasts, onde consegue subscrev&ecirc;-lo, comentar e enviar sugest&otilde;es.<br><br>Todas as quintas-feiras um novo epis&oacute;dio, uma nova inquieta&ccedil;&atilde;o. A primeira &eacute; j&aacute; a 7 de maio.<br><br>A edi&ccedil;&atilde;o &aacute;udio e v&iacute;deo deste podcast &eacute; assegurada pela Tale House, com identidade sonora a partir da interpreta&ccedil;&atilde;o do m&uacute;sico e produtor Pedro Lu&iacute;s, da obra Inquieta&ccedil;&atilde;o, da autoria de Jos&eacute; M&aacute;rio Branco, inspirada na vers&atilde;o interpretada pelo grupo A Naifa. A capa &eacute; de Tiago Pereira Santos, com fotografia de Matilde Fieschi e logo do Expresso e do Festival Espanto. A coordena&ccedil;&atilde;o est&aacute; a cargo de Joana Beleza e a dire&ccedil;&atilde;o &eacute; de Jo&atilde;o Vieira Pereira.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Vem a&iacute; o primeiro podcast do Expresso dedicado &agrave; Filosofia.&nbsp;<strong>O Pr&iacute;ncipio da Inquieta&ccedil;&atilde;o</strong> &eacute; um podcast onde <strong>pensar</strong> &eacute; um verbo que se exercita a s&oacute;s e em conversa. <br><br>Fil&oacute;sofos nacionais e internacionais refletem em voz alta sobre o medo, enquanto <strong>Catarina G. Barosa</strong>, fundadora do Festival Internacional de Filosofia, Espanto, e <strong>David Erlich</strong>, professor e escritor, recebem convidados de v&aacute;rias &aacute;reas para di&aacute;logos sem rede. Aqui, as certezas s&atilde;o questionadas e a d&uacute;vida ganha estatuto de virtude. O objetivo &eacute; praticar a nobre arte de pensar, mesmo que isso conduza n&atilde;o a respostas, mas a novas perguntas. <br><br>Pode ouvir o novo podcast em Expresso.pt ou em qualquer aplica&ccedil;&atilde;o de podcasts, onde consegue subscrev&ecirc;-lo, comentar e enviar sugest&otilde;es.<br><br>Todas as quintas-feiras um novo epis&oacute;dio, uma nova inquieta&ccedil;&atilde;o. A primeira &eacute; j&aacute; a 7 de maio.<br><br>A edi&ccedil;&atilde;o &aacute;udio e v&iacute;deo deste podcast &eacute; assegurada pela Tale House, com identidade sonora a partir da interpreta&ccedil;&atilde;o do m&uacute;sico e produtor Pedro Lu&iacute;s, da obra Inquieta&ccedil;&atilde;o, da autoria de Jos&eacute; M&aacute;rio Branco, inspirada na vers&atilde;o interpretada pelo grupo A Naifa. A capa &eacute; de Tiago Pereira Santos, com fotografia de Matilde Fieschi e logo do Expresso e do Festival Espanto. A coordena&ccedil;&atilde;o est&aacute; a cargo de Joana Beleza e a dire&ccedil;&atilde;o &eacute; de Jo&atilde;o Vieira Pereira.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Oiça aqui a introdução de Catarina Barosa e David Erlich no novo podcast do Expresso</itunes:summary>
      <category>Filosofia</category>
      <category>Podcast</category>
      <category>Expresso</category>
      <category>Pensamento</category>
      <category>Dúvida</category>
      <category>Inquietação</category>
      <category>Catarina G Barosa</category>
      <category>David Erlich</category>
      <category>Espanto</category>
      <category>Festival de Filosofia</category>
      <category>Conversas</category>
      <category>Reflexão</category>
      <category>Cultura</category>
      <category>Ideias</category>
      <category>Medo</category>
      <category>Questões</category>
      <category>Debate</category>
      <category>Filosofia Contemporânea</category>
      <category>Pensadores</category>
      <category>Entrevistas</category>
      <category>Sociedade</category>
      <category>Humanidades</category>
      <category>Conhecimento</category>
      <category>Sabedoria</category>
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      <category>Filosofia para Todos</category>
      <category>Podcast Português</category>
      <category>Filosofia Prática</category>
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      <category>Filosofia Moderna</category>
      <category>Filosofia Clássica</category>
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      <category>Pensar Melhor</category>
      <category>Curiosidade</category>
      <category>Incerteza</category>
      <category>Vozes da Filosofia</category>
      <category>Conversas Sem Rede</category>
      <category>Pensamento Crítico</category>
      <category>Filosofia no Expresso</category>
      <category>Novo Podcast</category>
      <itunes:keywords>Filosofia, Podcast, Expresso, Pensamento, Dúvida, Inquietação, Catarina G Barosa, David Erlich, Espanto, Festival de Filosofia, Conversas, Reflexão, Cultura, Ideias, Medo, Questões, Debate, Filosofia Contemporânea, Pensadores, Entrevistas, Sociedade, Humanidades, Conhecimento, Sabedoria, Perguntas, Filosofia para Todos, Podcast Português, Filosofia Prática, Filosofia Aplicada, Filosofia Moderna, Filosofia Clássica, Filosofia e Vida, Pensar Melhor, Curiosidade, Incerteza, Vozes da Filosofia, Conversas Sem Rede, Pensamento Crítico, Filosofia no Expresso, Novo Podcast</itunes:keywords>
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      <itunes:season>1</itunes:season>
      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 30 Apr 2026 11:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>O tempo em que havia três papas: e se houvesse um anti-papa em Mar-a-lago?</title>
      <itunes:title>O tempo em que havia três papas: e se houvesse um anti-papa em Mar-a-lago?</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>O ponto de partida deste epis&oacute;dio &eacute; a &ldquo;Bofetada de Anagni&rdquo;, em 1303, quando o Papa Bonif&aacute;cio VIII foi humilhado por emiss&aacute;rios do rei de Fran&ccedil;a e vai desaguar no deslocamento do papado para Avignon, onde durante d&eacute;cadas os pont&iacute;fices viveram sob forte influ&ecirc;ncia francesa. Esse per&iacute;odo culmina no Grande Cisma do Ocidente, iniciado em 1378, com a elei&ccedil;&atilde;o simult&acirc;nea de papas rivais em Roma e em Avignon, apoiados por diferentes pot&ecirc;ncias europeias.</p> <p>A tentativa de resolver o cisma atrav&eacute;s de conc&iacute;lios acabou por agrav&aacute;‑lo, chegando a haver tr&ecirc;s papas em simult&acirc;neo. Rui Tavares leva-nos at&eacute; este tempo fascinante em que a autoridade da Santa S&eacute; era soberana na idade m&eacute;dia cat&oacute;lica. Embora o Papa j&aacute; n&atilde;o desempenhe o papel de &aacute;rbitro do que hoje chamar&iacute;amos sistema internacional, as divis&otilde;es &mdash; ou &ldquo;cismas&rdquo; &mdash; continuam a marcar a pol&iacute;tica global, seja entre Estados, alian&ccedil;as ou dentro das pr&oacute;prias comunidades religiosas.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O ponto de partida deste epis&oacute;dio &eacute; a &ldquo;Bofetada de Anagni&rdquo;, em 1303, quando o Papa Bonif&aacute;cio VIII foi humilhado por emiss&aacute;rios do rei de Fran&ccedil;a e vai desaguar no deslocamento do papado para Avignon, onde durante d&eacute;cadas os pont&iacute;fices viveram sob forte influ&ecirc;ncia francesa. Esse per&iacute;odo culmina no Grande Cisma do Ocidente, iniciado em 1378, com a elei&ccedil;&atilde;o simult&acirc;nea de papas rivais em Roma e em Avignon, apoiados por diferentes pot&ecirc;ncias europeias.</p> <p>A tentativa de resolver o cisma atrav&eacute;s de conc&iacute;lios acabou por agrav&aacute;‑lo, chegando a haver tr&ecirc;s papas em simult&acirc;neo. Rui Tavares leva-nos at&eacute; este tempo fascinante em que a autoridade da Santa S&eacute; era soberana na idade m&eacute;dia cat&oacute;lica. Embora o Papa j&aacute; n&atilde;o desempenhe o papel de &aacute;rbitro do que hoje chamar&iacute;amos sistema internacional, as divis&otilde;es &mdash; ou &ldquo;cismas&rdquo; &mdash; continuam a marcar a pol&iacute;tica global, seja entre Estados, alian&ccedil;as ou dentro das pr&oacute;prias comunidades religiosas.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>As tensões recentes entre a Casa Branca e o Vaticano servem de ponto de partida para Rui Tavares nos levar numa viagem pela história longa e complexa das relações entre poder político e autoridade religiosa, revisitando um dos capítulos mais turbulentos do cristianismo ocidental: o tempo dos papas de Roma, dos papas de Avignon e dos chamados antipapas.</itunes:summary>
      <category>papas de Avignon</category>
      <category>antipapas</category>
      <category>história medieval</category>
      <category>política moderna</category>
      <category>Vaticano</category>
      <category>Trump</category>
      <category>relações diplomáticas</category>
      <category>história da Igreja</category>
      <category>cisma papal</category>
      <category>história europeia</category>
      <itunes:keywords>papas de Avignon, antipapas, história medieval, política moderna, Vaticano, Trump, relações diplomáticas, história da Igreja, cisma papal, história europeia</itunes:keywords>
      <itunes:episodeType>full</itunes:episodeType>
      <itunes:season>1</itunes:season>
      <itunes:episode>54</itunes:episode>
      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 30 Apr 2026 09:24:37 +0000</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Há quanto tempo a nossa imaginação vai à Lua? Luciano Samósata e o poder da fantasia</title>
      <itunes:title>Há quanto tempo a nossa imaginação vai à Lua? Luciano Samósata e o poder da fantasia</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Desde h&aacute; dois mil anos a nossa imagina&ccedil;&atilde;o viaja at&eacute; &agrave; Lua. No universo da imagina&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria, Luciano de Sam&oacute;sata narrou, no s&eacute;culo II da era crist&atilde;, essa viagem t&atilde;o absurda quanto brilhante: um barco levado por um tuf&atilde;o, rumo a uma Lua habitada, em guerra com o Sol, povoada por criaturas absurdas e maravilhosamente inventadas. Neste epis&oacute;dio, Rui Tavares revela-nos o escritor s&iacute;rio Luciano de Sam&oacute;sata, nascido no s&eacute;culo II, falante de aramaico e que escreveu em grego, e como, entre fic&ccedil;&atilde;o, filosofia e s&aacute;tira, abriu caminho para outras formas de pensar o mundo e at&eacute; para a verdadeira conquista da Lua.</p> <p>Do antigo sonho de voar ao fasc&iacute;nio moderno pelo espa&ccedil;o, este epis&oacute;dio percorre uma linha surpreendente da presen&ccedil;a da Lua entre literatura, ci&ecirc;ncia e utopia, e que se estende do s&eacute;culo II at&eacute; a explora&ccedil;&atilde;o espacial que assistimos na semana passada. Uma hist&oacute;ria sobre o poder de imaginar o imposs&iacute;vel e sobre como, &agrave;s vezes, a fic&ccedil;&atilde;o chega primeiro do que a t&eacute;cnica.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Desde h&aacute; dois mil anos a nossa imagina&ccedil;&atilde;o viaja at&eacute; &agrave; Lua. No universo da imagina&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria, Luciano de Sam&oacute;sata narrou, no s&eacute;culo II da era crist&atilde;, essa viagem t&atilde;o absurda quanto brilhante: um barco levado por um tuf&atilde;o, rumo a uma Lua habitada, em guerra com o Sol, povoada por criaturas absurdas e maravilhosamente inventadas. Neste epis&oacute;dio, Rui Tavares revela-nos o escritor s&iacute;rio Luciano de Sam&oacute;sata, nascido no s&eacute;culo II, falante de aramaico e que escreveu em grego, e como, entre fic&ccedil;&atilde;o, filosofia e s&aacute;tira, abriu caminho para outras formas de pensar o mundo e at&eacute; para a verdadeira conquista da Lua.</p> <p>Do antigo sonho de voar ao fasc&iacute;nio moderno pelo espa&ccedil;o, este epis&oacute;dio percorre uma linha surpreendente da presen&ccedil;a da Lua entre literatura, ci&ecirc;ncia e utopia, e que se estende do s&eacute;culo II at&eacute; a explora&ccedil;&atilde;o espacial que assistimos na semana passada. Uma hist&oacute;ria sobre o poder de imaginar o imposs&iacute;vel e sobre como, &agrave;s vezes, a fic&ccedil;&atilde;o chega primeiro do que a t&eacute;cnica.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Esta semana, Rui Tavares leva-nos até à Lua, particularmente‌ à Lua de Luciano Samósata que, no século II, escreveu ficção científica, filosofia e sátira com uma imaginação sem precedentes</itunes:summary>
      <itunes:episodeType>full</itunes:episodeType>
      <itunes:season>1</itunes:season>
      <itunes:episode>53</itunes:episode>
      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 23 Apr 2026 06:59:37 +0000</pubDate>
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      <title>O julgamento de Sócrates: aprender a morrer</title>
      <itunes:title>O julgamento de Sócrates: aprender a morrer</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>O que faz Rui Tavares quando n&atilde;o tem tempo para dar ao tempo? Convida-nos a acompanh&aacute;-lo nos trabalhos de casa para uma das aulas de Grego Antigo que frequenta com o Professor Ant&oacute;nio Castro Caeiro.</p> <p>O foco central &eacute; um exerc&iacute;cio de tradu&ccedil;&atilde;o do F&eacute;don, o di&aacute;logo onde Plat&atilde;o narra as &uacute;ltimas horas de S&oacute;crates, depois de condenado &agrave; morte, antes de beber a cicuta. Atrav&eacute;s de Plat&atilde;o &ndash; que n&atilde;o esteve com o fil&oacute;sofo nessas derradeiras horas &ndash; S&oacute;crates, no di&aacute;logo com Simias, disserta sobre a ideia de que aprender n&atilde;o &eacute; adquirir algo novo, mas sim recordar conhecimentos que a alma j&aacute; possu&iacute;a antes de habitar o corpo. Entre a senten&ccedil;a e a execu&ccedil;&atilde;o, discute a morte como a separa&ccedil;&atilde;o final entre a alma e o corpo, defendendo que filosofar &eacute;, em &uacute;ltima an&aacute;lise, "aprender a morrer".</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O que faz Rui Tavares quando n&atilde;o tem tempo para dar ao tempo? Convida-nos a acompanh&aacute;-lo nos trabalhos de casa para uma das aulas de Grego Antigo que frequenta com o Professor Ant&oacute;nio Castro Caeiro.</p> <p>O foco central &eacute; um exerc&iacute;cio de tradu&ccedil;&atilde;o do F&eacute;don, o di&aacute;logo onde Plat&atilde;o narra as &uacute;ltimas horas de S&oacute;crates, depois de condenado &agrave; morte, antes de beber a cicuta. Atrav&eacute;s de Plat&atilde;o &ndash; que n&atilde;o esteve com o fil&oacute;sofo nessas derradeiras horas &ndash; S&oacute;crates, no di&aacute;logo com Simias, disserta sobre a ideia de que aprender n&atilde;o &eacute; adquirir algo novo, mas sim recordar conhecimentos que a alma j&aacute; possu&iacute;a antes de habitar o corpo. Entre a senten&ccedil;a e a execu&ccedil;&atilde;o, discute a morte como a separa&ccedil;&atilde;o final entre a alma e o corpo, defendendo que filosofar &eacute;, em &uacute;ltima an&aacute;lise, "aprender a morrer".</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Esta semana, Rui Tavares regressa à Grécia antiga para nos fazer aprender um pouco de grego antigo a partir das últimas horas de vida de Sócrates. Oiça o podcast “Tempo ao Tempo”</itunes:summary>
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      <itunes:episode>52</itunes:episode>
      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 16 Apr 2026 06:00:00 +0000</pubDate>
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      <title> A história da longa resistência a uma muito longa ditadura</title>
      <itunes:title> A história da longa resistência a uma muito longa ditadura</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p dir="ltr">Quando e como come&ccedil;ou, afinal, a ditadura a revelar-se?</p> <p dir="ltr">Na senda dos epis&oacute;dios anteriores sobre a aproxima&ccedil;&atilde;o ao 28 de maio de 1926, Rui Tavares elege os sinais que anunciam o colapso da Primeira Rep&uacute;blica, o momento em que o golpe deixou de parecer um epis&oacute;dio passageiro e em que a ditadura come&ccedil;ou a revelar a sua verdadeira natureza opressiva. E como, perante isso, se desencadeou a resist&ecirc;ncia que lhe faria frente durante d&eacute;cadas.</p> <p dir="ltr">Da Semana Antifascista de mar&ccedil;o de 1926, &agrave;s revoltas do Porto e de Lisboa em fevereiro de 1927, passando pela forma&ccedil;&atilde;o da Liga de Paris, percorremos a constru&ccedil;&atilde;o da resist&ecirc;ncia &agrave; ditadura &mdash; dentro e fora do pa&iacute;s, entre ex&iacute;lio, pris&atilde;o e propaganda internacional. Revisitamos importantes figuras como Jaime Cortes&atilde;o, Raul Proen&ccedil;a, Afonso Costa, M&aacute;rio Castelhano, Elina Guimar&atilde;es e H&eacute;lder Ribeiro, entre muitos outros, e percebemos como se formaram redes de oposi&ccedil;&atilde;o que enfrentaram uma repress&atilde;o cada vez mais violenta. Entre esperan&ccedil;a, desilus&atilde;o e coragem, este &eacute; um epis&oacute;dio sobre a hist&oacute;ria da longa resist&ecirc;ncia a uma muito longa ditadura.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr">Quando e como come&ccedil;ou, afinal, a ditadura a revelar-se?</p> <p dir="ltr">Na senda dos epis&oacute;dios anteriores sobre a aproxima&ccedil;&atilde;o ao 28 de maio de 1926, Rui Tavares elege os sinais que anunciam o colapso da Primeira Rep&uacute;blica, o momento em que o golpe deixou de parecer um epis&oacute;dio passageiro e em que a ditadura come&ccedil;ou a revelar a sua verdadeira natureza opressiva. E como, perante isso, se desencadeou a resist&ecirc;ncia que lhe faria frente durante d&eacute;cadas.</p> <p dir="ltr">Da Semana Antifascista de mar&ccedil;o de 1926, &agrave;s revoltas do Porto e de Lisboa em fevereiro de 1927, passando pela forma&ccedil;&atilde;o da Liga de Paris, percorremos a constru&ccedil;&atilde;o da resist&ecirc;ncia &agrave; ditadura &mdash; dentro e fora do pa&iacute;s, entre ex&iacute;lio, pris&atilde;o e propaganda internacional. Revisitamos importantes figuras como Jaime Cortes&atilde;o, Raul Proen&ccedil;a, Afonso Costa, M&aacute;rio Castelhano, Elina Guimar&atilde;es e H&eacute;lder Ribeiro, entre muitos outros, e percebemos como se formaram redes de oposi&ccedil;&atilde;o que enfrentaram uma repress&atilde;o cada vez mais violenta. Entre esperan&ccedil;a, desilus&atilde;o e coragem, este &eacute; um epis&oacute;dio sobre a hist&oacute;ria da longa resist&ecirc;ncia a uma muito longa ditadura.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Quando e como começou, afinal, a ditadura a revelar-se? Na senda dos episódios anteriores sobre a aproximação ao 28 de maio de 1926, Rui Tavares elege os sinais que anunciam o colapso da Primeira República. Ouça aqui mais um episódio de 'Tempo ao Tempo'. </itunes:summary>
      <category>Quando e como começou</category>
      <category>afinal</category>
      <category>a ditadura a revelar-se?  Na senda dos episódios anteriores sobre a aproximação ao 28 de maio de 1926</category>
      <category>Rui Tavares elege os sinais que anunciam o colapso da Primeira República</category>
      <category>o momento em que o golpe deixou de parecer um episódio passageiro e em que a ditadura começou a revelar a sua verdadeira natureza opressiva. E como</category>
      <category>perante isso</category>
      <category>se desencadeou a resistência que lhe faria frente durante décadas.  Da Semana Antifascista de março de 1926</category>
      <category>às revoltas do Porto e de Lisboa em fevereiro de 1927</category>
      <category>passando pela formação da Liga de Paris</category>
      <category>percorremos a construção da resistência à ditadura — dentro e fora do país</category>
      <category>entre exílio</category>
      <category>prisão e propaganda internacional. Revisitamos importantes figuras como Jaime Cortesão</category>
      <category>Raul Proença</category>
      <category>Afonso Costa</category>
      <category>Mário Castelhano</category>
      <category>Elina Guimarães e Hélder Ribeiro</category>
      <category>entre muitos outros</category>
      <category>e percebemos como se formaram redes de oposição que enfrentaram uma repressão cada vez mais violenta. Entre esperança</category>
      <category>desilusão e coragem</category>
      <category>este é um episódio sobre a história da longa resistência a uma muito longa ditadura.</category>
      <category>Primeira República</category>
      <category>Portugal</category>
      <category>28 de maio de 1926</category>
      <category>golpe militar</category>
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      <category>Rui Tavares</category>
      <category>colapso do regime</category>
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      <itunes:keywords>Quando e como começou, afinal, a ditadura a revelar-se?  Na senda dos episódios anteriores sobre a aproximação ao 28 de maio de 1926, Rui Tavares elege os sinais que anunciam o colapso da Primeira República, o momento em que o golpe deixou de parecer um episódio passageiro e em que a ditadura começou a revelar a sua verdadeira natureza opressiva. E como, perante isso, se desencadeou a resistência que lhe faria frente durante décadas.  Da Semana Antifascista de março de 1926, às revoltas do Porto e de Lisboa em fevereiro de 1927, passando pela formação da Liga de Paris, percorremos a construção da resistência à ditadura — dentro e fora do país, entre exílio, prisão e propaganda internacional. Revisitamos importantes figuras como Jaime Cortesão, Raul Proença, Afonso Costa, Mário Castelhano, Elina Guimarães e Hélder Ribeiro, entre muitos outros, e percebemos como se formaram redes de oposição que enfrentaram uma repressão cada vez mais violenta. Entre esperança, desilusão e coragem, este é um episódio sobre a história da longa resistência a uma muito longa ditadura., Primeira República, Portugal, 28 de maio de 1926, golpe militar, instabilidade política, crise económica, Rui Tavares, colapso do regime, ditadura militar, sinais de crise, história de Portugal, republicanismo, partidos políticos, fragmentação partidária, violência política, conspirações, revoltas, governo instável, mudanças de governo, crise financeira, inflação, dívida pública, descontentamento social, greves, movimento operário, anarquismo, sindicalismo, intervenção militar, generais, oficiais, conspiração militar, desgaste institucional, corrupção, clientelismo, crise parlamentar, eleições, abstenção, propaganda política, imprensa, censura, opinião pública, elites políticas, radicalização, direita autoritária, esquerda revolucionária, ameaça comunista, medo social, ordem pública, segurança, polícia, repressão, instabilidade social, crise de legitimidade, desgaste republicano, monárquicos, integralismo, nacionalismo, crise internacional, pós-guerra, Primeira Guerra Mundial, impacto económico, veteranos, instabilidade europeia, autoritarismo, fascismo emergente, influência externa, crise de liderança, figuras políticas, discursos políticos, retórica, polarização, cultura política, reformas falhadas, sistema parlamentar, governabilidade, crise institucional, ruptura política, transição de regime, Ditadura Nacional, Estado Novo, antecedentes históricos, análise política, ensaio histórico, narrativa histórica, memória coletiva, interpretação histórica, historiografia, contexto político, decadência republicana, movimentos sociais, tensões sociais, crise estrutural, falência do sistema, mudança de regime</itunes:keywords>
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      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <title>É mais fácil governar um rebanho de ovelhas ou um rebanho de pessoas? Xenofonte e a sua Ciropédia</title>
      <itunes:title>É mais fácil governar um rebanho de ovelhas ou um rebanho de pessoas? Xenofonte e a sua Ciropédia</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Neste epis&oacute;dio Rui Tavares volta &agrave; Persia e recua &agrave; Gr&eacute;cia antiga para falar de um livro que foi, durante s&eacute;culos, uma refer&ecirc;ncia incontorn&aacute;vel na reflex&atilde;o sobre poder, educa&ccedil;&atilde;o e lideran&ccedil;a: a &emsp;Cirop&eacute;dia, de Xenofonte. Escrita no s&eacute;culo IV a.C., esta obra apresenta a educa&ccedil;&atilde;o do rei persa Ciro, e transforma a figura hist&oacute;rica num modelo de governante justo, inteligente e pedag&oacute;gico. Embora hoje seja pouco lida, a sua influ&ecirc;ncia foi enorme: marcou leitores como J&uacute;lio C&eacute;sar, Maquiavel, Montesquieu, Rousseau, Benjamin Franklin e Thomas Jefferson.</p> <p>A Cirop&eacute;dia n&atilde;o &eacute; apenas um relato sobre a P&eacute;rsia antiga. &Eacute; tamb&eacute;m uma medita&ccedil;&atilde;o sobre o que significa governar, aprender a liderar e formar o car&aacute;cter. Xenofonte &mdash; ateniense, disc&iacute;pulo de S&oacute;crates e autor de textos c&eacute;lebres como a An&aacute;base &mdash; usa a inf&acirc;ncia e a forma&ccedil;&atilde;o de Ciro para pensar a rela&ccedil;&atilde;o entre disciplina, observa&ccedil;&atilde;o, respeito pelos outros e autoridade.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Neste epis&oacute;dio Rui Tavares volta &agrave; Persia e recua &agrave; Gr&eacute;cia antiga para falar de um livro que foi, durante s&eacute;culos, uma refer&ecirc;ncia incontorn&aacute;vel na reflex&atilde;o sobre poder, educa&ccedil;&atilde;o e lideran&ccedil;a: a &emsp;Cirop&eacute;dia, de Xenofonte. Escrita no s&eacute;culo IV a.C., esta obra apresenta a educa&ccedil;&atilde;o do rei persa Ciro, e transforma a figura hist&oacute;rica num modelo de governante justo, inteligente e pedag&oacute;gico. Embora hoje seja pouco lida, a sua influ&ecirc;ncia foi enorme: marcou leitores como J&uacute;lio C&eacute;sar, Maquiavel, Montesquieu, Rousseau, Benjamin Franklin e Thomas Jefferson.</p> <p>A Cirop&eacute;dia n&atilde;o &eacute; apenas um relato sobre a P&eacute;rsia antiga. &Eacute; tamb&eacute;m uma medita&ccedil;&atilde;o sobre o que significa governar, aprender a liderar e formar o car&aacute;cter. Xenofonte &mdash; ateniense, disc&iacute;pulo de S&oacute;crates e autor de textos c&eacute;lebres como a An&aacute;base &mdash; usa a inf&acirc;ncia e a forma&ccedil;&atilde;o de Ciro para pensar a rela&ccedil;&atilde;o entre disciplina, observa&ccedil;&atilde;o, respeito pelos outros e autoridade.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Neste episódio do podcast “Tempo ao Tempo”, Rui Tavares apresenta a Ciropédia e desafia-nos a olhar para a Pérsia, para o Ocidente e para a pergunta que continua atualíssima — o que faz de alguém um governante justo?</itunes:summary>
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      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Wed, 01 Apr 2026 23:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>A semana antifascista de 1926: se havia a iminência de uma ditadura, porque é que ninguém fez nada para a impedir?</title>
      <itunes:title>A semana antifascista de 1926: se havia a iminência de uma ditadura, porque é que ninguém fez nada para a impedir?</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Neste epis&oacute;dio, regressamos a mar&ccedil;o de 1926, quando intelectuais da Seara Nova, os &ldquo;searistas&rdquo; J&uacute;lio Proen&ccedil;a, Ant&oacute;nio S&eacute;rgio, Jaime Cortes&atilde;o, anarquistas do jornal A Batalha e republicanos radicais organizaram a Semana Antifascista, uma semana de com&iacute;cios e confer&ecirc;ncias alertando para a amea&ccedil;a dos fascismos que chegam da Europa com Mussolini ou Primo de Revera.</p> <p>Mas se estes activistas viram o fascismo chegar, porque falharam? A resposta ser&aacute; confus&atilde;o pol&iacute;tica. Como Rui Tavares nos tem vindo a contar: a ditadura j&aacute; era banal: golpes, e golpes dentro dos golpes eram impunes, as esquerdas dividiam-se e a tecnocracia seduzia os mais cr&eacute;dulos.</p> <p>N&atilde;o basta clarivid&ecirc;ncia quando o inimigo se irrompe na confus&atilde;o. De Lisboa a Mo&ccedil;ambique, a converg&ecirc;ncia antifascista parecia invenc&iacute;vel. Mas o tempo deu 47 anos, 10 meses e 3 dias de obscurid&atilde;o.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Neste epis&oacute;dio, regressamos a mar&ccedil;o de 1926, quando intelectuais da Seara Nova, os &ldquo;searistas&rdquo; J&uacute;lio Proen&ccedil;a, Ant&oacute;nio S&eacute;rgio, Jaime Cortes&atilde;o, anarquistas do jornal A Batalha e republicanos radicais organizaram a Semana Antifascista, uma semana de com&iacute;cios e confer&ecirc;ncias alertando para a amea&ccedil;a dos fascismos que chegam da Europa com Mussolini ou Primo de Revera.</p> <p>Mas se estes activistas viram o fascismo chegar, porque falharam? A resposta ser&aacute; confus&atilde;o pol&iacute;tica. Como Rui Tavares nos tem vindo a contar: a ditadura j&aacute; era banal: golpes, e golpes dentro dos golpes eram impunes, as esquerdas dividiam-se e a tecnocracia seduzia os mais cr&eacute;dulos.</p> <p>N&atilde;o basta clarivid&ecirc;ncia quando o inimigo se irrompe na confus&atilde;o. De Lisboa a Mo&ccedil;ambique, a converg&ecirc;ncia antifascista parecia invenc&iacute;vel. Mas o tempo deu 47 anos, 10 meses e 3 dias de obscurid&atilde;o.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Há 100 anos, Raul Proença escrevia na Seara Nova: “A República será. Preciso de crê-lo como preciso do ar que respiro. Tanto esforço não poderia ter sido vão”. Palavras proféticas, escritas meses antes do golpe de 28 de maio que suplantou a Primeira República. Rui Tavares regressa ao final da Primeira República através do olhar da Seara Nova, a publicação que conseguiu sobreviver aos anos da ditadura</itunes:summary>
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      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 26 Mar 2026 09:38:36 +0000</pubDate>
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      <title>Mendes Cabeçadas: o político paradoxal que ajuda a implantar e a derrubar a República</title>
      <itunes:title>Mendes Cabeçadas: o político paradoxal que ajuda a implantar e a derrubar a República</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Filho de comerciantes de corti&ccedil;a, Mendes Cabe&ccedil;adas trocou Faro por Lisboa, liceu por quartel. Enquanto capit&atilde;o‑tenente no Adamastor, Cabe&ccedil;adas bombardeou o Pal&aacute;cio das Necessidades para implantar a Rep&uacute;blica. Averso ao caciquismo de Afonso Costa, conspirou contra a instabilidade. Quando infiltra&ccedil;&otilde;es mon&aacute;rquicas e integralistas come&ccedil;aram a amea&ccedil;ar o esp&iacute;rito republicano que queria salvar, reagiu com um golpe dentro do golpe: afastou Gomes da Costa e governou 17 dias, com Salazar como ministro das Finan&ccedil;as por escassas horas.<br><br>J&aacute; em plena ditadura, Cabe&ccedil;adas nutre crescente descren&ccedil;a por Salazar e conspira contra ele em 1946&ndash;47 (sem sucesso), sendo vigiado pela PIDE quase at&eacute; &agrave; morte. Morre em junho de 1965 &ndash; o homem que ajudou a criar o monstro que quis desfazer.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Filho de comerciantes de corti&ccedil;a, Mendes Cabe&ccedil;adas trocou Faro por Lisboa, liceu por quartel. Enquanto capit&atilde;o‑tenente no Adamastor, Cabe&ccedil;adas bombardeou o Pal&aacute;cio das Necessidades para implantar a Rep&uacute;blica. Averso ao caciquismo de Afonso Costa, conspirou contra a instabilidade. Quando infiltra&ccedil;&otilde;es mon&aacute;rquicas e integralistas come&ccedil;aram a amea&ccedil;ar o esp&iacute;rito republicano que queria salvar, reagiu com um golpe dentro do golpe: afastou Gomes da Costa e governou 17 dias, com Salazar como ministro das Finan&ccedil;as por escassas horas.<br><br>J&aacute; em plena ditadura, Cabe&ccedil;adas nutre crescente descren&ccedil;a por Salazar e conspira contra ele em 1946&ndash;47 (sem sucesso), sendo vigiado pela PIDE quase at&eacute; &agrave; morte. Morre em junho de 1965 &ndash; o homem que ajudou a criar o monstro que quis desfazer.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>1926: o ano que enterrou a Primeira República Portuguesa e inaugurou 48 anos de ditadura. Quatro presidentes em rotação acelerada, caos político e golpes sobre golpes. Rui Tavares apresenta José Mendes Cabeçadas Júnior (1883–1965), o algarvio paradoxal que foi agente na implementação de dois regimes: herói republicano do 5 de Outubro de 1910, golpista do 28 de Maio de 1926, presidente por 17 dias e, depois, remanescente arrependido.</itunes:summary>
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      <itunes:season>1</itunes:season>
      <itunes:episode>48</itunes:episode>
      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 19 Mar 2026 07:00:00 +0000</pubDate>
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    <item>
      <title>Quatro décadas de SIS contadas por dentro: oiça aqui o trailer do novo podcast do Expresso</title>
      <itunes:title>Quatro décadas de SIS contadas por dentro: oiça aqui o trailer do novo podcast do Expresso</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>O Expresso apresenta &ldquo;SIS: 40 anos de segredos&rdquo;, um podcast documental onde se conta a hist&oacute;ria do Servi&ccedil;o de Informa&ccedil;&otilde;es de Seguran&ccedil;a. Pela voz de quem o desenhou, instalou e dirigiu, &eacute; explicada de forma in&eacute;dita como funcionam e foram evoluindo as vertentes da forma&ccedil;&atilde;o e da fiscaliza&ccedil;&atilde;o.</p> <p>Siga esta investiga&ccedil;&atilde;o jornal&iacute;stica de Celso Paiva Sol, contada em seis epis&oacute;dios. Novo epis&oacute;dio todas as ter&ccedil;as-feiras j&aacute; a partir de 24 de mar&ccedil;o.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O Expresso apresenta &ldquo;SIS: 40 anos de segredos&rdquo;, um podcast documental onde se conta a hist&oacute;ria do Servi&ccedil;o de Informa&ccedil;&otilde;es de Seguran&ccedil;a. Pela voz de quem o desenhou, instalou e dirigiu, &eacute; explicada de forma in&eacute;dita como funcionam e foram evoluindo as vertentes da forma&ccedil;&atilde;o e da fiscaliza&ccedil;&atilde;o.</p> <p>Siga esta investiga&ccedil;&atilde;o jornal&iacute;stica de Celso Paiva Sol, contada em seis epis&oacute;dios. Novo epis&oacute;dio todas as ter&ccedil;as-feiras j&aacute; a partir de 24 de mar&ccedil;o.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Oiça aqui a apresentação do novo podcast do Expresso sobre os 40 anos de SIS </itunes:summary>
      <category>podcast</category>
      <category>documental</category>
      <category>SIS</category>
      <category>Serviço de Informações de Segurança</category>
      <category>história</category>
      <category>segredos</category>
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      <category>fiscalização</category>
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      <category>Expresso</category>
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      <category>Portugal</category>
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      <category>espias</category>
      <itunes:keywords>podcast, documental, SIS, Serviço de Informações de Segurança, história, segredos, formação, fiscalização, investigação jornalística, Celso Paiva Sol, Expresso, serviços secretos, Portugal, episódios, estreia, março, justiça, crime, espiões, espias</itunes:keywords>
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      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Mon, 16 Mar 2026 19:46:30 +0000</pubDate>
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      <title>Como se pode ser persa? O Irão e a herança de uma civilização milenar</title>
      <itunes:title>Como se pode ser persa? O Irão e a herança de uma civilização milenar</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Quase meio s&eacute;culo depois da Revolu&ccedil;&atilde;o Isl&acirc;mica ter instaurado no Ir&atilde;o um poder teocr&aacute;tico t&atilde;o duradouro quanto a ditadura em Portugal, o ataque conjunto dos Estados Unidos e Israel derrubou o regime dos aiatolas e vem abrir uma nova frente de guerra no M&eacute;dio Oriente. Enquanto m&iacute;sseis e drones atingem Teer&atilde;o, paira a pergunta sobre esta Rep&uacute;blica Isl&acirc;mica que derrubou uma monarquia em nome da f&eacute;: &eacute; o Ir&atilde;o apenas um regime dos aiatolas, ou &eacute; herdeiro de uma civiliza&ccedil;&atilde;o persa milenar, ponte hist&oacute;rica entre Europa e &Aacute;sia, marcada por encontros sucessivos com o mundo grego, romano e europeu?</p> <p>A partir desta atualidade Rui Tavares recua ao s&eacute;culo XVIII para revisitar uma embaixada persa enviada a Lu&iacute;s XIV e a rea&ccedil;&atilde;o fascinada e perplexa da corte francesa diante daqueles &ldquo;ex&oacute;ticos&rdquo; orientais. Deste choque de culturas nasceu o livro Cartas Persas, onde Montesquieu inverte o ponto de vista ex&oacute;tico e imagina como seriam os persas a descrever os europeus. Em Cartas Persas, Montesquieu inaugura o jogo de estranhamento que est&aacute; na origem do Iluminismo e da cr&iacute;tica &agrave;s certezas religiosas e pol&iacute;ticas da Europa.</p> <p>Este epis&oacute;dio de Tempo ao Tempo prop&otilde;e ler o Ir&atilde;o de hoje &agrave; luz dessa longa hist&oacute;ria de encontros, mal‑entendidos e espelhos: talvez, sugere Rui Tavares, n&atilde;o se possa compreender o que significa ser europeu sem ser, pelo menos um pouco, persa.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Quase meio s&eacute;culo depois da Revolu&ccedil;&atilde;o Isl&acirc;mica ter instaurado no Ir&atilde;o um poder teocr&aacute;tico t&atilde;o duradouro quanto a ditadura em Portugal, o ataque conjunto dos Estados Unidos e Israel derrubou o regime dos aiatolas e vem abrir uma nova frente de guerra no M&eacute;dio Oriente. Enquanto m&iacute;sseis e drones atingem Teer&atilde;o, paira a pergunta sobre esta Rep&uacute;blica Isl&acirc;mica que derrubou uma monarquia em nome da f&eacute;: &eacute; o Ir&atilde;o apenas um regime dos aiatolas, ou &eacute; herdeiro de uma civiliza&ccedil;&atilde;o persa milenar, ponte hist&oacute;rica entre Europa e &Aacute;sia, marcada por encontros sucessivos com o mundo grego, romano e europeu?</p> <p>A partir desta atualidade Rui Tavares recua ao s&eacute;culo XVIII para revisitar uma embaixada persa enviada a Lu&iacute;s XIV e a rea&ccedil;&atilde;o fascinada e perplexa da corte francesa diante daqueles &ldquo;ex&oacute;ticos&rdquo; orientais. Deste choque de culturas nasceu o livro Cartas Persas, onde Montesquieu inverte o ponto de vista ex&oacute;tico e imagina como seriam os persas a descrever os europeus. Em Cartas Persas, Montesquieu inaugura o jogo de estranhamento que est&aacute; na origem do Iluminismo e da cr&iacute;tica &agrave;s certezas religiosas e pol&iacute;ticas da Europa.</p> <p>Este epis&oacute;dio de Tempo ao Tempo prop&otilde;e ler o Ir&atilde;o de hoje &agrave; luz dessa longa hist&oacute;ria de encontros, mal‑entendidos e espelhos: talvez, sugere Rui Tavares, n&atilde;o se possa compreender o que significa ser europeu sem ser, pelo menos um pouco, persa.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Esta semana, Rui Tavares leva-nos até ao tempo da Pérsia e de Louis XIV para nos dar conta da embaixada que fez parar a corte no século XVII, onde o enviado Mohammad Reza Beg veio tentar forjar alianças. Oiça este episódio de “Tempo ao Tempo”.</itunes:summary>
      <itunes:episodeType>full</itunes:episodeType>
      <itunes:season>1</itunes:season>
      <itunes:episode>47</itunes:episode>
      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 12 Mar 2026 07:19:28 +0000</pubDate>
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      <title>Ucrânia: a guerra mais antiga da Europa dos últimos 300 anos</title>
      <itunes:title>Ucrânia: a guerra mais antiga da Europa dos últimos 300 anos</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>No final de fevereiro completaram‑se quatro anos do in&iacute;cio da guerra na Ucr&acirc;nia. Contudo, se contarmos o seu in&iacute;cio em 2014, com a anexa&ccedil;&atilde;o da Crimeia e a guerra no Donbas, e n&atilde;o apenas a invas&atilde;o em larga escala de 2022, este &eacute; o conflito europeu mais longo desde a Guerra dos Trinta Anos.</p> <p>A partir desta constata&ccedil;&atilde;o, Rui Tavares recua quatro s&eacute;culos para usar a Guerra dos Trinta Anos e a Guerra da Sucess&atilde;o Espanhola para ler as guerras europeias n&atilde;o como eventos isolados, mas como &ldquo;guerras civis&rdquo; dentro de uma mesma rep&uacute;blica europeia de Estados. Seguindo Voltaire e o seu &ldquo;Si&egrave;cle de Louis XIV&rdquo;, o epis&oacute;dio explora esta ideia de Europa como rep&uacute;blica de facto: um espa&ccedil;o pol&iacute;tico partilhado por monarquias, rep&uacute;blicas e Estados mistos, unidos por um fundo comum de direito p&uacute;blico, pr&aacute;ticas diplom&aacute;ticas e interesses que tornam as guerras menos conquistas imperiais e mais mecanismos de conten&ccedil;&atilde;o de hegemonias excessivas. Ser&aacute; que este conflito se inscreve neste padr&atilde;o?</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>No final de fevereiro completaram‑se quatro anos do in&iacute;cio da guerra na Ucr&acirc;nia. Contudo, se contarmos o seu in&iacute;cio em 2014, com a anexa&ccedil;&atilde;o da Crimeia e a guerra no Donbas, e n&atilde;o apenas a invas&atilde;o em larga escala de 2022, este &eacute; o conflito europeu mais longo desde a Guerra dos Trinta Anos.</p> <p>A partir desta constata&ccedil;&atilde;o, Rui Tavares recua quatro s&eacute;culos para usar a Guerra dos Trinta Anos e a Guerra da Sucess&atilde;o Espanhola para ler as guerras europeias n&atilde;o como eventos isolados, mas como &ldquo;guerras civis&rdquo; dentro de uma mesma rep&uacute;blica europeia de Estados. Seguindo Voltaire e o seu &ldquo;Si&egrave;cle de Louis XIV&rdquo;, o epis&oacute;dio explora esta ideia de Europa como rep&uacute;blica de facto: um espa&ccedil;o pol&iacute;tico partilhado por monarquias, rep&uacute;blicas e Estados mistos, unidos por um fundo comum de direito p&uacute;blico, pr&aacute;ticas diplom&aacute;ticas e interesses que tornam as guerras menos conquistas imperiais e mais mecanismos de conten&ccedil;&atilde;o de hegemonias excessivas. Ser&aacute; que este conflito se inscreve neste padr&atilde;o?</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>A propósito da guerra na Ucrânia, que dura há quatro anos (ou mais, se contarmos com as ofensivas no Donbas e a anexação da Crimeia), Rui Tavares leva-nos até ao tempo de Voltaire e à ideia de uma Europa como uma república, para travar as hegemonias do imperialismo</itunes:summary>
      <itunes:episodeType>full</itunes:episodeType>
      <itunes:season>1</itunes:season>
      <itunes:episode>46</itunes:episode>
      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 05 Mar 2026 07:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>Um comboio de tempestades em Portugal e a primeira catástrofe moderna</title>
      <itunes:title>Um comboio de tempestades em Portugal e a primeira catástrofe moderna</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Rui Tavares regressa ao Terramoto de Lisboa de 1755, reconhecido como primeira cat&aacute;strofe moderna. O ep&iacute;teto n&atilde;o lhe cabe pela dimens&atilde;o da cat&aacute;strofe, mas pela resposta pol&iacute;tica organizada no seu rescaldo: inqu&eacute;rito sistem&aacute;tico ao reino, c&oacute;digos de constru&ccedil;&atilde;o inovadores e reconstru&ccedil;&atilde;o planeada em nova escala. Este pensamento organizado perante a destrui&ccedil;&atilde;o e a necessidade de reconstru&ccedil;&atilde;o no s&eacute;culo XVIII, inaugurou, segundo o soci&oacute;logo Enrico Quantarelli, pr&aacute;ticas de preven&ccedil;&atilde;o que hoje reconhecemos como modernas.</p> <p>Se tais ra&iacute;zes existem, cabe reflectir por que as ignoramos &ndash; em vez de as actualizar para o presente. Como usamos o conhecimento de cat&aacute;strofes passadas e recentes? Transformamo-las em ac&ccedil;&otilde;es concretas ou em fatalismos comparativos?</p> <p>&nbsp;</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Rui Tavares regressa ao Terramoto de Lisboa de 1755, reconhecido como primeira cat&aacute;strofe moderna. O ep&iacute;teto n&atilde;o lhe cabe pela dimens&atilde;o da cat&aacute;strofe, mas pela resposta pol&iacute;tica organizada no seu rescaldo: inqu&eacute;rito sistem&aacute;tico ao reino, c&oacute;digos de constru&ccedil;&atilde;o inovadores e reconstru&ccedil;&atilde;o planeada em nova escala. Este pensamento organizado perante a destrui&ccedil;&atilde;o e a necessidade de reconstru&ccedil;&atilde;o no s&eacute;culo XVIII, inaugurou, segundo o soci&oacute;logo Enrico Quantarelli, pr&aacute;ticas de preven&ccedil;&atilde;o que hoje reconhecemos como modernas.</p> <p>Se tais ra&iacute;zes existem, cabe reflectir por que as ignoramos &ndash; em vez de as actualizar para o presente. Como usamos o conhecimento de cat&aacute;strofes passadas e recentes? Transformamo-las em ac&ccedil;&otilde;es concretas ou em fatalismos comparativos?</p> <p>&nbsp;</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Depois do "comboio de tempestades" de 2026, repete-se a ideia de que os portugueses “não têm cultura de prevenção”. Rui Tavares leva-nos até 1755 e ao grande terramoto de Lisboa para falar sobre catástrofes, desastres e cultura de prevenção</itunes:summary>
      <itunes:episodeType>full</itunes:episodeType>
      <itunes:season>1</itunes:season>
      <itunes:episode>45</itunes:episode>
      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 26 Feb 2026 07:24:03 +0000</pubDate>
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      <title>O doente imaginário e a derradeira atuação de Molière, o dramaturgo que gozou com todos</title>
      <itunes:title>O doente imaginário e a derradeira atuação de Molière, o dramaturgo que gozou com todos</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Neste 17 de fevereiro cruzaram‑se duas hist&oacute;rias: a de uma m&atilde;e nascida nesse dia e a da derradeira atua&ccedil;&atilde;o de Moli&egrave;re. Em 2026, essa m&atilde;e celebra 95 anos, tendo sido crian&ccedil;a num mundo onde ainda se via o Zeppelin passar sobre aldeias ribatejanas. Rui Tavares leva-nos ao s&eacute;culo de Moli&egrave;re, o dramaturgo franc&ecirc;s que gozou com todos.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Neste 17 de fevereiro cruzaram‑se duas hist&oacute;rias: a de uma m&atilde;e nascida nesse dia e a da derradeira atua&ccedil;&atilde;o de Moli&egrave;re. Em 2026, essa m&atilde;e celebra 95 anos, tendo sido crian&ccedil;a num mundo onde ainda se via o Zeppelin passar sobre aldeias ribatejanas. Rui Tavares leva-nos ao s&eacute;culo de Moli&egrave;re, o dramaturgo franc&ecirc;s que gozou com todos.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Rui Tavares leva-nos ao século de Molière, o dramaturgo francês que gozou com todos</itunes:summary>
      <category>Neste 17 de fevereiro cruzaram‑se duas histórias: a de uma mãe nascida nesse dia e a da derradeira actuação de Molière. Em 2026</category>
      <category>essa mãe celebra 95 anos</category>
      <category>tendo sido criança num mundo onde ainda se via o Zeppelin passar sobre aldeias ribatejanas. Rui Tavares leva-nos ao século de Molière</category>
      <category>o dramaturgo francês que gozou com todos.</category>
      <itunes:keywords>Neste 17 de fevereiro cruzaram‑se duas histórias: a de uma mãe nascida nesse dia e a da derradeira actuação de Molière. Em 2026, essa mãe celebra 95 anos, tendo sido criança num mundo onde ainda se via o Zeppelin passar sobre aldeias ribatejanas. Rui Tavares leva-nos ao século de Molière, o dramaturgo francês que gozou com todos.</itunes:keywords>
      <itunes:episodeType>full</itunes:episodeType>
      <itunes:season>1</itunes:season>
      <itunes:episode>44</itunes:episode>
      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 19 Feb 2026 07:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>No século XVIII já havia Inteligência Artificial? Conheça o Turco Mecânico, o autómato que ganhava sempre ao xadrez</title>
      <itunes:title>No século XVIII já havia Inteligência Artificial? Conheça o Turco Mecânico, o autómato que ganhava sempre ao xadrez</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>O que nos intriga, aproxima e afasta da intelig&ecirc;ncia artificial? Porque &eacute; que nos deixamos seduzir e, ao mesmo tempo, assustar por ela?</p> <p>H&aacute; poucos dias, circularam relatos de que existiria uma rede social habitada apenas por bots &ndash; programas concebidos para automatizar tarefas e simular interac&ccedil;&otilde;es humanas &ndash; onde agentes de IA conversariam entre si, se queixariam dos seus humanos e inventariam uma l&iacute;ngua secreta. Fascinante? Inquietante?</p> <p>Esta ambival&ecirc;ncia diante da m&aacute;quina, que parece emancipar‑se e ultrapassar‑nos, n&atilde;o &eacute; nova. Muito antes da era digital, o s&eacute;culo XVIII conheceu o fasc&iacute;nio pelos aut&oacute;matos e multiplicou engenhos capazes de executar movimentos e tarefas &ldquo;sozinhos&rdquo;: pianos autom&aacute;ticos, caixas de m&uacute;sica, bonecos articulados ou fon&oacute;grafos. Dispositivos exuberantes, perante os quais a alta sociedade se deixava iludir.</p> <p>&Eacute; nesse horizonte que Rui Tavares recupera a hist&oacute;ria do Turco Mec&acirc;nico, o aut&oacute;mato que jogava xadrez nas cortes europeias a partir de 1770. Inventado por Wolfgang von Kempelen, foi apresentado como um jogador mec&acirc;nico invenc&iacute;vel, capaz de derrotar fil&oacute;sofos, aristocratas e, mais tarde, figuras como Benjamin Franklin ou Napole&atilde;o. Esse engenho que percorre a Europa e os Estados Unidos da Am&eacute;rica, por&eacute;m, est&aacute; longe de ser t&atilde;o mec&acirc;nico e t&atilde;o aut&oacute;mato quanto aparenta, como acabar&aacute; por se revelar.</p> <p>O que escondia, afinal, o Turco Mec&acirc;nico? E quem s&atilde;o estes bots que hoje se entret&ecirc;m a falar de n&oacute;s nas suas pr&oacute;prias redes? Estaremos perante uma tecnologia que se emancipa ou, como no s&eacute;culo XVIII, diante de um ilusionismo sofisticado &ndash; um truque com pouca magia, mas com muito engenho?</p> <p>A ilustra&ccedil;&atilde;o deste epis&oacute;dio foi feita com recurso a IA. <a href="https://expresso.pt/sobre/estatuto-editorial/2020-01-20-estatuto-editorial-3c79f4ec">Saiba mais sobre a aplica&ccedil;&atilde;o de Intelig&ecirc;ncia Artificial nas Reda&ccedil;&otilde;es da Impresa</a>.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O que nos intriga, aproxima e afasta da intelig&ecirc;ncia artificial? Porque &eacute; que nos deixamos seduzir e, ao mesmo tempo, assustar por ela?</p> <p>H&aacute; poucos dias, circularam relatos de que existiria uma rede social habitada apenas por bots &ndash; programas concebidos para automatizar tarefas e simular interac&ccedil;&otilde;es humanas &ndash; onde agentes de IA conversariam entre si, se queixariam dos seus humanos e inventariam uma l&iacute;ngua secreta. Fascinante? Inquietante?</p> <p>Esta ambival&ecirc;ncia diante da m&aacute;quina, que parece emancipar‑se e ultrapassar‑nos, n&atilde;o &eacute; nova. Muito antes da era digital, o s&eacute;culo XVIII conheceu o fasc&iacute;nio pelos aut&oacute;matos e multiplicou engenhos capazes de executar movimentos e tarefas &ldquo;sozinhos&rdquo;: pianos autom&aacute;ticos, caixas de m&uacute;sica, bonecos articulados ou fon&oacute;grafos. Dispositivos exuberantes, perante os quais a alta sociedade se deixava iludir.</p> <p>&Eacute; nesse horizonte que Rui Tavares recupera a hist&oacute;ria do Turco Mec&acirc;nico, o aut&oacute;mato que jogava xadrez nas cortes europeias a partir de 1770. Inventado por Wolfgang von Kempelen, foi apresentado como um jogador mec&acirc;nico invenc&iacute;vel, capaz de derrotar fil&oacute;sofos, aristocratas e, mais tarde, figuras como Benjamin Franklin ou Napole&atilde;o. Esse engenho que percorre a Europa e os Estados Unidos da Am&eacute;rica, por&eacute;m, est&aacute; longe de ser t&atilde;o mec&acirc;nico e t&atilde;o aut&oacute;mato quanto aparenta, como acabar&aacute; por se revelar.</p> <p>O que escondia, afinal, o Turco Mec&acirc;nico? E quem s&atilde;o estes bots que hoje se entret&ecirc;m a falar de n&oacute;s nas suas pr&oacute;prias redes? Estaremos perante uma tecnologia que se emancipa ou, como no s&eacute;culo XVIII, diante de um ilusionismo sofisticado &ndash; um truque com pouca magia, mas com muito engenho?</p> <p>A ilustra&ccedil;&atilde;o deste epis&oacute;dio foi feita com recurso a IA. <a href="https://expresso.pt/sobre/estatuto-editorial/2020-01-20-estatuto-editorial-3c79f4ec">Saiba mais sobre a aplica&ccedil;&atilde;o de Intelig&ecirc;ncia Artificial nas Reda&ccedil;&otilde;es da Impresa</a>.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Esta semana em “Tempo ao Tempo”, Rui Tavares leva-nos até ao século XVIII para nos contar a história do Turco Mecânico, um autómato que ganhava todas as partidas de xadrez. Inteligência artificial ou inteligência humana? Descubra neste podcast</itunes:summary>
      <category>O que nos intriga</category>
      <category>aproxima e afasta da inteligência artificial? Porque é que nos deixamos seduzir e</category>
      <category>ao mesmo tempo</category>
      <category>assustar por ela?  Há poucos dias</category>
      <category>circularam relatos de que existiria uma rede social habitada apenas por bots – programas concebidos para automatizar tarefas e simular interacções humanas – onde agentes de IA conversariam entre si</category>
      <category>se queixariam dos seus humanos e inventariam uma língua secreta. Fascinante? Inquietante?  Esta ambivalência diante da máquina</category>
      <category>que parece emancipar‑se e ultrapassar‑nos</category>
      <category>não é nova. Muito antes da era digital</category>
      <category>o século XVIII conheceu o fascínio pelos autómatos e multiplicou engenhos capazes de executar movimentos e tarefas “sozinhos”: pianos automáticos</category>
      <category>caixas de música</category>
      <category>bonecos articulados ou fonógrafos. Dispositivos exuberantes</category>
      <category>perante os quais a alta sociedade se deixava iludir.  É nesse horizonte que Rui Tavares recupera a história do Turco Mecânico</category>
      <category>o autómato que jogava xadrez nas cortes europeias a partir de 1770. Inventado por Wolfgang von Kempelen</category>
      <category>foi apresentado como um jogador mecânico invencível</category>
      <category>capaz de derrotar filósofos</category>
      <category>aristocratas e</category>
      <category>mais tarde</category>
      <category>figuras como Benjamin Franklin ou Napoleão. Esse engenho que percorre a Europa e os Estados Unidos da América</category>
      <category>porém</category>
      <category>está longe de ser tão mecânico e tão autómato quanto aparenta</category>
      <category>como acabará por se revelar.  O que escondia</category>
      <category>afinal</category>
      <category>o Turco Mecânico? E quem são estes bots que hoje se entretêm a falar de nós nas suas próprias redes? Estaremos perante uma tecnologia que se emancipa ou</category>
      <category>como no século XVIII</category>
      <category>diante de um ilusionismo sofisticado – um truque com pouca magia</category>
      <category>mas com muito engenho?</category>
      <itunes:keywords>O que nos intriga, aproxima e afasta da inteligência artificial? Porque é que nos deixamos seduzir e, ao mesmo tempo, assustar por ela?  Há poucos dias, circularam relatos de que existiria uma rede social habitada apenas por bots – programas concebidos para automatizar tarefas e simular interacções humanas – onde agentes de IA conversariam entre si, se queixariam dos seus humanos e inventariam uma língua secreta. Fascinante? Inquietante?  Esta ambivalência diante da máquina, que parece emancipar‑se e ultrapassar‑nos, não é nova. Muito antes da era digital, o século XVIII conheceu o fascínio pelos autómatos e multiplicou engenhos capazes de executar movimentos e tarefas “sozinhos”: pianos automáticos, caixas de música, bonecos articulados ou fonógrafos. Dispositivos exuberantes, perante os quais a alta sociedade se deixava iludir.  É nesse horizonte que Rui Tavares recupera a história do Turco Mecânico, o autómato que jogava xadrez nas cortes europeias a partir de 1770. Inventado por Wolfgang von Kempelen, foi apresentado como um jogador mecânico invencível, capaz de derrotar filósofos, aristocratas e, mais tarde, figuras como Benjamin Franklin ou Napoleão. Esse engenho que percorre a Europa e os Estados Unidos da América, porém, está longe de ser tão mecânico e tão autómato quanto aparenta, como acabará por se revelar.  O que escondia, afinal, o Turco Mecânico? E quem são estes bots que hoje se entretêm a falar de nós nas suas próprias redes? Estaremos perante uma tecnologia que se emancipa ou, como no século XVIII, diante de um ilusionismo sofisticado – um truque com pouca magia, mas com muito engenho?</itunes:keywords>
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      <itunes:episode>43</itunes:episode>
      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 12 Feb 2026 07:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>O último Presidente: Quem foi Bernardino Machado, o carioca que se tornou presidente da Primeira República?</title>
      <itunes:title>O último Presidente: Quem foi Bernardino Machado, o carioca que se tornou presidente da Primeira República?</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Duas vezes presidente, duas vezes deposto, duas vezes exilado. Nonagen&aacute;rio, confinado ao Norte pelo Estado Novo, dita mem&oacute;rias &agrave; filha: &ldquo;Nasci no Rio de Janeiro&rdquo;. Bernardino Machado, a figura que Rui Tavares nos traz neste epis&oacute;dio, nasceu no Brasil em 1851, cresceu num Imp&eacute;rio escravocrata, entre o com&eacute;rcio do pai minhoto e a boa sociedade da m&atilde;e brasileira, e foi criado por M&aacute;xima, a escravizada que o leva &agrave; escola.</p> <p>Aos nove anos muda-se para o Minho e, poucos anos mais tarde, radicaliza-se nas ideias republicanas e socialistas do ambiente estudantil de Coimbra, para onde se foi formar. Em 1872, optou pela nacionalidade portuguesa, servindo no ex&eacute;rcito e afirmando-se como portugu&ecirc;s por escolha e servi&ccedil;o.</p> <p>Embora tenha sido ministro da monarquia, Bernardino Machado evoluiu do liberalismo mon&aacute;rquico para o republicanismo social, pr&oacute;ximo do socialismo democr&aacute;tico, articulando fac&ccedil;&otilde;es no Partido Republicano Portugu&ecirc;s.</p> <p>Embaixador no Brasil ap&oacute;s 1910, regressa para liderar a &ldquo;Uni&atilde;o Sagrada&rdquo; na Grande Guerra. Presidente em 1915 deposto em 1917, e reeleito em 1925, cai em seis meses com o golpe de 28 de maio de 1926.</p> <p>Carioca e minhoto, intelectual e militante, quem foi Bernardino Machado, o homem de consensos que encarna o &uacute;ltimo f&ocirc;lego da Primeira Rep&uacute;blica?</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Duas vezes presidente, duas vezes deposto, duas vezes exilado. Nonagen&aacute;rio, confinado ao Norte pelo Estado Novo, dita mem&oacute;rias &agrave; filha: &ldquo;Nasci no Rio de Janeiro&rdquo;. Bernardino Machado, a figura que Rui Tavares nos traz neste epis&oacute;dio, nasceu no Brasil em 1851, cresceu num Imp&eacute;rio escravocrata, entre o com&eacute;rcio do pai minhoto e a boa sociedade da m&atilde;e brasileira, e foi criado por M&aacute;xima, a escravizada que o leva &agrave; escola.</p> <p>Aos nove anos muda-se para o Minho e, poucos anos mais tarde, radicaliza-se nas ideias republicanas e socialistas do ambiente estudantil de Coimbra, para onde se foi formar. Em 1872, optou pela nacionalidade portuguesa, servindo no ex&eacute;rcito e afirmando-se como portugu&ecirc;s por escolha e servi&ccedil;o.</p> <p>Embora tenha sido ministro da monarquia, Bernardino Machado evoluiu do liberalismo mon&aacute;rquico para o republicanismo social, pr&oacute;ximo do socialismo democr&aacute;tico, articulando fac&ccedil;&otilde;es no Partido Republicano Portugu&ecirc;s.</p> <p>Embaixador no Brasil ap&oacute;s 1910, regressa para liderar a &ldquo;Uni&atilde;o Sagrada&rdquo; na Grande Guerra. Presidente em 1915 deposto em 1917, e reeleito em 1925, cai em seis meses com o golpe de 28 de maio de 1926.</p> <p>Carioca e minhoto, intelectual e militante, quem foi Bernardino Machado, o homem de consensos que encarna o &uacute;ltimo f&ocirc;lego da Primeira Rep&uacute;blica?</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Rui Tavares leva-nos novamente até aos últimos dias da Primeira República para nos dar conta do último presidente, Bernardino Machado, um homem de consensos que acabou exilado após a Ditadura Militar de 28 de maio de 1926</itunes:summary>
      <category>Bernardino Machado</category>
      <category>história de Portugal</category>
      <category>Primeira República</category>
      <category>política portuguesa</category>
      <category>exílio</category>
      <category>legado histórico</category>
      <itunes:keywords>Bernardino Machado, história de Portugal, Primeira República, política portuguesa, exílio, legado histórico</itunes:keywords>
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      <itunes:episode>42</itunes:episode>
      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 05 Feb 2026 07:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>Manuel Teixeira Gomes, o presidente que se demitiu e a primeira-dama invisível</title>
      <itunes:title>Manuel Teixeira Gomes, o presidente que se demitiu e a primeira-dama invisível</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>H&aacute; 100 anos, em dezembro de 1925, Manuel Teixeira Gomes abandonava a Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica Portuguesa e embarcava no cargueiro holand&ecirc;s Zeus, rumo ao Mediterr&acirc;neo. Este algarvio de Portim&atilde;o (1860-1941), pen&uacute;ltimo presidente da Primeira Rep&uacute;blica, deixava para tr&aacute;s um pa&iacute;s em convuls&atilde;o rumo ao fim do regime republicano e ao 28 de maio de 1926.</p> <p>Filho de comerciantes de figos, estudou medicina em Coimbra e radicalizou-se na bo&eacute;mia lisboeta. Publicou &ldquo;Invent&aacute;rio de Junho&rdquo; (1899) e &ldquo;Gente Singular&rdquo; (1909), foi diplomata em Londres, defendeu col&oacute;nias na I Guerra e foi vice-presidente da Sociedade das Na&ccedil;&otilde;es.</p> <p>Eleito presidente em 1923, enfrentou 6 governos inst&aacute;veis e golpes militares. Impopular, renunciou a 10/12/1925 e exilou-se em Bougie (Arg&eacute;lia), prevendo o colapso republicano. Chamou Portugal &ldquo;a p&aacute;tria erodida pela inveja&rdquo;.</p> <p>Mas, quando desertou, deixava tamb&eacute;m Belmira das Neves, filha de pescadores de Portim&atilde;o que tomou como companheira quando ela tinha apenas 15 anos e ele 40. M&atilde;e das suas filhas Ana Rosa (1906) e Maria Manoela (1910), Belmira nunca pisou Bel&eacute;m nem acompanhou as viagens diplom&aacute;ticas pela Europa. Ficou no Algarve como primeira-dama invis&iacute;vel, esquecida pela elite republicana.</p> <p>&nbsp;</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>H&aacute; 100 anos, em dezembro de 1925, Manuel Teixeira Gomes abandonava a Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica Portuguesa e embarcava no cargueiro holand&ecirc;s Zeus, rumo ao Mediterr&acirc;neo. Este algarvio de Portim&atilde;o (1860-1941), pen&uacute;ltimo presidente da Primeira Rep&uacute;blica, deixava para tr&aacute;s um pa&iacute;s em convuls&atilde;o rumo ao fim do regime republicano e ao 28 de maio de 1926.</p> <p>Filho de comerciantes de figos, estudou medicina em Coimbra e radicalizou-se na bo&eacute;mia lisboeta. Publicou &ldquo;Invent&aacute;rio de Junho&rdquo; (1899) e &ldquo;Gente Singular&rdquo; (1909), foi diplomata em Londres, defendeu col&oacute;nias na I Guerra e foi vice-presidente da Sociedade das Na&ccedil;&otilde;es.</p> <p>Eleito presidente em 1923, enfrentou 6 governos inst&aacute;veis e golpes militares. Impopular, renunciou a 10/12/1925 e exilou-se em Bougie (Arg&eacute;lia), prevendo o colapso republicano. Chamou Portugal &ldquo;a p&aacute;tria erodida pela inveja&rdquo;.</p> <p>Mas, quando desertou, deixava tamb&eacute;m Belmira das Neves, filha de pescadores de Portim&atilde;o que tomou como companheira quando ela tinha apenas 15 anos e ele 40. M&atilde;e das suas filhas Ana Rosa (1906) e Maria Manoela (1910), Belmira nunca pisou Bel&eacute;m nem acompanhou as viagens diplom&aacute;ticas pela Europa. Ficou no Algarve como primeira-dama invis&iacute;vel, esquecida pela elite republicana.</p> <p>&nbsp;</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Rui Tavares leva-nos até 1925 até ao fim da Primeira República para nos falar de um dos presidentes esquecidos: Manuel Teixeira Gomes demitiu-se e embarcou no Zeus mas deixou uma vida cheia e uma mulher esquecida no Algarve</itunes:summary>
      <category>Há 100 anos</category>
      <category>em dezembro de 1925</category>
      <category>Manuel Teixeira Gomes abandonava a Presidência da República Portuguesa e embarcava no cargueiro holandês Zeus</category>
      <category>rumo ao Mediterrâneo. Este algarvio de Portimão (1860-1941)</category>
      <category>penúltimo presidente da Primeira República</category>
      <category>deixava para trás um país em convulsão rumo ao fim do regime republicano e ao 28 de maio de 1926.  Filho de comerciantes de figos</category>
      <category>estudou medicina em Coimbra e radicalizou-se na boémia lisboeta. Publicou “Inventário de Junho” (1899) e “Gente Singular” (1909)</category>
      <category>foi diplomata em Londres</category>
      <category>defendeu colónias na I Guerra e foi vice-presidente da Sociedade das Nações.  Eleito presidente em 1923</category>
      <category>enfrentou 6 governos instáveis e golpes militares. Impopular</category>
      <category>renunciou a 10/12/1925 e exilou-se em Bougie (Argélia)</category>
      <category>prevendo o colapso republicano. Chamou Portugal “a pátria erodida pela inveja”.  Mas</category>
      <category>quando desertou</category>
      <category>deixava também Belmira das Neves</category>
      <category>filha de pescadores de Portimão que tomou como companheira quando ela tinha apenas 15 anos e ele 40. Mãe das suas filhas Ana Rosa (1906) e Maria Manoela (1910)</category>
      <category>Belmira nunca pisou Belém nem acompanhou as viagens diplomáticas pela Europa. Ficou no Algarve como primeira-dama invisível</category>
      <category>esquecida pela elite republicana.</category>
      <itunes:keywords>Há 100 anos, em dezembro de 1925, Manuel Teixeira Gomes abandonava a Presidência da República Portuguesa e embarcava no cargueiro holandês Zeus, rumo ao Mediterrâneo. Este algarvio de Portimão (1860-1941), penúltimo presidente da Primeira República, deixava para trás um país em convulsão rumo ao fim do regime republicano e ao 28 de maio de 1926.  Filho de comerciantes de figos, estudou medicina em Coimbra e radicalizou-se na boémia lisboeta. Publicou “Inventário de Junho” (1899) e “Gente Singular” (1909), foi diplomata em Londres, defendeu colónias na I Guerra e foi vice-presidente da Sociedade das Nações.  Eleito presidente em 1923, enfrentou 6 governos instáveis e golpes militares. Impopular, renunciou a 10/12/1925 e exilou-se em Bougie (Argélia), prevendo o colapso republicano. Chamou Portugal “a pátria erodida pela inveja”.  Mas, quando desertou, deixava também Belmira das Neves, filha de pescadores de Portimão que tomou como companheira quando ela tinha apenas 15 anos e ele 40. Mãe das suas filhas Ana Rosa (1906) e Maria Manoela (1910), Belmira nunca pisou Belém nem acompanhou as viagens diplomáticas pela Europa. Ficou no Algarve como primeira-dama invisível, esquecida pela elite republicana.</itunes:keywords>
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      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 29 Jan 2026 07:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>O explorador que percorreu a Gronelândia a pé, ganhou o prémio Nobel da Paz e criou um passaporte humanitário: Fridtjof Nansen</title>
      <itunes:title>O explorador que percorreu a Gronelândia a pé, ganhou o prémio Nobel da Paz e criou um passaporte humanitário: Fridtjof Nansen</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>O que liga a Gronel&acirc;ndia, o Pr&eacute;mio Nobel da Paz, a Liga das Na&ccedil;&otilde;es para os Refugiados e Calouste Gulbenkian, o maior mecenas cultural do nosso pa&iacute;s? A resposta &eacute; Fridtjof Nansen, o explorador do &Aacute;rtico que teve a aud&aacute;cia de trilhar o pioneiro caminho por terra pela calota glacial da Gronel&acirc;ndia, em 1888, at&eacute; &agrave; actual cidade de Nuuk. Unindo o seu conhecimento cient&iacute;fico em zoologia com desenvolvimentos t&eacute;cnicos para enfrentar as condi&ccedil;&otilde;es mais in&oacute;spitas, Nansen explorou o territ&oacute;rio do &Aacute;rtico gelado.​</p> <p>Mas al&eacute;m de explorador, na vida de Nansen couberam muitas vidas. Dedicou-se &agrave; zoologia, desenvolveu equipamentos modernos que permitiram outras expedi&ccedil;&otilde;es, e foi nomeado Alto Comiss&aacute;rio da Liga das Na&ccedil;&otilde;es ap&oacute;s a Segunda Guerra Mundial, onde criou o Passaporte Nansen, gesto humanit&aacute;rio que beneficiou Calouste Gulbenkian e salvou 450 mil ap&aacute;tridas.​</p> <p>Mas afinal, em que medida tudo isto se relaciona com o verdadeiro esp&iacute;rito do t&atilde;o falado e recentemente cobi&ccedil;ado Pr&eacute;mio Nobel da Paz?</p> <p>Hoje Rui Tavares leva-nos a conhecer a maravilhosa vida de Fridtjof Nansen, cuja imagina&ccedil;&atilde;o, t&eacute;cnica, coragem e humanismo nos deve inspirar e dar esperan&ccedil;a.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O que liga a Gronel&acirc;ndia, o Pr&eacute;mio Nobel da Paz, a Liga das Na&ccedil;&otilde;es para os Refugiados e Calouste Gulbenkian, o maior mecenas cultural do nosso pa&iacute;s? A resposta &eacute; Fridtjof Nansen, o explorador do &Aacute;rtico que teve a aud&aacute;cia de trilhar o pioneiro caminho por terra pela calota glacial da Gronel&acirc;ndia, em 1888, at&eacute; &agrave; actual cidade de Nuuk. Unindo o seu conhecimento cient&iacute;fico em zoologia com desenvolvimentos t&eacute;cnicos para enfrentar as condi&ccedil;&otilde;es mais in&oacute;spitas, Nansen explorou o territ&oacute;rio do &Aacute;rtico gelado.​</p> <p>Mas al&eacute;m de explorador, na vida de Nansen couberam muitas vidas. Dedicou-se &agrave; zoologia, desenvolveu equipamentos modernos que permitiram outras expedi&ccedil;&otilde;es, e foi nomeado Alto Comiss&aacute;rio da Liga das Na&ccedil;&otilde;es ap&oacute;s a Segunda Guerra Mundial, onde criou o Passaporte Nansen, gesto humanit&aacute;rio que beneficiou Calouste Gulbenkian e salvou 450 mil ap&aacute;tridas.​</p> <p>Mas afinal, em que medida tudo isto se relaciona com o verdadeiro esp&iacute;rito do t&atilde;o falado e recentemente cobi&ccedil;ado Pr&eacute;mio Nobel da Paz?</p> <p>Hoje Rui Tavares leva-nos a conhecer a maravilhosa vida de Fridtjof Nansen, cuja imagina&ccedil;&atilde;o, t&eacute;cnica, coragem e humanismo nos deve inspirar e dar esperan&ccedil;a.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Frditjof Nansen foi o primeiro explorador a percorrer a calota glacial da Gronelândia a pé, criou o passaporte Nansen e ganhou o prémio Nobel da Paz. Rui Tavares leva-nos até ao fim do século XIX e início do século XX para nos contar a história de alguém verdadeiramente extraordinário</itunes:summary>
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      <itunes:episode>40</itunes:episode>
      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 22 Jan 2026 07:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>Almanaque A Batalha para 1926: uma viagem até ao ano em que tudo muda</title>
      <itunes:title>Almanaque A Batalha para 1926: uma viagem até ao ano em que tudo muda</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Ao entrar no ano novo, A Batalha, jornal do movimento oper&aacute;rio anarcossindicalista, apresentava aos leitores uma novidade: o Almanaque para 1926.</p> <p>Fundado em 1919 pela Uni&atilde;o Oper&aacute;ria Nacional, A Batalha era j&aacute;, em 1926, um di&aacute;rio de refer&ecirc;ncia. Ao inv&eacute;s de mera publica&ccedil;&atilde;o doutrin&aacute;ria, Alexandre Vieira, o seu primeiro diretor, idealizara um jornal capaz de ocupar espa&ccedil;o na imprensa peri&oacute;dica nacional e participar activamente no debate pol&iacute;tico. Assim, conjugava textos ideol&oacute;gicos com tem&aacute;ticas diversas, competindo nas bancas com comerciais como Di&aacute;rio de Not&iacute;cias ou O S&eacute;culo.</p> <p>A partir do Almanaque, distribu&iacute;do gratuitamente no in&iacute;cio de 1926, Rui Tavares acompanha o in&iacute;cio da hist&oacute;ria deste jornal, e reflecte sobre o papel pol&iacute;tico do anarcossindicalismo e do movimento oper&aacute;rio durante a Primeira Rep&uacute;blica.</p> <p>O Almanaque, como &eacute; da sua natureza, apontava a previsibilidade do tempo: efem&eacute;rides do calend&aacute;rio, ciclo das esta&ccedil;&otilde;es, mar&eacute;s e fases da Lua. N&atilde;o podia prever, contudo, a mais impactante efem&eacute;ride do ano: o dia 28 de maio, quando a Rep&uacute;blica chegava ao fim e o tempo hist&oacute;rico tomava novo rumo.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Ao entrar no ano novo, A Batalha, jornal do movimento oper&aacute;rio anarcossindicalista, apresentava aos leitores uma novidade: o Almanaque para 1926.</p> <p>Fundado em 1919 pela Uni&atilde;o Oper&aacute;ria Nacional, A Batalha era j&aacute;, em 1926, um di&aacute;rio de refer&ecirc;ncia. Ao inv&eacute;s de mera publica&ccedil;&atilde;o doutrin&aacute;ria, Alexandre Vieira, o seu primeiro diretor, idealizara um jornal capaz de ocupar espa&ccedil;o na imprensa peri&oacute;dica nacional e participar activamente no debate pol&iacute;tico. Assim, conjugava textos ideol&oacute;gicos com tem&aacute;ticas diversas, competindo nas bancas com comerciais como Di&aacute;rio de Not&iacute;cias ou O S&eacute;culo.</p> <p>A partir do Almanaque, distribu&iacute;do gratuitamente no in&iacute;cio de 1926, Rui Tavares acompanha o in&iacute;cio da hist&oacute;ria deste jornal, e reflecte sobre o papel pol&iacute;tico do anarcossindicalismo e do movimento oper&aacute;rio durante a Primeira Rep&uacute;blica.</p> <p>O Almanaque, como &eacute; da sua natureza, apontava a previsibilidade do tempo: efem&eacute;rides do calend&aacute;rio, ciclo das esta&ccedil;&otilde;es, mar&eacute;s e fases da Lua. N&atilde;o podia prever, contudo, a mais impactante efem&eacute;ride do ano: o dia 28 de maio, quando a Rep&uacute;blica chegava ao fim e o tempo hist&oacute;rico tomava novo rumo.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Ao entrar no ano novo, A Batalha, jornal do movimento operário anarcossindicalista, apresentava aos leitores uma novidade: o Almanaque para 1926. Rui Tavares mergulha nesse “novo” almanaque para nos levar até ao ano em que cai a República</itunes:summary>
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      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 15 Jan 2026 07:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>Os 100 anos da queda de Alves Reis: de falsário impenitente a cristão renascido</title>
      <itunes:title>Os 100 anos da queda de Alves Reis: de falsário impenitente a cristão renascido</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Por onde anda Alves dos Reis? Como terminou a saga da maior burla de que h&aacute; mem&oacute;ria no pa&iacute;s? Rui Tavares regressa a 1926 para nos contar a hist&oacute;ria da pris&atilde;o do homem que burlou aproximadamente 1% do PIB portugu&ecirc;s e que se tornou num crist&atilde;o renascido</p> <p>A hist&oacute;ria entretanto interrompida, &eacute; agora retomada para conhecermos finalmente o seu desfecho. &Agrave;s portas de 1926, esse ano em que tudo mudaria, h&aacute; exactamente 100 anos, algu&eacute;m deteta uma incongru&ecirc;ncia: duas notas com o mesmo n&uacute;mero de s&eacute;rie. &Eacute; o fio da meada que permite come&ccedil;ar a compreender o que provocara o enorme desequil&iacute;brio no sistema financeiro portugu&ecirc;s e a misteriosa crise inflacion&aacute;ria.</p> <p>Preso em Dezembro de 1925, Alves dos Reis n&atilde;o desiste de provar a sua inoc&ecirc;ncia. Em 1930, j&aacute; o golpe militar de 28 de Maio de 1926 derrubara a Rep&uacute;blica e o Estado mudara de dire&ccedil;&atilde;o &ndash; com Salazar no Minist&eacute;rio das Finan&ccedil;as desde 1928 &ndash;, ainda Alves dos Reis tentava a partir da pris&atilde;o provar a sua inoc&ecirc;ncia. Neste epis&oacute;dio, Rui Tavares retoma a saga de Alves dos Reis e o seu papel na descredibiliza&ccedil;&atilde;o do sistema pol&iacute;tico e financeiro que faria ruir a, j&aacute; em crise, democracia portuguesa. Afinal, o que podia o vil&atilde;o desta hist&oacute;ria alegar em sua defesa?</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Por onde anda Alves dos Reis? Como terminou a saga da maior burla de que h&aacute; mem&oacute;ria no pa&iacute;s? Rui Tavares regressa a 1926 para nos contar a hist&oacute;ria da pris&atilde;o do homem que burlou aproximadamente 1% do PIB portugu&ecirc;s e que se tornou num crist&atilde;o renascido</p> <p>A hist&oacute;ria entretanto interrompida, &eacute; agora retomada para conhecermos finalmente o seu desfecho. &Agrave;s portas de 1926, esse ano em que tudo mudaria, h&aacute; exactamente 100 anos, algu&eacute;m deteta uma incongru&ecirc;ncia: duas notas com o mesmo n&uacute;mero de s&eacute;rie. &Eacute; o fio da meada que permite come&ccedil;ar a compreender o que provocara o enorme desequil&iacute;brio no sistema financeiro portugu&ecirc;s e a misteriosa crise inflacion&aacute;ria.</p> <p>Preso em Dezembro de 1925, Alves dos Reis n&atilde;o desiste de provar a sua inoc&ecirc;ncia. Em 1930, j&aacute; o golpe militar de 28 de Maio de 1926 derrubara a Rep&uacute;blica e o Estado mudara de dire&ccedil;&atilde;o &ndash; com Salazar no Minist&eacute;rio das Finan&ccedil;as desde 1928 &ndash;, ainda Alves dos Reis tentava a partir da pris&atilde;o provar a sua inoc&ecirc;ncia. Neste epis&oacute;dio, Rui Tavares retoma a saga de Alves dos Reis e o seu papel na descredibiliza&ccedil;&atilde;o do sistema pol&iacute;tico e financeiro que faria ruir a, j&aacute; em crise, democracia portuguesa. Afinal, o que podia o vil&atilde;o desta hist&oacute;ria alegar em sua defesa?</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Há 100 anos era preso um dos maiores falsários da história: como foi capturado Alves Reis?</itunes:summary>
      <category>Por onde anda Alves dos Reis? Como terminou a saga da maior burla de que há memória no país? Rui Tavares regressa a 1926 para nos contar a história da prisão do homem que burlou aproximadamente 1% do PIB português e que se tornou num cristão renascido  A história entretanto interrompida</category>
      <category>é agora retomada para conhecermos finalmente o seu desfecho. Às portas de 1926</category>
      <category>esse ano em que tudo mudaria</category>
      <category>há exactamente 100 anos</category>
      <category>alguém deteta uma incongruência: duas notas com o mesmo número de série. É o fio da meada que permite começar a compreender o que provocara o enorme desequilíbrio no sistema financeiro português e a misteriosa crise inflacionária.  Preso em Dezembro de 1925</category>
      <category>Alves dos Reis não desiste de provar a sua inocência. Em 1930</category>
      <category>já o golpe militar de 28 de Maio de 1926 derrubara a República e o Estado mudara de direção – com Salazar no Ministério das Finanças desde 1928 –</category>
      <category>ainda Alves dos Reis tentava a partir da prisão provar a sua inocência. Neste episódio</category>
      <category>Rui Tavares retoma a saga de Alves dos Reis e o seu papel na descredibilização do sistema político e financeiro que faria ruir a</category>
      <category>já em crise</category>
      <category>democracia portuguesa. Afinal</category>
      <category>o que podia o vilão desta história alegar em sua defesa?</category>
      <itunes:keywords>Por onde anda Alves dos Reis? Como terminou a saga da maior burla de que há memória no país? Rui Tavares regressa a 1926 para nos contar a história da prisão do homem que burlou aproximadamente 1% do PIB português e que se tornou num cristão renascido  A história entretanto interrompida, é agora retomada para conhecermos finalmente o seu desfecho. Às portas de 1926, esse ano em que tudo mudaria, há exactamente 100 anos, alguém deteta uma incongruência: duas notas com o mesmo número de série. É o fio da meada que permite começar a compreender o que provocara o enorme desequilíbrio no sistema financeiro português e a misteriosa crise inflacionária.  Preso em Dezembro de 1925, Alves dos Reis não desiste de provar a sua inocência. Em 1930, já o golpe militar de 28 de Maio de 1926 derrubara a República e o Estado mudara de direção – com Salazar no Ministério das Finanças desde 1928 –, ainda Alves dos Reis tentava a partir da prisão provar a sua inocência. Neste episódio, Rui Tavares retoma a saga de Alves dos Reis e o seu papel na descredibilização do sistema político e financeiro que faria ruir a, já em crise, democracia portuguesa. Afinal, o que podia o vilão desta história alegar em sua defesa?</itunes:keywords>
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      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 08 Jan 2026 07:00:00 +0000</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Os mais ouvidos de 2025: De “Pulp Fiction” a Santo Agostinho</title>
      <itunes:title>Os mais ouvidos de 2025: De “Pulp Fiction” a Santo Agostinho</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p dir="ltr">No primeiro epis&oacute;dio do podcast Tempo ao Tempo, Rui Tavares prop&otilde;e uma viagem errante no tempo e na geografia ao encontro de pessoas cujas vidas se desencontraram por dois mil&eacute;nios mas que est&atilde;o ligadas pela m&uacute;sica. Do filme &ldquo;Pulp Fiction&rdquo; at&eacute; &agrave; Gr&eacute;cia Antiga h&aacute; muita hist&oacute;ria que se liga pela linguagem. Recorde este primeiro epis&oacute;dio do podcast Tempo ao Tempo.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr">No primeiro epis&oacute;dio do podcast Tempo ao Tempo, Rui Tavares prop&otilde;e uma viagem errante no tempo e na geografia ao encontro de pessoas cujas vidas se desencontraram por dois mil&eacute;nios mas que est&atilde;o ligadas pela m&uacute;sica. Do filme &ldquo;Pulp Fiction&rdquo; at&eacute; &agrave; Gr&eacute;cia Antiga h&aacute; muita hist&oacute;ria que se liga pela linguagem. Recorde este primeiro epis&oacute;dio do podcast Tempo ao Tempo.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Recorde um dos episódios mais ouvidos do podcast Tempo ao Tempo, o episódio que lançou este podcast de Rui Tavares e que faz a ligação entre “Misirilou”, a música de Dick Dale que aparece no filme “Pulp Fiction” e Santo Agostinho.</itunes:summary>
      <itunes:episodeType>full</itunes:episodeType>
      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 07:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>Os mais ouvidos de 2025: Crimeia, a guerra esquecida</title>
      <itunes:title>Os mais ouvidos de 2025: Crimeia, a guerra esquecida</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Recorde o epis&oacute;dio em que Rui Tavares nos leva at&eacute; 1852 e &agrave; guerra da Crimeia, para constatar que n&atilde;o h&aacute; factos irrelevantes.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Recorde o epis&oacute;dio em que Rui Tavares nos leva at&eacute; 1852 e &agrave; guerra da Crimeia, para constatar que n&atilde;o h&aacute; factos irrelevantes.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Crimeia: a guerra esquecida que tem muitos paralelos com as guerras de hoje. Recorde um dos episódios mais ouvidos de 2025 do podcast Tempo ao Tempo.</itunes:summary>
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      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 25 Dec 2025 07:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>O primeiro Natal em ditadura e um fado de Alfredo Marceneiro: bem-vindos a uma feia noite de Natal</title>
      <itunes:title>O primeiro Natal em ditadura e um fado de Alfredo Marceneiro: bem-vindos a uma feia noite de Natal</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>No ano de 1924, Alfredo Marceneiro conquista pela primeira vez o primeiro lugar num concurso de fados. &ldquo;Remorso&rdquo;, o fado com letra de Linhares Barbosa que interpretou, d&aacute; voz a algu&eacute;m que se consome de culpa, sozinho, numa noite de Natal. Dois anos depois, esse fado, entretanto celebrado por toda a cidade, parece ter adivinhado o crime passional que iria prender a aten&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s.</p> <p>O que ter&aacute; prenunciado, afinal, o fado de Marceneiro? Que for&ccedil;a tinha a m&uacute;sica popular dos anos 20 do s&eacute;culo XX, e como circulava entre o teatro de revista, os novos discos de 78 rota&ccedil;&otilde;es e as partituras vendidas em banca? Neste epis&oacute;dio envolvente, Rui Tavares guia-nos pelas sombrias ruas do Bairro Alto, da Mouraria e do Intendente, mergulha na terror&iacute;fica Noite Sangrenta de 1921, entra nos teatros cheios de luz onde Lisboa se divertia em plena crise pol&iacute;tica e conduz-nos, passo a passo, at&eacute; &agrave; hist&oacute;ria de um crime amoroso que de t&atilde;o inesperado e chocante, desviou o olhar coletivo da ditadura que se instalava com o golpe de Estado de 28 de maio de 1926.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>No ano de 1924, Alfredo Marceneiro conquista pela primeira vez o primeiro lugar num concurso de fados. &ldquo;Remorso&rdquo;, o fado com letra de Linhares Barbosa que interpretou, d&aacute; voz a algu&eacute;m que se consome de culpa, sozinho, numa noite de Natal. Dois anos depois, esse fado, entretanto celebrado por toda a cidade, parece ter adivinhado o crime passional que iria prender a aten&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s.</p> <p>O que ter&aacute; prenunciado, afinal, o fado de Marceneiro? Que for&ccedil;a tinha a m&uacute;sica popular dos anos 20 do s&eacute;culo XX, e como circulava entre o teatro de revista, os novos discos de 78 rota&ccedil;&otilde;es e as partituras vendidas em banca? Neste epis&oacute;dio envolvente, Rui Tavares guia-nos pelas sombrias ruas do Bairro Alto, da Mouraria e do Intendente, mergulha na terror&iacute;fica Noite Sangrenta de 1921, entra nos teatros cheios de luz onde Lisboa se divertia em plena crise pol&iacute;tica e conduz-nos, passo a passo, at&eacute; &agrave; hist&oacute;ria de um crime amoroso que de t&atilde;o inesperado e chocante, desviou o olhar coletivo da ditadura que se instalava com o golpe de Estado de 28 de maio de 1926.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Rui Tavares leva-nos até aos anos 1920 e ao fim da Primeira República para nos dar conta de alguns acontecimentos que parecem estar ligados, ou não: um fado sombrio, um assassinato e uma ditadura militar que deu origem ao Estado Novo</itunes:summary>
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      <itunes:season>1</itunes:season>
      <itunes:episode>37</itunes:episode>
      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 18 Dec 2025 07:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>O que faz um padre português no romance “O Conde de Monte Cristo”, de Alexandre Dumas?</title>
      <itunes:title>O que faz um padre português no romance “O Conde de Monte Cristo”, de Alexandre Dumas?</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>O que faz um padre portugu&ecirc;s no romance O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas? Ser&aacute; mera fantasia do autor ou eco de uma personagem hist&oacute;rica concreta? E, a existir, quem foi ele e como ali foi parar?</p> <p>Neste epis&oacute;dio, Rui Tavares apresenta a singular vida de Jos&eacute; Cust&oacute;dio de Faria, um filho do terramoto de 1755. Go&ecirc;s de origem, deixou Goa e passou por Roma, Lisboa e Paris, ordenando‑se sacerdote em Roma e ficando conhecido como o Abade Faria, o tal padre portugu&ecirc;s de Alexandre Dumas. A sua fama, por&eacute;m, n&atilde;o veio da vida de sacerd&oacute;cio, mas do engenho com que se&nbsp; dedicou ao hipnotismo e se tornou um dos pioneiros da hipnose moderna.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O que faz um padre portugu&ecirc;s no romance O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas? Ser&aacute; mera fantasia do autor ou eco de uma personagem hist&oacute;rica concreta? E, a existir, quem foi ele e como ali foi parar?</p> <p>Neste epis&oacute;dio, Rui Tavares apresenta a singular vida de Jos&eacute; Cust&oacute;dio de Faria, um filho do terramoto de 1755. Go&ecirc;s de origem, deixou Goa e passou por Roma, Lisboa e Paris, ordenando‑se sacerdote em Roma e ficando conhecido como o Abade Faria, o tal padre portugu&ecirc;s de Alexandre Dumas. A sua fama, por&eacute;m, n&atilde;o veio da vida de sacerd&oacute;cio, mas do engenho com que se&nbsp; dedicou ao hipnotismo e se tornou um dos pioneiros da hipnose moderna.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Será que quando José Sócrates e os jornalistas viveram “acampados” na rua Abade de Faria, em Lisboa, durante a prisão domiciliária do ex-primeiro-ministro, alguém perguntou “quem foi o abade que deu nome a esta rua”? Rui Tavares leva-nos até ao século XVIII para descobrir esta fascinante personagem que serviu de inspiração a Alexandre Dumas para o seu livro “O Conde de Monte Cristo”</itunes:summary>
      <itunes:episodeType>full</itunes:episodeType>
      <itunes:season>1</itunes:season>
      <itunes:episode>36</itunes:episode>
      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Fri, 12 Dec 2025 07:00:00 +0000</pubDate>
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    <item>
      <title>Juan Pujol Garcia: o espião que enganou os Nazis sobre o desembarque na Normandia</title>
      <itunes:title>Juan Pujol Garcia: o espião que enganou os Nazis sobre o desembarque na Normandia</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>H&aacute;, na hist&oacute;ria, pequenas hist&oacute;rias de mulheres e homens que j&aacute; n&atilde;o guardamos mem&oacute;ria. Viveram o seu tempo sem que as suas biografias ganhassem o relevo que a hist&oacute;ria premeia ao ser contada. Ainda assim, esses sujeitos da hist&oacute;ria votados ao anonimato, intervieram decisivamente no curso de acontecimentos impactantes, nos momentos em que a hist&oacute;ria deu as suas guinadas, mudou de rumo e abriu caminhos que ainda hoje nos alcan&ccedil;am.</p> <p>Conhecemos bem alguns desses acontecimentos, e de alguns fomos at&eacute; espectadores. Mas, por detr&aacute;s dos protagonistas que reconhecemos como centrais &ndash; pol&iacute;ticos, cientistas, te&oacute;ricos, entre outros &ndash; quantas mulheres e quantos homens ter&atilde;o tido um papel determinante e decisivo?</p> <p>Neste epis&oacute;dio, vamos seguir os passos de Juan Pujol Garcia, o espi&atilde;o que passou por Portugal durante a Segunda Guerra Mundial, e espreitar os bastidores dos bastidores do dia 6 de junho de 1944, o dia em que as tropas aliadas desembarcaram na Normandia. Qual o papel de Pujol neste dia em que a hist&oacute;ria ganhou um pequeno recome&ccedil;o?</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>H&aacute;, na hist&oacute;ria, pequenas hist&oacute;rias de mulheres e homens que j&aacute; n&atilde;o guardamos mem&oacute;ria. Viveram o seu tempo sem que as suas biografias ganhassem o relevo que a hist&oacute;ria premeia ao ser contada. Ainda assim, esses sujeitos da hist&oacute;ria votados ao anonimato, intervieram decisivamente no curso de acontecimentos impactantes, nos momentos em que a hist&oacute;ria deu as suas guinadas, mudou de rumo e abriu caminhos que ainda hoje nos alcan&ccedil;am.</p> <p>Conhecemos bem alguns desses acontecimentos, e de alguns fomos at&eacute; espectadores. Mas, por detr&aacute;s dos protagonistas que reconhecemos como centrais &ndash; pol&iacute;ticos, cientistas, te&oacute;ricos, entre outros &ndash; quantas mulheres e quantos homens ter&atilde;o tido um papel determinante e decisivo?</p> <p>Neste epis&oacute;dio, vamos seguir os passos de Juan Pujol Garcia, o espi&atilde;o que passou por Portugal durante a Segunda Guerra Mundial, e espreitar os bastidores dos bastidores do dia 6 de junho de 1944, o dia em que as tropas aliadas desembarcaram na Normandia. Qual o papel de Pujol neste dia em que a hist&oacute;ria ganhou um pequeno recome&ccedil;o?</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Neste episódio de Tempo ao Tempo, Rui Tavares regressa até à Segunda Guerra para nos dar a conhecer o papel determinante de um espião que mudou o curso da história.</itunes:summary>
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      <itunes:season>1</itunes:season>
      <itunes:episode>35</itunes:episode>
      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 04 Dec 2025 07:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>Fermentação e destilação: como o Iluminismo e o Romantismo se relacionaram com o interessante</title>
      <itunes:title>Fermentação e destilação: como o Iluminismo e o Romantismo se relacionaram com o interessante</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Inspirando-se na mudan&ccedil;a do conceito de &ldquo;interessante&rdquo; ao longo do tempo de que nos falou no &uacute;ltimo epis&oacute;dio, Rui Tavares prop&otilde;e agora uma leitura dos s&eacute;culos XVIII e XIX, sublinhando como a distin&ccedil;&atilde;o entre Iluminismo e Romantismo se manifesta na forma como as pessoas passaram a relacionar-se com a realidade ao seu redor.</p> <p>Como a transforma&ccedil;&atilde;o da perce&ccedil;&atilde;o, da rela&ccedil;&atilde;o com o &ldquo;eu&rdquo;, da fun&ccedil;&atilde;o da arte, ao pensamento art&iacute;stico e est&eacute;tico reconfiguraram o tempo hist&oacute;rico?</p> <p>As fronteiras entre o &uacute;til e o in&uacute;til, o interessante e o aborrecido, a destila&ccedil;&atilde;o e a fermenta&ccedil;&atilde;o s&atilde;o eixos com que Rui Tavares nos instiga a compreender como o olhar est&eacute;tico &eacute; fundamental para compreender a hist&oacute;ria de cada &eacute;poca.</p> <p>Aqui, n&atilde;o est&aacute; em causa um evento ou agente hist&oacute;rico, mas a renova&ccedil;&atilde;o da sensibilidade e das formas de aten&ccedil;&atilde;o que definem aquilo que cada tempo considera poss&iacute;vel ou relevante. A passagem do tempo faz-se tamb&eacute;m da metamorfose das ideias, dos modos de sentir e das formas de perceber o mundo.</p> <p><em>Lista de M&uacute;sicas utilizadas neste epis&oacute;dio:</em></p> <p>Luigi BOCCHERINI. Quinteto n.&ordm; 9 em D&Oacute; maior, G. 453, &ldquo;La ritirata di Madrid&rdquo;, 1798<br>Joseph HAYDN. Sinfonia n.&ordm; 101 em R&eacute; maior "O Rel&oacute;gio", 1763<br>Robert SCHUMANN. Adagio e Allegro, Op. 70 (vers&atilde;o para violoncelo e piano), 1849<br>Piotr Ilitch TCHAIKOVSKY. Eugene Onegin, Op. 24: Act I, Introdu&ccedil;&atilde;o, 1878<br>Wolfgang Amadeus MOZART. Andante e 5 Varia&ccedil;&otilde;es em Sol maior, K. 501, 1786<br>Clara SCHUMANN. Romanzen, Op. 21: I. Andante para piano solo, 1853</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Inspirando-se na mudan&ccedil;a do conceito de &ldquo;interessante&rdquo; ao longo do tempo de que nos falou no &uacute;ltimo epis&oacute;dio, Rui Tavares prop&otilde;e agora uma leitura dos s&eacute;culos XVIII e XIX, sublinhando como a distin&ccedil;&atilde;o entre Iluminismo e Romantismo se manifesta na forma como as pessoas passaram a relacionar-se com a realidade ao seu redor.</p> <p>Como a transforma&ccedil;&atilde;o da perce&ccedil;&atilde;o, da rela&ccedil;&atilde;o com o &ldquo;eu&rdquo;, da fun&ccedil;&atilde;o da arte, ao pensamento art&iacute;stico e est&eacute;tico reconfiguraram o tempo hist&oacute;rico?</p> <p>As fronteiras entre o &uacute;til e o in&uacute;til, o interessante e o aborrecido, a destila&ccedil;&atilde;o e a fermenta&ccedil;&atilde;o s&atilde;o eixos com que Rui Tavares nos instiga a compreender como o olhar est&eacute;tico &eacute; fundamental para compreender a hist&oacute;ria de cada &eacute;poca.</p> <p>Aqui, n&atilde;o est&aacute; em causa um evento ou agente hist&oacute;rico, mas a renova&ccedil;&atilde;o da sensibilidade e das formas de aten&ccedil;&atilde;o que definem aquilo que cada tempo considera poss&iacute;vel ou relevante. A passagem do tempo faz-se tamb&eacute;m da metamorfose das ideias, dos modos de sentir e das formas de perceber o mundo.</p> <p><em>Lista de M&uacute;sicas utilizadas neste epis&oacute;dio:</em></p> <p>Luigi BOCCHERINI. Quinteto n.&ordm; 9 em D&Oacute; maior, G. 453, &ldquo;La ritirata di Madrid&rdquo;, 1798<br>Joseph HAYDN. Sinfonia n.&ordm; 101 em R&eacute; maior "O Rel&oacute;gio", 1763<br>Robert SCHUMANN. Adagio e Allegro, Op. 70 (vers&atilde;o para violoncelo e piano), 1849<br>Piotr Ilitch TCHAIKOVSKY. Eugene Onegin, Op. 24: Act I, Introdu&ccedil;&atilde;o, 1878<br>Wolfgang Amadeus MOZART. Andante e 5 Varia&ccedil;&otilde;es em Sol maior, K. 501, 1786<br>Clara SCHUMANN. Romanzen, Op. 21: I. Andante para piano solo, 1853</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Inspirando-se na mudança do conceito de “interessante” ao longo do tempo de que nos falou no último episódio, Rui Tavares propõe agora uma leitura dos séculos XVIII e XIX, sublinhando como a distinção entre Iluminismo e Romantismo se manifesta na forma como as pessoas passaram a relacionar-se com a realidade ao seu redor.</itunes:summary>
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      <itunes:season>1</itunes:season>
      <itunes:episode>34</itunes:episode>
      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 27 Nov 2025 07:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>A interessante vida de Albert Otto Hirschman, o economista que não se limitou a cumprir ordens</title>
      <itunes:title>A interessante vida de Albert Otto Hirschman, o economista que não se limitou a cumprir ordens</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Albert Otto Hirschman destacou-se como economista e pensador de import&acirc;ncia reconhecida, mas sobretudo como uma figura singularmente interessante. O pr&oacute;prio conceito de &ldquo;interesse&rdquo; percorre a sua obra &ldquo;Paix&otilde;es e Interesses&rdquo;, servindo de fio condutor para uma vis&atilde;o inovadora sobre a g&eacute;nese dos valores sociais e econ&oacute;micos.</p> <p>Neste epis&oacute;dio, a vida de Albert Hirschman &eacute; revisitada sob o olhar de Rui Tavares, que percorre a genealogia do termo &ldquo;interessante&rdquo; e seus m&uacute;ltiplos sentidos, desde o Renascimento at&eacute; &agrave; contemporaneidade. No entanto, o verdadeiro interesse da trajet&oacute;ria de Hirschman est&aacute; al&eacute;m da dimens&atilde;o acad&eacute;mica.</p> <p>Testemunha dos horrores do nazismo, exilado pela guerra, combatente na Guerra Civil de Espanha e interventor decisivo na fuga de intelectuais judeus durante a Segunda Guerra Mundial, Hirschman deixa-nos uma li&ccedil;&atilde;o de humanidade dif&iacute;cil de esquecer.</p> <p>No dia em que se evocam os 80 anos do in&iacute;cio dos Julgamentos de Nuremberga, recordar Albert Otto Hirschman &eacute; invocar uma mem&oacute;ria de resist&ecirc;ncia, empatia e &eacute;tica imperiosa para os valores humanos.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Albert Otto Hirschman destacou-se como economista e pensador de import&acirc;ncia reconhecida, mas sobretudo como uma figura singularmente interessante. O pr&oacute;prio conceito de &ldquo;interesse&rdquo; percorre a sua obra &ldquo;Paix&otilde;es e Interesses&rdquo;, servindo de fio condutor para uma vis&atilde;o inovadora sobre a g&eacute;nese dos valores sociais e econ&oacute;micos.</p> <p>Neste epis&oacute;dio, a vida de Albert Hirschman &eacute; revisitada sob o olhar de Rui Tavares, que percorre a genealogia do termo &ldquo;interessante&rdquo; e seus m&uacute;ltiplos sentidos, desde o Renascimento at&eacute; &agrave; contemporaneidade. No entanto, o verdadeiro interesse da trajet&oacute;ria de Hirschman est&aacute; al&eacute;m da dimens&atilde;o acad&eacute;mica.</p> <p>Testemunha dos horrores do nazismo, exilado pela guerra, combatente na Guerra Civil de Espanha e interventor decisivo na fuga de intelectuais judeus durante a Segunda Guerra Mundial, Hirschman deixa-nos uma li&ccedil;&atilde;o de humanidade dif&iacute;cil de esquecer.</p> <p>No dia em que se evocam os 80 anos do in&iacute;cio dos Julgamentos de Nuremberga, recordar Albert Otto Hirschman &eacute; invocar uma mem&oacute;ria de resist&ecirc;ncia, empatia e &eacute;tica imperiosa para os valores humanos.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Neste episódio, a vida de Albert Hirschman é revisitada sob o olhar de Rui Tavares, que percorre a genealogia do termo “interessante” e seus múltiplos sentidos, desde o Renascimento até à contemporaneidade.</itunes:summary>
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      <itunes:season>1</itunes:season>
      <itunes:episode>33</itunes:episode>
      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 20 Nov 2025 07:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>De Salazar a Shakespeare: o poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente?</title>
      <itunes:title>De Salazar a Shakespeare: o poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente?</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Ser&aacute; o poder capaz de corromper qualquer pessoa, ou apenas revela o lado sombrio que j&aacute; existe no ser humano? Ou, na provoca&ccedil;&atilde;o de Shakespeare: &ldquo;O poder muda o prop&oacute;sito?&ldquo;. Neste epis&oacute;dio, voltamos ao teatro, &agrave; pe&ccedil;a &ldquo;Medida por Medida&rdquo;, para explorar as tens&otilde;es entre car&aacute;ter, verdade, mentira, medo e confian&ccedil;a nos sistemas de poder.</p> <p>Rui Tavares mergulha no cinismo que marca a rela&ccedil;&atilde;o atual com a pol&iacute;tica e questiona: estaremos condenados, como sugere Maquiavel, a desconfiar de todos, acreditando que o poder corrompe inevitavelmente? Assumimos que a apar&ecirc;ncia substitui a verdade e, perante a mentira, desistimos de procurar algo al&eacute;m do &oacute;bvio?</p> <p>Mas e se, como sugere Montaigne, a pol&iacute;tica puder ser mais do que temor &mdash; um espa&ccedil;o para &agrave; confian&ccedil;a, ao reconhecimento e at&eacute; ao amor c&iacute;vico?</p> <p>Este epis&oacute;dio &eacute; um convite a pensar se ainda h&aacute; esperan&ccedil;a no espa&ccedil;o pol&iacute;tico.</p> <p>Agradecimento ao compositor Carlos Azevedo pela autoriza&ccedil;&atilde;o de utiliza&ccedil;&atilde;o da pe&ccedil;a &ldquo;Labirintho&ldquo;, interpretada por Teresa Valente.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Ser&aacute; o poder capaz de corromper qualquer pessoa, ou apenas revela o lado sombrio que j&aacute; existe no ser humano? Ou, na provoca&ccedil;&atilde;o de Shakespeare: &ldquo;O poder muda o prop&oacute;sito?&ldquo;. Neste epis&oacute;dio, voltamos ao teatro, &agrave; pe&ccedil;a &ldquo;Medida por Medida&rdquo;, para explorar as tens&otilde;es entre car&aacute;ter, verdade, mentira, medo e confian&ccedil;a nos sistemas de poder.</p> <p>Rui Tavares mergulha no cinismo que marca a rela&ccedil;&atilde;o atual com a pol&iacute;tica e questiona: estaremos condenados, como sugere Maquiavel, a desconfiar de todos, acreditando que o poder corrompe inevitavelmente? Assumimos que a apar&ecirc;ncia substitui a verdade e, perante a mentira, desistimos de procurar algo al&eacute;m do &oacute;bvio?</p> <p>Mas e se, como sugere Montaigne, a pol&iacute;tica puder ser mais do que temor &mdash; um espa&ccedil;o para &agrave; confian&ccedil;a, ao reconhecimento e at&eacute; ao amor c&iacute;vico?</p> <p>Este epis&oacute;dio &eacute; um convite a pensar se ainda h&aacute; esperan&ccedil;a no espa&ccedil;o pol&iacute;tico.</p> <p>Agradecimento ao compositor Carlos Azevedo pela autoriza&ccedil;&atilde;o de utiliza&ccedil;&atilde;o da pe&ccedil;a &ldquo;Labirintho&ldquo;, interpretada por Teresa Valente.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>O poder muda o propósito? Política e poder a partir de Shakespeare em Medida por medida</itunes:summary>
      <category>Keywords  poder</category>
      <category>política</category>
      <category>Shakespeare</category>
      <category>Machiavelli</category>
      <category>Montaigne</category>
      <category>teatro</category>
      <category>corrupção</category>
      <category>cínico</category>
      <category>verdade</category>
      <category>poder absoluto</category>
      <itunes:keywords>Keywords  poder, política, Shakespeare, Machiavelli, Montaigne, teatro, corrupção, cínico, verdade, poder absoluto</itunes:keywords>
      <itunes:episodeType>full</itunes:episodeType>
      <itunes:season>1</itunes:season>
      <itunes:episode>32</itunes:episode>
      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 13 Nov 2025 07:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>“A Morte de Danton” de Georg Büchner: as revoluções não mudam apenas as sociedades, mas também a perceção do tempo</title>
      <itunes:title>“A Morte de Danton” de Georg Büchner: as revoluções não mudam apenas as sociedades, mas também a perceção do tempo</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>No epis&oacute;dio anterior, Rui Tavares dava-nos conta que o jovem Orson Welles estava a ensaiar a pe&ccedil;a &ldquo;A Morte de Danton&rdquo; quando gravou a sua vers&atilde;o de &ldquo;A Guerra dos Mundos&rdquo;. O que &eacute; que esse texto cl&aacute;ssico de Georg B&uuml;chner sobre a Revolu&ccedil;&atilde;o Francesa nos pode dizer sobre a percep&ccedil;&atilde;o que temos do tempo durante as revolu&ccedil;&otilde;es?</p> <p>Georg B&uuml;chner morreu com 23 anos, a idade que tinha ent&atilde;o Orson Welles quando representou a pe&ccedil;a de teatro &ldquo;A Morte de Danton&rdquo;, que conta a hist&oacute;ria de Georges Danton, um dos l&iacute;deres da Revolu&ccedil;&atilde;o Francesa. O texto &eacute; considerado um percursor do teatro documental, algures entre o romantismo e o realismo. Apesar de hoje ser considerado um texto fundamental da literatura alem&atilde;, a pe&ccedil;a s&oacute; foi encenada pela primeira vez em 1902, muitos anos depois da morte do seu autor.</p> <p>Neste epis&oacute;dio, Rui Tavares tra&ccedil;a o contexto hist&oacute;rico da pe&ccedil;a, fazendo um paralelo com a percep&ccedil;&atilde;o do tempo na hist&oacute;ria, nomeadamente em tempos de revolu&ccedil;&atilde;o:&zwnj; se a textura do tempo muda, que diferen&ccedil;a faz viv&ecirc;-la ao longo de uma vida ou concentrar toda a sua ess&ecirc;ncia em poucos anos de vida, com significado superlativo?</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>No epis&oacute;dio anterior, Rui Tavares dava-nos conta que o jovem Orson Welles estava a ensaiar a pe&ccedil;a &ldquo;A Morte de Danton&rdquo; quando gravou a sua vers&atilde;o de &ldquo;A Guerra dos Mundos&rdquo;. O que &eacute; que esse texto cl&aacute;ssico de Georg B&uuml;chner sobre a Revolu&ccedil;&atilde;o Francesa nos pode dizer sobre a percep&ccedil;&atilde;o que temos do tempo durante as revolu&ccedil;&otilde;es?</p> <p>Georg B&uuml;chner morreu com 23 anos, a idade que tinha ent&atilde;o Orson Welles quando representou a pe&ccedil;a de teatro &ldquo;A Morte de Danton&rdquo;, que conta a hist&oacute;ria de Georges Danton, um dos l&iacute;deres da Revolu&ccedil;&atilde;o Francesa. O texto &eacute; considerado um percursor do teatro documental, algures entre o romantismo e o realismo. Apesar de hoje ser considerado um texto fundamental da literatura alem&atilde;, a pe&ccedil;a s&oacute; foi encenada pela primeira vez em 1902, muitos anos depois da morte do seu autor.</p> <p>Neste epis&oacute;dio, Rui Tavares tra&ccedil;a o contexto hist&oacute;rico da pe&ccedil;a, fazendo um paralelo com a percep&ccedil;&atilde;o do tempo na hist&oacute;ria, nomeadamente em tempos de revolu&ccedil;&atilde;o:&zwnj; se a textura do tempo muda, que diferen&ccedil;a faz viv&ecirc;-la ao longo de uma vida ou concentrar toda a sua ess&ecirc;ncia em poucos anos de vida, com significado superlativo?</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>O que é que esse texto clássico de Georg Büchner sobre a Revolução Francesa nos pode dizer sobre a percepção que temos do tempo durante as revoluções?</itunes:summary>
      <category>podcast</category>
      <category>Tempo ao Tempo</category>
      <category>Rui Tavares</category>
      <category>análise histórica</category>
      <category>A Morte de Danton</category>
      <category>Georg Büchner</category>
      <category>teatro moderno europeu</category>
      <category>Revolução Francesa</category>
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      <category>polarização política</category>
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      <category>transformação social</category>
      <category>história europeia.</category>
      <itunes:keywords>podcast, Tempo ao Tempo, Rui Tavares, análise histórica, A Morte de Danton, Georg Büchner, teatro moderno europeu, Revolução Francesa, Terror, Danton, Robespierre, Camille Desmoulins, Thomas Paine, Luís Sébastien Mercier, Iluminismo, ceticismo crítico, otimismo iluminista, terremoto de Lisboa, direitos humanos, independência americana, abolição da monarquia, Convenção Nacional Francesa, O Ano 2440, romance futurista, polarização política, jacobinos, girondinos, Revolução, Antigo Regime, contrato social, secularização da política, Rousseau, vontade popular, romantismo, transformação social, história europeia.</itunes:keywords>
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      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 06 Nov 2025 07:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>Se a campainha tocar ninguém atender, não é um marciano: é Orson Welles e uma emissão de rádio num mundo à beira da guerra em 1938</title>
      <itunes:title>Se a campainha tocar ninguém atender, não é um marciano: é Orson Welles e uma emissão de rádio num mundo à beira da guerra em 1938</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>No dia 30 de outubro de 1938, Orson Welles fez hist&oacute;ria ao transmitir a c&eacute;lebre encena&ccedil;&atilde;o radiof&oacute;nica de &ldquo;A Guerra dos Mundos&rdquo;. Um epis&oacute;dio marcante da hist&oacute;ria da r&aacute;dio, da cultura popular e da sociologia, porque em todas estas dimens&otilde;es permanece como mito e advert&ecirc;ncia</p> <p>Na v&eacute;spera da v&eacute;spera de Halloween, o mundo parecia protegido de grandes amea&ccedil;as. Mas era um tempo envolto por um ambiente prop&iacute;cio a terrores imaginados, criaturas alien&iacute;genas, suspense e inquieta&ccedil;&atilde;o. A partir desse momento, a cr&oacute;nica do p&acirc;nico que se seguiu tornou-se lend&aacute;ria: multid&otilde;es inteiras confundiram o real com o fabricado, angustiadas pelo medo propagado pelas ondas do r&aacute;dio. Ou n&atilde;o ter&aacute; sido bem assim? Ou ter&aacute; tudo n&atilde;o passado de uma hip&eacute;rbole medi&aacute;tica? Certo &eacute; que este epis&oacute;dio n&atilde;o foi indiferente e resiste at&eacute; hoje no imagin&aacute;rio coletivo do que &eacute; a manipula&ccedil;&atilde;o de massas.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>No dia 30 de outubro de 1938, Orson Welles fez hist&oacute;ria ao transmitir a c&eacute;lebre encena&ccedil;&atilde;o radiof&oacute;nica de &ldquo;A Guerra dos Mundos&rdquo;. Um epis&oacute;dio marcante da hist&oacute;ria da r&aacute;dio, da cultura popular e da sociologia, porque em todas estas dimens&otilde;es permanece como mito e advert&ecirc;ncia</p> <p>Na v&eacute;spera da v&eacute;spera de Halloween, o mundo parecia protegido de grandes amea&ccedil;as. Mas era um tempo envolto por um ambiente prop&iacute;cio a terrores imaginados, criaturas alien&iacute;genas, suspense e inquieta&ccedil;&atilde;o. A partir desse momento, a cr&oacute;nica do p&acirc;nico que se seguiu tornou-se lend&aacute;ria: multid&otilde;es inteiras confundiram o real com o fabricado, angustiadas pelo medo propagado pelas ondas do r&aacute;dio. Ou n&atilde;o ter&aacute; sido bem assim? Ou ter&aacute; tudo n&atilde;o passado de uma hip&eacute;rbole medi&aacute;tica? Certo &eacute; que este epis&oacute;dio n&atilde;o foi indiferente e resiste at&eacute; hoje no imagin&aacute;rio coletivo do que &eacute; a manipula&ccedil;&atilde;o de massas.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
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      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 30 Oct 2025 07:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>Joel Mokyr, o historiador laureado com o Nobel da Economia</title>
      <itunes:title>Joel Mokyr, o historiador laureado com o Nobel da Economia</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Neste epis&oacute;dio, &eacute; com especial regozijo que Rui Tavares celebra a rara distin&ccedil;&atilde;o de um colega pela Real Academia Sueca das Ci&ecirc;ncias: Joel Mokyr, historiador reconhecido internacionalmente pela sua investiga&ccedil;&atilde;o sobre a hist&oacute;ria da ci&ecirc;ncia e da tecnologia.</p> <p>O trabalho de Mokyr, cuja relev&acirc;ncia e originalidade foram agora distinguidas com o Pr&eacute;mio Nobel da Economia, reflete o profundo impacto do conhecimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico no progresso econ&oacute;mico e social.&nbsp;</p> <p>Mas o que torna um historiador uma refer&ecirc;ncia incontorn&aacute;vel na economia? Neste podcast, ficamos a conhecer o pensamento de Joel Mokyr, a forma como analisa a evolu&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica e o papel cr&iacute;tico dessas transforma&ccedil;&otilde;es no desenvolvimento dos sistemas econ&oacute;micos modernos.&nbsp;</p> <p>A reflex&atilde;o de Mokyr ilumina a liga&ccedil;&atilde;o entre passado e futuro, mostra como o avan&ccedil;o do conhecimento moldou as sociedades e os mercados ao longo da hist&oacute;ria.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Neste epis&oacute;dio, &eacute; com especial regozijo que Rui Tavares celebra a rara distin&ccedil;&atilde;o de um colega pela Real Academia Sueca das Ci&ecirc;ncias: Joel Mokyr, historiador reconhecido internacionalmente pela sua investiga&ccedil;&atilde;o sobre a hist&oacute;ria da ci&ecirc;ncia e da tecnologia.</p> <p>O trabalho de Mokyr, cuja relev&acirc;ncia e originalidade foram agora distinguidas com o Pr&eacute;mio Nobel da Economia, reflete o profundo impacto do conhecimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico no progresso econ&oacute;mico e social.&nbsp;</p> <p>Mas o que torna um historiador uma refer&ecirc;ncia incontorn&aacute;vel na economia? Neste podcast, ficamos a conhecer o pensamento de Joel Mokyr, a forma como analisa a evolu&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica e o papel cr&iacute;tico dessas transforma&ccedil;&otilde;es no desenvolvimento dos sistemas econ&oacute;micos modernos.&nbsp;</p> <p>A reflex&atilde;o de Mokyr ilumina a liga&ccedil;&atilde;o entre passado e futuro, mostra como o avan&ccedil;o do conhecimento moldou as sociedades e os mercados ao longo da hist&oacute;ria.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Quem é Joel Mokyr, recentemente laureado com o Prémio Nobel da Economia?</itunes:summary>
      <category>Prémio Nobel</category>
      <category>Joel Mokyr</category>
      <category>História</category>
      <category>Economia</category>
      <category>Inovação</category>
      <category>Conhecimento</category>
      <category>Revolução Industrial</category>
      <category>nobel</category>
      <category>alfred nobel</category>
      <category>historiadores</category>
      <category>premios</category>
      <itunes:keywords>Prémio Nobel, Joel Mokyr, História, Economia, Inovação, Conhecimento, Revolução Industrial, nobel, alfred nobel, historiadores, premios</itunes:keywords>
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      <itunes:episode>29</itunes:episode>
      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 23 Oct 2025 06:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>O único dia em que Espinosa se irritou: os filósofos também se passam</title>
      <itunes:title>O único dia em que Espinosa se irritou: os filósofos também se passam</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Que epis&oacute;dio ins&oacute;lito provocou a ira de Bento Espinosa, ou Baruch Spinoza, o fil&oacute;sofo do s&eacute;culo XVII judeu portugu&ecirc;s? Rui Tavares mergulha na extensa biografia escrita pelo historiador Jonathan Israel para tentar responder &agrave; pergunta: Ter&aacute; Espinosa inventado a modernidade?</p> <p>Um dos mais influentes historiadores do Iluminismo, Jonathan Israel, professor brit&acirc;nico que integrou o Institute for Advanced Study de Princeton, publicou recentemente &ldquo;Spinoza, Life and Legacy&rdquo;, uma impressionante biografia de Bento Espinosa, a quem Israel atribui o t&iacute;tulo de verdadeiro fundador do Iluminismo Radical &mdash; corrente filos&oacute;fica que lan&ccedil;ou as bases das ideias modernas de democracia.</p> <p>Baseando-se nas mais de 1300 p&aacute;ginas desta extensa obra, Rui Tavares det&eacute;m-se num epis&oacute;dio que Israel optou por omitir: aquele em que Espinosa, ao confrontar um crime b&aacute;rbaro de motiva&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, revela uma faceta intensamente humana e apaixonada, perdendo as estribeiras.</p> <p>Que evento ter&aacute; provocado tamanha irrita&ccedil;&atilde;o no autor do &ldquo;Tratado Teol&oacute;gico-Pol&iacute;tico&rdquo;? Neste epis&oacute;dio, somos convidados a redescobrir a biografia, o pensamento e a pertin&ecirc;ncia do legado filos&oacute;fico e pol&iacute;tico de Espinosa, trazendo &agrave; luz uma reflex&atilde;o que ressoa nos desafios contempor&acirc;neos.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Que epis&oacute;dio ins&oacute;lito provocou a ira de Bento Espinosa, ou Baruch Spinoza, o fil&oacute;sofo do s&eacute;culo XVII judeu portugu&ecirc;s? Rui Tavares mergulha na extensa biografia escrita pelo historiador Jonathan Israel para tentar responder &agrave; pergunta: Ter&aacute; Espinosa inventado a modernidade?</p> <p>Um dos mais influentes historiadores do Iluminismo, Jonathan Israel, professor brit&acirc;nico que integrou o Institute for Advanced Study de Princeton, publicou recentemente &ldquo;Spinoza, Life and Legacy&rdquo;, uma impressionante biografia de Bento Espinosa, a quem Israel atribui o t&iacute;tulo de verdadeiro fundador do Iluminismo Radical &mdash; corrente filos&oacute;fica que lan&ccedil;ou as bases das ideias modernas de democracia.</p> <p>Baseando-se nas mais de 1300 p&aacute;ginas desta extensa obra, Rui Tavares det&eacute;m-se num epis&oacute;dio que Israel optou por omitir: aquele em que Espinosa, ao confrontar um crime b&aacute;rbaro de motiva&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, revela uma faceta intensamente humana e apaixonada, perdendo as estribeiras.</p> <p>Que evento ter&aacute; provocado tamanha irrita&ccedil;&atilde;o no autor do &ldquo;Tratado Teol&oacute;gico-Pol&iacute;tico&rdquo;? Neste epis&oacute;dio, somos convidados a redescobrir a biografia, o pensamento e a pertin&ecirc;ncia do legado filos&oacute;fico e pol&iacute;tico de Espinosa, trazendo &agrave; luz uma reflex&atilde;o que ressoa nos desafios contempor&acirc;neos.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Que episódio insólito provocou a ira de Bento Espinosa, ou Baruch Spinoza, o filósofo do século XVII judeu português?</itunes:summary>
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      <itunes:season>1</itunes:season>
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      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 16 Oct 2025 05:45:00 +0000</pubDate>
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      <title>O suicídio de um parlamento: o dia em que o Reichstag se rendeu a Hitler</title>
      <itunes:title>O suicídio de um parlamento: o dia em que o Reichstag se rendeu a Hitler</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Diferente de outros momentos perdidos na mem&oacute;ria, o colapso da democracia alem&atilde; em 23 de mar&ccedil;o de 1933 tem uma particularidade: podemos ouvi-lo. A grava&ccedil;&atilde;o sonora da sess&atilde;o plen&aacute;ria do Reichstag, registada naquele dia decisivo, captura o instante em que o Parlamento alem&atilde;o concedeu ao Partido Nazi plenos poderes. Este documento sonoro torna tang&iacute;vel uma realidade que normalmente se imagina apenas em relatos escritos ou an&aacute;lises hist&oacute;ricas: o som do consentimento que silencia a liberdade.</p> <p>Nesse ambiente carregado, as vozes sobrep&otilde;em, resistem e, por fim, emudecem. Mas ainda ecoa a voz de Otto Wels, deputado social-democrata, cuja voz proferiu a frase emblem&aacute;tica: &ldquo;Podem tirar-nos a liberdade, podem tirar-nos a vida, mas a honra n&atilde;o.&rdquo; Rui Tavares convida a experimentar a hist&oacute;ria de forma sensorial: n&atilde;o apenas pelas palavras, mas pelo vazio, pela tens&atilde;o e pelo sil&ecirc;ncio contidos na grava&ccedil;&atilde;o &ndash; o pr&oacute;prio som do instante fr&aacute;gil em que um parlamento sucumbe e a democracia colapsa.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Diferente de outros momentos perdidos na mem&oacute;ria, o colapso da democracia alem&atilde; em 23 de mar&ccedil;o de 1933 tem uma particularidade: podemos ouvi-lo. A grava&ccedil;&atilde;o sonora da sess&atilde;o plen&aacute;ria do Reichstag, registada naquele dia decisivo, captura o instante em que o Parlamento alem&atilde;o concedeu ao Partido Nazi plenos poderes. Este documento sonoro torna tang&iacute;vel uma realidade que normalmente se imagina apenas em relatos escritos ou an&aacute;lises hist&oacute;ricas: o som do consentimento que silencia a liberdade.</p> <p>Nesse ambiente carregado, as vozes sobrep&otilde;em, resistem e, por fim, emudecem. Mas ainda ecoa a voz de Otto Wels, deputado social-democrata, cuja voz proferiu a frase emblem&aacute;tica: &ldquo;Podem tirar-nos a liberdade, podem tirar-nos a vida, mas a honra n&atilde;o.&rdquo; Rui Tavares convida a experimentar a hist&oacute;ria de forma sensorial: n&atilde;o apenas pelas palavras, mas pelo vazio, pela tens&atilde;o e pelo sil&ecirc;ncio contidos na grava&ccedil;&atilde;o &ndash; o pr&oacute;prio som do instante fr&aacute;gil em que um parlamento sucumbe e a democracia colapsa.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Que barulho faz um parlamento quando se suicida? Rui Tavares leva-nos até à sessão do Reichstag que deu plenos poderes a Hitler em 1933</itunes:summary>
      <category>Reichstag</category>
      <category>Hitler</category>
      <category>colapso democrático</category>
      <category>lei habilitante</category>
      <category>Otto Wels</category>
      <category>incêndio do Reichstag</category>
      <category>nazismo</category>
      <category>parlamento alemão</category>
      <category>oposição</category>
      <category>história</category>
      <category>nazi</category>
      <category>holocausto</category>
      <category>adolf hitler</category>
      <category>1933</category>
      <itunes:keywords>Reichstag, Hitler, colapso democrático, lei habilitante, Otto Wels, incêndio do Reichstag, nazismo, parlamento alemão, oposição, história, nazi, holocausto, adolf hitler, 1933</itunes:keywords>
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      <itunes:episode>27</itunes:episode>
      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 09 Oct 2025 06:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>Como se cria um mártir para a causa Nazi? A história de Horst Wessel</title>
      <itunes:title>Como se cria um mártir para a causa Nazi? A história de Horst Wessel</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Como se cria um m&aacute;rtir? Qual o poder pol&iacute;tico da narrativa do sacrif&iacute;cio pela ideologia? Rui Tavares relata a sucess&atilde;o de epis&oacute;dios que, n&atilde;o sendo directamente de natureza pol&iacute;tica, foram instrumentalizados pela propaganda do partido Nazi para a cria&ccedil;&atilde;o da sua narrativa. Conhe&ccedil;a a hist&oacute;ria de Horst Wessel, o nazi que imortalizou a ascens&atilde;o de Hitler</p> <p>O que foi anunciado como sacrif&iacute;cio de Horst Wessel, membro do Partido Nazi, em 1930, esteve na base da narrativa de persegui&ccedil;&atilde;o ideol&oacute;gica, e na diaboliza&ccedil;&atilde;o da esquerda na Alemanha nos anos seguintes. A morte de Wessel como evento, a performance pol&iacute;tica ao redor do seu funeral, um hino que o imortalizou, e um oportuno inc&ecirc;ndio no Parlamento serviram o mote que faltava na narrativa &eacute;pica do Partido Nazi.</p> <p>&Agrave;s portas da ascens&atilde;o de Hitler ao poder, qual o papel de Horst Wessel? Partindo deste evento no in&iacute;cio do ano de 1930, Rui Tavares tra&ccedil;a o caminho que, nos tr&ecirc;s anos seguintes fortaleceram a popularidade da ideologia nazi e levaram &agrave; tomada pol&iacute;tica do Reichstag.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Como se cria um m&aacute;rtir? Qual o poder pol&iacute;tico da narrativa do sacrif&iacute;cio pela ideologia? Rui Tavares relata a sucess&atilde;o de epis&oacute;dios que, n&atilde;o sendo directamente de natureza pol&iacute;tica, foram instrumentalizados pela propaganda do partido Nazi para a cria&ccedil;&atilde;o da sua narrativa. Conhe&ccedil;a a hist&oacute;ria de Horst Wessel, o nazi que imortalizou a ascens&atilde;o de Hitler</p> <p>O que foi anunciado como sacrif&iacute;cio de Horst Wessel, membro do Partido Nazi, em 1930, esteve na base da narrativa de persegui&ccedil;&atilde;o ideol&oacute;gica, e na diaboliza&ccedil;&atilde;o da esquerda na Alemanha nos anos seguintes. A morte de Wessel como evento, a performance pol&iacute;tica ao redor do seu funeral, um hino que o imortalizou, e um oportuno inc&ecirc;ndio no Parlamento serviram o mote que faltava na narrativa &eacute;pica do Partido Nazi.</p> <p>&Agrave;s portas da ascens&atilde;o de Hitler ao poder, qual o papel de Horst Wessel? Partindo deste evento no in&iacute;cio do ano de 1930, Rui Tavares tra&ccedil;a o caminho que, nos tr&ecirc;s anos seguintes fortaleceram a popularidade da ideologia nazi e levaram &agrave; tomada pol&iacute;tica do Reichstag.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Como se cria um mártir? Qual o poder político da narrativa do sacrifício pela ideologia?</itunes:summary>
      <category>Horst Wessel</category>
      <category>Nazismo</category>
      <category>Alemanha</category>
      <category>Reichstag</category>
      <category>autoritarismo</category>
      <category>história</category>
      <category>política</category>
      <category>Hitler</category>
      <category>democracia</category>
      <category>totalitarismo</category>
      <category>nazi</category>
      <category>hitler</category>
      <category>goebbels</category>
      <itunes:keywords>Horst Wessel, Nazismo, Alemanha, Reichstag, autoritarismo, história, política, Hitler, democracia, totalitarismo, nazi, hitler, goebbels</itunes:keywords>
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      <itunes:season>1</itunes:season>
      <itunes:episode>26</itunes:episode>
      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 02 Oct 2025 06:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>Churchill em cuecas, um bife com cebolada e um mundo igualitário: A história da ONU</title>
      <itunes:title>Churchill em cuecas, um bife com cebolada e um mundo igualitário: A história da ONU</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Qual &eacute;, afinal, o prop&oacute;sito da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas? Perante esta quest&atilde;o, que ecoou na abertura da Cimeira de ontem, Rui Tavares leva-nos a revisitar os motivos fundadores desta institui&ccedil;&atilde;o, criada em 1945, no rescaldo da Segunda Guerra Mundial, quando o mundo ansiava por paz, justi&ccedil;a e coopera&ccedil;&atilde;o internacional.</p> <p>Por que raz&atilde;o o portugu&ecirc;s abre, invariavelmente, a Cimeira das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, se n&atilde;o &eacute; uma das seis l&iacute;nguas oficiais da organiza&ccedil;&atilde;o? Qual foi o contributo central das mulheres na elabora&ccedil;&atilde;o da Declara&ccedil;&atilde;o Universal dos Direitos Humanos? Quem foi Berta Lutz, que se debateu pela inclus&atilde;o de ambos os g&eacute;neros nos documentos oficiais das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, ao lado de Eleanor Roosevelt?</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Qual &eacute;, afinal, o prop&oacute;sito da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas? Perante esta quest&atilde;o, que ecoou na abertura da Cimeira de ontem, Rui Tavares leva-nos a revisitar os motivos fundadores desta institui&ccedil;&atilde;o, criada em 1945, no rescaldo da Segunda Guerra Mundial, quando o mundo ansiava por paz, justi&ccedil;a e coopera&ccedil;&atilde;o internacional.</p> <p>Por que raz&atilde;o o portugu&ecirc;s abre, invariavelmente, a Cimeira das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, se n&atilde;o &eacute; uma das seis l&iacute;nguas oficiais da organiza&ccedil;&atilde;o? Qual foi o contributo central das mulheres na elabora&ccedil;&atilde;o da Declara&ccedil;&atilde;o Universal dos Direitos Humanos? Quem foi Berta Lutz, que se debateu pela inclus&atilde;o de ambos os g&eacute;neros nos documentos oficiais das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, ao lado de Eleanor Roosevelt?</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Qual é, afinal, o propósito da Organização das Nações Unidas? Perante esta questão, que ecoou na abertura da Cimeira de ontem, Rui Tavares leva-nos a revisitar os motivos fundadores desta instituição, criada em 1945, no rescaldo da Segunda Guerra Mundial, quando o mundo ansiava por paz, justiça e cooperação internacional.</itunes:summary>
      <category>Assembleia Geral</category>
      <category>Nações Unidas</category>
      <category>Brasil</category>
      <category>Osvaldo Aranha</category>
      <category>Berta Lutz</category>
      <category>Direitos Humanos</category>
      <category>Oscar Niemeyer</category>
      <category>Portugal</category>
      <category>História</category>
      <category>Relações Internacionais</category>
      <itunes:keywords>Assembleia Geral, Nações Unidas, Brasil, Osvaldo Aranha, Berta Lutz, Direitos Humanos, Oscar Niemeyer, Portugal, História, Relações Internacionais</itunes:keywords>
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      <itunes:season>1</itunes:season>
      <itunes:episode>25</itunes:episode>
      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 25 Sep 2025 06:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>Como os franceses reiniciaram o tempo em 1792: o calendário republicano esquecido no tempo</title>
      <itunes:title>Como os franceses reiniciaram o tempo em 1792: o calendário republicano esquecido no tempo</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>A Revolu&ccedil;&atilde;o Francesa teve, sem d&uacute;vida, um impacto extraordin&aacute;rio no curso da hist&oacute;ria, mudando profundamente diversas dimens&otilde;es do tempo e da cultura. A partir do dia da Festa do G&eacute;nio, efem&eacute;ride que se comemora hoje, Rui Tavares revela-nos um aspecto particular, singular e literal desse impacto no tempo, que talvez passe despercebido para a maioria: o calend&aacute;rio. Em espec&iacute;fico, a cria&ccedil;&atilde;o do calend&aacute;rio republicano franc&ecirc;s e a revolu&ccedil;&atilde;o no modo como o tempo passou a ser contado nos anos de fervor revolucion&aacute;rio.</p> <p>Neste epis&oacute;dio, vamos conhecer a forma &uacute;nica com que os franceses decidiram assinalar um novo come&ccedil;o &mdash; uma ruptura simb&oacute;lica e pr&aacute;tica &mdash; conquistada pela Revolu&ccedil;&atilde;o: o rein&iacute;cio da contagem dos dias e dos meses do ano. Rompendo com o antigo calend&aacute;rio gregoriano, Fran&ccedil;a afirmou seu tempo ao adotar o Calend&aacute;rio Republicano. O calend&aacute;rio revolucion&aacute;rio come&ccedil;ou em Primidi de Vendemi&aacute;rio, que corresponde ao dia 22 de setembro de 1792 no calend&aacute;rio gregoriano tradicional, data que marca o in&iacute;cio do Ano I da Rep&uacute;blica e coincide com o equin&oacute;cio de outono no hemisf&eacute;rio norte.</p> <p>Mas que novo tempo &eacute; este? Como se organizam os dias e as semanas? Como se nomeiam os meses ou as esta&ccedil;&otilde;es do ano? Ficamos, neste epis&oacute;dio, a saber um pouco mais sobre a Revolu&ccedil;&atilde;o Francesa, sobre o esp&iacute;rito revolucion&aacute;rio, e sobre como &eacute; poss&iacute;vel revolucionar tempo.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>A Revolu&ccedil;&atilde;o Francesa teve, sem d&uacute;vida, um impacto extraordin&aacute;rio no curso da hist&oacute;ria, mudando profundamente diversas dimens&otilde;es do tempo e da cultura. A partir do dia da Festa do G&eacute;nio, efem&eacute;ride que se comemora hoje, Rui Tavares revela-nos um aspecto particular, singular e literal desse impacto no tempo, que talvez passe despercebido para a maioria: o calend&aacute;rio. Em espec&iacute;fico, a cria&ccedil;&atilde;o do calend&aacute;rio republicano franc&ecirc;s e a revolu&ccedil;&atilde;o no modo como o tempo passou a ser contado nos anos de fervor revolucion&aacute;rio.</p> <p>Neste epis&oacute;dio, vamos conhecer a forma &uacute;nica com que os franceses decidiram assinalar um novo come&ccedil;o &mdash; uma ruptura simb&oacute;lica e pr&aacute;tica &mdash; conquistada pela Revolu&ccedil;&atilde;o: o rein&iacute;cio da contagem dos dias e dos meses do ano. Rompendo com o antigo calend&aacute;rio gregoriano, Fran&ccedil;a afirmou seu tempo ao adotar o Calend&aacute;rio Republicano. O calend&aacute;rio revolucion&aacute;rio come&ccedil;ou em Primidi de Vendemi&aacute;rio, que corresponde ao dia 22 de setembro de 1792 no calend&aacute;rio gregoriano tradicional, data que marca o in&iacute;cio do Ano I da Rep&uacute;blica e coincide com o equin&oacute;cio de outono no hemisf&eacute;rio norte.</p> <p>Mas que novo tempo &eacute; este? Como se organizam os dias e as semanas? Como se nomeiam os meses ou as esta&ccedil;&otilde;es do ano? Ficamos, neste epis&oacute;dio, a saber um pouco mais sobre a Revolu&ccedil;&atilde;o Francesa, sobre o esp&iacute;rito revolucion&aacute;rio, e sobre como &eacute; poss&iacute;vel revolucionar tempo.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Neste episódio, vamos conhecer a forma única com que os franceses decidiram assinalar um novo começo — uma ruptura simbólica e prática — conquistada pela Revolução: o reinício da contagem dos dias e dos meses do ano.</itunes:summary>
      <category>Calendário Republicano</category>
      <category>Revolução Francesa</category>
      <category>História</category>
      <category>Inovação</category>
      <category>Tempo</category>
      <category>Sociedade</category>
      <category>Cultura</category>
      <category>Política</category>
      <category>História dos Conceitos</category>
      <category>Mudança de Paradigma</category>
      <category>historia</category>
      <category>calendario</category>
      <category>frança</category>
      <category>napoleao</category>
      <category>robespierre</category>
      <category>maria antonieta</category>
      <itunes:keywords>Calendário Republicano, Revolução Francesa, História, Inovação, Tempo, Sociedade, Cultura, Política, História dos Conceitos, Mudança de Paradigma, historia, calendario, frança, napoleao, robespierre, maria antonieta</itunes:keywords>
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      <itunes:season>1</itunes:season>
      <itunes:episode>24</itunes:episode>
      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 18 Sep 2025 06:00:00 +0000</pubDate>
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    <item>
      <title>O que têm em comum o arquiteto das Torres Gémeas Minoru Yamasaki e bin Laden? A história de Minoru Yamasaki, o arquiteto esquecido</title>
      <itunes:title>O que têm em comum o arquiteto das Torres Gémeas Minoru Yamasaki e bin Laden? A história de Minoru Yamasaki, o arquiteto esquecido</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>O arquitecto das Torres G&eacute;meas, Minoru Yamasaki, n&atilde;o &eacute; muito falado quando se aborda o ataque terrorista de 11 de Setembro de 2001. Yamasaki, curiosamente, j&aacute; tinha visto um outro projeto seu ser demolido propositadamente: o empreendimento de Pruitt-Igoe no Missouri. H&aacute; muito para descobrir na vida e na obra deste arquiteto &ldquo;azarado&rdquo;, inclusive uma rela&ccedil;&atilde;o com a arquitetura isl&acirc;mica. Oi&ccedil;a mais um epis&oacute;dio de Tempo ao Tempo por Rui Tavares.</p> <p>Ser&aacute; que se devia dar mais import&acirc;ncia ao arquiteto das Torres G&eacute;meas? Neste 11 de setembro, recordemos a vida e a obra do arquiteto mais azarado do mundo e exploremos a sua obra mais emblem&aacute;tica.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O arquitecto das Torres G&eacute;meas, Minoru Yamasaki, n&atilde;o &eacute; muito falado quando se aborda o ataque terrorista de 11 de Setembro de 2001. Yamasaki, curiosamente, j&aacute; tinha visto um outro projeto seu ser demolido propositadamente: o empreendimento de Pruitt-Igoe no Missouri. H&aacute; muito para descobrir na vida e na obra deste arquiteto &ldquo;azarado&rdquo;, inclusive uma rela&ccedil;&atilde;o com a arquitetura isl&acirc;mica. Oi&ccedil;a mais um epis&oacute;dio de Tempo ao Tempo por Rui Tavares.</p> <p>Ser&aacute; que se devia dar mais import&acirc;ncia ao arquiteto das Torres G&eacute;meas? Neste 11 de setembro, recordemos a vida e a obra do arquiteto mais azarado do mundo e exploremos a sua obra mais emblem&aacute;tica.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Há muito para descobrir na vida e na obra deste arquiteto “azarado”, inclusive uma relação com a arquitetura islâmica. Oiça mais um episódio de Tempo ao Tempo por Rui TavaresHá muito para descobrir na vida e na obra deste arquiteto “azarado”, inclusive uma relação com a arquitetura islâmica. Oiça mais um episódio de Tempo ao Tempo por Rui Tavares.</itunes:summary>
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      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 11 Sep 2025 06:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>Madame Brouillard: a vidente lisboeta que fez fortuna no início do século XX</title>
      <itunes:title>Madame Brouillard: a vidente lisboeta que fez fortuna no início do século XX</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>H&aacute; cem anos morria Virginia Rosa Teixeira, ali&aacute;s, Madame Brouillard, a quiromante que, a partir do seu consult&oacute;rio luxuoso no Chiado, dava consultas e previa o futuro de personalidades da esfera p&uacute;blica e privada do in&iacute;cio do s&eacute;culo XX. Os seus an&uacute;ncios nos jornais ficaram ic&oacute;nicos mas a sua vida n&atilde;o &eacute; assim t&atilde;o conhecida. Regressemos aos anos da Primeira Rep&uacute;blica para conhecer esta misteriosa figura de Lisboa</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>H&aacute; cem anos morria Virginia Rosa Teixeira, ali&aacute;s, Madame Brouillard, a quiromante que, a partir do seu consult&oacute;rio luxuoso no Chiado, dava consultas e previa o futuro de personalidades da esfera p&uacute;blica e privada do in&iacute;cio do s&eacute;culo XX. Os seus an&uacute;ncios nos jornais ficaram ic&oacute;nicos mas a sua vida n&atilde;o &eacute; assim t&atilde;o conhecida. Regressemos aos anos da Primeira Rep&uacute;blica para conhecer esta misteriosa figura de Lisboa</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Regressemos aos anos da Primeira República para conhecer esta misteriosa figura de Lisboa.</itunes:summary>
      <category>Virgínia Rosa Teixeira</category>
      <category>Madame Brouillard</category>
      <category>história de Portugal</category>
      <category>Primeira República</category>
      <category>ocultismo</category>
      <category>videntes</category>
      <category>legado</category>
      <category>testamento</category>
      <category>controvérsias</category>
      <category>sociedade portuguesa</category>
      <itunes:keywords>Virgínia Rosa Teixeira, Madame Brouillard, história de Portugal, Primeira República, ocultismo, videntes, legado, testamento, controvérsias, sociedade portuguesa</itunes:keywords>
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      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 04 Sep 2025 06:00:00 +0000</pubDate>
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    <item>
      <title>A “ignóbil porcaria” e o regime estável e bipartidário que durou 50 anos</title>
      <itunes:title>A “ignóbil porcaria” e o regime estável e bipartidário que durou 50 anos</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Portugal teve em tempos um regime relativamente est&aacute;vel que durou 50 anos e que resultou num sistema de altern&acirc;ncia entre dois partidos: um de centro-direita, o outro de centro-esquerda. Rui Tavares leva-nos at&eacute; ao in&iacute;cio do s&eacute;culo XX para falar da &ldquo;ign&oacute;bil porcaria&rdquo;, o nome popular dado ao decreto eleitoral de 1901 emitido pelo segundo governo de Hintze Ribeiro.</p> <p>E sim, os regimes relativamente est&aacute;veis podem acabar quando os seus principais pol&iacute;ticos cometem erros. E a falta de imagina&ccedil;&atilde;o &eacute; a pior conselheira.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Portugal teve em tempos um regime relativamente est&aacute;vel que durou 50 anos e que resultou num sistema de altern&acirc;ncia entre dois partidos: um de centro-direita, o outro de centro-esquerda. Rui Tavares leva-nos at&eacute; ao in&iacute;cio do s&eacute;culo XX para falar da &ldquo;ign&oacute;bil porcaria&rdquo;, o nome popular dado ao decreto eleitoral de 1901 emitido pelo segundo governo de Hintze Ribeiro.</p> <p>E sim, os regimes relativamente est&aacute;veis podem acabar quando os seus principais pol&iacute;ticos cometem erros. E a falta de imagina&ccedil;&atilde;o &eacute; a pior conselheira.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Rui Tavares leva-nos até ao início do século XX para falar da “ignóbil porcaria”, o nome popular dado ao decreto eleitoral de 1901 emitido pelo segundo governo de Hintze Ribeiro.</itunes:summary>
      <category>Portugal</category>
      <category>rotativismo</category>
      <category>ignóbil porcaria</category>
      <category>política</category>
      <category>história</category>
      <category>república</category>
      <category>bipartidarismo</category>
      <category>democracia</category>
      <itunes:keywords>Portugal, rotativismo, ignóbil porcaria, política, história, república, bipartidarismo, democracia</itunes:keywords>
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      <itunes:episode>21</itunes:episode>
      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 28 Aug 2025 06:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>Um tempo de novos monstros: dois mil anos de guerras culturais e de “hipocritões e olhigarcas”</title>
      <itunes:title>Um tempo de novos monstros: dois mil anos de guerras culturais e de “hipocritões e olhigarcas”</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Um grafito com 2 mil anos em Pompeia &eacute; o ponto de partida desta viagem onde Rui Tavares nos leva por duzentos s&eacute;culos de guerras culturais a partir do seu livro &ldquo;Hipocrit&otilde;es e Olhigarcas&rdquo;</p> <p>Marshall McLuhan dizia que &ldquo;O meio &eacute; a mensagem&rdquo;, mas Rui Tavares prop&otilde;e uma vis&atilde;o alternativa: e se as mensagens revolucion&aacute;rias forem apenas aquelas que s&atilde;o capazes de saltar de meio para meio? &Eacute; este o ponto de partida para diversas guerras culturais que saltam de tempo para tempo e de l&iacute;ngua para l&iacute;ngua, tal como a hist&oacute;ria do Minotauro que inspirou o grafito que uma crian&ccedil;a desenhou numa parede em Pompeia h&aacute; duzentos s&eacute;culos atr&aacute;s.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Um grafito com 2 mil anos em Pompeia &eacute; o ponto de partida desta viagem onde Rui Tavares nos leva por duzentos s&eacute;culos de guerras culturais a partir do seu livro &ldquo;Hipocrit&otilde;es e Olhigarcas&rdquo;</p> <p>Marshall McLuhan dizia que &ldquo;O meio &eacute; a mensagem&rdquo;, mas Rui Tavares prop&otilde;e uma vis&atilde;o alternativa: e se as mensagens revolucion&aacute;rias forem apenas aquelas que s&atilde;o capazes de saltar de meio para meio? &Eacute; este o ponto de partida para diversas guerras culturais que saltam de tempo para tempo e de l&iacute;ngua para l&iacute;ngua, tal como a hist&oacute;ria do Minotauro que inspirou o grafito que uma crian&ccedil;a desenhou numa parede em Pompeia h&aacute; duzentos s&eacute;culos atr&aacute;s.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Um grafito com 2 mil anos em Pompeia é o ponto de partida desta viagem onde Rui Tavares nos leva por duzentos séculos de guerras culturais a partir do seu livro “Hipocritões e Olhigarcas”.</itunes:summary>
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      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 21 Aug 2025 06:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>Sem mãe, nem pai, nem país: Joseph Conrad, o escritor que antecipou a globalização</title>
      <itunes:title>Sem mãe, nem pai, nem país: Joseph Conrad, o escritor que antecipou a globalização</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Rui Tavares leva-nos at&eacute; ao territ&oacute;rio polaco no fim do s&eacute;culo XIX onde o escritor Joseph Conrad nasceu, uma terra partilhada por tr&ecirc;s imp&eacute;rios e muita instabilidade. Oportunidade para tecer considera&ccedil;&otilde;es sobre o autor de &ldquo;Cora&ccedil;&atilde;o das Trevas&rdquo;, o livro que foi adaptado por Francis Ford Coppola no filme &ldquo;Apocalipse Now&rdquo;. Cem anos depois da morte do escritor, Rui Tavares tra&ccedil;a um perfil atrav&eacute;s desse territ&oacute;rio confuso e oferece-nos uma vis&atilde;o sobre os primeiros tempos da globaliza&ccedil;&atilde;o.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Rui Tavares leva-nos at&eacute; ao territ&oacute;rio polaco no fim do s&eacute;culo XIX onde o escritor Joseph Conrad nasceu, uma terra partilhada por tr&ecirc;s imp&eacute;rios e muita instabilidade. Oportunidade para tecer considera&ccedil;&otilde;es sobre o autor de &ldquo;Cora&ccedil;&atilde;o das Trevas&rdquo;, o livro que foi adaptado por Francis Ford Coppola no filme &ldquo;Apocalipse Now&rdquo;. Cem anos depois da morte do escritor, Rui Tavares tra&ccedil;a um perfil atrav&eacute;s desse territ&oacute;rio confuso e oferece-nos uma vis&atilde;o sobre os primeiros tempos da globaliza&ccedil;&atilde;o.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Joseph Conrad, o escritor que fugiu da sua terra para nos contar a história do mundo</itunes:summary>
      <category>Joseph Conrad</category>
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      <itunes:keywords>Joseph Conrad, Ucrânia, Polónia, imperialismo, colonialismo, globalização, literatura inglesa, Coração das Trevas, Nostromo, O Negro do Narciso, Apocalipse Now, Alien, modernidade, racismo, capitalismo, exploração de recursos, Congo, lítio, cobalto, marinha mercante, exílio, nacionalismo, século XIX, século XX, crítica social, história europeia, identidade, língua inglesa, língua polaca, multiculturalismo, modernismo, literatura universal, expresso, podcast</itunes:keywords>
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      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 14 Aug 2025 06:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>O que fazer quando se tem 1% do PIB nacional guardado em casa? O problema de Alves Reis no verão de 1925</title>
      <itunes:title>O que fazer quando se tem 1% do PIB nacional guardado em casa? O problema de Alves Reis no verão de 1925</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Continuando na d&eacute;cada de 20, Rui Tavares volta &agrave; personagem de Alves Reis e ao seu plano para conseguir imprimir notas e coloc&aacute;-las em circula&ccedil;&atilde;o. Porque n&atilde;o basta imprimir notas, h&aacute; que saber gast&aacute;-las. O que faria com 1% do PIB portugu&ecirc;s em sua casa?</p> <p>Onde se cria dinheiro? Quem cria dinheiro? E quem consegue coloc&aacute;-lo em circula&ccedil;&atilde;o? E que tal criar um banco? Foi isso mesmo que fez Alves Reis.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Continuando na d&eacute;cada de 20, Rui Tavares volta &agrave; personagem de Alves Reis e ao seu plano para conseguir imprimir notas e coloc&aacute;-las em circula&ccedil;&atilde;o. Porque n&atilde;o basta imprimir notas, h&aacute; que saber gast&aacute;-las. O que faria com 1% do PIB portugu&ecirc;s em sua casa?</p> <p>Onde se cria dinheiro? Quem cria dinheiro? E quem consegue coloc&aacute;-lo em circula&ccedil;&atilde;o? E que tal criar um banco? Foi isso mesmo que fez Alves Reis.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Onde se cria dinheiro? Quem cria dinheiro? E quem consegue colocá-lo em circulação? E que tal criar um banco? Foi isso mesmo que fez Alves Reis.</itunes:summary>
      <category>Alves Reis</category>
      <category>notas falsas</category>
      <category>fraude financeira</category>
      <category>Primeira República</category>
      <category>história de Portugal</category>
      <category>década de 1920</category>
      <category>criação de dinheiro</category>
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      <category>Rui Tavares</category>
      <category>Tempo ao Tempo</category>
      <category>Revolução de 1926</category>
      <category>colapso económico</category>
      <category>teoria monetária</category>
      <category>Henry Wigan</category>
      <category>imprensa histórica</category>
      <category>circulação monetária</category>
      <category>expresso</category>
      <category>podcast</category>
      <itunes:keywords>Alves Reis, notas falsas, fraude financeira, Primeira República, história de Portugal, década de 1920, criação de dinheiro, economia portuguesa, banco falso, escândalo financeiro, Rui Tavares, Tempo ao Tempo, Revolução de 1926, colapso económico, teoria monetária, Henry Wigan, imprensa histórica, circulação monetária, expresso, podcast</itunes:keywords>
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      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 07 Aug 2025 06:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>O declínio da civilização, Doppelgängers, Primeira Guerra Mundial e um arquivista transgénero</title>
      <itunes:title>O declínio da civilização, Doppelgängers, Primeira Guerra Mundial e um arquivista transgénero</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Enquanto a Europa se perdia na Grande Guerra, um conflito que se tornou rapidamente numa guerra de poucos ganhos territoriais mas muita perda humana, Spengler escrevia &ldquo;O Decl&iacute;nio da Civiliza&ccedil;&atilde;o&rdquo; e dava-nos conta que a civiliza&ccedil;&atilde;o europeia j&aacute; tinha perdido o seu apogeu. A partir do livro de Oswald Spengler, Rui Tavares tra&ccedil;a um relato do per&iacute;odo entre-guerras, o futuro da Alemanha na rep&uacute;blica de Weimar e conta como conheceu o &ldquo;Doppelg&auml;nger&rdquo; de Oswald: Otto Spengler, uma personagem obscura que tem mais a ver com os nossos anos 20 do que os anos 20 de Oswald.</p> <p>Oswald Spengler ficou famoso e at&eacute; conheceu Adolf Hitler, que achou provinciano e insuportavelmente burgu&ecirc;s. N&atilde;o era esse o &ldquo;C&eacute;sar&rdquo; que ele esperava para impor um socialismo alem&atilde;o hier&aacute;rquico e estatista.</p> <p>Poder&atilde;o os anos 1920 ditar tamb&eacute;m os nossos anos 2020? Ser&aacute; a hist&oacute;ria realmente c&iacute;clica?</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto a Europa se perdia na Grande Guerra, um conflito que se tornou rapidamente numa guerra de poucos ganhos territoriais mas muita perda humana, Spengler escrevia &ldquo;O Decl&iacute;nio da Civiliza&ccedil;&atilde;o&rdquo; e dava-nos conta que a civiliza&ccedil;&atilde;o europeia j&aacute; tinha perdido o seu apogeu. A partir do livro de Oswald Spengler, Rui Tavares tra&ccedil;a um relato do per&iacute;odo entre-guerras, o futuro da Alemanha na rep&uacute;blica de Weimar e conta como conheceu o &ldquo;Doppelg&auml;nger&rdquo; de Oswald: Otto Spengler, uma personagem obscura que tem mais a ver com os nossos anos 20 do que os anos 20 de Oswald.</p> <p>Oswald Spengler ficou famoso e at&eacute; conheceu Adolf Hitler, que achou provinciano e insuportavelmente burgu&ecirc;s. N&atilde;o era esse o &ldquo;C&eacute;sar&rdquo; que ele esperava para impor um socialismo alem&atilde;o hier&aacute;rquico e estatista.</p> <p>Poder&atilde;o os anos 1920 ditar tamb&eacute;m os nossos anos 2020? Ser&aacute; a hist&oacute;ria realmente c&iacute;clica?</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Poderão os anos 1920 ditar também os nossos anos 2020? Será a história realmente cíclica?</itunes:summary>
      <category>Doppelgänger</category>
      <category>Oswald Spengler</category>
      <category>Otto Spengler</category>
      <category>história</category>
      <category>filosofia</category>
      <category>Alemanha</category>
      <category>Primeira Guerra Mundial</category>
      <category>decadência</category>
      <category>civilizações</category>
      <category>século XX</category>
      <itunes:keywords>Doppelgänger, Oswald Spengler, Otto Spengler, história, filosofia, Alemanha, Primeira Guerra Mundial, decadência, civilizações, século XX</itunes:keywords>
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      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 31 Jul 2025 06:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>Afonso Costa, o outro governante português acusado de corrupção</title>
      <itunes:title>Afonso Costa, o outro governante português acusado de corrupção</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Afonso Costa ou at&eacute; Marqu&ecirc;s de Pombal, dois exemplos de governantes com o mesmo peso do ex-primeiro-ministro Jos&eacute; S&oacute;crates que foram indiciados ou presos por corrup&ccedil;&atilde;o. Neste epis&oacute;dio, Rui Tavares explora a hist&oacute;ria e as circunst&acirc;ncias da pris&atilde;o de Afonso Costa e os paralelismos com a opera&ccedil;&atilde;o Marqu&ecirc;s..</p> <p>Contudo, s&oacute; podemos dizer que Jos&eacute; S&oacute;crates n&atilde;o foi o primeiro governante a ser julgado por corrup&ccedil;&atilde;o se a corrup&ccedil;&atilde;o n&atilde;o tivesse sido crime &agrave; &eacute;poca dos factos.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Afonso Costa ou at&eacute; Marqu&ecirc;s de Pombal, dois exemplos de governantes com o mesmo peso do ex-primeiro-ministro Jos&eacute; S&oacute;crates que foram indiciados ou presos por corrup&ccedil;&atilde;o. Neste epis&oacute;dio, Rui Tavares explora a hist&oacute;ria e as circunst&acirc;ncias da pris&atilde;o de Afonso Costa e os paralelismos com a opera&ccedil;&atilde;o Marqu&ecirc;s..</p> <p>Contudo, s&oacute; podemos dizer que Jos&eacute; S&oacute;crates n&atilde;o foi o primeiro governante a ser julgado por corrup&ccedil;&atilde;o se a corrup&ccedil;&atilde;o n&atilde;o tivesse sido crime &agrave; &eacute;poca dos factos.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Neste episódio, Rui Tavares explora a história e as circunstâncias da prisão de Afonso Costa e os paralelismos com a operação Marquês.</itunes:summary>
      <itunes:episodeType>full</itunes:episodeType>
      <itunes:season>1</itunes:season>
      <itunes:episode>16</itunes:episode>
      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 24 Jul 2025 06:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>O que é, afinal, o dinheiro? Pode o Banco de Portugal emitir notas falsas?</title>
      <itunes:title>O que é, afinal, o dinheiro? Pode o Banco de Portugal emitir notas falsas?</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Rui Tavares continua a sua viagem at&eacute; ao fim dos anos conturbados da Primeira Rep&uacute;blica para nos fazer refletir sobre o dinheiro, o seu papel e o seu valor, partindo da figura de Cunha Leal, um pol&iacute;tico que viria a fundar o Partido Republicano Nacionalista que questionou a veracidade do Banco de Portugal na emiss&atilde;o de notas e moedas quando disse &ldquo;O diretor da Casa da Moeda mente!&rdquo;</p> <p>N&atilde;o poderia sobre o dinheiro ser dito o mesmo que Santo Agostinho disse sobre o tempo? Ou seja, &ldquo;Quando n&atilde;o me perguntam o que &eacute;, eu sei perfeitamente o que &eacute; o tempo e quando me perguntam o que &eacute;, eu fico perdido &agrave; procura de uma resposta?&rdquo;</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Rui Tavares continua a sua viagem at&eacute; ao fim dos anos conturbados da Primeira Rep&uacute;blica para nos fazer refletir sobre o dinheiro, o seu papel e o seu valor, partindo da figura de Cunha Leal, um pol&iacute;tico que viria a fundar o Partido Republicano Nacionalista que questionou a veracidade do Banco de Portugal na emiss&atilde;o de notas e moedas quando disse &ldquo;O diretor da Casa da Moeda mente!&rdquo;</p> <p>N&atilde;o poderia sobre o dinheiro ser dito o mesmo que Santo Agostinho disse sobre o tempo? Ou seja, &ldquo;Quando n&atilde;o me perguntam o que &eacute;, eu sei perfeitamente o que &eacute; o tempo e quando me perguntam o que &eacute;, eu fico perdido &agrave; procura de uma resposta?&rdquo;</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Rui Tavares continua a sua viagem até ao fim dos anos conturbados da Primeira República para nos fazer refletir sobre o dinheiro, o seu papel e o seu valor,</itunes:summary>
      <category>dinheiro</category>
      <category>história</category>
      <category>bancos centrais</category>
      <category>confiança</category>
      <category>moeda falsa</category>
      <category>Cunha Leal</category>
      <category>política monetária</category>
      <category>economia</category>
      <category>inflação</category>
      <category>valor do dinheiro</category>
      <itunes:keywords>dinheiro, história, bancos centrais, confiança, moeda falsa, Cunha Leal, política monetária, economia, inflação, valor do dinheiro</itunes:keywords>
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      <itunes:season>1</itunes:season>
      <itunes:episode>14</itunes:episode>
      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Fri, 18 Jul 2025 05:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>Morrer de tédio: será esse o fim da história? Alexandre Kojève acreditava que sim</title>
      <itunes:title>Morrer de tédio: será esse o fim da história? Alexandre Kojève acreditava que sim</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>A partir das ideias e do sonho de uma Europa unida do fil&oacute;sofo tornado burocrata Alexandre Koj&egrave;ve, Rui Tavares volta &agrave;s teorias sobre o fim da Hist&oacute;ria, partindo do dia da morte de Koj&egrave;ve em pleno Maio de 1968. O fil&oacute;sofo, conhecido pelas suas interpreta&ccedil;&otilde;es de Hegel, teorizava que o triunfo do pensamento racional e burocr&aacute;tico significaria o fim de uma Hist&oacute;ria, expulsa de conflitos ideol&oacute;gicos</p> <p>Apesar de ter nascido no seio da burguesia russa, Koj&egrave;ve era um cidad&atilde;o da Europa: estudou na Alemanha e combateu pela Fran&ccedil;a. Encontrava semelhan&ccedil;as nos Estados Unidos e na Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica, apesar das enormes diferen&ccedil;as ideol&oacute;gicas e sonhava com uma Europa unida. O que &eacute; ser europeu quando se nasce russo, se pensa em alem&atilde;o e se escreve em franc&ecirc;s?</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>A partir das ideias e do sonho de uma Europa unida do fil&oacute;sofo tornado burocrata Alexandre Koj&egrave;ve, Rui Tavares volta &agrave;s teorias sobre o fim da Hist&oacute;ria, partindo do dia da morte de Koj&egrave;ve em pleno Maio de 1968. O fil&oacute;sofo, conhecido pelas suas interpreta&ccedil;&otilde;es de Hegel, teorizava que o triunfo do pensamento racional e burocr&aacute;tico significaria o fim de uma Hist&oacute;ria, expulsa de conflitos ideol&oacute;gicos</p> <p>Apesar de ter nascido no seio da burguesia russa, Koj&egrave;ve era um cidad&atilde;o da Europa: estudou na Alemanha e combateu pela Fran&ccedil;a. Encontrava semelhan&ccedil;as nos Estados Unidos e na Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica, apesar das enormes diferen&ccedil;as ideol&oacute;gicas e sonhava com uma Europa unida. O que &eacute; ser europeu quando se nasce russo, se pensa em alem&atilde;o e se escreve em franc&ecirc;s?</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>A partir das ideias e do sonho de uma Europa unida do filósofo tornado burocrata Alexandre Kojève, Rui Tavares volta às teorias sobre o fim da História, partindo do dia da morte de Kojève em pleno Maio de 1968. </itunes:summary>
      <category>A partir das ideias e do sonho de uma Europa unida do filósofo tornado burocrata Alexandre Kojève</category>
      <category>Rui Tavares volta às teorias sobre o fim da História</category>
      <category>partindo do dia da morte de Kojève em pleno Maio de 1968.</category>
      <category>Apesar de ter nascido no seio da burguesia russa</category>
      <category>Kojève era um cidadão da Europa: estudou na Alemanha e combateu pela França. Encontrava semelhanças nos Estados Unidos e na União Soviética</category>
      <category>apesar das enormes diferenças ideológicas e sonhava com uma Europa unida. O que é ser europeu quando se nasce russo</category>
      <category>se pensa em alemão e se escreve em francês?</category>
      <itunes:keywords>A partir das ideias e do sonho de uma Europa unida do filósofo tornado burocrata Alexandre Kojève, Rui Tavares volta às teorias sobre o fim da História, partindo do dia da morte de Kojève em pleno Maio de 1968., Apesar de ter nascido no seio da burguesia russa, Kojève era um cidadão da Europa: estudou na Alemanha e combateu pela França. Encontrava semelhanças nos Estados Unidos e na União Soviética, apesar das enormes diferenças ideológicas e sonhava com uma Europa unida. O que é ser europeu quando se nasce russo, se pensa em alemão e se escreve em francês?</itunes:keywords>
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      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 10 Jul 2025 06:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>Alves dos Reis e as notas falsas: o prego no caixão da Primeira República?</title>
      <itunes:title>Alves dos Reis e as notas falsas: o prego no caixão da Primeira República?</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Continuando na hist&oacute;ria do in&iacute;cio do s&eacute;culo XX, Rui Tavares faz um retrato das circunst&acirc;ncias que deram origem &agrave; maior fraude econ&oacute;mica da hist&oacute;ria de Portugal a partir de uma teoria do economista Henry Wigan, que tra&ccedil;a uma rela&ccedil;&atilde;o direta entre as notas falsas de Alves dos Reis e o fim da Primeira Rep&uacute;blica. Oi&ccedil;a mais um epis&oacute;dio de Tempo ao Tempo</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Continuando na hist&oacute;ria do in&iacute;cio do s&eacute;culo XX, Rui Tavares faz um retrato das circunst&acirc;ncias que deram origem &agrave; maior fraude econ&oacute;mica da hist&oacute;ria de Portugal a partir de uma teoria do economista Henry Wigan, que tra&ccedil;a uma rela&ccedil;&atilde;o direta entre as notas falsas de Alves dos Reis e o fim da Primeira Rep&uacute;blica. Oi&ccedil;a mais um epis&oacute;dio de Tempo ao Tempo</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Continuando na história do início do século XX, Rui Tavares faz um retrato das circunstâncias que deram origem à maior fraude económica da história de Portugal a partir de uma teoria do economista Henry Wigan.</itunes:summary>
      <category>Alves Reis</category>
      <category>Primeira República</category>
      <category>notas falsas</category>
      <category>economia</category>
      <category>história</category>
      <category>inflação</category>
      <category>golpe de 1926</category>
      <category>Henry Wigan</category>
      <category>descredibilização</category>
      <category>crise política</category>
      <category>alves dos reis</category>
      <category>fraude bancaria</category>
      <itunes:keywords>Alves Reis, Primeira República, notas falsas, economia, história, inflação, golpe de 1926, Henry Wigan, descredibilização, crise política, alves dos reis, fraude bancaria</itunes:keywords>
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      <itunes:season>1</itunes:season>
      <itunes:episode>12</itunes:episode>
      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 03 Jul 2025 06:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>Quantos fins terá, afinal, a História?</title>
      <itunes:title>Quantos fins terá, afinal, a História?</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>A partir do livro &ldquo;O Fim da Hist&oacute;ria&rdquo; de Francis Fukuyama, Rui Tavares tra&ccedil;a uma vis&atilde;o da hist&oacute;ria, das hist&oacute;rias, a partir do livro de 1992 do fil&oacute;sofo que afirmava que o liberalismo democr&aacute;tico e o capitalismo podem ter j&aacute; assinalado o fim da evolu&ccedil;&atilde;o sociocultural da humanidade, referenciando tamb&eacute;m os fil&oacute;sofos Ray Kurzweil e Toby Ord.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>A partir do livro &ldquo;O Fim da Hist&oacute;ria&rdquo; de Francis Fukuyama, Rui Tavares tra&ccedil;a uma vis&atilde;o da hist&oacute;ria, das hist&oacute;rias, a partir do livro de 1992 do fil&oacute;sofo que afirmava que o liberalismo democr&aacute;tico e o capitalismo podem ter j&aacute; assinalado o fim da evolu&ccedil;&atilde;o sociocultural da humanidade, referenciando tamb&eacute;m os fil&oacute;sofos Ray Kurzweil e Toby Ord.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>A partir do artigo “O Fim da História” de Francis Fukuyama, Rui Tavares traça uma visão da história e do que se pode considerar o fim da História.</itunes:summary>
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      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 26 Jun 2025 06:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>O caso Alves dos Reis ajudou à queda da Primeira República? Uma viagem até 1925 e ao escândalo das notas falsas</title>
      <itunes:title>O caso Alves dos Reis ajudou à queda da Primeira República? Uma viagem até 1925 e ao escândalo das notas falsas</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>As notas falsas de Alves dos Reis provocaram estragos no Portugal de 1925. Uma das maiores fraudes financeiras de sempre, o caso das notas falsas provocou tantos estragos na sociedade portuguesa que pode ter mesmo acentuado a queda da Primeira Rep&uacute;blica. Rui Tavares regressa at&eacute; 1925 para analisar os jornais da &eacute;poca e mergulhar nos &uacute;ltimos dias da Primeira Rep&uacute;blica Portuguesa</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>As notas falsas de Alves dos Reis provocaram estragos no Portugal de 1925. Uma das maiores fraudes financeiras de sempre, o caso das notas falsas provocou tantos estragos na sociedade portuguesa que pode ter mesmo acentuado a queda da Primeira Rep&uacute;blica. Rui Tavares regressa at&eacute; 1925 para analisar os jornais da &eacute;poca e mergulhar nos &uacute;ltimos dias da Primeira Rep&uacute;blica Portuguesa</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Rui Tavares regressa até 1925 para analisar os jornais da época e mergulhar nos últimos dias da Primeira República Portuguesa.</itunes:summary>
      <category>Banco Angola e Metrópole</category>
      <category>fraude financeira</category>
      <category>Primeira República</category>
      <category>crise política</category>
      <category>história de Portugal</category>
      <category>alves dos reis</category>
      <category>primeira republica</category>
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      <category>primeira republica portuguesa</category>
      <itunes:keywords>Banco Angola e Metrópole, fraude financeira, Primeira República, crise política, história de Portugal, alves dos reis, primeira republica, portugal, 1925, notas falsas, primeira republica portuguesa</itunes:keywords>
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      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 19 Jun 2025 06:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>Como se perde uma república? Uma viagem até à primeira sessão do último parlamento da Primeira República Portuguesa</title>
      <itunes:title>Como se perde uma república? Uma viagem até à primeira sessão do último parlamento da Primeira República Portuguesa</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>A partir de um texto do Di&aacute;rio de Lisboa que relatava o primeiro dia de uma sess&atilde;o parlamentar daquela que viria a ser a &uacute;ltima legislatura da Primeira Rep&uacute;blica, Rui Tavares tra&ccedil;a-nos um retrato daquela &eacute;poca e da constitui&ccedil;&atilde;o da Assembleia daqueles tempos conturbados. Havia j&aacute; sinais que poder&iacute;amos estar prestes a entrar numa ditadura militar? Oi&ccedil;a neste epis&oacute;dio do podcast Tempo ao Tempo.</p> <p>Existem diversas curiosidades nesta cr&oacute;nica, a come&ccedil;ar pelo uso de cravo na lapela pelos &ldquo;canhotos&rdquo;, da ala esquerda, e pela confus&atilde;o instalada por n&atilde;o terem lugar para se sentarem no hemiciclo. Uma viagem a um tempo de instabilidade pol&iacute;tica que depois deu origem a uma longa ditadura em Portugal.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>A partir de um texto do Di&aacute;rio de Lisboa que relatava o primeiro dia de uma sess&atilde;o parlamentar daquela que viria a ser a &uacute;ltima legislatura da Primeira Rep&uacute;blica, Rui Tavares tra&ccedil;a-nos um retrato daquela &eacute;poca e da constitui&ccedil;&atilde;o da Assembleia daqueles tempos conturbados. Havia j&aacute; sinais que poder&iacute;amos estar prestes a entrar numa ditadura militar? Oi&ccedil;a neste epis&oacute;dio do podcast Tempo ao Tempo.</p> <p>Existem diversas curiosidades nesta cr&oacute;nica, a come&ccedil;ar pelo uso de cravo na lapela pelos &ldquo;canhotos&rdquo;, da ala esquerda, e pela confus&atilde;o instalada por n&atilde;o terem lugar para se sentarem no hemiciclo. Uma viagem a um tempo de instabilidade pol&iacute;tica que depois deu origem a uma longa ditadura em Portugal.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Rui Tavares traça-nos um retrato da Primeira República e da constituição da Assembleia daqueles tempos conturbados.</itunes:summary>
      <category>Portugal</category>
      <category>história</category>
      <category>política</category>
      <category>parlamento</category>
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      <category>canhotos</category>
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      <category>1925</category>
      <category>primeira republica</category>
      <itunes:keywords>Portugal, história, política, parlamento, memória, democracia, canhotos, bonzos, 1925, primeira republica</itunes:keywords>
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      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 12 Jun 2025 06:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>O antídoto do medo de Roosevelt: como a rádio ajudou a criar e a destruir democracias</title>
      <itunes:title>O antídoto do medo de Roosevelt: como a rádio ajudou a criar e a destruir democracias</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Neste regresso do podcast Tempo ao Tempo, Rui Tavares leva-nos aos tempos da telefonia e recorda-nos a import&acirc;ncia deste meio de comunica&ccedil;&atilde;o, das conversas &agrave; lareira de Roosevelt ao discursos de Hitler e Mussolini. Como &eacute; que a r&aacute;dio moldou a sociedade ao longo dos tempos?</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Neste regresso do podcast Tempo ao Tempo, Rui Tavares leva-nos aos tempos da telefonia e recorda-nos a import&acirc;ncia deste meio de comunica&ccedil;&atilde;o, das conversas &agrave; lareira de Roosevelt ao discursos de Hitler e Mussolini. Como &eacute; que a r&aacute;dio moldou a sociedade ao longo dos tempos?</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
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      <category>mussolini</category>
      <category>telefonia</category>
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      <category>historia</category>
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      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 05 Jun 2025 06:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>Um deputado à frente do seu tempo: Fernão Botto Machado e as suas ideias modernas durante a Primeira República</title>
      <itunes:title>Um deputado à frente do seu tempo: Fernão Botto Machado e as suas ideias modernas durante a Primeira República</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Fern&atilde;o Botto Machado foi deputado durante a Primeira Rep&uacute;blica, na Assembleia Constituinte de 1911, mas as suas ideias e reformas podiam bem ser de hoje: um projeto de lei para a aboli&ccedil;&atilde;o das touradas ou a cria&ccedil;&atilde;o de uma conta-poupan&ccedil;a para as lotarias para que o apostador pudesse recuperar o seu dinheiro. Rui Tavares conta-nos a fascinante hist&oacute;ria deste deputado &agrave; frente do seu tempo.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Fern&atilde;o Botto Machado foi deputado durante a Primeira Rep&uacute;blica, na Assembleia Constituinte de 1911, mas as suas ideias e reformas podiam bem ser de hoje: um projeto de lei para a aboli&ccedil;&atilde;o das touradas ou a cria&ccedil;&atilde;o de uma conta-poupan&ccedil;a para as lotarias para que o apostador pudesse recuperar o seu dinheiro. Rui Tavares conta-nos a fascinante hist&oacute;ria deste deputado &agrave; frente do seu tempo.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Uma viagem no tempo até à Primeira República Portuguesa e uma figura que se destacou pelas suas ideias revolucionárias para a época</itunes:summary>
      <category>Uma viagem no tempo até à Primeira República Portuguesa e uma figura que se destacou pelas suas ideias revolucionárias para a época</category>
      <category>proletariado</category>
      <category>gouveia</category>
      <category>portugal</category>
      <category>historia</category>
      <category>fernao botto machado</category>
      <category>Fernão Botto Machado foi deputado durante a Primeira República</category>
      <category>na Assembleia Constituinte de 1911</category>
      <category>mas as suas ideias e reformas podiam bem ser de hoje: um projeto de lei para a abolição das touradas ou a criação de uma conta-poupança para as lotarias para que o apostador pudesse recuperar o seu dinheiro. Rui Tavares conta-nos a fascinante história deste deputado à frente do seu tempo.</category>
      <category>tempo ao tempo</category>
      <category>podcast</category>
      <category>expresso</category>
      <itunes:keywords>Uma viagem no tempo até à Primeira República Portuguesa e uma figura que se destacou pelas suas ideias revolucionárias para a época, proletariado, gouveia, portugal, historia, fernao botto machado, Fernão Botto Machado foi deputado durante a Primeira República, na Assembleia Constituinte de 1911, mas as suas ideias e reformas podiam bem ser de hoje: um projeto de lei para a abolição das touradas ou a criação de uma conta-poupança para as lotarias para que o apostador pudesse recuperar o seu dinheiro. Rui Tavares conta-nos a fascinante história deste deputado à frente do seu tempo., tempo ao tempo, podcast, expresso</itunes:keywords>
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      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Tue, 25 Mar 2025 13:35:00 +0000</pubDate>
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      <title>1816: o ano sem verão que deu origem ao Frankenstein de Mary Shelley</title>
      <itunes:title>1816: o ano sem verão que deu origem ao Frankenstein de Mary Shelley</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Neste epis&oacute;dio, Rui Tavares leva-nos at&eacute; 1816 e conta-nos a hist&oacute;ria da hist&oacute;ria de Frankenstein, o monstro sem m&atilde;e, e de como, num contexto masculino, junto dos consagrados nomes do c&acirc;none da poesia ocidental Lord Byron e Percy Shelley, a imagina&ccedil;&atilde;o de Mary imagina&ccedil;&atilde;o se destacou e criou o talvez o mais inspirador e comovente monstro dos monstros</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Neste epis&oacute;dio, Rui Tavares leva-nos at&eacute; 1816 e conta-nos a hist&oacute;ria da hist&oacute;ria de Frankenstein, o monstro sem m&atilde;e, e de como, num contexto masculino, junto dos consagrados nomes do c&acirc;none da poesia ocidental Lord Byron e Percy Shelley, a imagina&ccedil;&atilde;o de Mary imagina&ccedil;&atilde;o se destacou e criou o talvez o mais inspirador e comovente monstro dos monstros</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Neste episódio, Rui Tavares leva-nos até 1816 .</itunes:summary>
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      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 20 Mar 2025 07:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>1924, o ano em que poderia ter corrido tudo bem</title>
      <itunes:title>1924, o ano em que poderia ter corrido tudo bem</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>H&aacute; anos que ficam na hist&oacute;ria, outros que s&atilde;o esquecidos. Neste epis&oacute;dio do podcast Tempo ao Tempo, Rui Tavares faz um exerc&iacute;cio de mem&oacute;ria acerca de um ano que, n&atilde;o tendo ficado na hist&oacute;ria, foi determinante para os que o sucederam.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>H&aacute; anos que ficam na hist&oacute;ria, outros que s&atilde;o esquecidos. Neste epis&oacute;dio do podcast Tempo ao Tempo, Rui Tavares faz um exerc&iacute;cio de mem&oacute;ria acerca de um ano que, n&atilde;o tendo ficado na hist&oacute;ria, foi determinante para os que o sucederam.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Rui Tavares faz um exercício de memória acerca de um ano que, não tendo ficado na história, foi determinante para os que o sucederam.</itunes:summary>
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      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 13 Mar 2025 07:00:00 +0000</pubDate>
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    <item>
      <title>Há cem anos como agora, a crise do país político </title>
      <itunes:title>Há cem anos como agora, a crise do país político </itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Em 1925, num mundo e num Portugal muito diferentes, vivia-se um vazio pol&iacute;tico, pois Afonso Costa, que tinha sido o pol&iacute;tico mais influente do Regime, tinha ido para um cargo na Europa. Estava um Governo prestes a cair com uma mo&ccedil;&atilde;o de desconfian&ccedil;a, falava-se dos pre&ccedil;os das casas e de roubo de malas nos Correios. Qualquer coincid&ecirc;ncia, &eacute; puara realidade.&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Em 1925, num mundo e num Portugal muito diferentes, vivia-se um vazio pol&iacute;tico, pois Afonso Costa, que tinha sido o pol&iacute;tico mais influente do Regime, tinha ido para um cargo na Europa. Estava um Governo prestes a cair com uma mo&ccedil;&atilde;o de desconfian&ccedil;a, falava-se dos pre&ccedil;os das casas e de roubo de malas nos Correios. Qualquer coincid&ecirc;ncia, &eacute; puara realidade.&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <category>Em 1925</category>
      <category>num mundo e num Portugal muito diferentes</category>
      <category>vivia-se um vazio político</category>
      <category>pois Afonso Costa</category>
      <category>que tinha sido o político mais influente do Regime</category>
      <category>tinha ido para um cargo na Europa. Estava um Governo prestes a cair com uma moção de desconfiança</category>
      <category>falava-se dos preços das casas e de roubo de malas nos Correios. Qualquer coincidência</category>
      <category>é puara realidade.</category>
      <itunes:keywords>Em 1925, num mundo e num Portugal muito diferentes, vivia-se um vazio político, pois Afonso Costa, que tinha sido o político mais influente do Regime, tinha ido para um cargo na Europa. Estava um Governo prestes a cair com uma moção de desconfiança, falava-se dos preços das casas e de roubo de malas nos Correios. Qualquer coincidência, é puara realidade.</itunes:keywords>
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      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Sat, 08 Mar 2025 09:21:27 +0000</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>A guerra esquecida? Crimeia, 1853-1856: um conflito com muitos paralelos com o nosso presente</title>
      <itunes:title>A guerra esquecida? Crimeia, 1853-1856: um conflito com muitos paralelos com o nosso presente</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>N&atilde;o h&aacute; factos irrelevantes, diz-nos Rui Tavares neste epis&oacute;dio do podcast Tempo ao Tempo, que nos tra&ccedil;a o roteiro da esquecida guerra da Crimeia, n&atilde;o a guerra de hoje (que tamb&eacute;m ali come&ccedil;ou), mas da primeira Guerra da Crimeia entre 1852 e 1856.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>N&atilde;o h&aacute; factos irrelevantes, diz-nos Rui Tavares neste epis&oacute;dio do podcast Tempo ao Tempo, que nos tra&ccedil;a o roteiro da esquecida guerra da Crimeia, n&atilde;o a guerra de hoje (que tamb&eacute;m ali come&ccedil;ou), mas da primeira Guerra da Crimeia entre 1852 e 1856.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Neste episódio do podcast Tempo ao Tempo, Rui Tavares traça-nos o roteiro da esquecida guerra da Crimeia de 1853-56.</itunes:summary>
      <category>crimeia</category>
      <category>guerra da crimeia</category>
      <category>historia</category>
      <category>russia</category>
      <category>sevastopol</category>
      <category>mariupol</category>
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      <category>ucrania</category>
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      <category>europa</category>
      <category>historia da europa</category>
      <category>rui tavares</category>
      <category>inglaterra</category>
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      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 06 Mar 2025 07:00:00 +0000</pubDate>
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    <item>
      <title>O menino que nasceu sozinho na ilha de Waq-waq: Ibn Tufayl e o seu 'Filósofo Autodidata'</title>
      <itunes:title>O menino que nasceu sozinho na ilha de Waq-waq: Ibn Tufayl e o seu 'Filósofo Autodidata'</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Uma ilha remota, um beb&eacute; humano, e um animal que o instrui nos caminhos da vida.&nbsp;&nbsp;</p> <p>Neste epis&oacute;dio, Rui Tavares d&aacute;-nos a conhecer um livro que, n&atilde;o sendo um cl&aacute;ssico, &eacute; um tesouro &ndash; Vivo o filho do Acordado ou o <em>Philosophus Autodidactus</em>, O Fil&oacute;sofo Autodidata, escrito pelo fil&oacute;sofo Ibn Tufayl que viveu no s&eacute;culo XII, entre a Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica e o Norte de &Aacute;frica.</p> <p>Perseguindo a hist&oacute;ria da vida da personagem Hay, Ibn Tufyal reflete sobre a ess&ecirc;ncia da Humanidade, sobre o que nos torna humanos, o que, na natureza, nos distingue pela ascens&atilde;o da consci&ecirc;ncia e do pensamento filos&oacute;fico. Poder&aacute; uma crian&ccedil;a crescer na natureza, em comunh&atilde;o com os animais, e ser um s&aacute;bio?</p> <p>Um epis&oacute;dio que nos lembra da nossa natureza animal e da import&acirc;ncia de crescermos num ecossistema complexo e sustent&aacute;vel, mas que aponta o que em n&oacute;s &eacute; espiritual, o que, neste ecossistema, distingue a natureza humana.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Uma ilha remota, um beb&eacute; humano, e um animal que o instrui nos caminhos da vida.&nbsp;&nbsp;</p> <p>Neste epis&oacute;dio, Rui Tavares d&aacute;-nos a conhecer um livro que, n&atilde;o sendo um cl&aacute;ssico, &eacute; um tesouro &ndash; Vivo o filho do Acordado ou o <em>Philosophus Autodidactus</em>, O Fil&oacute;sofo Autodidata, escrito pelo fil&oacute;sofo Ibn Tufayl que viveu no s&eacute;culo XII, entre a Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica e o Norte de &Aacute;frica.</p> <p>Perseguindo a hist&oacute;ria da vida da personagem Hay, Ibn Tufyal reflete sobre a ess&ecirc;ncia da Humanidade, sobre o que nos torna humanos, o que, na natureza, nos distingue pela ascens&atilde;o da consci&ecirc;ncia e do pensamento filos&oacute;fico. Poder&aacute; uma crian&ccedil;a crescer na natureza, em comunh&atilde;o com os animais, e ser um s&aacute;bio?</p> <p>Um epis&oacute;dio que nos lembra da nossa natureza animal e da import&acirc;ncia de crescermos num ecossistema complexo e sustent&aacute;vel, mas que aponta o que em n&oacute;s &eacute; espiritual, o que, neste ecossistema, distingue a natureza humana.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Neste episódio, Rui Tavares dá a conhecer um livro que, não sendo um clássico, é um tesouro – O Filósofo Autodidata, escrito pelo  filósofo Ibn Tufayl </itunes:summary>
      <category>Neste episódio</category>
      <category>Rui Tavares dá a conhecer um livro que</category>
      <category>não sendo um clássico</category>
      <category>é um tesouro – O Filósofo Autodidata</category>
      <category>escrito pelo  filósofo Ibn Tufayl</category>
      <category>Uma ilha remota</category>
      <category>um bebé humano</category>
      <category>e um animal que o instrui nos caminhos da vida.    Neste episódio</category>
      <category>Rui Tavares dá-nos a conhecer um livro que</category>
      <category>é um tesouro – Vivo o filho do Acordado ou o Philosophus Autodidactus</category>
      <category>O Filósofo Autodidata</category>
      <category>escrito pelo  filósofo Ibn Tufayl que viveu no século XII</category>
      <category>entre a Península Ibérica e o Norte de África.  Perseguindo a história da vida da personagem Hay</category>
      <category>Ibn Tufyal reflete sobre a essência da Humanidade</category>
      <category>sobre o que nos torna humanos</category>
      <category>o que</category>
      <category>na natureza</category>
      <category>nos distingue pela ascensão da consciência e do pensamento filosófico. Poderá uma criança crescer na natureza</category>
      <category>em comunhão com os animais</category>
      <category>e ser um sábio?  Um episódio que nos lembra da nossa natureza animal e da importância de crescermos num ecossistema complexo e sustentável</category>
      <category>mas que aponta o que em nós é espiritual</category>
      <category>neste ecossistema</category>
      <category>distingue a natureza humana.</category>
      <category>rui tavares</category>
      <category>podcast</category>
      <category>historia</category>
      <itunes:keywords>Neste episódio, Rui Tavares dá a conhecer um livro que, não sendo um clássico, é um tesouro – O Filósofo Autodidata, escrito pelo  filósofo Ibn Tufayl, Uma ilha remota, um bebé humano, e um animal que o instrui nos caminhos da vida.    Neste episódio, Rui Tavares dá-nos a conhecer um livro que, é um tesouro – Vivo o filho do Acordado ou o Philosophus Autodidactus, O Filósofo Autodidata, escrito pelo  filósofo Ibn Tufayl que viveu no século XII, entre a Península Ibérica e o Norte de África.  Perseguindo a história da vida da personagem Hay, Ibn Tufyal reflete sobre a essência da Humanidade, sobre o que nos torna humanos, o que, na natureza, nos distingue pela ascensão da consciência e do pensamento filosófico. Poderá uma criança crescer na natureza, em comunhão com os animais, e ser um sábio?  Um episódio que nos lembra da nossa natureza animal e da importância de crescermos num ecossistema complexo e sustentável, mas que aponta o que em nós é espiritual, neste ecossistema, distingue a natureza humana., rui tavares, podcast, historia</itunes:keywords>
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      <itunes:episode>3</itunes:episode>
      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 27 Feb 2025 07:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>O tratado de Munique e os três dias que mudaram o tecido da Europa</title>
      <itunes:title>O tratado de Munique e os três dias que mudaram o tecido da Europa</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>As negocia&ccedil;&otilde;es de Munique que levaram &agrave; anexa&ccedil;&atilde;o da Checoslov&aacute;quia por parte da Alemanha de Hitler mudaram o tecido da Europa. Esta semana, Rui Tavares recorda os erros de Neville Chamberlain e fala sobre as li&ccedil;&otilde;es que se podem extrair desses tr&ecirc;s dias de fevereiro de 1938 no que toca &agrave; responsabilidade dos l&iacute;deres mundiais.&nbsp;</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>As negocia&ccedil;&otilde;es de Munique que levaram &agrave; anexa&ccedil;&atilde;o da Checoslov&aacute;quia por parte da Alemanha de Hitler mudaram o tecido da Europa. Esta semana, Rui Tavares recorda os erros de Neville Chamberlain e fala sobre as li&ccedil;&otilde;es que se podem extrair desses tr&ecirc;s dias de fevereiro de 1938 no que toca &agrave; responsabilidade dos l&iacute;deres mundiais.&nbsp;</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Quais são as parecenças do tratado de Munique com os dias de hoje? Oiça aqui o novo podcast de Rui Tavares</itunes:summary>
      <category>Munique</category>
      <category>Hitler</category>
      <category>Checoslováquia</category>
      <category>Chamberlain</category>
      <category>Batalha de Verdun</category>
      <category>Mussolini</category>
      <category>história da Europa</category>
      <category>política</category>
      <category>segurança</category>
      <category>guerra</category>
      <itunes:keywords>Munique, Hitler, Checoslováquia, Chamberlain, Batalha de Verdun, Mussolini, história da Europa, política, segurança, guerra</itunes:keywords>
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      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Sat, 22 Feb 2025 07:30:00 +0000</pubDate>
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      <title>“A voz do futuro”: de Dune a Ibn Khaldun</title>
      <itunes:title>“A voz do futuro”: de Dune a Ibn Khaldun</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Neste epis&oacute;dio, Rui Tavares d&aacute;-nos a conhecer a vida e as inquieta&ccedil;&otilde;es de Ibn Khaldun. Nascido num tempo hist&oacute;rico e numa geografia pautada pela encruzilhada de civiliza&ccedil;&otilde;es e religi&otilde;es, entre o norte de &Aacute;frica, a Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica, e o Mediterr&acirc;neo Oriental, Ibn Khaldun escreveu no s&eacute;culo XIV uma obra fundadora da reflex&atilde;o acerca da Hist&oacute;ria.&nbsp;</p> <p>O que vemos nas nossas ru&iacute;nas? O que nos dizem sobre o nosso presente? O que nelas podemos adivinhar do nosso futuro?</p> <p>Sob o signo da narrativa do filme Dune, somos levados a refletir sobre o ciclo da hist&oacute;ria das civiliza&ccedil;&otilde;es, da sua constru&ccedil;&atilde;o, e das for&ccedil;as que as dep&otilde;em, dando lugar a novos, e por vezes sombrios tempos.&nbsp;</p> <p>Mais do que um epis&oacute;dio sobre o passado, esta &eacute; uma reflex&atilde;o sobre a voz do futuro.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Neste epis&oacute;dio, Rui Tavares d&aacute;-nos a conhecer a vida e as inquieta&ccedil;&otilde;es de Ibn Khaldun. Nascido num tempo hist&oacute;rico e numa geografia pautada pela encruzilhada de civiliza&ccedil;&otilde;es e religi&otilde;es, entre o norte de &Aacute;frica, a Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica, e o Mediterr&acirc;neo Oriental, Ibn Khaldun escreveu no s&eacute;culo XIV uma obra fundadora da reflex&atilde;o acerca da Hist&oacute;ria.&nbsp;</p> <p>O que vemos nas nossas ru&iacute;nas? O que nos dizem sobre o nosso presente? O que nelas podemos adivinhar do nosso futuro?</p> <p>Sob o signo da narrativa do filme Dune, somos levados a refletir sobre o ciclo da hist&oacute;ria das civiliza&ccedil;&otilde;es, da sua constru&ccedil;&atilde;o, e das for&ccedil;as que as dep&otilde;em, dando lugar a novos, e por vezes sombrios tempos.&nbsp;</p> <p>Mais do que um epis&oacute;dio sobre o passado, esta &eacute; uma reflex&atilde;o sobre a voz do futuro.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>O que vemos nas nossas ruínas? O que nos dizem sobre o nosso presente e o que podemos adivinhar do nosso futuro?</itunes:summary>
      <category>Neste episódio</category>
      <category>Rui Tavares dá-nos a conhecer a vida e inquietações de Ibn Khaldun. Nascido num tempo histórico e numa geografia pautada pela encruzilhada de civilizações e religiões</category>
      <category>entre o norte de África</category>
      <category>a Península Ibérica</category>
      <category>e o Mediterrâneo Oriental</category>
      <category>Ibn Khaldun escreveu no século XIV uma obra fundadora da reflexão acerca da História.  O que vemos nas nossas ruínas? O que nos dizem sobre o nosso presente? O que nelas podemos adivinhar do nosso futuro?  Sob o signo da narrativa do filme Dune</category>
      <category>somos levados a reflectir sobre o ciclo da história das civilizações</category>
      <category>da sua construção</category>
      <category>e das forças que as depõem dando lugar a novos</category>
      <category>e por vezes sombrios tempos.   Mais do que um episódio sobre o passado</category>
      <category>esta é uma reflexão sobre a voz do futuro.</category>
      <category>podcast</category>
      <category>historia</category>
      <category>rui tavares</category>
      <category>podcast narrativo</category>
      <itunes:keywords>Neste episódio, Rui Tavares dá-nos a conhecer a vida e inquietações de Ibn Khaldun. Nascido num tempo histórico e numa geografia pautada pela encruzilhada de civilizações e religiões, entre o norte de África, a Península Ibérica, e o Mediterrâneo Oriental, Ibn Khaldun escreveu no século XIV uma obra fundadora da reflexão acerca da História.  O que vemos nas nossas ruínas? O que nos dizem sobre o nosso presente? O que nelas podemos adivinhar do nosso futuro?  Sob o signo da narrativa do filme Dune, somos levados a reflectir sobre o ciclo da história das civilizações, da sua construção, e das forças que as depõem dando lugar a novos, e por vezes sombrios tempos.   Mais do que um episódio sobre o passado, esta é uma reflexão sobre a voz do futuro., podcast, historia, rui tavares, podcast narrativo</itunes:keywords>
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      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 20 Feb 2025 07:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>Da Palestina à Guerra na Crimeia, o conflito em que Portugal quase participou com 6 mil soldados</title>
      <itunes:title>Da Palestina à Guerra na Crimeia, o conflito em que Portugal quase participou com 6 mil soldados</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Rui Tavares analisa a atualidade sobre uma perspetiva hist&oacute;rica, na antena da SIC Not&iacute;cias. Na estreia de &ldquo;Tempo ao Tempo&rdquo;, o pol&iacute;tico e historiador explica o que levou &agrave; Guerra na Crimeia e como os acontecimentos do passado moldaram as quest&otilde;es do presente. Portugal quase enviou &ldquo;6 mil portugueses para a Crimeia&rdquo;, mas acabou por ficar fora deste conflito. Como figura da semana, Rui Tavares elege a atriz Am&eacute;lia Rey Cola&ccedil;o, que h&aacute; cem anos protagoniza a pe&ccedil;a de grande sucesso &ldquo;A Mulher Nua&rdquo;. Um t&iacute;tulo escandaloso para o s&eacute;culo XX, &eacute;poca em que foi a &ldquo;diva do teatro portugu&ecirc;s&rdquo;. Oi&ccedil;a &ldquo;Tempo ao Tempo&rdquo; em podcast, emitido na SIC Not&iacute;cias a 14 de fevereiro.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Rui Tavares analisa a atualidade sobre uma perspetiva hist&oacute;rica, na antena da SIC Not&iacute;cias. Na estreia de &ldquo;Tempo ao Tempo&rdquo;, o pol&iacute;tico e historiador explica o que levou &agrave; Guerra na Crimeia e como os acontecimentos do passado moldaram as quest&otilde;es do presente. Portugal quase enviou &ldquo;6 mil portugueses para a Crimeia&rdquo;, mas acabou por ficar fora deste conflito. Como figura da semana, Rui Tavares elege a atriz Am&eacute;lia Rey Cola&ccedil;o, que h&aacute; cem anos protagoniza a pe&ccedil;a de grande sucesso &ldquo;A Mulher Nua&rdquo;. Um t&iacute;tulo escandaloso para o s&eacute;culo XX, &eacute;poca em que foi a &ldquo;diva do teatro portugu&ecirc;s&rdquo;. Oi&ccedil;a &ldquo;Tempo ao Tempo&rdquo; em podcast, emitido na SIC Not&iacute;cias a 14 de fevereiro.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Da Palestina à Guerra na Crimeia (em que Portugal quase participou)</itunes:summary>
      <category>geopolítica</category>
      <category>história</category>
      <category>humanitarismo</category>
      <category>Portugal</category>
      <category>Primeira República</category>
      <category>cultura</category>
      <category>teatro</category>
      <category>crimeia</category>
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      <category>trump</category>
      <category>eua</category>
      <category>XIX</category>
      <itunes:keywords>geopolítica, história, humanitarismo, Portugal, Primeira República, cultura, teatro, crimeia, guerra, trump, eua, XIX</itunes:keywords>
      <itunes:episodeType>bonus</itunes:episodeType>
      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Sat, 15 Feb 2025 08:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>“Enquanto viveres, brilha”: de Pulp Fiction a Santo Agostinho</title>
      <itunes:title>“Enquanto viveres, brilha”: de Pulp Fiction a Santo Agostinho</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Pulp Fiction, Dick Dale, uma jovem eg&iacute;pcia, um vi&uacute;vo saudoso, um santo que gostava de jogar &agrave; bola e uma pergunta: durante dois mil anos, as pessoas amaram da mesma forma? No primeiro epis&oacute;dio do podcast Tempo ao Tempo, Rui Tavares prop&otilde;e uma viagem no tempo e na geografia ao encontro de pessoas cujas vidas se desencontraram por dois mil&eacute;nios mas que est&atilde;o ligadas pela m&uacute;sica. Do filme &ldquo;Pulp Fiction&rdquo; at&eacute; &agrave; Gr&eacute;cia Antiga h&aacute; muita hist&oacute;ria que se liga pela linguagem e pelo amor.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Pulp Fiction, Dick Dale, uma jovem eg&iacute;pcia, um vi&uacute;vo saudoso, um santo que gostava de jogar &agrave; bola e uma pergunta: durante dois mil anos, as pessoas amaram da mesma forma? No primeiro epis&oacute;dio do podcast Tempo ao Tempo, Rui Tavares prop&otilde;e uma viagem no tempo e na geografia ao encontro de pessoas cujas vidas se desencontraram por dois mil&eacute;nios mas que est&atilde;o ligadas pela m&uacute;sica. Do filme &ldquo;Pulp Fiction&rdquo; at&eacute; &agrave; Gr&eacute;cia Antiga h&aacute; muita hist&oacute;ria que se liga pela linguagem e pelo amor.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>No primeiro episódio do podcast Tempo ao Tempo, Rui Tavares propõe uma viagem errante no tempo e na geografia ao encontro de pessoas cujas vidas se desencontraram por dois milénios mas que estão ligadas pela música.</itunes:summary>
      <category>“Enquanto viveres</category>
      <category>brilha”: de Pulp Fiction a Santo Agostinho</category>
      <category>Pulp Fiction</category>
      <category>Dick Dale</category>
      <category>uma jovem egípcia</category>
      <category>um viúvo saudoso</category>
      <category>um santo que gostava de jogar à bola e uma pergunta: durante dois mil anos</category>
      <category>as pessoas amaram da mesma forma? No primeiro episódio do podcast Tempo ao Tempo</category>
      <category>Rui Tavares propõe uma viagem no tempo e na geografia ao encontro de pessoas cujas vidas se desencontraram por dois milénios mas que estão ligadas pela música. Do filme “Pulp Fiction” até à Grécia Antiga há muita história que se liga pela linguagem e pelo amor.</category>
      <category>historia</category>
      <category>podcast narrativo</category>
      <category>tempo ao tempo</category>
      <category>rui tavares</category>
      <category>santo agostinho</category>
      <category>religiao</category>
      <category>filosofia</category>
      <category>espaço</category>
      <category>cultura</category>
      <category>antiguidade</category>
      <category>grécia</category>
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      <category>árabe</category>
      <category>musica</category>
      <itunes:keywords>“Enquanto viveres, brilha”: de Pulp Fiction a Santo Agostinho, Pulp Fiction, Dick Dale, uma jovem egípcia, um viúvo saudoso, um santo que gostava de jogar à bola e uma pergunta: durante dois mil anos, as pessoas amaram da mesma forma? No primeiro episódio do podcast Tempo ao Tempo, Rui Tavares propõe uma viagem no tempo e na geografia ao encontro de pessoas cujas vidas se desencontraram por dois milénios mas que estão ligadas pela música. Do filme “Pulp Fiction” até à Grécia Antiga há muita história que se liga pela linguagem e pelo amor., historia, podcast narrativo, tempo ao tempo, rui tavares, santo agostinho, religiao, filosofia, espaço, cultura, antiguidade, grécia, egipto, árabe, musica</itunes:keywords>
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      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 13 Feb 2025 06:30:00 +0000</pubDate>
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      <title>Tempo ao Tempo: Apresentação do novo podcast de Rui Tavares no Expresso</title>
      <itunes:title>Tempo ao Tempo: Apresentação do novo podcast de Rui Tavares no Expresso</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Tempo ao Tempo &eacute; um podcast de hist&oacute;rias da Hist&oacute;ria, de passado, presente e futuro, e da mudan&ccedil;a da mem&oacute;ria no tempo. Aqui vamos percorrer a micro-hist&oacute;ria e a Hist&oacute;ria global, a Hist&oacute;ria europeia e a Hist&oacute;ria nacional, sempre com o objetivo de atualizar os dilemas das pessoas do passado e colocar em perspetiva hist&oacute;rica os nossos dilemas do presente.</p> <p>Com o tempo, v&atilde;o aparecer texturas e um padr&atilde;o narrativo, que ajudar&aacute; a fazer sentido do todo. Mas o todo ser&aacute; sempre mult&iacute;modo, polif&oacute;nico e ecl&eacute;tico. De muitos caminhos.&nbsp;</p> <p>Oi&ccedil;a e subscreva o podcast Tempo ao Tempo. Todas as quintas-feiras um novo epis&oacute;dio escrito e narrado por Rui Tavares. E ao s&aacute;bado, um epis&oacute;dio extra emitido na SIC Not&iacute;cias e em podcast.&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Tempo ao Tempo &eacute; um podcast de hist&oacute;rias da Hist&oacute;ria, de passado, presente e futuro, e da mudan&ccedil;a da mem&oacute;ria no tempo. Aqui vamos percorrer a micro-hist&oacute;ria e a Hist&oacute;ria global, a Hist&oacute;ria europeia e a Hist&oacute;ria nacional, sempre com o objetivo de atualizar os dilemas das pessoas do passado e colocar em perspetiva hist&oacute;rica os nossos dilemas do presente.</p> <p>Com o tempo, v&atilde;o aparecer texturas e um padr&atilde;o narrativo, que ajudar&aacute; a fazer sentido do todo. Mas o todo ser&aacute; sempre mult&iacute;modo, polif&oacute;nico e ecl&eacute;tico. De muitos caminhos.&nbsp;</p> <p>Oi&ccedil;a e subscreva o podcast Tempo ao Tempo. Todas as quintas-feiras um novo epis&oacute;dio escrito e narrado por Rui Tavares. E ao s&aacute;bado, um epis&oacute;dio extra emitido na SIC Not&iacute;cias e em podcast.&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Introdução ao novo podcast de Rui Tavares no Expresso</itunes:summary>
      <category>Tempo ao Tempo é um podcast de histórias da História</category>
      <category>de passado</category>
      <category>presente e futuro</category>
      <category>e da mudança da memória no tempo. Aqui vamos percorrer a micro-história e a História global</category>
      <category>a História europeia e a História nacional</category>
      <category>sempre com o objetivo de atualizar os dilemas das pessoas do passado e colocar em perspetiva histórica os nossos dilemas do presente. Com o tempo</category>
      <category>vão aparecer texturas e um padrão narrativo</category>
      <category>que ajudará a fazer sentido do todo. Mas o todo será sempre multímodo</category>
      <category>polifónico e eclético. De muitos caminhos.   Todas as quintas-feiras um novo episódio escrito e narrado por Rui Tavares</category>
      <category>com apoio à produção de Leonor Losa. E ao sábado</category>
      <category>um episódio extra emitido na SIC Notícias e em podcast.   A sonoplastia de Tempo ao Tempo é de João Luís Amorim e a capa é de Vera Tavares e Tiago Pereira Santos.</category>
      <category>rui tavares</category>
      <category>tinta da china</category>
      <category>agora agora e mais agora</category>
      <category>publico</category>
      <category>jornal publico</category>
      <category>expresso</category>
      <category>Impresa</category>
      <itunes:keywords>Tempo ao Tempo é um podcast de histórias da História, de passado, presente e futuro, e da mudança da memória no tempo. Aqui vamos percorrer a micro-história e a História global, a História europeia e a História nacional, sempre com o objetivo de atualizar os dilemas das pessoas do passado e colocar em perspetiva histórica os nossos dilemas do presente. Com o tempo, vão aparecer texturas e um padrão narrativo, que ajudará a fazer sentido do todo. Mas o todo será sempre multímodo, polifónico e eclético. De muitos caminhos.   Todas as quintas-feiras um novo episódio escrito e narrado por Rui Tavares, com apoio à produção de Leonor Losa. E ao sábado, um episódio extra emitido na SIC Notícias e em podcast.   A sonoplastia de Tempo ao Tempo é de João Luís Amorim e a capa é de Vera Tavares e Tiago Pereira Santos., rui tavares, tinta da china, agora agora e mais agora, publico, jornal publico, expresso, Impresa</itunes:keywords>
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      <itunes:author>Rui Tavares</itunes:author>
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      <pubDate>Tue, 04 Feb 2025 19:36:49 +0000</pubDate>
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