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    <title>O Princípio da Inquietação</title>
    <itunes:subtitle>Um podcast que transforma a dúvida em motor de pensamento e convida os portugueses a pensar</itunes:subtitle>
    <link>https://expresso.pt/podcasts</link>
    <description><![CDATA[<p>Um podcast onde pensar &eacute; um verbo que se exercita a s&oacute;s e em conversa. Fil&oacute;sofos nacionais e internacionais refletem em voz alta sobre o medo, enquanto Catarina G. Barosa, fundadora do Festival Internacional de Filosofia, Espanto, e David Erlich, professor e escritor, recebem convidados de v&aacute;rias &aacute;reas para di&aacute;logos sem rede. Aqui, as certezas s&atilde;o questionadas e a d&uacute;vida ganha estatuto de virtude. O objetivo &eacute; praticar a nobre arte de pensar, mesmo que isso conduza n&atilde;o a respostas, mas a novas perguntas. <br><br>Todas as quintas-feiras um novo epis&oacute;dio, uma inquieta&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>A edi&ccedil;&atilde;o &aacute;udio e v&iacute;deo deste podcast &eacute; assegurada pela Tale House, com identidade sonora a partir da interpreta&ccedil;&atilde;o do m&uacute;sico e produtor Pedro Lu&iacute;s, da obra Inquieta&ccedil;&atilde;o, da autoria de Jos&eacute; M&aacute;rio Branco, inspirada na vers&atilde;o interpretada pelo grupo A Naifa. A capa &eacute; de Tiago Pereira Santos, com fotografia de Matilde Fieschi e logo do Expresso e do Festival Espanto. A coordena&ccedil;&atilde;o est&aacute; a cargo de Joana Beleza e a dire&ccedil;&atilde;o &eacute; de Jo&atilde;o Vieira Pereira.</p>]]></description>
    <itunes:type>episodic</itunes:type>
    <itunes:summary>Um podcast onde pensar é um verbo que se exercita a sós e em conversa. Filósofos nacionais e internacionais refletem em voz alta sobre o medo, enquanto Catarina G. Barosa, fundadora do Festival Internacional de Filosofia, Espanto, e David Erlich, professor e escritor, recebem convidados de várias áreas para diálogos sem rede. Aqui, as certezas são questionadas e a dúvida ganha estatuto de virtude. O objetivo é praticar a nobre arte de pensar, mesmo que isso conduza não a respostas, mas a novas perguntas. 

Todas as quintas-feiras um novo episódio, uma inquietação.

A edição áudio e vídeo deste podcast é assegurada pela Tale House, com identidade sonora a partir da interpretação do músico e produtor Pedro Luís, da obra Inquietação, da autoria de José Mário Branco, inspirada na versão interpretada pelo grupo A Naifa. A capa é de Tiago Pereira Santos, com fotografia de Matilde Fieschi e logo do Expresso e do Festival Espanto. A coordenação está a cargo de Joana Beleza e a direção é de João Vieira Pereira.</itunes:summary>
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      <itunes:name>Joana Beleza</itunes:name>
      <itunes:email>podcasts@impresa.pt</itunes:email>
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    <itunes:author>Catarina Barosa e David Erlich</itunes:author>
    <copyright>2026 Expresso</copyright>
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    <itunes:category text="Society &amp; Culture">
      <itunes:category text="Philosophy" />
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      <title>O Princípio da Inquietação</title>
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    <item>
      <title>O cérebro desliga quando dormimos? O psiquiatra Henrique Prata Ribeiro responde</title>
      <itunes:title>O cérebro desliga quando dormimos? O psiquiatra Henrique Prata Ribeiro responde</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>O que acontece quando quem se senta no div&atilde; &eacute; um psiquiatra? Henrique Prata Ribeiro junta-se a O Princ&iacute;pio da Inquieta&ccedil;&atilde;o para uma conversa entre a ci&ecirc;ncia, a mente humana e a reflex&atilde;o filos&oacute;fica.</p> <p>Falamos sobre desejo, dopamina, sa&uacute;de mental, inf&acirc;ncia e trauma, mas tamb&eacute;m sobre sono, ansiedade, sexo e fen&oacute;menos como a sexs&oacute;nia. Pelo caminho, h&aacute; espa&ccedil;o para questionar o legado da psican&aacute;lise e at&eacute; a pr&oacute;pria ideia de &ldquo;Eu&rdquo;.&nbsp;Uma conversa sem tabus sobre aquilo que nos inquieta, nos move e, muitas vezes, nos tira o sono.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O que acontece quando quem se senta no div&atilde; &eacute; um psiquiatra? Henrique Prata Ribeiro junta-se a O Princ&iacute;pio da Inquieta&ccedil;&atilde;o para uma conversa entre a ci&ecirc;ncia, a mente humana e a reflex&atilde;o filos&oacute;fica.</p> <p>Falamos sobre desejo, dopamina, sa&uacute;de mental, inf&acirc;ncia e trauma, mas tamb&eacute;m sobre sono, ansiedade, sexo e fen&oacute;menos como a sexs&oacute;nia. Pelo caminho, h&aacute; espa&ccedil;o para questionar o legado da psican&aacute;lise e at&eacute; a pr&oacute;pria ideia de &ldquo;Eu&rdquo;.&nbsp;Uma conversa sem tabus sobre aquilo que nos inquieta, nos move e, muitas vezes, nos tira o sono.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Henrique Prata Ribeiro, médico psiquiatra, leva-nos numa viagem fascinante pelos mistérios da mente, do desejo e do sono, numa conversa sem tabus</itunes:summary>
      <category>Henrique Prata Ribeiro</category>
      <category>psiquiatria</category>
      <category>psiquiatria em Portugal</category>
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      <category>saúde mental em Portugal</category>
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      <category>O Princípio da Inquietação</category>
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      <category>desenvolvimento pessoal</category>
      <category>Expresso</category>
      <itunes:keywords>Henrique Prata Ribeiro, psiquiatria, psiquiatria em Portugal, saúde mental, saúde mental em Portugal, psicologia, psicoterapia, psicanálise, neurociência, cérebro, dopamina, desejo, comportamento humano, mente humana, ansiedade, insónia, sono, distúrbios do sono, sexsónia, sexo e sono, sexualidade, trauma, trauma infantil, infância, doenças psiquiátricas, doença mental, saúde e doença mental, jogo, dependência, jogo patológico, direitos dos doentes, medicina, ciência, filosofia, filosofia da mente, inconsciente, podcast, O Princípio da Inquietação, conversa, bem-estar, desenvolvimento pessoal, Expresso</itunes:keywords>
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      <itunes:author>Catarina Barosa e David Erlich</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 08 Oct 2026 08:45:00 +0000</pubDate>
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      <title>Manuel Curado, filósofo: Viajar até ao Japão é descobrir o mesmo que já tínhamos em casa</title>
      <itunes:title>Manuel Curado, filósofo: Viajar até ao Japão é descobrir o mesmo que já tínhamos em casa</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>E se, depois de s&eacute;culos de filosofia, n&atilde;o tiv&eacute;ssemos descoberto nada de realmente novo?&nbsp;&Eacute; esta a intrigante reflex&atilde;o que o professor Manuel Curado nos prop&otilde;e neste novo epis&oacute;dio do <em>Princ&iacute;pio da Inquieta&ccedil;&atilde;o</em>, gravado no ESPANTO, Festival Internacional de Filosofia, em 2025. Entre a busca pelo novo, Plat&atilde;o, guerras, intelig&ecirc;ncia artificial, ayahuasca, m&eacute;dicos, fil&oacute;sofos e at&eacute; garrafas de &aacute;gua, a palestra parte de uma ideia desconcertante: tudo &eacute; semelhante a tudo em algum aspeto.</p> <p>Se &eacute; assim, para qu&ecirc; viajar? Para qu&ecirc; compreender? E ser&aacute; que o t&atilde;o celebrado progresso n&atilde;o passa de uma grande ilus&atilde;o?&nbsp;Com humor, ironia e uma boa dose de irrever&ecirc;ncia, Manuel Curado leva-nos numa viagem pela chamada &ldquo;pris&atilde;o metaf&iacute;sica&rdquo; da semelhan&ccedil;a, um lugar de onde, aparentemente, nem a filosofia, nem a ci&ecirc;ncia, nem a religi&atilde;o nos conseguem tirar.</p> <p>Uma coisa &eacute; certa: depois desta palestra, talvez nunca mais olhe para uma cadeira da mesma maneira. Manuel Curado &eacute; professor de Filosofia na Universidade do Minho e um dos mais provocadores pensadores portugueses contempor&acirc;neos, conhecido por desafiar as ideias estabelecidas sobre conhecimento, progresso e consci&ecirc;ncia.</p> <p>Voltamos para a semana com mais reflex&otilde;es inquietantes!</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>E se, depois de s&eacute;culos de filosofia, n&atilde;o tiv&eacute;ssemos descoberto nada de realmente novo?&nbsp;&Eacute; esta a intrigante reflex&atilde;o que o professor Manuel Curado nos prop&otilde;e neste novo epis&oacute;dio do <em>Princ&iacute;pio da Inquieta&ccedil;&atilde;o</em>, gravado no ESPANTO, Festival Internacional de Filosofia, em 2025. Entre a busca pelo novo, Plat&atilde;o, guerras, intelig&ecirc;ncia artificial, ayahuasca, m&eacute;dicos, fil&oacute;sofos e at&eacute; garrafas de &aacute;gua, a palestra parte de uma ideia desconcertante: tudo &eacute; semelhante a tudo em algum aspeto.</p> <p>Se &eacute; assim, para qu&ecirc; viajar? Para qu&ecirc; compreender? E ser&aacute; que o t&atilde;o celebrado progresso n&atilde;o passa de uma grande ilus&atilde;o?&nbsp;Com humor, ironia e uma boa dose de irrever&ecirc;ncia, Manuel Curado leva-nos numa viagem pela chamada &ldquo;pris&atilde;o metaf&iacute;sica&rdquo; da semelhan&ccedil;a, um lugar de onde, aparentemente, nem a filosofia, nem a ci&ecirc;ncia, nem a religi&atilde;o nos conseguem tirar.</p> <p>Uma coisa &eacute; certa: depois desta palestra, talvez nunca mais olhe para uma cadeira da mesma maneira. Manuel Curado &eacute; professor de Filosofia na Universidade do Minho e um dos mais provocadores pensadores portugueses contempor&acirc;neos, conhecido por desafiar as ideias estabelecidas sobre conhecimento, progresso e consci&ecirc;ncia.</p> <p>Voltamos para a semana com mais reflex&otilde;es inquietantes!</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Uma palestra divertida e provocadora que põe em causa a ideia de progresso e nos obriga a olhar para o mundo, e para nós próprios, de forma completamente diferente</itunes:summary>
      <category>filosofia</category>
      <category>Manuel Curado</category>
      <category>Princípio da Inquietação</category>
      <category>ESPANTO</category>
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      <category>expresso</category>
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      <itunes:author>Catarina Barosa e David Erlich</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 01 Oct 2026 05:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>Maria Balaska, filósofa: "As paixões são tão complexas como compreender o que é viver uma vida"</title>
      <itunes:title>Maria Balaska, filósofa: "As paixões são tão complexas como compreender o que é viver uma vida"</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Neste epis&oacute;dio, gravado no ESPANTO &mdash; Festival Internacional de Filosofia, em 2025, Maria Balaska convida-nos a refletir sobre um medo particular, que todos vivemos com experi&ecirc;ncias do quotidiano.</p> <p>Ser&aacute; o medo sempre algo negativo? Costumamos associ&aacute;-lo ao perigo e ao sofrimento, mas a filosofia sugere que existe uma forma de medo que n&atilde;o aponta para uma amea&ccedil;a concreta, mas para algo mais profundo: a consci&ecirc;ncia da nossa liberdade e a incerteza sobre como viver uma vida significativa.</p> <p>Maria Balaska explora a ansiedade existencial a partir do pensamento de fil&oacute;sofos como Heidegger e Kierkegaard, levando-nos a ponderar sobre os momentos em que as conven&ccedil;&otilde;es ficam aqu&eacute;m das respostas que procuramos &mdash; como acontece frequentemente na crise da meia-idade, quando come&ccedil;amos a questionar o fundamento das nossas escolhas.</p> <p>Afinal, o que &eacute; uma boa vida? Esta &eacute; uma pergunta &agrave; qual nenhuma regra social pode responder por n&oacute;s.</p> <p>Ao longo do seu discurso, Maria Balaska ajuda-nos a reformular a forma como percecionamos o medo e como este, o espanto e a admira&ccedil;&atilde;o, podem estar mais ligados do que pensamos.</p> <p>Talvez estas emo&ccedil;&otilde;es aparentemente opostas sejam, afinal, como Balaska diz, &ldquo;duas faces da mesma moeda&rdquo;. Da figura de Aquiles &agrave; etimologia de palavras como wonder e terrific, este epis&oacute;dio convida-nos a olhar para as emo&ccedil;&otilde;es com nuances e a reconhecer que, por vezes, &eacute; precisamente o desconforto que nos aproxima de uma vida mais aut&ecirc;ntica.</p> <p>Porque talvez o medo n&atilde;o seja apenas algo a superar, mas tamb&eacute;m um convite a perguntar quem somos e como queremos viver.</p> <p>Voltamos para a semana!</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Neste epis&oacute;dio, gravado no ESPANTO &mdash; Festival Internacional de Filosofia, em 2025, Maria Balaska convida-nos a refletir sobre um medo particular, que todos vivemos com experi&ecirc;ncias do quotidiano.</p> <p>Ser&aacute; o medo sempre algo negativo? Costumamos associ&aacute;-lo ao perigo e ao sofrimento, mas a filosofia sugere que existe uma forma de medo que n&atilde;o aponta para uma amea&ccedil;a concreta, mas para algo mais profundo: a consci&ecirc;ncia da nossa liberdade e a incerteza sobre como viver uma vida significativa.</p> <p>Maria Balaska explora a ansiedade existencial a partir do pensamento de fil&oacute;sofos como Heidegger e Kierkegaard, levando-nos a ponderar sobre os momentos em que as conven&ccedil;&otilde;es ficam aqu&eacute;m das respostas que procuramos &mdash; como acontece frequentemente na crise da meia-idade, quando come&ccedil;amos a questionar o fundamento das nossas escolhas.</p> <p>Afinal, o que &eacute; uma boa vida? Esta &eacute; uma pergunta &agrave; qual nenhuma regra social pode responder por n&oacute;s.</p> <p>Ao longo do seu discurso, Maria Balaska ajuda-nos a reformular a forma como percecionamos o medo e como este, o espanto e a admira&ccedil;&atilde;o, podem estar mais ligados do que pensamos.</p> <p>Talvez estas emo&ccedil;&otilde;es aparentemente opostas sejam, afinal, como Balaska diz, &ldquo;duas faces da mesma moeda&rdquo;. Da figura de Aquiles &agrave; etimologia de palavras como wonder e terrific, este epis&oacute;dio convida-nos a olhar para as emo&ccedil;&otilde;es com nuances e a reconhecer que, por vezes, &eacute; precisamente o desconforto que nos aproxima de uma vida mais aut&ecirc;ntica.</p> <p>Porque talvez o medo n&atilde;o seja apenas algo a superar, mas tamb&eacute;m um convite a perguntar quem somos e como queremos viver.</p> <p>Voltamos para a semana!</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Afinal o que é uma vida boa? Oiça aqui o monólogo de Maria Balaska</itunes:summary>
      <category>filosofia</category>
      <category>Maria Balaska</category>
      <category>filósofa</category>
      <category>ansiedade</category>
      <category>ansiedade existencial</category>
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      <category>Festival Internacional de Filosofia</category>
      <category>filosofia em Portugal</category>
      <category>reflexão</category>
      <category>emoções humanas</category>
      <category>ser humano</category>
      <itunes:keywords>filosofia, Maria Balaska, filósofa, ansiedade, ansiedade existencial, medo, espanto, admiração, wonder, terrific, emoções, paixões, vida humana, boa vida, vida significativa, autenticidade, liberdade, escolhas, crise da meia-idade, Heidegger, Kierkegaard, Aquiles, filosofia contemporânea, filosofia existencial, existência humana, consciência, convenções sociais, pensamento filosófico, filosofia da existência, experiência humana, sofrimento, perigo, incerteza, desconforto, ESPANTO, Festival Internacional de Filosofia, filosofia em Portugal, reflexão, emoções humanas, ser humano</itunes:keywords>
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      <itunes:author>Catarina Barosa e David Erlich</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 24 Sep 2026 06:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>Uma Bússola, uma Maçã e uma Falha na Psique: Manuel João Vieira, músico e pintor</title>
      <itunes:title>Uma Bússola, uma Maçã e uma Falha na Psique: Manuel João Vieira, músico e pintor</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Neste epis&oacute;dio, recebemos o pintor, m&uacute;sico, fundador dos Ena P&aacute; 2000 e candidato &agrave; Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica que promete, entre outras coisas, dar aos portugueses tudo aquilo que eles quiserem.<br>Falamos de grandes monstros disfar&ccedil;ados de pequenas bagatelas: intelig&ecirc;ncia artificial, genoc&iacute;dios, aquecimento global, capitalismo, estupidez e pol&iacute;tica. Mas tamb&eacute;m de pintura, surrealismo, psican&aacute;lise, inf&acirc;ncia, m&uacute;sica obscena, autorretratos e da eterna dificuldade de responder &agrave; pergunta: &ldquo;Afinal, quem &eacute;s tu?&rdquo;</p> <p>Manuel Jo&atilde;o Vieira explica por que raz&atilde;o a irrever&ecirc;ncia &eacute; uma arma, como uma pintura pode nascer de uma esp&eacute;cie de alucina&ccedil;&atilde;o e reflletimos como talvez existam dois Manueis &ldquo;Jo&otilde;es&rdquo; Vieiras, o que pinta e o que escreve sobre aquilo que pinta.</p> <p>E depois h&aacute; a Caixa do Desejo Filos&oacute;fico. Sab&atilde;o, b&uacute;ssola, pilha, ma&ccedil;&atilde;, domin&oacute;&hellip; Manuel explica e, sobretudo, finta-nos a cada curva.&nbsp;</p> <p>Porque, entre o caos, o humor, a melancolia e uma quantidade consider&aacute;vel de fintas, talvez haja apenas uma coisa a fazer: n&atilde;o perder o norte.</p> <p>Voltamos para a semana!</p> <p>&nbsp;</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Neste epis&oacute;dio, recebemos o pintor, m&uacute;sico, fundador dos Ena P&aacute; 2000 e candidato &agrave; Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica que promete, entre outras coisas, dar aos portugueses tudo aquilo que eles quiserem.<br>Falamos de grandes monstros disfar&ccedil;ados de pequenas bagatelas: intelig&ecirc;ncia artificial, genoc&iacute;dios, aquecimento global, capitalismo, estupidez e pol&iacute;tica. Mas tamb&eacute;m de pintura, surrealismo, psican&aacute;lise, inf&acirc;ncia, m&uacute;sica obscena, autorretratos e da eterna dificuldade de responder &agrave; pergunta: &ldquo;Afinal, quem &eacute;s tu?&rdquo;</p> <p>Manuel Jo&atilde;o Vieira explica por que raz&atilde;o a irrever&ecirc;ncia &eacute; uma arma, como uma pintura pode nascer de uma esp&eacute;cie de alucina&ccedil;&atilde;o e reflletimos como talvez existam dois Manueis &ldquo;Jo&otilde;es&rdquo; Vieiras, o que pinta e o que escreve sobre aquilo que pinta.</p> <p>E depois h&aacute; a Caixa do Desejo Filos&oacute;fico. Sab&atilde;o, b&uacute;ssola, pilha, ma&ccedil;&atilde;, domin&oacute;&hellip; Manuel explica e, sobretudo, finta-nos a cada curva.&nbsp;</p> <p>Porque, entre o caos, o humor, a melancolia e uma quantidade consider&aacute;vel de fintas, talvez haja apenas uma coisa a fazer: n&atilde;o perder o norte.</p> <p>Voltamos para a semana!</p> <p>&nbsp;</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Uma conversa filosófica cheia de fintas, a não perder</itunes:summary>
      <category>Musica</category>
      <category>Portugal</category>
      <itunes:keywords>Musica, Portugal</itunes:keywords>
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      <itunes:episode>20</itunes:episode>
      <itunes:author>Catarina Barosa e David Erlich</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 17 Sep 2026 07:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>Marta Faustino, filósofa: Vida e morte andam de mãos dadas, mas são entidades distintas que não se cruzam</title>
      <itunes:title>Marta Faustino, filósofa: Vida e morte andam de mãos dadas, mas são entidades distintas que não se cruzam</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>A morte &eacute; um mal a evitar ou a condi&ccedil;&atilde;o que d&aacute; sentido &agrave; vida? Neste epis&oacute;dio gravado no ESPANTO &mdash; Festival Internacional de Filosofia em 2025, Marta Faustino leva-nos numa viagem por duas das mais influentes perspetivas filos&oacute;ficas sobre a morte, colocando em di&aacute;logo Epicuro e Martin Heidegger. Embora ambos se debrucem sobre a mesma problem&aacute;tica, as suas respostas n&atilde;o podiam ser mais distintas.</p> <p>Para Epicuro, a morte &eacute; uma fonte de sofrimento apenas porque a tememos injustificadamente: &ldquo;A morte n&atilde;o &eacute; um bem nem &eacute; um mal, &eacute; um acontecimento neutro&rdquo; que nada significa para quem morre. Se n&atilde;o nos inquieta o facto de nada termos sido antes de nascer, tamb&eacute;m n&atilde;o deveria angustiar-nos o facto de deixarmos de existir depois da morte. Libertar-nos desse medo &eacute;, para Epicuro, a condi&ccedil;&atilde;o para viver serenamente e aproveitar a vida com tranquilidade &mdash; carpe diem.</p> <p>Heidegger, pelo contr&aacute;rio, n&atilde;o procura dissipar a consci&ecirc;ncia da morte, mas aprofund&aacute;-la. A morte n&atilde;o &eacute; apenas um acontecimento biol&oacute;gico, mas a possibilidade mais pr&oacute;pria e extrema da exist&ecirc;ncia: &ldquo;a morte &eacute; a possibilidade da impossibilidade de todas as outras possibilidades.&rdquo; Ao confrontarmo-nos com a nossa finitude, rompemos com a inautenticidade da vida quotidiana &mdash; em que a morte parece acontecer sempre aos outros, nunca a n&oacute;s &mdash; e abrimos espa&ccedil;o para uma exist&ecirc;ncia singular e aut&ecirc;ntica (Dasein).</p> <p>No fundo, este epis&oacute;dio coloca-nos perante duas formas radicalmente diferentes de viver: procurar a tranquilidade libertando-nos do medo da morte ou assumir a finitude como a condi&ccedil;&atilde;o de uma vida verdadeiramente aut&ecirc;ntica. Entre o carpe diem de Epicuro e o Dasein de Heidegger, que filosofia de vida faz mais sentido para si?</p> <p>Embarque nesta reflex&atilde;o connosco e vemo-nos na pr&oacute;xima semana!</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>A morte &eacute; um mal a evitar ou a condi&ccedil;&atilde;o que d&aacute; sentido &agrave; vida? Neste epis&oacute;dio gravado no ESPANTO &mdash; Festival Internacional de Filosofia em 2025, Marta Faustino leva-nos numa viagem por duas das mais influentes perspetivas filos&oacute;ficas sobre a morte, colocando em di&aacute;logo Epicuro e Martin Heidegger. Embora ambos se debrucem sobre a mesma problem&aacute;tica, as suas respostas n&atilde;o podiam ser mais distintas.</p> <p>Para Epicuro, a morte &eacute; uma fonte de sofrimento apenas porque a tememos injustificadamente: &ldquo;A morte n&atilde;o &eacute; um bem nem &eacute; um mal, &eacute; um acontecimento neutro&rdquo; que nada significa para quem morre. Se n&atilde;o nos inquieta o facto de nada termos sido antes de nascer, tamb&eacute;m n&atilde;o deveria angustiar-nos o facto de deixarmos de existir depois da morte. Libertar-nos desse medo &eacute;, para Epicuro, a condi&ccedil;&atilde;o para viver serenamente e aproveitar a vida com tranquilidade &mdash; carpe diem.</p> <p>Heidegger, pelo contr&aacute;rio, n&atilde;o procura dissipar a consci&ecirc;ncia da morte, mas aprofund&aacute;-la. A morte n&atilde;o &eacute; apenas um acontecimento biol&oacute;gico, mas a possibilidade mais pr&oacute;pria e extrema da exist&ecirc;ncia: &ldquo;a morte &eacute; a possibilidade da impossibilidade de todas as outras possibilidades.&rdquo; Ao confrontarmo-nos com a nossa finitude, rompemos com a inautenticidade da vida quotidiana &mdash; em que a morte parece acontecer sempre aos outros, nunca a n&oacute;s &mdash; e abrimos espa&ccedil;o para uma exist&ecirc;ncia singular e aut&ecirc;ntica (Dasein).</p> <p>No fundo, este epis&oacute;dio coloca-nos perante duas formas radicalmente diferentes de viver: procurar a tranquilidade libertando-nos do medo da morte ou assumir a finitude como a condi&ccedil;&atilde;o de uma vida verdadeiramente aut&ecirc;ntica. Entre o carpe diem de Epicuro e o Dasein de Heidegger, que filosofia de vida faz mais sentido para si?</p> <p>Embarque nesta reflex&atilde;o connosco e vemo-nos na pr&oacute;xima semana!</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>De Epicuro a Heidegger, oiça aqui esta reflexão sobre a morte</itunes:summary>
      <category>filosofia</category>
      <category>filosofia da morte</category>
      <category>morte</category>
      <category>finitude</category>
      <category>Epicuro</category>
      <category>Heidegger</category>
      <category>Martin Heidegger</category>
      <category>carpe diem</category>
      <category>Dasein</category>
      <category>existência</category>
      <category>vida</category>
      <category>sentido da vida</category>
      <category>autenticidade</category>
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      <category>pensamento filosófico</category>
      <category>reflexão</category>
      <category>reflexão sobre a vida</category>
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      <category>serenidade</category>
      <category>ética</category>
      <category>pensamento</category>
      <category>Marta Faustino</category>
      <category>ESPANTO</category>
      <category>festival de filosofia</category>
      <category>expresso</category>
      <category>podcast</category>
      <itunes:keywords>filosofia, filosofia da morte, morte, finitude, Epicuro, Heidegger, Martin Heidegger, carpe diem, Dasein, existência, vida, sentido da vida, autenticidade, medo da morte, consciência da morte, filosofia contemporânea, filosofia antiga, pensamento filosófico, reflexão, reflexão sobre a vida, reflexão sobre a morte, existência humana, serenidade, ética, pensamento, Marta Faustino, ESPANTO, festival de filosofia, expresso, podcast</itunes:keywords>
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      <itunes:author>Catarina Barosa e David Erlich</itunes:author>
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      <pubDate>Fri, 11 Sep 2026 06:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>O riso é o orgasmo dos pobres: uma conversa com Ricardo Araújo Pereira</title>
      <itunes:title>O riso é o orgasmo dos pobres: uma conversa com Ricardo Araújo Pereira</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Nesta conversa com Ricardo Ara&uacute;jo Pereira, o humor serve de ponto de partida para uma reflex&atilde;o sobre a &ldquo;Treta Solene&rdquo;: a tend&ecirc;ncia contempor&acirc;nea para transformar emo&ccedil;&otilde;es, opini&otilde;es e identidades em verdades intoc&aacute;veis. Entre filosofia, censura, pol&iacute;tica e com&eacute;dia, discute-se o valor do ceticismo, o papel do riso e a forma como o humor exp&otilde;e as nossas contradi&ccedil;&otilde;es. <br><br>Uma conversa inteligente, provocadora e, claro, muito divertida.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Nesta conversa com Ricardo Ara&uacute;jo Pereira, o humor serve de ponto de partida para uma reflex&atilde;o sobre a &ldquo;Treta Solene&rdquo;: a tend&ecirc;ncia contempor&acirc;nea para transformar emo&ccedil;&otilde;es, opini&otilde;es e identidades em verdades intoc&aacute;veis. Entre filosofia, censura, pol&iacute;tica e com&eacute;dia, discute-se o valor do ceticismo, o papel do riso e a forma como o humor exp&otilde;e as nossas contradi&ccedil;&otilde;es. <br><br>Uma conversa inteligente, provocadora e, claro, muito divertida.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>RAP traz ao Princípio da Inquietação a sua mais recente inquietação</itunes:summary>
      <category>O Princípio da Inquietação</category>
      <category>humor</category>
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      <itunes:keywords>O Princípio da Inquietação, humor, comédia, filosofia, Treta Solene, pensamento crítico, ceticismo, liberdade de expressão, censura, identidade, emoções, opinião pública, política, democracia, Aristóteles, Sartre, ironia, sátira, riso, sociedade, cultura, psicologia, debate de ideias, polarização, redes sociais, discurso público, comunicação, liberdade, contradições humanas, filosofia contemporânea, valores, individualismo, correção política, inteligência, reflexão, pensamento livre, podcats de filosofia, entrevistas, conversas inspiradoras, expresso, podcast, ricardo araujo pereira</itunes:keywords>
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      <itunes:author>Catarina Barosa e David Erlich</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 03 Sep 2026 06:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>Peter Sloterdjik, filósofo: Guerra com drones é um feitiço que causa danos à distância</title>
      <itunes:title>Peter Sloterdjik, filósofo: Guerra com drones é um feitiço que causa danos à distância</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Neste epis&oacute;dio gravado no ESPANTO, Festival Internacional de Filosofia, em 2025, escutamos Peter Sloderdjik, um dos fil&oacute;sofos contempor&acirc;neos mais reconhecido. O que nos prop&otilde;e &eacute; uma reflex&atilde;o sobre o medo numa &oacute;tica um pouco diferente e ousada. Como pass&aacute;mos da magia &agrave; tecnologia? E porque continuamos a temer amea&ccedil;as que atuam &agrave; dist&acirc;ncia?</p> <p>Sloterdijk submete uma proposta sobre a genealogia da tecnologia moderna, argumentando que ela n&atilde;o conflitua com o pensamento m&aacute;gico, mas racionaliza-o. Da magia simb&oacute;lica &agrave;s m&aacute;quinas, da gravidade de Newton aos m&iacute;sseis, drones, hackers e guerras contempor&acirc;neas, o fil&oacute;sofo demonstra como o antigo desejo de agir &agrave; dist&acirc;ncia (actio in distans) continua presente nas novas formas tecnol&oacute;gicas de poder e destrui&ccedil;&atilde;o.</p> <p>A partir do conceito de telemalignidade, Sloterdijk analisa a evolu&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia remota, questiona a rela&ccedil;&atilde;o entre tecnologia, medo e poder, e introduz a ideia de imunidade como um conceito fundamental para compreender a condi&ccedil;&atilde;o humana. Num mundo em que as amea&ccedil;as circulam cada vez mais depressa e mais longe, este epis&oacute;dio convida-nos a pensar de que forma podemos construir mecanismos de prote&ccedil;&atilde;o que ultrapassem as fronteiras nacionais, religiosas e ideol&oacute;gicas.</p> <p>Uma reflex&atilde;o sobre magia, t&eacute;cnica, guerra e filosofia, que desafia a forma como entendemos o presente e o futuro das sociedades humanas.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Neste epis&oacute;dio gravado no ESPANTO, Festival Internacional de Filosofia, em 2025, escutamos Peter Sloderdjik, um dos fil&oacute;sofos contempor&acirc;neos mais reconhecido. O que nos prop&otilde;e &eacute; uma reflex&atilde;o sobre o medo numa &oacute;tica um pouco diferente e ousada. Como pass&aacute;mos da magia &agrave; tecnologia? E porque continuamos a temer amea&ccedil;as que atuam &agrave; dist&acirc;ncia?</p> <p>Sloterdijk submete uma proposta sobre a genealogia da tecnologia moderna, argumentando que ela n&atilde;o conflitua com o pensamento m&aacute;gico, mas racionaliza-o. Da magia simb&oacute;lica &agrave;s m&aacute;quinas, da gravidade de Newton aos m&iacute;sseis, drones, hackers e guerras contempor&acirc;neas, o fil&oacute;sofo demonstra como o antigo desejo de agir &agrave; dist&acirc;ncia (actio in distans) continua presente nas novas formas tecnol&oacute;gicas de poder e destrui&ccedil;&atilde;o.</p> <p>A partir do conceito de telemalignidade, Sloterdijk analisa a evolu&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia remota, questiona a rela&ccedil;&atilde;o entre tecnologia, medo e poder, e introduz a ideia de imunidade como um conceito fundamental para compreender a condi&ccedil;&atilde;o humana. Num mundo em que as amea&ccedil;as circulam cada vez mais depressa e mais longe, este epis&oacute;dio convida-nos a pensar de que forma podemos construir mecanismos de prote&ccedil;&atilde;o que ultrapassem as fronteiras nacionais, religiosas e ideol&oacute;gicas.</p> <p>Uma reflex&atilde;o sobre magia, t&eacute;cnica, guerra e filosofia, que desafia a forma como entendemos o presente e o futuro das sociedades humanas.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Episódio gravado ao vivo no festival Espanto, em Cascais,e m 2025</itunes:summary>
      <category>Peter Sloterdijk</category>
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      <itunes:author>Catarina Barosa e David Erlich</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 27 Aug 2026 12:20:00 +0000</pubDate>
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      <title>Uma cabana imaginária, o tédio e a arte, segundo Rita Redshoes</title>
      <itunes:title>Uma cabana imaginária, o tédio e a arte, segundo Rita Redshoes</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Neste epis&oacute;dio, Rita Redshoes convida-nos a entrar no seu universo criativo, onde a imagina&ccedil;&atilde;o nasce muitas vezes do t&eacute;dio, do erro e da capacidade de abrandar. Entre m&uacute;sica, escrita, psicologia e filosofia, a artista reflete sobre o que acontece quando o quotidiano e as suas urg&ecirc;ncias sufocam o espa&ccedil;o necess&aacute;rio para criar.</p> <p>Ao longo da conversa, fala da autenticidade como um compromisso consigo pr&oacute;pria, da dificuldade em separar a pessoa da obra e da forma como o corpo, o instinto e a emo&ccedil;&atilde;o orientam o processo criativo. Para Rita, a arte n&atilde;o se mede por regras ou f&oacute;rmulas: vale sobretudo pela sua capacidade de nos arrepiar, desassossegar e transformar.</p> <p>Da m&uacute;sica &agrave; poesia, da verdade ao erro, esta &eacute; uma conversa franca sobre criatividade, vulnerabilidade e o poder da arte para chegar a lugares onde as palavras, sozinhas, nem sempre conseguem chegar.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Neste epis&oacute;dio, Rita Redshoes convida-nos a entrar no seu universo criativo, onde a imagina&ccedil;&atilde;o nasce muitas vezes do t&eacute;dio, do erro e da capacidade de abrandar. Entre m&uacute;sica, escrita, psicologia e filosofia, a artista reflete sobre o que acontece quando o quotidiano e as suas urg&ecirc;ncias sufocam o espa&ccedil;o necess&aacute;rio para criar.</p> <p>Ao longo da conversa, fala da autenticidade como um compromisso consigo pr&oacute;pria, da dificuldade em separar a pessoa da obra e da forma como o corpo, o instinto e a emo&ccedil;&atilde;o orientam o processo criativo. Para Rita, a arte n&atilde;o se mede por regras ou f&oacute;rmulas: vale sobretudo pela sua capacidade de nos arrepiar, desassossegar e transformar.</p> <p>Da m&uacute;sica &agrave; poesia, da verdade ao erro, esta &eacute; uma conversa franca sobre criatividade, vulnerabilidade e o poder da arte para chegar a lugares onde as palavras, sozinhas, nem sempre conseguem chegar.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Oiça aqui a conversa filosófica entre a cantora portuguesa, Rita Redshoes, David Erlich e Catarina Barosa</itunes:summary>
      <category>Rita Red Shoes</category>
      <category>O Princípio da Inquietação</category>
      <category>criatividade</category>
      <category>processo criativo</category>
      <category>criação artística</category>
      <category>música</category>
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      <category>Crescer à Sombra</category>
      <category>arte</category>
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      <category>podcast</category>
      <category>portugal</category>
      <itunes:keywords>Rita Red Shoes, O Princípio da Inquietação, criatividade, processo criativo, criação artística, música, composição, canções, letras, escrita, literatura, Crescer à Sombra, arte, autenticidade, verdade, corpo, instinto, emoções, psicologia, psicologia clínica, arte-terapia, saúde mental, terapia de grupo, inspiração, imaginação, tédio, estética, filosofia, música instrumental, expressão artística, expresso, podcast, portugal</itunes:keywords>
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      <itunes:author>Catarina Barosa e David Erlich</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 20 Aug 2026 07:30:00 +0000</pubDate>
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      <title>Michel Eltchaninoff, filósofo francês: Como viver com o medo em tempos de inquietação política?</title>
      <itunes:title>Michel Eltchaninoff, filósofo francês: Como viver com o medo em tempos de inquietação política?</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Neste epis&oacute;dio vamos ser desafiados a pensar sobre o medo como condi&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica do nosso tempo, enquanto assistimos &agrave; ascens&atilde;o de lideran&ccedil;as transgressivas que redefinem as fronteiras do que &eacute; poss&iacute;vel dizer e fazer no espa&ccedil;o p&uacute;blico. Michel Eltchaninoff, fil&oacute;sofo franc&ecirc;s e chefe de reda&ccedil;&atilde;o da &ldquo;Philosophie Magazine&rdquo;, afirma que leu todos os discursos de Vladimir Putin e que isso o levou a compreender algo perturbador: existe uma vis&atilde;o de mundo coerente por detr&aacute;s do que muitos preferem considerar simples loucura.</p> <p>Fala-nos da &ldquo;sidera&ccedil;&atilde;o&rdquo;, um estado de bloqueio, de paralisia, em que ficamos quando confrontados com o excesso de provoca&ccedil;&otilde;es contradit&oacute;rias que caracterizam o estilo de Trump e de Putin. Como nos diz Michel, &ldquo;a provoca&ccedil;&atilde;o &eacute; uma estrat&eacute;gia da sidera&ccedil;&atilde;o.&rdquo; N&atilde;o &eacute; caos, &eacute; m&eacute;todo. E o m&eacute;todo funciona precisamente porque nos impede de pensar e de agir. Embora o panorama seja sombrio, Michel, inspirado na tradi&ccedil;&atilde;o filos&oacute;fica que vai de Her&aacute;clito a Hannah Arendt, insiste que &eacute; poss&iacute;vel e necess&aacute;rio resistir. N&atilde;o atrav&eacute;s de grandes gestos, mas atrav&eacute;s da a&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima, do pensamento claro, da recusa em deixar que a inquieta&ccedil;&atilde;o se transforme em submiss&atilde;o. A raz&atilde;o, diz-nos, n&atilde;o &eacute; um luxo. &Eacute; uma forma de resist&ecirc;ncia.</p> <p>Michel conclui que vivemos num mundo de conting&ecirc;ncia radical, onde a imprevisibilidade n&atilde;o &eacute; exce&ccedil;&atilde;o, mas regra. Apela: a vida, como uma novela, &eacute; imprevis&iacute;vel. E &eacute; precisamente essa imprevisibilidade que nos obriga a permanecer acordados, atentos e, acima de tudo, livres para pensar.</p> <p><em>* A sinopse deste epis&oacute;dio foi criada com o apoio de IA. Saiba mais sobre a&nbsp;<a href="https://expresso.pt/sobre/estatuto-editorial/2020-01-20-estatuto-editorial-3c79f4ec">aplica&ccedil;&atilde;o de Intelig&ecirc;ncia Artificial nas Reda&ccedil;&otilde;es da Impresa&nbsp;</a></em></p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Neste epis&oacute;dio vamos ser desafiados a pensar sobre o medo como condi&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica do nosso tempo, enquanto assistimos &agrave; ascens&atilde;o de lideran&ccedil;as transgressivas que redefinem as fronteiras do que &eacute; poss&iacute;vel dizer e fazer no espa&ccedil;o p&uacute;blico. Michel Eltchaninoff, fil&oacute;sofo franc&ecirc;s e chefe de reda&ccedil;&atilde;o da &ldquo;Philosophie Magazine&rdquo;, afirma que leu todos os discursos de Vladimir Putin e que isso o levou a compreender algo perturbador: existe uma vis&atilde;o de mundo coerente por detr&aacute;s do que muitos preferem considerar simples loucura.</p> <p>Fala-nos da &ldquo;sidera&ccedil;&atilde;o&rdquo;, um estado de bloqueio, de paralisia, em que ficamos quando confrontados com o excesso de provoca&ccedil;&otilde;es contradit&oacute;rias que caracterizam o estilo de Trump e de Putin. Como nos diz Michel, &ldquo;a provoca&ccedil;&atilde;o &eacute; uma estrat&eacute;gia da sidera&ccedil;&atilde;o.&rdquo; N&atilde;o &eacute; caos, &eacute; m&eacute;todo. E o m&eacute;todo funciona precisamente porque nos impede de pensar e de agir. Embora o panorama seja sombrio, Michel, inspirado na tradi&ccedil;&atilde;o filos&oacute;fica que vai de Her&aacute;clito a Hannah Arendt, insiste que &eacute; poss&iacute;vel e necess&aacute;rio resistir. N&atilde;o atrav&eacute;s de grandes gestos, mas atrav&eacute;s da a&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima, do pensamento claro, da recusa em deixar que a inquieta&ccedil;&atilde;o se transforme em submiss&atilde;o. A raz&atilde;o, diz-nos, n&atilde;o &eacute; um luxo. &Eacute; uma forma de resist&ecirc;ncia.</p> <p>Michel conclui que vivemos num mundo de conting&ecirc;ncia radical, onde a imprevisibilidade n&atilde;o &eacute; exce&ccedil;&atilde;o, mas regra. Apela: a vida, como uma novela, &eacute; imprevis&iacute;vel. E &eacute; precisamente essa imprevisibilidade que nos obriga a permanecer acordados, atentos e, acima de tudo, livres para pensar.</p> <p><em>* A sinopse deste epis&oacute;dio foi criada com o apoio de IA. Saiba mais sobre a&nbsp;<a href="https://expresso.pt/sobre/estatuto-editorial/2020-01-20-estatuto-editorial-3c79f4ec">aplica&ccedil;&atilde;o de Intelig&ecirc;ncia Artificial nas Reda&ccedil;&otilde;es da Impresa&nbsp;</a></em></p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Michel Eltchaninoff, filósofo francês, chefe de redação da “Philosophie Magazine” e autor de “Na Cabeça de Putin”, reflete sobre os diferentes tipos de medo na era das lideranças transgressivas, com Trump e Putin a redefinirem o equilíbrio do mundo à sua imagem</itunes:summary>
      <category>inquietação</category>
      <category>Michel Janine</category>
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      <itunes:author>Catarina Barosa e David Erlich</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 13 Aug 2026 05:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>Uma pasta de dentes, Heidegger e Hannah Arendt: entrevista a Raquel Marinho, jornalista e storyteller </title>
      <itunes:title>Uma pasta de dentes, Heidegger e Hannah Arendt: entrevista a Raquel Marinho, jornalista e storyteller </itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Neste novo epis&oacute;dio, a convidada, Raquel Marinho, fala-nos das suas grandes inquieta&ccedil;&otilde;es que se enquadram nas grandes quest&otilde;es da filosofia: haver&aacute; vida depois da morte? Onde &eacute; que eu estava antes de ter existido? Existe Deus ou algum tipo de transcend&ecirc;ncia? Essa transcend&ecirc;ncia interfere ou n&atilde;o na minha vida?&nbsp;</p> <p>Para Raquel Marinho, ainda n&atilde;o ter respostas n&atilde;o &eacute; um problema, pois, nas suas palavras &ldquo;&Eacute; a d&uacute;vida que alimenta a procura&rdquo;. Este epis&oacute;dio est&aacute; recheado de conversa e humildade: a resposta &ldquo;eu n&atilde;o sei&rdquo; deve continuar a ser v&aacute;lida. &nbsp;</p> <p>Ser&aacute; poss&iacute;vel dizer se uma poesia &eacute; boa ou m&aacute;? Talvez n&atilde;o. Talvez haja outro crit&eacute;rio para avaliar a sua qualidade: o desconforto. Fazendo das palavras da poeta portuguesa Ana Hatherly as suas, Raquel cita &ldquo;Quando o poema &eacute; bom, n&atilde;o te aperta a m&atilde;o, aperta-te a garganta&rdquo;. Esse desconforto, essa inquieta&ccedil;&atilde;o gerada quando nos &eacute; retirado o ch&atilde;o, n&atilde;o &eacute; m&aacute; em si mesma, entrega-nos uma imagem nova de algo que conhec&iacute;amos, mas n&atilde;o consegu&iacute;amos denominar.&nbsp;</p> <p>Para que serve a poesia? Se calhar &eacute; chocante para uns, ou &oacute;bvio para outros, mas a poesia n&atilde;o serve para nada. Mesmo n&atilde;o tendo utilidade, acrescenta &agrave; vida coisas que n&atilde;o experimentar&iacute;amos sem ela. Nas palavras de Raquel, &ldquo;A utilidade &eacute; uma palavra que n&atilde;o faz muito sentido quando falamos de poesia, mas ainda bem&rdquo;.&nbsp;</p> <p>Refletimos sobre o que realmente importa na vida, e atrav&eacute;s de um excerto de Am&aacute;lia Bautista, chegamos &agrave; conclus&atilde;o de que h&aacute; poucas coisas que realmente importam: amar e ser amado, e n&atilde;o morrer antes dos nossos filhos.&nbsp;</p> <p>Tent&aacute;mos ainda descobrir o grau de parentesco entre a Poesia e a Filosofia. Ser&atilde;o m&atilde;e e filha? Se sim, qual ocupa que papel? Ser&atilde;o irm&atilde;s ou primas afastadas? O que sabemos &eacute; isto &ldquo;Partilham o Espanto&rdquo;.&nbsp;</p> <p>Por fim,&nbsp; a frase de Manuel de Barros: &ldquo;A maior riqueza do homem &eacute; a sua incompletude&rdquo;, marcou este podcast pela paz em reconhecer que somos incompletos. Sabendo isto, n&atilde;o encontrar respostas n&atilde;o nos deve fazer desistir de perguntar, pelo contr&aacute;rio, deve inquietar-nos e perguntar sempre mais.&nbsp;</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Neste novo epis&oacute;dio, a convidada, Raquel Marinho, fala-nos das suas grandes inquieta&ccedil;&otilde;es que se enquadram nas grandes quest&otilde;es da filosofia: haver&aacute; vida depois da morte? Onde &eacute; que eu estava antes de ter existido? Existe Deus ou algum tipo de transcend&ecirc;ncia? Essa transcend&ecirc;ncia interfere ou n&atilde;o na minha vida?&nbsp;</p> <p>Para Raquel Marinho, ainda n&atilde;o ter respostas n&atilde;o &eacute; um problema, pois, nas suas palavras &ldquo;&Eacute; a d&uacute;vida que alimenta a procura&rdquo;. Este epis&oacute;dio est&aacute; recheado de conversa e humildade: a resposta &ldquo;eu n&atilde;o sei&rdquo; deve continuar a ser v&aacute;lida. &nbsp;</p> <p>Ser&aacute; poss&iacute;vel dizer se uma poesia &eacute; boa ou m&aacute;? Talvez n&atilde;o. Talvez haja outro crit&eacute;rio para avaliar a sua qualidade: o desconforto. Fazendo das palavras da poeta portuguesa Ana Hatherly as suas, Raquel cita &ldquo;Quando o poema &eacute; bom, n&atilde;o te aperta a m&atilde;o, aperta-te a garganta&rdquo;. Esse desconforto, essa inquieta&ccedil;&atilde;o gerada quando nos &eacute; retirado o ch&atilde;o, n&atilde;o &eacute; m&aacute; em si mesma, entrega-nos uma imagem nova de algo que conhec&iacute;amos, mas n&atilde;o consegu&iacute;amos denominar.&nbsp;</p> <p>Para que serve a poesia? Se calhar &eacute; chocante para uns, ou &oacute;bvio para outros, mas a poesia n&atilde;o serve para nada. Mesmo n&atilde;o tendo utilidade, acrescenta &agrave; vida coisas que n&atilde;o experimentar&iacute;amos sem ela. Nas palavras de Raquel, &ldquo;A utilidade &eacute; uma palavra que n&atilde;o faz muito sentido quando falamos de poesia, mas ainda bem&rdquo;.&nbsp;</p> <p>Refletimos sobre o que realmente importa na vida, e atrav&eacute;s de um excerto de Am&aacute;lia Bautista, chegamos &agrave; conclus&atilde;o de que h&aacute; poucas coisas que realmente importam: amar e ser amado, e n&atilde;o morrer antes dos nossos filhos.&nbsp;</p> <p>Tent&aacute;mos ainda descobrir o grau de parentesco entre a Poesia e a Filosofia. Ser&atilde;o m&atilde;e e filha? Se sim, qual ocupa que papel? Ser&atilde;o irm&atilde;s ou primas afastadas? O que sabemos &eacute; isto &ldquo;Partilham o Espanto&rdquo;.&nbsp;</p> <p>Por fim,&nbsp; a frase de Manuel de Barros: &ldquo;A maior riqueza do homem &eacute; a sua incompletude&rdquo;, marcou este podcast pela paz em reconhecer que somos incompletos. Sabendo isto, n&atilde;o encontrar respostas n&atilde;o nos deve fazer desistir de perguntar, pelo contr&aacute;rio, deve inquietar-nos e perguntar sempre mais.&nbsp;</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Neste novo episódio, a convidada, Raquel Marinho, fala-nos das suas grandes inquietações que se enquadram nas grandes questões da filosofia: haverá vida depois da morte? Onde é que eu estava antes de ter existido? Existe Deus ou algum tipo de transcendência? Essa transcendência interfere ou não na minha vida?</itunes:summary>
      <category>Neste novo episódio</category>
      <category>a convidada</category>
      <category>Raquel Marinho</category>
      <category>fala-nos das suas grandes inquietações que se enquadram nas grandes questões da filosofia: haverá vida depois da morte? Onde é que eu estava antes de ter existido? Existe Deus ou algum tipo de transcendência? Essa transcendência interfere ou não na minha vida?   Para Raquel Marinho</category>
      <category>ainda não ter respostas não é um problema</category>
      <category>pois</category>
      <category>nas suas palavras “É a dúvida que alimenta a procura”. Este episódio está recheado de conversa e humildade: a resposta “eu não sei” deve continuar a ser válida.    Será possível dizer se uma poesia é boa ou má? Talvez não. Talvez haja outro critério para avaliar a sua qualidade: o desconforto. Fazendo das palavras da poeta portuguesa Ana Hatherly as suas</category>
      <category>Raquel cita “Quando o poema é bom</category>
      <category>não te aperta a mão</category>
      <category>aperta-te a garganta”. Esse desconforto</category>
      <category>essa inquietação gerada quando nos é retirado o chão</category>
      <category>não é má em si mesma</category>
      <category>entrega-nos uma imagem nova de algo que conhecíamos</category>
      <category>mas não conseguíamos denominar.   Para que serve a poesia? Se calhar é chocante para uns</category>
      <category>ou óbvio para outros</category>
      <category>mas a poesia não serve para nada. Mesmo não tendo utilidade</category>
      <category>acrescenta à vida coisas que não experimentaríamos sem ela. Nas palavras de Raquel</category>
      <category>“A utilidade é uma palavra que não faz muito sentido quando falamos de poesia</category>
      <category>mas ainda bem”.   Refletimos sobre o que realmente importa na vida</category>
      <category>e através de um excerto de Amália Bautista</category>
      <category>chegamos à conclusão de que há poucas coisas que realmente importam: amar e ser amado</category>
      <category>e não morrer antes dos nossos filhos.   Tentámos ainda descobrir o grau de parentesco entre a Poesia e a Filosofia. Serão mãe e filha? Se sim</category>
      <category>qual ocupa que papel? Serão irmãs ou primas afastadas? O que sabemos é isto “Partilham o Espanto”.   Por fim</category>
      <category>a frase de Manuel de Barros: “A maior riqueza do homem é a sua incompletude”</category>
      <category>marcou este podcast pela paz em reconhecer que somos incompletos. Sabendo isto</category>
      <category>não encontrar respostas não nos deve fazer desistir de perguntar</category>
      <category>pelo contrário</category>
      <category>deve inquietar-nos e perguntar sempre mais.</category>
      <category>flosofia</category>
      <category>poesia</category>
      <category>poema ensina a cair</category>
      <category>raquel marinho</category>
      <category>amor</category>
      <category>podcast</category>
      <category>o princípio da inquietação</category>
      <category>expresso</category>
      <category>sic</category>
      <category>notícias</category>
      <itunes:keywords>Neste novo episódio, a convidada, Raquel Marinho, fala-nos das suas grandes inquietações que se enquadram nas grandes questões da filosofia: haverá vida depois da morte? Onde é que eu estava antes de ter existido? Existe Deus ou algum tipo de transcendência? Essa transcendência interfere ou não na minha vida?   Para Raquel Marinho, ainda não ter respostas não é um problema, pois, nas suas palavras “É a dúvida que alimenta a procura”. Este episódio está recheado de conversa e humildade: a resposta “eu não sei” deve continuar a ser válida.    Será possível dizer se uma poesia é boa ou má? Talvez não. Talvez haja outro critério para avaliar a sua qualidade: o desconforto. Fazendo das palavras da poeta portuguesa Ana Hatherly as suas, Raquel cita “Quando o poema é bom, não te aperta a mão, aperta-te a garganta”. Esse desconforto, essa inquietação gerada quando nos é retirado o chão, não é má em si mesma, entrega-nos uma imagem nova de algo que conhecíamos, mas não conseguíamos denominar.   Para que serve a poesia? Se calhar é chocante para uns, ou óbvio para outros, mas a poesia não serve para nada. Mesmo não tendo utilidade, acrescenta à vida coisas que não experimentaríamos sem ela. Nas palavras de Raquel, “A utilidade é uma palavra que não faz muito sentido quando falamos de poesia, mas ainda bem”.   Refletimos sobre o que realmente importa na vida, e através de um excerto de Amália Bautista, chegamos à conclusão de que há poucas coisas que realmente importam: amar e ser amado, e não morrer antes dos nossos filhos.   Tentámos ainda descobrir o grau de parentesco entre a Poesia e a Filosofia. Serão mãe e filha? Se sim, qual ocupa que papel? Serão irmãs ou primas afastadas? O que sabemos é isto “Partilham o Espanto”.   Por fim, a frase de Manuel de Barros: “A maior riqueza do homem é a sua incompletude”, marcou este podcast pela paz em reconhecer que somos incompletos. Sabendo isto, não encontrar respostas não nos deve fazer desistir de perguntar, pelo contrário, deve inquietar-nos e perguntar sempre mais., flosofia, poesia, poema ensina a cair, raquel marinho, amor, podcast, o princípio da inquietação, expresso, sic, notícias</itunes:keywords>
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      <itunes:author>Catarina Barosa e David Erlich</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 06 Aug 2026 05:10:00 +0000</pubDate>
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      <title>Medo: O Espelho Intemporal das Sociedades, com o filósofo Daniel Innerarity, filósofo </title>
      <itunes:title>Medo: O Espelho Intemporal das Sociedades, com o filósofo Daniel Innerarity, filósofo </itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Neste epis&oacute;dio, gravado no ESPANTO (Festival Internacional de Filosofia) em 2025,&nbsp; Daniel Innerarity, fil&oacute;sofo, reflete sobre o medo como um fator inerente da condi&ccedil;&atilde;o humana. O medo n&atilde;o &eacute; uma caracter&iacute;stica exclusiva da nossa era: os seus objetos podem mudar ao longo da hist&oacute;ria, mas o medo permanece. Ao reformular um conhecido prov&eacute;rbio, o Daniel Innerarity afirma: "Diz-me de que tens medo, e eu dir-te-ei quem &eacute;s", sublinhando que s&atilde;o os nossos medos que nos revelam.</p> <p>Daniel Innerarity identifica dois desafios centrais do presente: o medo de perder a democracia e a necessidade de compreender os medos dos outros. Recuperando uma reflex&atilde;o de Charles Taylor, faz um apelo: "n&atilde;o podemos fazer com que o sonho de uns seja o pesadelo de outros", defendendo que uma sociedade democr&aacute;tica exige a concilia&ccedil;&atilde;o de perspetivas distintas.&nbsp;&nbsp;</p> <p>Nas palavras do nosso convidado &ldquo;Se colocarmos as coisas de forma t&atilde;o dicot&oacute;mica, inevitavelmente falharemos e, certamente, n&atilde;o evitaremos o medo.&rdquo;&nbsp;</p> <p>Ou&ccedil;a aqui mais um epis&oacute;dio d'O Princ&iacute;pio da Inquieta&ccedil;&atilde;o.&nbsp;</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Neste epis&oacute;dio, gravado no ESPANTO (Festival Internacional de Filosofia) em 2025,&nbsp; Daniel Innerarity, fil&oacute;sofo, reflete sobre o medo como um fator inerente da condi&ccedil;&atilde;o humana. O medo n&atilde;o &eacute; uma caracter&iacute;stica exclusiva da nossa era: os seus objetos podem mudar ao longo da hist&oacute;ria, mas o medo permanece. Ao reformular um conhecido prov&eacute;rbio, o Daniel Innerarity afirma: "Diz-me de que tens medo, e eu dir-te-ei quem &eacute;s", sublinhando que s&atilde;o os nossos medos que nos revelam.</p> <p>Daniel Innerarity identifica dois desafios centrais do presente: o medo de perder a democracia e a necessidade de compreender os medos dos outros. Recuperando uma reflex&atilde;o de Charles Taylor, faz um apelo: "n&atilde;o podemos fazer com que o sonho de uns seja o pesadelo de outros", defendendo que uma sociedade democr&aacute;tica exige a concilia&ccedil;&atilde;o de perspetivas distintas.&nbsp;&nbsp;</p> <p>Nas palavras do nosso convidado &ldquo;Se colocarmos as coisas de forma t&atilde;o dicot&oacute;mica, inevitavelmente falharemos e, certamente, n&atilde;o evitaremos o medo.&rdquo;&nbsp;</p> <p>Ou&ccedil;a aqui mais um epis&oacute;dio d'O Princ&iacute;pio da Inquieta&ccedil;&atilde;o.&nbsp;</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Neste episódio, gravado no ESPANTO (Festival Internacional de Filosofia) em 2025,  Daniel Innerarity, filósofo, reflete sobre o medo como um fator inerente da condição humana.</itunes:summary>
      <category>Neste episódio</category>
      <category>gravado no ESPANTO (Festival Internacional de Filosofia) em 2025</category>
      <category>Daniel Innerarity</category>
      <category>filósofo</category>
      <category>reflete sobre o medo como um fator inerente da condição humana. O medo não é uma característica exclusiva da nossa era: os seus objetos podem mudar ao longo da história</category>
      <category>mas o medo permanece. Ao reformular um conhecido provérbio</category>
      <category>o Daniel Innerarity afirma: "Diz-me de que tens medo</category>
      <category>e eu dir-te-ei quem és"</category>
      <category>sublinhando que são os nossos medos que nos revelam.  Daniel Innerarity identifica dois desafios centrais do presente: o medo de perder a democracia e a necessidade de compreender os medos dos outros. Recuperando uma reflexão de Charles Taylor</category>
      <category>faz um apelo: "não podemos fazer com que o sonho de uns seja o pesadelo de outros"</category>
      <category>defendendo que uma sociedade democrática exige a conciliação de perspetivas distintas.    Nas palavras do nosso convidado “Se colocarmos as coisas de forma tão dicotómica</category>
      <category>inevitavelmente falharemos e</category>
      <category>certamente</category>
      <category>não evitaremos o medo.”   Ouça aqui mais um episódio de O Princípio da Inquietação.</category>
      <category>Daniel Innerity</category>
      <category>filosofia</category>
      <category>medo</category>
      <category>podcast</category>
      <category>expresso</category>
      <category>2025</category>
      <category>ESPANTO (Festival Internacional de Filosofia)</category>
      <itunes:keywords>Neste episódio, gravado no ESPANTO (Festival Internacional de Filosofia) em 2025, Daniel Innerarity, filósofo, reflete sobre o medo como um fator inerente da condição humana. O medo não é uma característica exclusiva da nossa era: os seus objetos podem mudar ao longo da história, mas o medo permanece. Ao reformular um conhecido provérbio, o Daniel Innerarity afirma: "Diz-me de que tens medo, e eu dir-te-ei quem és", sublinhando que são os nossos medos que nos revelam.  Daniel Innerarity identifica dois desafios centrais do presente: o medo de perder a democracia e a necessidade de compreender os medos dos outros. Recuperando uma reflexão de Charles Taylor, faz um apelo: "não podemos fazer com que o sonho de uns seja o pesadelo de outros", defendendo que uma sociedade democrática exige a conciliação de perspetivas distintas.    Nas palavras do nosso convidado “Se colocarmos as coisas de forma tão dicotómica, inevitavelmente falharemos e, certamente, não evitaremos o medo.”   Ouça aqui mais um episódio de O Princípio da Inquietação., Daniel Innerity, filosofia, medo, podcast, expresso, 2025, ESPANTO (Festival Internacional de Filosofia)</itunes:keywords>
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      <itunes:author>Catarina Barosa e David Erlich</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 30 Jul 2026 05:20:00 +0000</pubDate>
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      <title>A música, o futebol e a importância de vivermos no presente: Júlio Resende, músico e compositor</title>
      <itunes:title>A música, o futebol e a importância de vivermos no presente: Júlio Resende, músico e compositor</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Neste epis&oacute;dio, o convidado J&uacute;lio Resende senta-se para uma conversa profunda sobre m&uacute;sica, futebol e filosofia. A sua grande inquieta&ccedil;&atilde;o &eacute; a vida, a limita&ccedil;&atilde;o da exist&ecirc;ncia humana, a dificuldade de sair de si pr&oacute;prio e se colocar no ponto de vista do outro. A m&uacute;sica surge como uma das formas privilegiadas de tentar ultrapassar os limites do "eu", criando um espa&ccedil;o de encontro, escuta e partilha.<br><br>Na habitual din&acirc;mica da Caixa do Desejo Filos&oacute;fico, o objeto que mais suscita o desejo filos&oacute;fico de J&uacute;lio Resende &eacute; uma simples pe&ccedil;a de domin&oacute;. A raz&atilde;o? Vamos mant&ecirc;-la em suspense. Mas tal como no jazz, sejamos inpirados a viver uma vida que nos exige estar presentes e sempre criar algo novo.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Neste epis&oacute;dio, o convidado J&uacute;lio Resende senta-se para uma conversa profunda sobre m&uacute;sica, futebol e filosofia. A sua grande inquieta&ccedil;&atilde;o &eacute; a vida, a limita&ccedil;&atilde;o da exist&ecirc;ncia humana, a dificuldade de sair de si pr&oacute;prio e se colocar no ponto de vista do outro. A m&uacute;sica surge como uma das formas privilegiadas de tentar ultrapassar os limites do "eu", criando um espa&ccedil;o de encontro, escuta e partilha.<br><br>Na habitual din&acirc;mica da Caixa do Desejo Filos&oacute;fico, o objeto que mais suscita o desejo filos&oacute;fico de J&uacute;lio Resende &eacute; uma simples pe&ccedil;a de domin&oacute;. A raz&atilde;o? Vamos mant&ecirc;-la em suspense. Mas tal como no jazz, sejamos inpirados a viver uma vida que nos exige estar presentes e sempre criar algo novo.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Oiça aqui a conversa filosófica com o pianista e compositor Júlio Resende</itunes:summary>
      <category>júlio resende</category>
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      <itunes:author>Catarina Barosa e David Erlich</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 23 Jul 2026 11:20:00 +0000</pubDate>
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      <title>“O Estado fez da Insegurança o seu negócio mais rentável, a sua arma mais poderosa” argumenta Donatella Di Cesare, filósofa e ensaísta italiana</title>
      <itunes:title>“O Estado fez da Insegurança o seu negócio mais rentável, a sua arma mais poderosa” argumenta Donatella Di Cesare, filósofa e ensaísta italiana</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Neste epis&oacute;dio, gravado em 2025 na primeira edi&ccedil;&atilde;o do ESPANTO &ndash; Festival Internacional de Filosofia, a fil&oacute;sofa e ensa&iacute;sta italiana Donatella Di Cesare aborda o medo focando-se nas din&acirc;micas de poder. Diz-nos que &ldquo;O medo &eacute; o grande recurso das autoridades p&uacute;blicas, partidos e organiza&ccedil;&otilde;es numa &eacute;poca em que as grandes ideias parecem ter perdido credibilidade.&rdquo;&nbsp;</p> <p>Guerras, altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, desertifica&ccedil;&atilde;o, precariedade laboral, instabilidade econ&oacute;mica e crises migrat&oacute;rias s&atilde;o apenas algumas das amea&ccedil;as que Donatella Di Cesare menciona como amea&ccedil;as que alimentam um sentimento permanente de inseguran&ccedil;a. Neste contexto, a seguran&ccedil;a, passa a ocupar um lugar central no discurso pol&iacute;tico, surgindo o chamado Estado de seguran&ccedil;a, que promete prote&ccedil;&atilde;o contra amea&ccedil;as presentes e futuras. Contudo, essas promessas revelam-se fal&iacute;veis. Enquanto promete proteger os cidad&atilde;os de determinados riscos, o Estado exp&otilde;e-nos a outros, justificando essas escolhas com base nas leis da Economia ou da Hist&oacute;ria.</p> <p>Di Cesare prefere denominar este fen&oacute;meno por fobocracia &mdash; do grego phobos (medo) e kratos (poder) &mdash;, ou seja, o governo do medo, onde o Estado se aproveita a difus&atilde;o da ansiedade, do fomento do &oacute;dio, do aumento da incerteza e da desconfian&ccedil;a, procurando fortalecer o seu poder pol&iacute;tico, apropriando-se do medo como um dos seus recursos mais poderosos.</p> <p>Donatella Di Cesare argumenta que as elites ocidentais mant&ecirc;m a capacidade de decidir sobre a guerra atrav&eacute;s de uma suspens&atilde;o t&eacute;cnica da democracia e de um refor&ccedil;o da soberania do poder executivo. Talvez o soberado absoluto do passado mon&aacute;rquico n&atilde;o tenha completamento desaparecido, mas apenas se tenha transformado e evolu&iacute;do com base em com novos recursos militares, tecnol&oacute;gicos e financeiros.</p> <p>Donatella Di Cesare &eacute; professora titular de Filosofia Te&oacute;rica no Departamento de Filosofia da Universidade Sapienza de Roma, onde &eacute; membro do Col&eacute;gio Doutoral, e na Escola de Estudos Avan&ccedil;ados Sapienza (SSAS). O seu pensamento situa-se no &acirc;mbito da Filosofia Continental (hermen&ecirc;utica, desconstru&ccedil;&atilde;o &ndash; Nietzsche, Heidegger, Gadamer, Derrida), aprofundando os temas da verdade e da compreens&atilde;o. O seu trabalho tem-se centrado na liga&ccedil;&atilde;o entre tempo e linguagem (Walter Benjamin), considerando as quest&otilde;es &eacute;ticas e pol&iacute;ticas do outro e da alteridade (Emmanuel Levinas). A Shoah tornou-se central na sua reflex&atilde;o (If Auschwitz is Nothing, 2023). Tendo j&aacute; contribu&iacute;do com numerosos estudos sobre este tema, no rescaldo da publica&ccedil;&atilde;o dos Cadernos Negros de Heidegger, interrogou-se sobre a responsabilidade da Filosofia face ao exterm&iacute;nio (Heidegger, os judeus e a Shoah. Os Cadernos Negros, 2016). Tem examinado repetidamente a rela&ccedil;&atilde;o com a figura do estranho e do estrangeiro (Marranos. O Outro do Outro, 2019), incluindo tamb&eacute;m a quest&atilde;o da migra&ccedil;&atilde;o (Resident Foreigners. Philosophy of Migration, 2020).</p> <p>Na fronteira entre a biopol&iacute;tica e a teologia pol&iacute;tica, analisou a soberania e as formas de domina&ccedil;&atilde;o (Spinoza). Os desafios da viol&ecirc;ncia, vis&iacute;vel e invis&iacute;vel, do totalitarismo (Arendt) &agrave;s suas formas contempor&acirc;neas (terror, tortura, guerra), levaram-na a repensar a vida nua e os direitos humanos. Apelou ao regresso da filosofia &agrave; p&oacute;lis, esbo&ccedil;ando a possibilidade de um pensamento radical capaz de&nbsp;conjugar exist&ecirc;ncia e comunidade (A voca&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica da filosofia, 2021). Nos &uacute;ltimos anos, tem articulado uma cr&iacute;tica da pol&iacute;tica estatal, contribuindo para uma reformula&ccedil;&atilde;o do conceito de democracia (Democracia e Anarquia, 2024).</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Neste epis&oacute;dio, gravado em 2025 na primeira edi&ccedil;&atilde;o do ESPANTO &ndash; Festival Internacional de Filosofia, a fil&oacute;sofa e ensa&iacute;sta italiana Donatella Di Cesare aborda o medo focando-se nas din&acirc;micas de poder. Diz-nos que &ldquo;O medo &eacute; o grande recurso das autoridades p&uacute;blicas, partidos e organiza&ccedil;&otilde;es numa &eacute;poca em que as grandes ideias parecem ter perdido credibilidade.&rdquo;&nbsp;</p> <p>Guerras, altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, desertifica&ccedil;&atilde;o, precariedade laboral, instabilidade econ&oacute;mica e crises migrat&oacute;rias s&atilde;o apenas algumas das amea&ccedil;as que Donatella Di Cesare menciona como amea&ccedil;as que alimentam um sentimento permanente de inseguran&ccedil;a. Neste contexto, a seguran&ccedil;a, passa a ocupar um lugar central no discurso pol&iacute;tico, surgindo o chamado Estado de seguran&ccedil;a, que promete prote&ccedil;&atilde;o contra amea&ccedil;as presentes e futuras. Contudo, essas promessas revelam-se fal&iacute;veis. Enquanto promete proteger os cidad&atilde;os de determinados riscos, o Estado exp&otilde;e-nos a outros, justificando essas escolhas com base nas leis da Economia ou da Hist&oacute;ria.</p> <p>Di Cesare prefere denominar este fen&oacute;meno por fobocracia &mdash; do grego phobos (medo) e kratos (poder) &mdash;, ou seja, o governo do medo, onde o Estado se aproveita a difus&atilde;o da ansiedade, do fomento do &oacute;dio, do aumento da incerteza e da desconfian&ccedil;a, procurando fortalecer o seu poder pol&iacute;tico, apropriando-se do medo como um dos seus recursos mais poderosos.</p> <p>Donatella Di Cesare argumenta que as elites ocidentais mant&ecirc;m a capacidade de decidir sobre a guerra atrav&eacute;s de uma suspens&atilde;o t&eacute;cnica da democracia e de um refor&ccedil;o da soberania do poder executivo. Talvez o soberado absoluto do passado mon&aacute;rquico n&atilde;o tenha completamento desaparecido, mas apenas se tenha transformado e evolu&iacute;do com base em com novos recursos militares, tecnol&oacute;gicos e financeiros.</p> <p>Donatella Di Cesare &eacute; professora titular de Filosofia Te&oacute;rica no Departamento de Filosofia da Universidade Sapienza de Roma, onde &eacute; membro do Col&eacute;gio Doutoral, e na Escola de Estudos Avan&ccedil;ados Sapienza (SSAS). O seu pensamento situa-se no &acirc;mbito da Filosofia Continental (hermen&ecirc;utica, desconstru&ccedil;&atilde;o &ndash; Nietzsche, Heidegger, Gadamer, Derrida), aprofundando os temas da verdade e da compreens&atilde;o. O seu trabalho tem-se centrado na liga&ccedil;&atilde;o entre tempo e linguagem (Walter Benjamin), considerando as quest&otilde;es &eacute;ticas e pol&iacute;ticas do outro e da alteridade (Emmanuel Levinas). A Shoah tornou-se central na sua reflex&atilde;o (If Auschwitz is Nothing, 2023). Tendo j&aacute; contribu&iacute;do com numerosos estudos sobre este tema, no rescaldo da publica&ccedil;&atilde;o dos Cadernos Negros de Heidegger, interrogou-se sobre a responsabilidade da Filosofia face ao exterm&iacute;nio (Heidegger, os judeus e a Shoah. Os Cadernos Negros, 2016). Tem examinado repetidamente a rela&ccedil;&atilde;o com a figura do estranho e do estrangeiro (Marranos. O Outro do Outro, 2019), incluindo tamb&eacute;m a quest&atilde;o da migra&ccedil;&atilde;o (Resident Foreigners. Philosophy of Migration, 2020).</p> <p>Na fronteira entre a biopol&iacute;tica e a teologia pol&iacute;tica, analisou a soberania e as formas de domina&ccedil;&atilde;o (Spinoza). Os desafios da viol&ecirc;ncia, vis&iacute;vel e invis&iacute;vel, do totalitarismo (Arendt) &agrave;s suas formas contempor&acirc;neas (terror, tortura, guerra), levaram-na a repensar a vida nua e os direitos humanos. Apelou ao regresso da filosofia &agrave; p&oacute;lis, esbo&ccedil;ando a possibilidade de um pensamento radical capaz de&nbsp;conjugar exist&ecirc;ncia e comunidade (A voca&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica da filosofia, 2021). Nos &uacute;ltimos anos, tem articulado uma cr&iacute;tica da pol&iacute;tica estatal, contribuindo para uma reformula&ccedil;&atilde;o do conceito de democracia (Democracia e Anarquia, 2024).</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>A filósofa Donatella Di Cesare analisa como o medo se tornou uma ferramenta de poder político, defendendo que a democracia está a ser esvaziada por estados de exceção permanentes, pela tecnocracia e pela lógica da guerra</itunes:summary>
      <category>Expresso</category>
      <category>Princípio da Inquietação</category>
      <category>Donatella Di Cesare</category>
      <category>filosofia</category>
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      <category>democracia</category>
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      <category>Donald Trump</category>
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      <itunes:author>Catarina Barosa e David Erlich</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 16 Jul 2026 06:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>Escrever à mão ajuda-nos a pensar? José Luís Peixoto fala sobre livros, viagens e filosofia</title>
      <itunes:title>Escrever à mão ajuda-nos a pensar? José Luís Peixoto fala sobre livros, viagens e filosofia</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Neste epis&oacute;dio, Jos&eacute; Luis Peixoto reflete sobre a inquieta&ccedil;&atilde;o que atravessa a sua vida e a sua obra: a pergunta "Quem sou eu?". Numa conversa entre literatura, filosofia e m&uacute;sica, o escritor fala da escrita como uma viagem de descoberta, do delicado equil&iacute;brio entre raz&atilde;o e emo&ccedil;&atilde;o e da forma como constru&iacute;mos a nossa identidade na rela&ccedil;&atilde;o com os outros. Uma reflex&atilde;o na companhia de Catarina Barosa e David Erlich sobre cria&ccedil;&atilde;o, autoconsci&ecirc;ncia e a resist&ecirc;ncia aos discursos simplificadores de um mundo cada vez mais polarizado.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Neste epis&oacute;dio, Jos&eacute; Luis Peixoto reflete sobre a inquieta&ccedil;&atilde;o que atravessa a sua vida e a sua obra: a pergunta "Quem sou eu?". Numa conversa entre literatura, filosofia e m&uacute;sica, o escritor fala da escrita como uma viagem de descoberta, do delicado equil&iacute;brio entre raz&atilde;o e emo&ccedil;&atilde;o e da forma como constru&iacute;mos a nossa identidade na rela&ccedil;&atilde;o com os outros. Uma reflex&atilde;o na companhia de Catarina Barosa e David Erlich sobre cria&ccedil;&atilde;o, autoconsci&ecirc;ncia e a resist&ecirc;ncia aos discursos simplificadores de um mundo cada vez mais polarizado.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Uma conversa rara e profundamente humana com José Luis Peixoto sobre identidade, escrita e inquietação</itunes:summary>
      <category>José Luis Peixoto</category>
      <category>José Luís Peixoto</category>
      <category>O Princípio da Inquietação</category>
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      <category>autoconhecimento</category>
      <category>conversa de autor.</category>
      <itunes:keywords>José Luis Peixoto, José Luís Peixoto, O Princípio da Inquietação, Expresso, podcast Expresso, literatura, escrita, escritores portugueses, ficção, filosofia, identidade, quem sou eu, criatividade, processo criativo, livros, romance, poesia, reflexão, pensamento, autoconsciência, razão e emoção, arte de escrever, criação literária, inspiração, leitura, cultura, música, interpretação, sentido da vida, inquietação, desenvolvimento pessoal, redes sociais, polarização, pensamento crítico, comunicação, autores portugueses, entrevistas Expresso, podcasts Portugal, autoconhecimento, conversa de autor.</itunes:keywords>
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      <itunes:author>Catarina Barosa e David Erlich</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 09 Jul 2026 06:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>Como enfrentar os nossos medos?  Bernat Castany Prado, filósofo, explica tudo</title>
      <itunes:title>Como enfrentar os nossos medos?  Bernat Castany Prado, filósofo, explica tudo</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Neste epis&oacute;dio, o fil&oacute;sofo catal&atilde;o, Bernat Castany Prado, fala como o medo &eacute; um dos obst&aacute;culos fundamentais na constru&ccedil;&atilde;o de uma vida filos&oacute;fica, pois reduz a nossa capacidade de conhecer e de nos conhecermos a n&oacute;s pr&oacute;prios; de nos abrirmos e de nos desdobrarmos no mundo; de organizarmos uma exist&ecirc;ncia em que as paix&otilde;es alegres dominam as paix&otilde;es tristes e de convivermos em liberdade com os outros. <br><br>N&atilde;o &eacute;, pois, surpreendente que, ao longo da hist&oacute;ria, muitos fil&oacute;sofos, como Epicuro, Lucr&eacute;cio, Montaigne, Spinoza, D&rsquo;Holbach, Arendt ou Nussbaum, tenham defendido ideias e perspetivas que substituem as que alimentam os nossos medos e concebido pr&aacute;ticas filos&oacute;fico-liter&aacute;rias para aumentar o nosso valor.</p> <p>Este epis&oacute;dio foi originalmente gravado no Festival Espanto em Cascais, em 2025.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Neste epis&oacute;dio, o fil&oacute;sofo catal&atilde;o, Bernat Castany Prado, fala como o medo &eacute; um dos obst&aacute;culos fundamentais na constru&ccedil;&atilde;o de uma vida filos&oacute;fica, pois reduz a nossa capacidade de conhecer e de nos conhecermos a n&oacute;s pr&oacute;prios; de nos abrirmos e de nos desdobrarmos no mundo; de organizarmos uma exist&ecirc;ncia em que as paix&otilde;es alegres dominam as paix&otilde;es tristes e de convivermos em liberdade com os outros. <br><br>N&atilde;o &eacute;, pois, surpreendente que, ao longo da hist&oacute;ria, muitos fil&oacute;sofos, como Epicuro, Lucr&eacute;cio, Montaigne, Spinoza, D&rsquo;Holbach, Arendt ou Nussbaum, tenham defendido ideias e perspetivas que substituem as que alimentam os nossos medos e concebido pr&aacute;ticas filos&oacute;fico-liter&aacute;rias para aumentar o nosso valor.</p> <p>Este epis&oacute;dio foi originalmente gravado no Festival Espanto em Cascais, em 2025.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Oiça aqui o filósofo e escritor, licenciado em Filologia e Filosofia Hispânicas pela Universidade de Barcelona, doutorado em Filologia pela mesma universidade e doutorado em Estudos Culturais pela Universidade de Georgetown, Washington DC</itunes:summary>
      <category>Neste episódio</category>
      <category>o filósofo catalão</category>
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      <category>o principio da inquietaçao podcast expresso filosofia</category>
      <itunes:keywords>Neste episódio, o filósofo catalão, Bernat Castany Prado, fala como o medo é um dos obstáculos fundamentais na construção de uma vida filosófica, pois reduz a nossa capacidade de conhecer e de nos conhecermos a nós próprios; de nos abrirmos e de nos desdobrarmos no mundo; de organizarmos uma existência em que as paixões alegres dominam as paixões tristes e de convivermos em liberdade com os outros.  Não é, pois, surpreendente que, ao longo da história, muitos filósofos, como Epicuro, Lucrécio, Montaigne, Spinoza, D’Holbach, Arendt ou Nussbaum, tenham defendido ideias e perspetivas que substituem as que alimentam os nossos medos e concebido práticas filosófico-literárias para aumentar o nosso valor.  Neste episódio, são expostas essas ideias, essas perspetivas e essas práticas, com o objetivo de as voltar a pôr a funcionar., o principio da inquietaçao podcast expresso filosofia</itunes:keywords>
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      <itunes:episode>9</itunes:episode>
      <itunes:author>Catarina Barosa e David Erlich</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 02 Jul 2026 10:15:00 +0000</pubDate>
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      <title>A causa da ascensão dos fascismos pode estar na desumanização da nossa experiência humana, diz João Constâncio, filósofo</title>
      <itunes:title>A causa da ascensão dos fascismos pode estar na desumanização da nossa experiência humana, diz João Constâncio, filósofo</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Neste epis&oacute;dio, junta-se a n&oacute;s um fil&oacute;sofo, tamb&eacute;m professor catedr&aacute;tico de Filosofia. Na semana do Espanto - Festival Internacional de Filosofia, onde o tema em debate &eacute; o desejo, n&atilde;o poder&iacute;amos deixar de conversar com Jo&atilde;o Const&acirc;ncio, autor do livro Tr&ecirc;s Discursos sobre Eros - Medita&ccedil;&atilde;o sobre o Fedro de Plat&atilde;o, e tamb&eacute;m tradutor e co-autor da introdu&ccedil;&atilde;o de Lis&iacute;strata, de Arist&oacute;fanes, obra sobre a qual tamb&eacute;m conversamos.</p> <p>Estas duas obras s&atilde;o cl&aacute;ssicas incontorn&aacute;veis da Filosofia que durante este epis&oacute;dio nos ajudam a olhar para o desejo a partir de um ponto de vista muito especial, inclusivamente, pol&iacute;tico.</p> <p>O desejo er&oacute;tico e a forma arrebatadora como a paix&atilde;o se instala em n&oacute;s e nos leva &agrave; loucura foi um tema em debate.&nbsp; Jo&atilde;o Const&acirc;ncio, suportando-se nos Tr&ecirc;s Discursos de Eros, frisa: &ldquo;&eacute; a ideia de que quando se &eacute; atacado por Eros, tudo aquilo que antes se valorizava passa a parecer algo que n&atilde;o parece nada, que n&atilde;o vale nada, por exemplo, o lar, os pais, m&atilde;e, irm&atilde;os, os amigos, a fortuna que se tem ou n&atilde;o se tem,&nbsp; tudo isso de repente n&atilde;o tem import&acirc;ncia nenhuma. &Eacute; um estado de loucura.&rdquo;</p> <p>Sobre a obra Lis&iacute;strata de Arist&oacute;fanes quisemos conhecer melhor o plano da personagem principal para terminar com a guerra do Peloponeso e Jo&atilde;o Const&acirc;ncio explicou: &ldquo; &eacute; a ideia de as mulheres se negarem sexualmente aos maridos at&eacute; que todos os homens fa&ccedil;am a paz entre si.&rdquo;&nbsp; Para a &eacute;poca, ou seja 411 a.C., e segundo o nosso convidado, talvez &ldquo;seja prudente evitar chamar feminista, mas eu creio que &eacute; sem d&uacute;vida proto feminista. Um discurso que inclui a defesa de que n&atilde;o h&aacute; raz&atilde;o para as mulheres n&atilde;o falarem em p&uacute;blico, n&atilde;o h&aacute; raz&atilde;o para as mulheres n&atilde;o governarem a cidade, n&atilde;o governarem as finan&ccedil;as da cidade. &Eacute; um discurso que implica todo um elogio da sensatez das mulheres e mesmo a ideia de que elas nunca fariam a guerra.&rdquo;</p> <p>O que acontece nesta obra de Arist&oacute;fanes, de acordo com o nosso convidado, &eacute; &ldquo;uma cr&iacute;tica do poder dos homens, uma cr&iacute;tica, no fundo, da estrutura normativa, da polis grega, que &eacute; uma estrutura desigual e que a pe&ccedil;a representa claramente como injusta. Isto &eacute; uma estrutura na qual os homens governam e as mulheres obedecem, tratam da casa, tratam do nascimento e da morte, basicamente, na esfera do privado&rdquo;.</p> <p>Houve ainda tempo para falar de intelig&ecirc;ncia artificial (IA) uma vez que ela vem espica&ccedil;ar os nossos desejos mais f&uacute;teis.&nbsp; Jo&atilde;o Const&acirc;ncio v&ecirc; claramente uma rela&ccedil;&atilde;o entre a IA e o desejo &ldquo;A rela&ccedil;&atilde;o que eu vejo entre os dois temas &eacute; bastante profunda. Podemos falar do desejo, de um ponto de vista filos&oacute;fico, talvez a dois n&iacute;veis diferentes: temos o tipo de reflex&atilde;o que eu acho que prioritariamente vos est&aacute; a interessar, o desejo tal como se manifesta quando estamos apaixonados, o desejo no amor sexual, &eacute;, portanto, o desejo nesse sentido mais estrito. Mas, num segundo n&iacute;vel, &eacute; o de um desejo que n&atilde;o tem necessariamente essa particulariza&ccedil;&atilde;o. Por exemplo, alguns fil&oacute;sofos pensam no desejo de viver, o pr&oacute;prio desejo de estar vivo numa rela&ccedil;&atilde;o com o mundo, o pr&oacute;prio desejo pelo mundo, um sentimento de encantamento em rela&ccedil;&atilde;o ao mundo. Talvez genericamente o desejo seja o desejo de beleza, &eacute; assim que Plat&atilde;o, por exemplo, pensa nele.&rdquo;</p> <p>Jo&atilde;o Const&acirc;ncio considera que com a intelig&ecirc;ncia artificial estamos a abdicar de tudo o que &eacute; humano, &ldquo;de sermos n&oacute;s a fazer arte, sermos n&oacute;s a pensar, sermos n&oacute;s a escrever, e entregar isso &agrave;s m&aacute;quinas, a uma realidade a que n&oacute;s temos acesso atrav&eacute;s de um olhar objetificante, que desfaz o nosso olhar humano, o nosso olhar valorativo, o olhar com que sentimos, com que encontramos beleza no mundo.&rdquo; O fil&oacute;sofo v&ecirc; nesta forma objectificante de rela&ccedil;&atilde;o com o mundo e com os outros, uma desumaniza&ccedil;&atilde;o que considera ser parecido com o que &ldquo;est&aacute; em causa na ascens&atilde;o dos fascismos, no genoc&iacute;dio, na forma como a guerra se voltou a banalizar e a proliferar nos nossos dias.&rdquo;</p> <p>Finamente, era importante perceber - tal como faz S&oacute;crates ao dirigir-se a Fedro, nos Tr&ecirc;s Discursos de Eros: &ldquo;De onde vens e para onde vais?&rdquo;, Jo&atilde;o Const&acirc;ncio? A resposta &eacute; bela porque o nosso convidado veio, est&aacute; e fica na Filosofia, ou seja, h&aacute; locais de onde nunca se pode sair: &ldquo;eu entrei para o curso de Filosofia quando tinha 18 anos. Entrei porque queria muito entrar, porque queria muito estudar Filosofia.&nbsp; E aqui estou passado muitos, muitos anos. Nunca deixei de fazer isso. E &eacute; isso que eu fa&ccedil;o. Conto j&aacute; n&atilde;o ir para outro lugar, sen&atilde;o este mesmo onde tenho estado.&rdquo;</p> <p>Neste epis&oacute;dio n&atilde;o poderia faltar a Caixa dos Desejos filos&oacute;ficos e o nosso convidado abdicou de muitos objetos: l&acirc;mpada, gravata, chocolate, mola de roupa e at&eacute; uma pastilha para a m&aacute;quina de lavar loi&ccedil;a, para ficar com uma andorinha. As raz&otilde;es pelas quais o fez s&atilde;o belas e profundamente filos&oacute;ficas.</p> <p><strong>BIO Resumida&nbsp;</strong></p> <p>Jo&atilde;o Const&acirc;ncio &eacute; professor catedr&aacute;tico do Departamento de Filosofia da Universidade Nova de Lisboa (NOVA FCSH), onde se doutorou, em 2005, com uma disserta&ccedil;&atilde;o sobre imagens e conce&ccedil;&otilde;es da vida humana em Plat&atilde;o, e onde exerce os cargos de diretor do Instituto de Filosofia da Nova (IFILNOVA) e coordenador do Doutoramento em Filosofia. &Eacute; autor do livro Arte e Niilismo: Nietzsche e o enigma do mundo (Tinta-da-china, 2013), bem como coorganizador de cinco livros sobre Nietzsche &mdash; incluindo, com Maria Jo&atilde;o Mayer Branco e Bartholomew Ryan, Nietzsche and the Problem of Subjectivity (Walter de Gruyter, 2015). Tem escrito e lecionado igualmente sobre quest&otilde;es fundamentais da Est&eacute;tica, da Antropologia Filos&oacute;fica e da Filosofia da Hist&oacute;ria nas obras de Plat&atilde;o, Kant, Hegel, Schopenhauer e Heidegger.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Neste epis&oacute;dio, junta-se a n&oacute;s um fil&oacute;sofo, tamb&eacute;m professor catedr&aacute;tico de Filosofia. Na semana do Espanto - Festival Internacional de Filosofia, onde o tema em debate &eacute; o desejo, n&atilde;o poder&iacute;amos deixar de conversar com Jo&atilde;o Const&acirc;ncio, autor do livro Tr&ecirc;s Discursos sobre Eros - Medita&ccedil;&atilde;o sobre o Fedro de Plat&atilde;o, e tamb&eacute;m tradutor e co-autor da introdu&ccedil;&atilde;o de Lis&iacute;strata, de Arist&oacute;fanes, obra sobre a qual tamb&eacute;m conversamos.</p> <p>Estas duas obras s&atilde;o cl&aacute;ssicas incontorn&aacute;veis da Filosofia que durante este epis&oacute;dio nos ajudam a olhar para o desejo a partir de um ponto de vista muito especial, inclusivamente, pol&iacute;tico.</p> <p>O desejo er&oacute;tico e a forma arrebatadora como a paix&atilde;o se instala em n&oacute;s e nos leva &agrave; loucura foi um tema em debate.&nbsp; Jo&atilde;o Const&acirc;ncio, suportando-se nos Tr&ecirc;s Discursos de Eros, frisa: &ldquo;&eacute; a ideia de que quando se &eacute; atacado por Eros, tudo aquilo que antes se valorizava passa a parecer algo que n&atilde;o parece nada, que n&atilde;o vale nada, por exemplo, o lar, os pais, m&atilde;e, irm&atilde;os, os amigos, a fortuna que se tem ou n&atilde;o se tem,&nbsp; tudo isso de repente n&atilde;o tem import&acirc;ncia nenhuma. &Eacute; um estado de loucura.&rdquo;</p> <p>Sobre a obra Lis&iacute;strata de Arist&oacute;fanes quisemos conhecer melhor o plano da personagem principal para terminar com a guerra do Peloponeso e Jo&atilde;o Const&acirc;ncio explicou: &ldquo; &eacute; a ideia de as mulheres se negarem sexualmente aos maridos at&eacute; que todos os homens fa&ccedil;am a paz entre si.&rdquo;&nbsp; Para a &eacute;poca, ou seja 411 a.C., e segundo o nosso convidado, talvez &ldquo;seja prudente evitar chamar feminista, mas eu creio que &eacute; sem d&uacute;vida proto feminista. Um discurso que inclui a defesa de que n&atilde;o h&aacute; raz&atilde;o para as mulheres n&atilde;o falarem em p&uacute;blico, n&atilde;o h&aacute; raz&atilde;o para as mulheres n&atilde;o governarem a cidade, n&atilde;o governarem as finan&ccedil;as da cidade. &Eacute; um discurso que implica todo um elogio da sensatez das mulheres e mesmo a ideia de que elas nunca fariam a guerra.&rdquo;</p> <p>O que acontece nesta obra de Arist&oacute;fanes, de acordo com o nosso convidado, &eacute; &ldquo;uma cr&iacute;tica do poder dos homens, uma cr&iacute;tica, no fundo, da estrutura normativa, da polis grega, que &eacute; uma estrutura desigual e que a pe&ccedil;a representa claramente como injusta. Isto &eacute; uma estrutura na qual os homens governam e as mulheres obedecem, tratam da casa, tratam do nascimento e da morte, basicamente, na esfera do privado&rdquo;.</p> <p>Houve ainda tempo para falar de intelig&ecirc;ncia artificial (IA) uma vez que ela vem espica&ccedil;ar os nossos desejos mais f&uacute;teis.&nbsp; Jo&atilde;o Const&acirc;ncio v&ecirc; claramente uma rela&ccedil;&atilde;o entre a IA e o desejo &ldquo;A rela&ccedil;&atilde;o que eu vejo entre os dois temas &eacute; bastante profunda. Podemos falar do desejo, de um ponto de vista filos&oacute;fico, talvez a dois n&iacute;veis diferentes: temos o tipo de reflex&atilde;o que eu acho que prioritariamente vos est&aacute; a interessar, o desejo tal como se manifesta quando estamos apaixonados, o desejo no amor sexual, &eacute;, portanto, o desejo nesse sentido mais estrito. Mas, num segundo n&iacute;vel, &eacute; o de um desejo que n&atilde;o tem necessariamente essa particulariza&ccedil;&atilde;o. Por exemplo, alguns fil&oacute;sofos pensam no desejo de viver, o pr&oacute;prio desejo de estar vivo numa rela&ccedil;&atilde;o com o mundo, o pr&oacute;prio desejo pelo mundo, um sentimento de encantamento em rela&ccedil;&atilde;o ao mundo. Talvez genericamente o desejo seja o desejo de beleza, &eacute; assim que Plat&atilde;o, por exemplo, pensa nele.&rdquo;</p> <p>Jo&atilde;o Const&acirc;ncio considera que com a intelig&ecirc;ncia artificial estamos a abdicar de tudo o que &eacute; humano, &ldquo;de sermos n&oacute;s a fazer arte, sermos n&oacute;s a pensar, sermos n&oacute;s a escrever, e entregar isso &agrave;s m&aacute;quinas, a uma realidade a que n&oacute;s temos acesso atrav&eacute;s de um olhar objetificante, que desfaz o nosso olhar humano, o nosso olhar valorativo, o olhar com que sentimos, com que encontramos beleza no mundo.&rdquo; O fil&oacute;sofo v&ecirc; nesta forma objectificante de rela&ccedil;&atilde;o com o mundo e com os outros, uma desumaniza&ccedil;&atilde;o que considera ser parecido com o que &ldquo;est&aacute; em causa na ascens&atilde;o dos fascismos, no genoc&iacute;dio, na forma como a guerra se voltou a banalizar e a proliferar nos nossos dias.&rdquo;</p> <p>Finamente, era importante perceber - tal como faz S&oacute;crates ao dirigir-se a Fedro, nos Tr&ecirc;s Discursos de Eros: &ldquo;De onde vens e para onde vais?&rdquo;, Jo&atilde;o Const&acirc;ncio? A resposta &eacute; bela porque o nosso convidado veio, est&aacute; e fica na Filosofia, ou seja, h&aacute; locais de onde nunca se pode sair: &ldquo;eu entrei para o curso de Filosofia quando tinha 18 anos. Entrei porque queria muito entrar, porque queria muito estudar Filosofia.&nbsp; E aqui estou passado muitos, muitos anos. Nunca deixei de fazer isso. E &eacute; isso que eu fa&ccedil;o. Conto j&aacute; n&atilde;o ir para outro lugar, sen&atilde;o este mesmo onde tenho estado.&rdquo;</p> <p>Neste epis&oacute;dio n&atilde;o poderia faltar a Caixa dos Desejos filos&oacute;ficos e o nosso convidado abdicou de muitos objetos: l&acirc;mpada, gravata, chocolate, mola de roupa e at&eacute; uma pastilha para a m&aacute;quina de lavar loi&ccedil;a, para ficar com uma andorinha. As raz&otilde;es pelas quais o fez s&atilde;o belas e profundamente filos&oacute;ficas.</p> <p><strong>BIO Resumida&nbsp;</strong></p> <p>Jo&atilde;o Const&acirc;ncio &eacute; professor catedr&aacute;tico do Departamento de Filosofia da Universidade Nova de Lisboa (NOVA FCSH), onde se doutorou, em 2005, com uma disserta&ccedil;&atilde;o sobre imagens e conce&ccedil;&otilde;es da vida humana em Plat&atilde;o, e onde exerce os cargos de diretor do Instituto de Filosofia da Nova (IFILNOVA) e coordenador do Doutoramento em Filosofia. &Eacute; autor do livro Arte e Niilismo: Nietzsche e o enigma do mundo (Tinta-da-china, 2013), bem como coorganizador de cinco livros sobre Nietzsche &mdash; incluindo, com Maria Jo&atilde;o Mayer Branco e Bartholomew Ryan, Nietzsche and the Problem of Subjectivity (Walter de Gruyter, 2015). Tem escrito e lecionado igualmente sobre quest&otilde;es fundamentais da Est&eacute;tica, da Antropologia Filos&oacute;fica e da Filosofia da Hist&oacute;ria nas obras de Plat&atilde;o, Kant, Hegel, Schopenhauer e Heidegger.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Neste episódio, junta-se a nós um filósofo, também professor catedrático de Filosofia. Na semana do Espanto - Festival Internacional de Filosofia, onde o tema em debate é o desejo, não poderíamos deixar de conversar com João Constâncio. Ouça aqui o podcast "O Princípio da Inquietação"</itunes:summary>
      <category>Neste episódio</category>
      <category>junta-se a nós um filósofo</category>
      <category>também professor catedrático de Filosofia. Na semana do Espanto - Festival Internacional de Filosofia</category>
      <category>onde o tema em debate é o desejo</category>
      <category>não poderíamos deixar de conversar com João Constâncio</category>
      <category>autor do livro Três Discursos sobre Eros - Meditação sobre o Fedro de Platão</category>
      <category>e também tradutor e co-autor da introdução de Lisístrata</category>
      <category>de Aristófanes</category>
      <category>obra sobre a qual também conversamos.  Estas duas obras são clássicas incontornáveis da Filosofia que durante este episódio nos ajudam a olhar para o desejo a partir de um ponto de vista muito especial</category>
      <category>inclusivamente</category>
      <category>político.  O desejo erótico e a forma arrebatadora como a paixão se instala em nós e nos leva à loucura foi um tema em debate.  João Constâncio</category>
      <category>suportando-se nos Três Discursos de Eros</category>
      <category>frisa: “é a ideia de que quando se é atacado por Eros</category>
      <category>tudo aquilo que antes se valorizava passa a parecer algo que não parece nada</category>
      <category>que não vale nada</category>
      <category>por exemplo</category>
      <category>o lar</category>
      <category>os pais</category>
      <category>mãe</category>
      <category>irmãos</category>
      <category>os amigos</category>
      <category>a fortuna que se tem ou não se tem</category>
      <category>tudo isso de repente não tem importância nenhuma. É um estado de loucura.”  Sobre a obra Lisístrata de Aristófanes quisemos conhecer melhor o plano da personagem principal para terminar com a guerra do Peloponeso e João Constâncio explicou: “ é a ideia de as mulheres se negarem sexualmente aos maridos até que todos os homens façam a paz entre si.”  Para a época</category>
      <category>ou seja 411 a.C.</category>
      <category>e segundo o nosso convidado</category>
      <category>talvez “seja prudente evitar chamar feminista</category>
      <category>mas eu creio que é sem dúvida proto feminista. Um discurso que inclui a defesa de que não há razão para as mulheres não falarem em público</category>
      <category>não há razão para as mulheres não governarem a cidade</category>
      <category>não governarem as finanças da cidade. É um discurso que implica todo um elogio da sensatez das mulheres e mesmo a ideia de que elas nunca fariam a guerra.”  O que acontece nesta obra de Aristófanes</category>
      <category>de acordo com o nosso convidado</category>
      <category>é “uma crítica do poder dos homens</category>
      <category>uma crítica</category>
      <category>no fundo</category>
      <category>da estrutura normativa</category>
      <category>da polis grega</category>
      <category>que é uma estrutura desigual e que a peça representa claramente como injusta. Isto é uma estrutura na qual os homens governam e as mulheres obedecem</category>
      <category>tratam da casa</category>
      <category>tratam do nascimento e da morte</category>
      <category>basicamente</category>
      <category>na esfera do privado”.  Houve ainda tempo para falar de inteligência artificial (IA) uma vez que ela vem espicaçar os nossos desejos mais fúteis.  João Constâncio vê claramente uma relação entre a IA e o desejo “A relação que eu vejo entre os dois temas é bastante profunda. Podemos falar do desejo</category>
      <category>de um ponto de vista filosófico</category>
      <category>talvez a dois níveis diferentes: temos o tipo de reflexão que eu acho que prioritariamente vos está a interessar</category>
      <category>o desejo tal como se manifesta quando estamos apaixonados</category>
      <category>o desejo no amor sexual</category>
      <category>é</category>
      <category>portanto</category>
      <category>o desejo nesse sentido mais estrito. Mas</category>
      <category>num segundo nível</category>
      <category>é o de um desejo que não tem necessariamente essa particularização. Por exemplo</category>
      <category>alguns filósofos pensam no desejo de viver</category>
      <category>o próprio desejo de estar vivo numa relação com o mundo</category>
      <category>o próprio desejo pelo mundo</category>
      <category>um sentimento de encantamento em relação ao mundo. Talvez genericamente o desejo seja o desejo de beleza</category>
      <category>é assim que Platão</category>
      <category>pensa nele.”  João Constâncio considera que com a inteligência artificial estamos a abdicar de tudo o que é humano</category>
      <category>“de sermos nós a fazer arte</category>
      <category>sermos nós a pensar</category>
      <category>sermos nós a escrever</category>
      <category>e entregar isso às máquinas</category>
      <category>a uma realidade a que nós temos acesso através de um olhar objetificante</category>
      <category>que desfaz o nosso olhar humano</category>
      <category>o nosso olhar valorativo</category>
      <category>o olhar com que sentimos</category>
      <category>com que encontramos beleza no mundo.” O filósofo vê nesta forma objectificante de relação com o mundo e com os outros</category>
      <category>uma desumanização que considera ser parecido com o que “está em causa na ascensão dos fascismos</category>
      <category>no genocídio</category>
      <category>na forma como a guerra se voltou a banalizar e a proliferar nos nossos dias.”  Finamente</category>
      <category>era importante perceber - tal como faz Sócrates ao dirigir-se a Fedro</category>
      <category>nos Três Discursos de Eros: “De onde vens e para onde vais?”</category>
      <category>João Constâncio? A resposta é bela porque o nosso convidado veio</category>
      <category>está e fica na Filosofia</category>
      <category>ou seja</category>
      <category>há locais de onde nunca se pode sair: “eu entrei para o curso de Filosofia quando tinha 18 anos. Entrei porque queria muito entrar</category>
      <category>porque queria muito estudar Filosofia.  E aqui estou passado muitos</category>
      <category>muitos anos. Nunca deixei de fazer isso. E é isso que eu faço. Conto já não ir para outro lugar</category>
      <category>senão este mesmo onde tenho estado.”  Neste episódio não poderia faltar a Caixa dos Desejos filosóficos e o nosso convidado abdicou de muitos objetos: lâmpada</category>
      <category>gravata</category>
      <category>chocolate</category>
      <category>mola de roupa e até uma pastilha para a máquina de lavar loiça</category>
      <category>para ficar com uma andorinha. As razões pelas quais o fez são belas e profundamente filosóficas.  BIO Resumida   João Constâncio é professor catedrático do Departamento de Filosofia da Universidade Nova de Lisboa (NOVA FCSH)</category>
      <category>onde se doutorou</category>
      <category>em 2005</category>
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      <itunes:keywords>Neste episódio, junta-se a nós um filósofo, também professor catedrático de Filosofia. Na semana do Espanto - Festival Internacional de Filosofia, onde o tema em debate é o desejo, não poderíamos deixar de conversar com João Constâncio, autor do livro Três Discursos sobre Eros - Meditação sobre o Fedro de Platão, e também tradutor e co-autor da introdução de Lisístrata, de Aristófanes, obra sobre a qual também conversamos.  Estas duas obras são clássicas incontornáveis da Filosofia que durante este episódio nos ajudam a olhar para o desejo a partir de um ponto de vista muito especial, inclusivamente, político.  O desejo erótico e a forma arrebatadora como a paixão se instala em nós e nos leva à loucura foi um tema em debate.  João Constâncio, suportando-se nos Três Discursos de Eros, frisa: “é a ideia de que quando se é atacado por Eros, tudo aquilo que antes se valorizava passa a parecer algo que não parece nada, que não vale nada, por exemplo, o lar, os pais, mãe, irmãos, os amigos, a fortuna que se tem ou não se tem, tudo isso de repente não tem importância nenhuma. É um estado de loucura.”  Sobre a obra Lisístrata de Aristófanes quisemos conhecer melhor o plano da personagem principal para terminar com a guerra do Peloponeso e João Constâncio explicou: “ é a ideia de as mulheres se negarem sexualmente aos maridos até que todos os homens façam a paz entre si.”  Para a época, ou seja 411 a.C., e segundo o nosso convidado, talvez “seja prudente evitar chamar feminista, mas eu creio que é sem dúvida proto feminista. Um discurso que inclui a defesa de que não há razão para as mulheres não falarem em público, não há razão para as mulheres não governarem a cidade, não governarem as finanças da cidade. É um discurso que implica todo um elogio da sensatez das mulheres e mesmo a ideia de que elas nunca fariam a guerra.”  O que acontece nesta obra de Aristófanes, de acordo com o nosso convidado, é “uma crítica do poder dos homens, uma crítica, no fundo, da estrutura normativa, da polis grega, que é uma estrutura desigual e que a peça representa claramente como injusta. Isto é uma estrutura na qual os homens governam e as mulheres obedecem, tratam da casa, tratam do nascimento e da morte, basicamente, na esfera do privado”.  Houve ainda tempo para falar de inteligência artificial (IA) uma vez que ela vem espicaçar os nossos desejos mais fúteis.  João Constâncio vê claramente uma relação entre a IA e o desejo “A relação que eu vejo entre os dois temas é bastante profunda. Podemos falar do desejo, de um ponto de vista filosófico, talvez a dois níveis diferentes: temos o tipo de reflexão que eu acho que prioritariamente vos está a interessar, o desejo tal como se manifesta quando estamos apaixonados, o desejo no amor sexual, é, portanto, o desejo nesse sentido mais estrito. Mas, num segundo nível, é o de um desejo que não tem necessariamente essa particularização. Por exemplo, alguns filósofos pensam no desejo de viver, o próprio desejo de estar vivo numa relação com o mundo, o próprio desejo pelo mundo, um sentimento de encantamento em relação ao mundo. Talvez genericamente o desejo seja o desejo de beleza, é assim que Platão, pensa nele.”  João Constâncio considera que com a inteligência artificial estamos a abdicar de tudo o que é humano, “de sermos nós a fazer arte, sermos nós a pensar, sermos nós a escrever, e entregar isso às máquinas, a uma realidade a que nós temos acesso através de um olhar objetificante, que desfaz o nosso olhar humano, o nosso olhar valorativo, o olhar com que sentimos, com que encontramos beleza no mundo.” O filósofo vê nesta forma objectificante de relação com o mundo e com os outros, uma desumanização que considera ser parecido com o que “está em causa na ascensão dos fascismos, no genocídio, na forma como a guerra se voltou a banalizar e a proliferar nos nossos dias.”  Finamente, era importante perceber - tal como faz Sócrates ao dirigir-se a Fedro, nos Três Discursos de Eros: “De onde vens e para onde vais?”, João Constâncio? A resposta é bela porque o nosso convidado veio, está e fica na Filosofia, ou seja, há locais de onde nunca se pode sair: “eu entrei para o curso de Filosofia quando tinha 18 anos. Entrei porque queria muito entrar, porque queria muito estudar Filosofia.  E aqui estou passado muitos, muitos anos. Nunca deixei de fazer isso. E é isso que eu faço. Conto já não ir para outro lugar, senão este mesmo onde tenho estado.”  Neste episódio não poderia faltar a Caixa dos Desejos filosóficos e o nosso convidado abdicou de muitos objetos: lâmpada, gravata, chocolate, mola de roupa e até uma pastilha para a máquina de lavar loiça, para ficar com uma andorinha. As razões pelas quais o fez são belas e profundamente filosóficas.  BIO Resumida   João Constâncio é professor catedrático do Departamento de Filosofia da Universidade Nova de Lisboa (NOVA FCSH), onde se doutorou, em 2005, com uma dissertação sobre imagens e conceções da vida humana em Platão, e onde exerce os cargos de diretor do Instituto de Filosofia da Nova (IFILNOVA) e coordenador do Doutoramento em Filosofia. É autor do livro Arte e Niilismo: Nietzsche e o enigma do mundo (Tinta-da-china, 2013), bem como coorganizador de cinco livros sobre Nietzsche — incluindo, com Maria João Mayer Branco e Bartholomew Ryan, Nietzsche and the Problem of Subjectivity (Walter de Gruyter, 2015). Tem escrito e lecionado igualmente sobre questões fundamentais da Estética, da Antropologia Filosófica e da Filosofia da História nas obras de Platão, Kant, Hegel, Schopenhauer e Heidegger., episódio, filósofo, professor, catedrático, filosofia, Espanto, festival, internacional, desejo, João Constâncio, Eros, Fedro, Platão, Aristófanes, Lisístrata, guerra, Peloponeso, erótico, paixão, loucura, Três Discursos, meditação, discurso, política, clássico, obra, desejo erótico, arrebatamento, amor, sexualidade, valor, família, amigos, fortuna, estado, crítica, polis, grega, desigualdade, feminismo, protofeminismo, mulheres, homens, governação, sensatez, paz, inteligência artificial, IA, humanidade, desumanização, arte, pensamento, escrita, máquina, objetificação, mundo, beleza, encantamento, filosofia platónica, Sócrates, desejo de viver, existência, mundo sensível, mundo inteligível, estética, antropologia, história, Schopenhauer, Heidegger, Nietzsche, niilismo, subjetividade, imagem, vida humana, Universidade Nova de Lisboa, NOVA FCSH, IFILNOVA, doutoramento, ensino, investigação, livro, tradução, introdução, cultura clássica, greco-romano, filosofia antiga, filosofia moderna, encantamento do mundo, eros, desejo político, guerra civil, discurso filosófico, Caixa dos Desejos, andorinha, objetos, reflexão</itunes:keywords>
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      <title>Madalena Sá Fernandes tiraria Donald Trump da caverna de Platão, mas será essa uma solução?</title>
      <itunes:title>Madalena Sá Fernandes tiraria Donald Trump da caverna de Platão, mas será essa uma solução?</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Neste epis&oacute;dio, conversamos com Madalena S&aacute; Fernandes sobre o seu novo livro <em>S&oacute;t&atilde;o</em>, ainda antes de chegar &agrave;s livrarias, e sobre a forma como a sua vida se reflete na escrita. Partindo de uma mat&eacute;ria profundamente biogr&aacute;fica, a autora assume uma escrita fragment&aacute;ria e &ldquo;desarrumada&rdquo; como forma de recusar a imposi&ccedil;&atilde;o de uma ordem, mas sem perder unidade ou tens&atilde;o narrativa.</p> <p>Fala tamb&eacute;m do seu processo pessoal, incluindo a psicoterapia e uma rela&ccedil;&atilde;o com a escrita centrada mais na elabora&ccedil;&atilde;o do que na resolu&ccedil;&atilde;o: as experi&ecirc;ncias n&atilde;o se fecham, regressam em ondas e continuam a ser pensadas e narradas.</p> <p>Ao longo da conversa, sublinha a sua prefer&ecirc;ncia por uma escrita contida, sem excesso de sentimentalismo, procurando &ldquo;narrar de forma seca&rdquo;, sem manipular emo&ccedil;&otilde;es. Houve ainda espa&ccedil;o para momentos mais l&uacute;dicos e filos&oacute;ficos, com refer&ecirc;ncias a Plat&atilde;o e &agrave; atualidade pol&iacute;tica, e para um jogo de escolhas simb&oacute;licas, onde um b&uacute;zio surge como imagem de abrigo e casa, uma met&aacute;fora que ecoa o universo &iacute;ntimo de <em>S&oacute;t&atilde;o</em>.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Neste epis&oacute;dio, conversamos com Madalena S&aacute; Fernandes sobre o seu novo livro <em>S&oacute;t&atilde;o</em>, ainda antes de chegar &agrave;s livrarias, e sobre a forma como a sua vida se reflete na escrita. Partindo de uma mat&eacute;ria profundamente biogr&aacute;fica, a autora assume uma escrita fragment&aacute;ria e &ldquo;desarrumada&rdquo; como forma de recusar a imposi&ccedil;&atilde;o de uma ordem, mas sem perder unidade ou tens&atilde;o narrativa.</p> <p>Fala tamb&eacute;m do seu processo pessoal, incluindo a psicoterapia e uma rela&ccedil;&atilde;o com a escrita centrada mais na elabora&ccedil;&atilde;o do que na resolu&ccedil;&atilde;o: as experi&ecirc;ncias n&atilde;o se fecham, regressam em ondas e continuam a ser pensadas e narradas.</p> <p>Ao longo da conversa, sublinha a sua prefer&ecirc;ncia por uma escrita contida, sem excesso de sentimentalismo, procurando &ldquo;narrar de forma seca&rdquo;, sem manipular emo&ccedil;&otilde;es. Houve ainda espa&ccedil;o para momentos mais l&uacute;dicos e filos&oacute;ficos, com refer&ecirc;ncias a Plat&atilde;o e &agrave; atualidade pol&iacute;tica, e para um jogo de escolhas simb&oacute;licas, onde um b&uacute;zio surge como imagem de abrigo e casa, uma met&aacute;fora que ecoa o universo &iacute;ntimo de <em>S&oacute;t&atilde;o</em>.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Uma conversa sobre Sótão e a escrita de Madalena Sá Fernandes, onde a fragmentação, a recusa da ordem e a elaboração contínua da experiência se tornam forma de vida e de literatura</itunes:summary>
      <category>Madalena Sá Fernandes</category>
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      <title>Ideologia e terror. Será a solidão a condição subjacente a todos os movimentos totalitários?</title>
      <itunes:title>Ideologia e terror. Será a solidão a condição subjacente a todos os movimentos totalitários?</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Neste epis&oacute;dio vamos ser desafiados a refletir sobre a solid&atilde;o na nossa era de isolamento, enquanto assistimos &agrave; ascens&atilde;o da nova extrema-direita em v&aacute;rias partes do mundo. Samantha Rose Hill, fil&oacute;sofa americana especializada no pensamento de Hannah Arendt, afirma: &ldquo;Nunca pensei, ao longo da minha vida, tendo estudado isto profissionalmente, que testemunharia o alinhamento entre o que hoje se chama antissemitismos e a nova extrema-direita.&rdquo;</p> <p>Fala-nos da solid&atilde;o como condi&ccedil;&atilde;o subjacente a todos os movimentos totalit&aacute;rios e diz-nos que &ldquo;agora vivemos num mundo onde as pessoas est&atilde;o isoladas e com medo umas das outras o tempo todo&rdquo;. Embora vivamos uma forma estranha de solid&atilde;o, Samantha, inspirada no pensamento de Arendt, insiste que &eacute; importante n&atilde;o se deixar levar pela mar&eacute;. A ideologia &eacute; a mar&eacute; que nos afasta da experi&ecirc;ncia de estar no mundo como um ser humano &uacute;nico que vive com os outros.</p> <p>Nesta palestra, h&aacute; um apelo &agrave; a&ccedil;&atilde;o e &agrave; coragem. A coragem, como disse Arendt no seu livro &ldquo;Condi&ccedil;&atilde;o Humana&rdquo;, &eacute; a virtude pol&iacute;tica por excel&ecirc;ncia, porque quando se entra na esfera p&uacute;blica e se fala, pode-se ser acusado de estar errado. Pode ser-se morto, pode sentir-se terror. &Eacute; preciso coragem para falar. &Eacute; preciso coragem para falar em tempos sombrios. &Eacute; preciso coragem para agir.</p> <p>Samantha conclui que ningu&eacute;m sabe o que vai acontecer e apela: &ldquo;Das pessoas que dizem que sabem o que vai acontecer, fuja, bandeira vermelha, fuja. Pessoas que dizem: 'Eu tenho uma solu&ccedil;&atilde;o para isso'. Fuja.&rdquo;</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Neste epis&oacute;dio vamos ser desafiados a refletir sobre a solid&atilde;o na nossa era de isolamento, enquanto assistimos &agrave; ascens&atilde;o da nova extrema-direita em v&aacute;rias partes do mundo. Samantha Rose Hill, fil&oacute;sofa americana especializada no pensamento de Hannah Arendt, afirma: &ldquo;Nunca pensei, ao longo da minha vida, tendo estudado isto profissionalmente, que testemunharia o alinhamento entre o que hoje se chama antissemitismos e a nova extrema-direita.&rdquo;</p> <p>Fala-nos da solid&atilde;o como condi&ccedil;&atilde;o subjacente a todos os movimentos totalit&aacute;rios e diz-nos que &ldquo;agora vivemos num mundo onde as pessoas est&atilde;o isoladas e com medo umas das outras o tempo todo&rdquo;. Embora vivamos uma forma estranha de solid&atilde;o, Samantha, inspirada no pensamento de Arendt, insiste que &eacute; importante n&atilde;o se deixar levar pela mar&eacute;. A ideologia &eacute; a mar&eacute; que nos afasta da experi&ecirc;ncia de estar no mundo como um ser humano &uacute;nico que vive com os outros.</p> <p>Nesta palestra, h&aacute; um apelo &agrave; a&ccedil;&atilde;o e &agrave; coragem. A coragem, como disse Arendt no seu livro &ldquo;Condi&ccedil;&atilde;o Humana&rdquo;, &eacute; a virtude pol&iacute;tica por excel&ecirc;ncia, porque quando se entra na esfera p&uacute;blica e se fala, pode-se ser acusado de estar errado. Pode ser-se morto, pode sentir-se terror. &Eacute; preciso coragem para falar. &Eacute; preciso coragem para falar em tempos sombrios. &Eacute; preciso coragem para agir.</p> <p>Samantha conclui que ningu&eacute;m sabe o que vai acontecer e apela: &ldquo;Das pessoas que dizem que sabem o que vai acontecer, fuja, bandeira vermelha, fuja. Pessoas que dizem: 'Eu tenho uma solu&ccedil;&atilde;o para isso'. Fuja.&rdquo;</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Samantha Rose Hill, filósofa americana, reflete sobre a solidão na era do isolamento, enquanto assistimos à ascensão da nova extrema-direita em várias partes do mundo</itunes:summary>
      <category>Neste episódio vamos ser desafiados a refletir sobre a solidão na nossa era de isolamento</category>
      <category>enquanto assistimos à ascensão da nova extrema-direita em várias partes do mundo. Samantha Rose Hill</category>
      <category>filósofa americana especializada no pensamento de Hannah Arendt</category>
      <category>afirma: “Nunca pensei</category>
      <category>ao longo da minha vida</category>
      <category>tendo estudado isto profissionalmente</category>
      <category>que testemunharia o alinhamento entre o que hoje se chama antissemitismos e a nova extrema-direita.”  Fala-nos da solidão como condição subjacente a todos os movimentos totalitários e diz-nos que “agora vivemos num mundo onde as pessoas estão isoladas e com medo umas das outras o tempo todo”. Embora vivamos uma forma estranha de solidão</category>
      <category>Samantha</category>
      <category>inspirada no pensamento de Arendt</category>
      <category>insiste que é importante não se deixar levar pela maré. A ideologia é a maré que nos afasta da experiência de estar no mundo como um ser humano único que vive com os outros.  Nesta palestra</category>
      <category>há um apelo à ação e à coragem. A coragem</category>
      <category>como disse Arendt no seu livro “Condição Humana”</category>
      <category>é a virtude política por excelência</category>
      <category>porque quando se entra na esfera pública e se fala</category>
      <category>pode-se ser acusado de estar errado. Pode ser-se morto</category>
      <category>pode sentir-se terror. É preciso coragem para falar. É preciso coragem para falar em tempos sombrios. É preciso coragem para agir.  Samantha conclui que ninguém sabe o que vai acontecer e apela: “Das pessoas que dizem que sabem o que vai acontecer</category>
      <category>fuja</category>
      <category>bandeira vermelha</category>
      <category>fuja. Pessoas que dizem: 'Eu tenho uma solução para isso'. Fuja.”</category>
      <category>Samantha Rose Hill</category>
      <category>Hannah Arendt</category>
      <category>extrema-direita</category>
      <category>antissemitismos</category>
      <category>politica</category>
      <category>filosofia</category>
      <itunes:keywords>Neste episódio vamos ser desafiados a refletir sobre a solidão na nossa era de isolamento, enquanto assistimos à ascensão da nova extrema-direita em várias partes do mundo. Samantha Rose Hill, filósofa americana especializada no pensamento de Hannah Arendt, afirma: “Nunca pensei, ao longo da minha vida, tendo estudado isto profissionalmente, que testemunharia o alinhamento entre o que hoje se chama antissemitismos e a nova extrema-direita.”  Fala-nos da solidão como condição subjacente a todos os movimentos totalitários e diz-nos que “agora vivemos num mundo onde as pessoas estão isoladas e com medo umas das outras o tempo todo”. Embora vivamos uma forma estranha de solidão, Samantha, inspirada no pensamento de Arendt, insiste que é importante não se deixar levar pela maré. A ideologia é a maré que nos afasta da experiência de estar no mundo como um ser humano único que vive com os outros.  Nesta palestra, há um apelo à ação e à coragem. A coragem, como disse Arendt no seu livro “Condição Humana”, é a virtude política por excelência, porque quando se entra na esfera pública e se fala, pode-se ser acusado de estar errado. Pode ser-se morto, pode sentir-se terror. É preciso coragem para falar. É preciso coragem para falar em tempos sombrios. É preciso coragem para agir.  Samantha conclui que ninguém sabe o que vai acontecer e apela: “Das pessoas que dizem que sabem o que vai acontecer, fuja, bandeira vermelha, fuja. Pessoas que dizem: 'Eu tenho uma solução para isso'. Fuja.”, Samantha Rose Hill, Hannah Arendt, extrema-direita, antissemitismos, politica, filosofia</itunes:keywords>
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      <itunes:author>Catarina Barosa e David Erlich</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 11 Jun 2026 04:30:00 +0000</pubDate>
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    <item>
      <title>Especial Dia Mundial da Criança com Rodrigo Costa, 10 anos: a prova  de que as crianças gostam de Filosofia e de que a praticam</title>
      <itunes:title>Especial Dia Mundial da Criança com Rodrigo Costa, 10 anos: a prova  de que as crianças gostam de Filosofia e de que a praticam</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Neste epis&oacute;dio, gravado na semana do Dia da Crian&ccedil;a, conversamos com Rodrigo Costa, ator de 10 anos e uma das promessas da fic&ccedil;&atilde;o nacional, que se estreou em televis&atilde;o aos 4. Mais do que falar de respostas, exploramos as suas perguntas sobre o infinito, o universo e a import&acirc;ncia de continuar sempre a questionar, mesmo quando a tecnologia parece ter solu&ccedil;&otilde;es. Para Rodrigo, perguntar &eacute; essencial: as respostas n&atilde;o s&atilde;o definitivas e d&atilde;o sempre origem a novas d&uacute;vidas.</p> <p>Ao longo da conversa, revela um pensamento surpreendentemente filos&oacute;fico para a idade, que se estende at&eacute; temas como o papel do Estado e o uso do dinheiro p&uacute;blico. No final, a habitual caixa transforma‑se numa &ldquo;caixa de interroga&ccedil;&otilde;es&rdquo;, onde objetos do quotidiano despertam novas perguntas, entre elas, sobre como funciona um telem&oacute;vel e de que forma a voz viaja de um lado para o outro.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Neste epis&oacute;dio, gravado na semana do Dia da Crian&ccedil;a, conversamos com Rodrigo Costa, ator de 10 anos e uma das promessas da fic&ccedil;&atilde;o nacional, que se estreou em televis&atilde;o aos 4. Mais do que falar de respostas, exploramos as suas perguntas sobre o infinito, o universo e a import&acirc;ncia de continuar sempre a questionar, mesmo quando a tecnologia parece ter solu&ccedil;&otilde;es. Para Rodrigo, perguntar &eacute; essencial: as respostas n&atilde;o s&atilde;o definitivas e d&atilde;o sempre origem a novas d&uacute;vidas.</p> <p>Ao longo da conversa, revela um pensamento surpreendentemente filos&oacute;fico para a idade, que se estende at&eacute; temas como o papel do Estado e o uso do dinheiro p&uacute;blico. No final, a habitual caixa transforma‑se numa &ldquo;caixa de interroga&ccedil;&otilde;es&rdquo;, onde objetos do quotidiano despertam novas perguntas, entre elas, sobre como funciona um telem&oacute;vel e de que forma a voz viaja de um lado para o outro.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Neste episódio especial do Dia da Criança, Rodrigo revela um pensamento surpreendentemente filosófico ao explorar perguntas sobre o infinito, o mundo e a importância de nunca deixar de questionar</itunes:summary>
      <category>crianças</category>
      <category>Dia da Criança</category>
      <category>Rodrigo Costa</category>
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      <itunes:author>Catarina Barosa e David Erlich</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 04 Jun 2026 06:00:00 +0000</pubDate>
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      <title> António de Castro Caeiro: A possibilidade de Resistência</title>
      <itunes:title> António de Castro Caeiro: A possibilidade de Resistência</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>O fil&oacute;sofo Ant&oacute;nio de Castro Caeiro prop&otilde;e-nos pensar o assombro como uma sensa&ccedil;&atilde;o de estranheza e inospitalidade perante a perda de objetos ou de pessoas, atitudes inesperadas, mudan&ccedil;as s&uacute;bitas no familiar ou situa&ccedil;&otilde;es como a doen&ccedil;a na inf&acirc;ncia e as despedidas. &Eacute; o ins&oacute;lito que irrompe no quotidiano, tornando o conhecido desconhecido e provocando a perce&ccedil;&atilde;o de que tudo mudou.</p> <p>Desde cedo, experi&ecirc;ncias radicais (como a morte, a separa&ccedil;&atilde;o ou a aus&ecirc;ncia) revelam a vulnerabilidade do tempo e do ser: &ldquo;A morte apresenta-se como um agente patol&oacute;gico&rdquo;, e o assombro nasce desse confronto com o outro, com o inesperado e com a transforma&ccedil;&atilde;o. Leva &agrave; consci&ecirc;ncia da passagem do tempo, da sua escassez e da esperan&ccedil;a que pode emergir ap&oacute;s longos per&iacute;odos de letargia. No fundo de todas as coisas, o assombro &eacute; o surgimento do ser, a revela&ccedil;&atilde;o da vida no pr&oacute;prio ato de resistir ao desaparecimento.</p> <p>A inquieta&ccedil;&atilde;o perante o desconhecido e o desconforto quando este se manifesta retiram o v&eacute;u da nossa vulnerabilidade e finitude. &ldquo;E, no assombro, pode parecer que estamos sempre expostos a coisas diferentes, quando podemos estar sempre expostos &agrave; mesma coisa.&rdquo; Nesta jornada filos&oacute;fica, Ant&oacute;nio de Castro Caeiro leva-nos n&atilde;o apenas pela epistemologia e pela etimologia do assombro, mas tamb&eacute;m pela realidade intang&iacute;vel com que todos nos deparamos na vida quotidiana, muitas vezes sem disso nos apercebermos.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O fil&oacute;sofo Ant&oacute;nio de Castro Caeiro prop&otilde;e-nos pensar o assombro como uma sensa&ccedil;&atilde;o de estranheza e inospitalidade perante a perda de objetos ou de pessoas, atitudes inesperadas, mudan&ccedil;as s&uacute;bitas no familiar ou situa&ccedil;&otilde;es como a doen&ccedil;a na inf&acirc;ncia e as despedidas. &Eacute; o ins&oacute;lito que irrompe no quotidiano, tornando o conhecido desconhecido e provocando a perce&ccedil;&atilde;o de que tudo mudou.</p> <p>Desde cedo, experi&ecirc;ncias radicais (como a morte, a separa&ccedil;&atilde;o ou a aus&ecirc;ncia) revelam a vulnerabilidade do tempo e do ser: &ldquo;A morte apresenta-se como um agente patol&oacute;gico&rdquo;, e o assombro nasce desse confronto com o outro, com o inesperado e com a transforma&ccedil;&atilde;o. Leva &agrave; consci&ecirc;ncia da passagem do tempo, da sua escassez e da esperan&ccedil;a que pode emergir ap&oacute;s longos per&iacute;odos de letargia. No fundo de todas as coisas, o assombro &eacute; o surgimento do ser, a revela&ccedil;&atilde;o da vida no pr&oacute;prio ato de resistir ao desaparecimento.</p> <p>A inquieta&ccedil;&atilde;o perante o desconhecido e o desconforto quando este se manifesta retiram o v&eacute;u da nossa vulnerabilidade e finitude. &ldquo;E, no assombro, pode parecer que estamos sempre expostos a coisas diferentes, quando podemos estar sempre expostos &agrave; mesma coisa.&rdquo; Nesta jornada filos&oacute;fica, Ant&oacute;nio de Castro Caeiro leva-nos n&atilde;o apenas pela epistemologia e pela etimologia do assombro, mas tamb&eacute;m pela realidade intang&iacute;vel com que todos nos deparamos na vida quotidiana, muitas vezes sem disso nos apercebermos.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>O que é o assombro e porque nos deixa desconfortáveis? O filósofo António de Castro Caeiro explica </itunes:summary>
      <category>assombro</category>
      <category>António de Castro Caeiro</category>
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      <itunes:keywords>assombro, António de Castro Caeiro, filosofia, estranheza, insólito, quotidiano, finitude, vulnerabilidade, morte, separação, ausência, infância, doença, despedidas, tempo, passagem do tempo, escassez do tempo, transformação, desconhecido, inquietação, consciência, ser, existência, fenomenologia, epistemologia, etimologia, realidade intangível, vida, experiência, reflexão, pensamento filosófico, sensação, perceção, alteridade, exposição, resistência, desaparecimento, letargia, esperança, condição humana</itunes:keywords>
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      <itunes:author>Catarina Barosa e David Erlich</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 28 May 2026 06:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>Entre um lápis e uma flor: a escolha de Joana Bértholo diz muito sobre nós</title>
      <itunes:title>Entre um lápis e uma flor: a escolha de Joana Bértholo diz muito sobre nós</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Neste epis&oacute;dio, a conversa flui com Joana B&eacute;rtholo, escritora que, em paralelo com a cria&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria, escreve regularmente para dan&ccedil;a e para teatro.<br><br>Falamos de utopias e distopias e do papel da imagina&ccedil;&atilde;o. Joana revela ser uma pessoa de muitas inquieta&ccedil;&otilde;es, vinda de um longo per&iacute;odo a pensar em fantasmas, aus&ecirc;ncias e perdas, como a pr&oacute;pria refere: &ldquo;no meio deste processo criativo, dei por mim a falar com or&aacute;culos, a pensar nos or&aacute;culos, o que &eacute; muito interessante porque &eacute; um di&aacute;logo transcultural, ou seja, desde sempre e em diversas culturas havia sistemas de adivinha&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<br><br>A conversa segue para as utopias e distopias como modalidades de pensamento que nos permitem criar uma esp&eacute;cie de laborat&oacute;rio para pensar o futuro. Poder&aacute; a Joana vir a escrever uma utopia? Ou ser&aacute; que se sente desconfort&aacute;vel com esta modalidade liter&aacute;ria? Ser&aacute; uma par&oacute;dia?<br><br>A contemporaneidade, onde todos t&ecirc;m opini&otilde;es e normalmente opini&otilde;es imediatas, &eacute; sinal, para a nossa convidada, da doen&ccedil;a dos nossos tempos: &ldquo;N&atilde;o h&aacute; tempo para pensar, n&atilde;o h&aacute; tempo para duvidar, n&atilde;o h&aacute; tempo para discordar e muitas vezes sente-se que se apanha a boleia de uma esp&eacute;cie de movimento coletivo e isso &eacute; perigoso porque gera movimentos coletivos de pensamento&rdquo;.<br><br>Joana B&eacute;rtholo refor&ccedil;a que &ldquo;estamos a viver uma realidade, um mundo, uma &eacute;poca com fortes tra&ccedil;os dist&oacute;picos, o que &eacute; muito perigoso&rdquo;, &ldquo;a partir do momento em que aceitarmos que estamos a viver uma distopia estamos a abdicar de muito poder&rdquo;.<br><br>A conversa termina com a habitual caixa dos desejos filos&oacute;ficos e a escritora deixa-nos uma escolha que nos faz pensar na verdadeira import&acirc;ncia da rela&ccedil;&atilde;o com o n&atilde;o humano.<br><br>Joana B&eacute;rtholo &eacute; um exemplo indiscut&iacute;vel de uma escritora onde a imagina&ccedil;&atilde;o pode, na verdade, n&atilde;o ter limites e o sucesso dos seus livros pode compreender-se ainda melhor depois de a escutar neste epis&oacute;dio.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Neste epis&oacute;dio, a conversa flui com Joana B&eacute;rtholo, escritora que, em paralelo com a cria&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria, escreve regularmente para dan&ccedil;a e para teatro.<br><br>Falamos de utopias e distopias e do papel da imagina&ccedil;&atilde;o. Joana revela ser uma pessoa de muitas inquieta&ccedil;&otilde;es, vinda de um longo per&iacute;odo a pensar em fantasmas, aus&ecirc;ncias e perdas, como a pr&oacute;pria refere: &ldquo;no meio deste processo criativo, dei por mim a falar com or&aacute;culos, a pensar nos or&aacute;culos, o que &eacute; muito interessante porque &eacute; um di&aacute;logo transcultural, ou seja, desde sempre e em diversas culturas havia sistemas de adivinha&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<br><br>A conversa segue para as utopias e distopias como modalidades de pensamento que nos permitem criar uma esp&eacute;cie de laborat&oacute;rio para pensar o futuro. Poder&aacute; a Joana vir a escrever uma utopia? Ou ser&aacute; que se sente desconfort&aacute;vel com esta modalidade liter&aacute;ria? Ser&aacute; uma par&oacute;dia?<br><br>A contemporaneidade, onde todos t&ecirc;m opini&otilde;es e normalmente opini&otilde;es imediatas, &eacute; sinal, para a nossa convidada, da doen&ccedil;a dos nossos tempos: &ldquo;N&atilde;o h&aacute; tempo para pensar, n&atilde;o h&aacute; tempo para duvidar, n&atilde;o h&aacute; tempo para discordar e muitas vezes sente-se que se apanha a boleia de uma esp&eacute;cie de movimento coletivo e isso &eacute; perigoso porque gera movimentos coletivos de pensamento&rdquo;.<br><br>Joana B&eacute;rtholo refor&ccedil;a que &ldquo;estamos a viver uma realidade, um mundo, uma &eacute;poca com fortes tra&ccedil;os dist&oacute;picos, o que &eacute; muito perigoso&rdquo;, &ldquo;a partir do momento em que aceitarmos que estamos a viver uma distopia estamos a abdicar de muito poder&rdquo;.<br><br>A conversa termina com a habitual caixa dos desejos filos&oacute;ficos e a escritora deixa-nos uma escolha que nos faz pensar na verdadeira import&acirc;ncia da rela&ccedil;&atilde;o com o n&atilde;o humano.<br><br>Joana B&eacute;rtholo &eacute; um exemplo indiscut&iacute;vel de uma escritora onde a imagina&ccedil;&atilde;o pode, na verdade, n&atilde;o ter limites e o sucesso dos seus livros pode compreender-se ainda melhor depois de a escutar neste epis&oacute;dio.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Oiça esta conversa filosófica com Joana Bértholo, sobre utopias, imaginação e a inquietação de vivermos todos ainda na caverna</itunes:summary>
      <category>utopias</category>
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      <category>Joana Bértolo</category>
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      <itunes:keywords>utopias, distopias, imaginação, filosofia, pensamento, inquietação, Joana Bértolo, literatura portuguesa, ficção especulativa, futuro, tempo, oráculos, transcultural, criatividade, processo criativo, escrita, autores portugueses, podcast, Princípio da Inquietação, Expresso, desejo filosófico, não humano, natureza, ecologia, relação com o mundo, linguagem, palavras, sociedade contemporânea, opinião, pensamento crítico, dúvida, silêncio, reflexão, caverna de Platão, alegoria, consciência, humanidade, evolução, tecnologia, inteligência artificial, distopia moderna, utopia impossível, política, cultura, ensaio, narrativa, personagens, literatura contemporânea, ideias, filosofia aplicada, Joana Bértholo, principio da inquietaçao, podcast Expresso</itunes:keywords>
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      <itunes:author>Catarina Barosa e David Erlich</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 21 May 2026 06:00:00 +0000</pubDate>
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      <title>José Gil: O Medo que vem aí</title>
      <itunes:title>José Gil: O Medo que vem aí</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>O medo protege-nos, mas tamb&eacute;m nos pode aniquilar. Segundo Jos&eacute; Gil, &ldquo;retira ao sujeito a sua capacidade de agir&rdquo;. Gil &eacute; um dos maiores fil&oacute;sofos portugueses da atualidade. Neste epis&oacute;dio do&nbsp;<em>Princ&iacute;pio da Inquieta&ccedil;&atilde;o</em>, faz uma caracteriza&ccedil;&atilde;o do medo que hoje se anuncia atrav&eacute;s dos perigos trazidos pelas altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, pelos avan&ccedil;os da extrema-direita, pela intelig&ecirc;ncia artificial e por outros fatores. Analisa ainda diversos tipos e fun&ccedil;&otilde;es sociais do medo, para descrever o sentimento que parece estar a invadir e a moldar as subjetividades contempor&acirc;neas. Relembra o medo da ditadura salazarista, o medo pol&iacute;tico e alguns dos aspetos da repress&atilde;o do regime de Salazar.<br><br>Jos&eacute; Gil nasceu em Mo&ccedil;ambique, fez o curso de Filosofia em Paris, onde terminou o doutoramento com uma tese (<em>doctorat d&rsquo;&Eacute;tat</em>) sobre <em>O corpo como campo do poder</em>. Em 1982 voltou a Portugal, onde lecionou Filosofia na Universidade Nova de Lisboa. Paralelamente, lecionou no Coll&egrave;ge International de Philosophie de Paris, na New School for Dance Development, em Amesterd&atilde;o, e na Universidade de S&atilde;o Paulo (PUC-SP). Orientou v&aacute;rios semin&aacute;rios em Porto Alegre, Fortaleza (Brasil) e Medell&iacute;n (Col&ocirc;mbia) sobre Est&eacute;tica e sobre Fernando Pessoa.</p> <p>Publicou artigos e ensaios cient&iacute;ficos em revistas e enciclop&eacute;dias de todo o mundo, al&eacute;m de romances e numerosos ensaios, alguns traduzidos em franc&ecirc;s, espanhol, ingl&ecirc;s e italiano. Entre as suas obras destacam-se: <em>Fernando Pessoa ou a metaf&iacute;sica das sensa&ccedil;&otilde;es</em>; <em>Salazar &mdash; a ret&oacute;rica da invisibilidade</em>; <em>A imagem-nua e as pequenas perce&ccedil;&otilde;es</em>; <em>Movimento total</em>; <em>Portugal, hoje &mdash; o medo de existir</em>; <em>O impercet&iacute;vel devir da iman&ecirc;ncia &mdash; sobre a filosofia de Deleuze</em>; <em>A arte como linguagem</em>; <em>O humor e a l&oacute;gica dos objetos de Duchamp</em> (em colabora&ccedil;&atilde;o com Ana Godinho); <em>Caos e ritmo</em>; e <em>Morte e democracia</em>.</p> <p>Foi o primeiro fil&oacute;sofo a ser homenageado pelo Espanto &mdash; Festival Internacional de Filosofia.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O medo protege-nos, mas tamb&eacute;m nos pode aniquilar. Segundo Jos&eacute; Gil, &ldquo;retira ao sujeito a sua capacidade de agir&rdquo;. Gil &eacute; um dos maiores fil&oacute;sofos portugueses da atualidade. Neste epis&oacute;dio do&nbsp;<em>Princ&iacute;pio da Inquieta&ccedil;&atilde;o</em>, faz uma caracteriza&ccedil;&atilde;o do medo que hoje se anuncia atrav&eacute;s dos perigos trazidos pelas altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, pelos avan&ccedil;os da extrema-direita, pela intelig&ecirc;ncia artificial e por outros fatores. Analisa ainda diversos tipos e fun&ccedil;&otilde;es sociais do medo, para descrever o sentimento que parece estar a invadir e a moldar as subjetividades contempor&acirc;neas. Relembra o medo da ditadura salazarista, o medo pol&iacute;tico e alguns dos aspetos da repress&atilde;o do regime de Salazar.<br><br>Jos&eacute; Gil nasceu em Mo&ccedil;ambique, fez o curso de Filosofia em Paris, onde terminou o doutoramento com uma tese (<em>doctorat d&rsquo;&Eacute;tat</em>) sobre <em>O corpo como campo do poder</em>. Em 1982 voltou a Portugal, onde lecionou Filosofia na Universidade Nova de Lisboa. Paralelamente, lecionou no Coll&egrave;ge International de Philosophie de Paris, na New School for Dance Development, em Amesterd&atilde;o, e na Universidade de S&atilde;o Paulo (PUC-SP). Orientou v&aacute;rios semin&aacute;rios em Porto Alegre, Fortaleza (Brasil) e Medell&iacute;n (Col&ocirc;mbia) sobre Est&eacute;tica e sobre Fernando Pessoa.</p> <p>Publicou artigos e ensaios cient&iacute;ficos em revistas e enciclop&eacute;dias de todo o mundo, al&eacute;m de romances e numerosos ensaios, alguns traduzidos em franc&ecirc;s, espanhol, ingl&ecirc;s e italiano. Entre as suas obras destacam-se: <em>Fernando Pessoa ou a metaf&iacute;sica das sensa&ccedil;&otilde;es</em>; <em>Salazar &mdash; a ret&oacute;rica da invisibilidade</em>; <em>A imagem-nua e as pequenas perce&ccedil;&otilde;es</em>; <em>Movimento total</em>; <em>Portugal, hoje &mdash; o medo de existir</em>; <em>O impercet&iacute;vel devir da iman&ecirc;ncia &mdash; sobre a filosofia de Deleuze</em>; <em>A arte como linguagem</em>; <em>O humor e a l&oacute;gica dos objetos de Duchamp</em> (em colabora&ccedil;&atilde;o com Ana Godinho); <em>Caos e ritmo</em>; e <em>Morte e democracia</em>.</p> <p>Foi o primeiro fil&oacute;sofo a ser homenageado pelo Espanto &mdash; Festival Internacional de Filosofia.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Um dos maiores filósofos portugueses fala sobre o medo e a sua disseminação política. Oiça-o aqui</itunes:summary>
      <category>medo</category>
      <category>José Gil</category>
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      <itunes:author>Catarina Barosa e David Erlich</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 14 May 2026 07:05:00 +0000</pubDate>
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      <title>Porque é que uma esponja pode despertar o desejo filosófico? Rodrigo Guedes de Carvalho explica-nos</title>
      <itunes:title>Porque é que uma esponja pode despertar o desejo filosófico? Rodrigo Guedes de Carvalho explica-nos</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>No epis&oacute;dio de estreia, o convidado que filosofa com David Erlich e Catarina Barosa &eacute; Rodrigo Guedes de Carvalho. Pivot da SIC e tamb&eacute;m escritor, revela as suas duas grandes inquieta&ccedil;&otilde;es: a origem do mal e a morte, dois temas que mant&ecirc;m a sua mente em alvoro&ccedil;o. Entre o mal e a morte, muitos outros pensamentos foram sendo tecidos durante a conversa. <br><br>O neologismo &ldquo;apipocar&rdquo; serve para caracterizar crian&ccedil;as e adultos e uma certa nova forma de estar no mundo atual. O convidado deixa claras as suas preocupa&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o ao rumo do jornalismo e dos jornalistas; as amea&ccedil;as das novas ferramentas de Intelig&ecirc;ncia Artificial (IA), criadas por acontecimentos totalmente gerados por IA, que podem ter uma resposta reativa no mundo real. Isto pode estar na origem do mal.&nbsp;<br><br>No final, Rodrigo Guedes de Carvalho &eacute; desafiado a fazer escolhas entre v&aacute;rios desejos filos&oacute;ficos e, por incr&iacute;vel que pare&ccedil;a, uma esponja de lavar a lou&ccedil;a torna-se o objeto que mais desperta o seu desejo filos&oacute;fico. Ele explica a raz&atilde;o de tal escolha.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>No epis&oacute;dio de estreia, o convidado que filosofa com David Erlich e Catarina Barosa &eacute; Rodrigo Guedes de Carvalho. Pivot da SIC e tamb&eacute;m escritor, revela as suas duas grandes inquieta&ccedil;&otilde;es: a origem do mal e a morte, dois temas que mant&ecirc;m a sua mente em alvoro&ccedil;o. Entre o mal e a morte, muitos outros pensamentos foram sendo tecidos durante a conversa. <br><br>O neologismo &ldquo;apipocar&rdquo; serve para caracterizar crian&ccedil;as e adultos e uma certa nova forma de estar no mundo atual. O convidado deixa claras as suas preocupa&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o ao rumo do jornalismo e dos jornalistas; as amea&ccedil;as das novas ferramentas de Intelig&ecirc;ncia Artificial (IA), criadas por acontecimentos totalmente gerados por IA, que podem ter uma resposta reativa no mundo real. Isto pode estar na origem do mal.&nbsp;<br><br>No final, Rodrigo Guedes de Carvalho &eacute; desafiado a fazer escolhas entre v&aacute;rios desejos filos&oacute;ficos e, por incr&iacute;vel que pare&ccedil;a, uma esponja de lavar a lou&ccedil;a torna-se o objeto que mais desperta o seu desejo filos&oacute;fico. Ele explica a raz&atilde;o de tal escolha.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Oiça aqui o jornalista, pivot da SIC e escritor, primeiro convidado do primeiro podcast de Filosofia do Expresso</itunes:summary>
      <category>Filosofia</category>
      <category>Podcast Expresso</category>
      <category>O Princípio da Inquietação</category>
      <category>Rodrigo Guedes de Carvalho</category>
      <category>David Erlich</category>
      <category>Catarina Barosa</category>
      <category>morte</category>
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      <category>inquietação</category>
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      <category>apipocar</category>
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      <itunes:keywords>Filosofia, Podcast Expresso, O Princípio da Inquietação, Rodrigo Guedes de Carvalho, David Erlich, Catarina Barosa, morte, origem do mal, inquietação, jornalismo, inteligência artificial, deepfakes, verdade, desinformação, redes sociais, ética, pensamento crítico, literatura, filosofia contemporânea, esfera pública, crianças, frustração, apipocar, cultura digital, desejo filosófico, música, esfregão, limpeza, futuro</itunes:keywords>
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      <itunes:author>Catarina Barosa e David Erlich</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 07 May 2026 05:55:00 +0000</pubDate>
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      <title>O Princípio da Inquietação: Expresso lança podcast que quer pôr os portugueses a pensar</title>
      <itunes:title>O Princípio da Inquietação: Expresso lança podcast que quer pôr os portugueses a pensar</itunes:title>
      <description><![CDATA[<p>Vem a&iacute; o primeiro podcast do Expresso dedicado &agrave; Filosofia.&nbsp;<strong>O Pr&iacute;ncipio da Inquieta&ccedil;&atilde;o</strong> &eacute; um podcast onde <strong>pensar</strong> &eacute; um verbo que se exercita a s&oacute;s e em conversa. <br><br>Fil&oacute;sofos nacionais e internacionais refletem em voz alta sobre o medo, enquanto <strong>Catarina G. Barosa</strong>, fundadora do Festival Internacional de Filosofia, Espanto, e <strong>David Erlich</strong>, professor e escritor, recebem convidados de v&aacute;rias &aacute;reas para di&aacute;logos sem rede. Aqui, as certezas s&atilde;o questionadas e a d&uacute;vida ganha estatuto de virtude. O objetivo &eacute; praticar a nobre arte de pensar, mesmo que isso conduza n&atilde;o a respostas, mas a novas perguntas. <br><br>Pode ouvir o novo podcast em Expresso.pt ou em qualquer aplica&ccedil;&atilde;o de podcasts, onde consegue subscrev&ecirc;-lo, comentar e enviar sugest&otilde;es.<br><br>Todas as quintas-feiras um novo epis&oacute;dio, uma nova inquieta&ccedil;&atilde;o. A primeira &eacute; j&aacute; a 7 de maio.<br><br>A edi&ccedil;&atilde;o &aacute;udio e v&iacute;deo deste podcast &eacute; assegurada pela Tale House, com identidade sonora a partir da interpreta&ccedil;&atilde;o do m&uacute;sico e produtor Pedro Lu&iacute;s, da obra Inquieta&ccedil;&atilde;o, da autoria de Jos&eacute; M&aacute;rio Branco, inspirada na vers&atilde;o interpretada pelo grupo A Naifa. A capa &eacute; de Tiago Pereira Santos, com fotografia de Matilde Fieschi e logo do Expresso e do Festival Espanto. A coordena&ccedil;&atilde;o est&aacute; a cargo de Joana Beleza e a dire&ccedil;&atilde;o &eacute; de Jo&atilde;o Vieira Pereira.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Vem a&iacute; o primeiro podcast do Expresso dedicado &agrave; Filosofia.&nbsp;<strong>O Pr&iacute;ncipio da Inquieta&ccedil;&atilde;o</strong> &eacute; um podcast onde <strong>pensar</strong> &eacute; um verbo que se exercita a s&oacute;s e em conversa. <br><br>Fil&oacute;sofos nacionais e internacionais refletem em voz alta sobre o medo, enquanto <strong>Catarina G. Barosa</strong>, fundadora do Festival Internacional de Filosofia, Espanto, e <strong>David Erlich</strong>, professor e escritor, recebem convidados de v&aacute;rias &aacute;reas para di&aacute;logos sem rede. Aqui, as certezas s&atilde;o questionadas e a d&uacute;vida ganha estatuto de virtude. O objetivo &eacute; praticar a nobre arte de pensar, mesmo que isso conduza n&atilde;o a respostas, mas a novas perguntas. <br><br>Pode ouvir o novo podcast em Expresso.pt ou em qualquer aplica&ccedil;&atilde;o de podcasts, onde consegue subscrev&ecirc;-lo, comentar e enviar sugest&otilde;es.<br><br>Todas as quintas-feiras um novo epis&oacute;dio, uma nova inquieta&ccedil;&atilde;o. A primeira &eacute; j&aacute; a 7 de maio.<br><br>A edi&ccedil;&atilde;o &aacute;udio e v&iacute;deo deste podcast &eacute; assegurada pela Tale House, com identidade sonora a partir da interpreta&ccedil;&atilde;o do m&uacute;sico e produtor Pedro Lu&iacute;s, da obra Inquieta&ccedil;&atilde;o, da autoria de Jos&eacute; M&aacute;rio Branco, inspirada na vers&atilde;o interpretada pelo grupo A Naifa. A capa &eacute; de Tiago Pereira Santos, com fotografia de Matilde Fieschi e logo do Expresso e do Festival Espanto. A coordena&ccedil;&atilde;o est&aacute; a cargo de Joana Beleza e a dire&ccedil;&atilde;o &eacute; de Jo&atilde;o Vieira Pereira.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>]]></content:encoded>
      <itunes:summary>Oiça aqui a introdução de Catarina Barosa e David Erlich no novo podcast do Expresso</itunes:summary>
      <category>Filosofia</category>
      <category>Podcast</category>
      <category>Expresso</category>
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      <category>Catarina G Barosa</category>
      <category>David Erlich</category>
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      <category>Filosofia no Expresso</category>
      <category>Novo Podcast</category>
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      <itunes:author>Catarina Barosa e David Erlich</itunes:author>
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      <pubDate>Thu, 30 Apr 2026 11:00:00 +0000</pubDate>
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